6 fatos sobre a pílula anticoncepcional que você não sabia

Inicialmente criada com o objetivo de controlar a natalidade, a pílula anticoncepcional combinada, popularmente conhecida somente como pílula anticoncepcional, contraceptivo oral ou pílula, é composta por uma combinação de hormônios sintéticos (estradiol e progesterona), que são capazes de inibir a fertilidade feminina, evitando, assim, que ocorra a fecundação.

A utilização das pílulas anticoncepcionais se tornou muito comum a partir da década de 60, por se tratar de um método eficiente e barato de se evitar a gravidez indesejada. Se usada corretamente — conforme a orientação de um médico ou farmacêutico — a sua eficácia é de quase 100%.

Mas o que muitas pessoas não sabem é que existem muitos outros fatores associados à utilização de contraceptivos orais. Confira alguns deles na lista abaixo!

1. Utilizada no tratamento de prevenção de doenças

Mesmo que a criação tenha tido como objetivo o controle da natalidade, as taxas controladas de hormônios presentes na pílula são capazes de estabilizar e amenizar outras condições comuns no organismo da mulher, principalmente durante a puberdade, como problemas no ciclo menstrual e acne, além de ajudar no tratamento da síndrome do ovário policístico e da endometriose.

Também, estão associadas à prevenção da doença inflamatória pélvica e de alguns tipos de câncer, como o câncer de mamas, ovário e endométrio.

Mas atenção: a pílula anticoncepcional NÃO previne contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis! Use sempre camisinha!

2. Apresenta efeitos colaterais

Apesar da popular utilização dos contraceptivos orais, não só para evitar a gravidez, como para amenizar outras condições típicas no corpo das mulheres, nem tudo são flores: o uso da pílula também pode trazer riscos para a saúde.

As pílulas anticoncepcionais têm sido largamente relacionadas a uma série de problemas cardiovasculares, como trombose, infartos e acidentes vasculares cerebrais (AVCs), devido ao potencial desses hormônios de causarem a agregação plaquetária.

Por isso, mulheres que apresentam alguma predisposição a problemas de circulação devem sempre procurar a orientação médica antes de iniciar o uso da pílula.

3. Pode influenciar na sua decisão sobre possíveis parceiros

Sim, é isso mesmo que você leu! Normalmente, as mulheres são atraídas por parceiros que possuem características diferentes das suas, ou seja, genes diferentes, a fim de criar uma maior variabilidade genética e gerar bebês mais “fortes”.

No entanto, como a pílula eleva os níveis hormonais e simula uma gravidez (o corpo “acha” que ela já está grávida, por isso, ela não é capaz de engravidar novamente), ela passa a se atrair por pessoas similares a ela, pessoas que supostamente protegerão o seu bebê.

Porém, antes de começar o protesto, lembre-se de que isso é apenas um estudo, e não um fato comprobatório!

4. Afeta o meio ambiente

Toda essa quantidade de hormônios ingerida por milhares de mulheres eventualmente é eliminada por elas e, muitas vezes, não são tratadas pelas estações de tratamento de esgoto normais, indo parar nas águas dos rios.

Esses hormônios, quando presentes nas águas, acabam por influenciar na determinação do sexo de peixes, répteis, entre outros, gerando um impacto muito grande nas populações desses animais e também no ambiente em que eles vivem.

5. Já foi feita a partir de….inhame?!

Sim, a produção em massa da pílula só foi possível a partir de um tipo de inhame verde mexicano, conhecido como “cabeza de negro”, que fornecia uma grande quantidade de progesterona e tornou a produção mais fácil e barata, em 1943.

6. A pílula anticoncepcional para homens já está sendo feita

Sim, a versão masculina da pílula já estava a caminho! O processo seria um pouco mais complicado e demorado, pois a pílula precisaria bloquear os milhares de espermatozoides produzidos a cada dia. Mas os testes em camundongos foram promissores.

Entretanto, os estudos foram adiados, devido às reações adversas — que a maioria das mulheres já conhecem bem.

Como pudemos ver nos fatos listados acima, existem vários riscos e benefícios ligados ao uso da pílula anticoncepcional. Há, no mercado atual, vários tipos diferentes de pílulas, diferentes métodos para se prevenir a gravidez e para tratar as doenças que citamos. Cabe a cada mulher buscar uma orientação e tomar a decisão adequada para o seu caso, avaliando os prós e contras.

E você, faz o uso de alguma pílula anticoncepcional? Conhece alguma outra curiosidade? Deixe seu comentário!

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Posted by Dra. Cristina Carneiro