Dra. Cristina Carneiro

Videolaparoscopia: conheça o exame

Videolaparoscopia: conheça o exame

A videolaparoscopia, também chamada de laparoscopia, é um procedimento com foco em diagnosticar e tratar doenças que podem atingir a região abdominal. O processo tem invasão mínima e o exame é um dos principais para diagnosticar a endometriose, por exemplo. Neste post, você vai conhecer tudo sobre a técnica. Vamos lá?

Vantagens da videolaparoscopia

Esse é um procedimento considerado minimamente invasivo e, entre suas principais vantagens, estão:

  • menor trauma na parede abdominal, se for comparado a outros procedimentos;
  • risco menor de infecção;
  • cicatriz menos evidente;
  • uso de medicações reduzido no período pós-operatório;
  • retorno às atividades habituais de forma rápida.

O procedimento consegue diagnosticar diversas patologias, como tumores na área abdominal, patologias ginecológicas, doenças na área peritoneal e gravidez ectópica, entre outras. A videolaparoscopia pode ser feita para a retirada de lesões no ovário, ou de todo ovário, laqueadura das trompas, entre outros.

Como é feito o procedimento

O processo é feito com o uso de uma microcâmera introduzida por meio da cicatriz umbilical. Geralmente, são feitas entre duas a três incisões bem pequenas na região inguinal e também na região umbilical.

Uma das vantagens desse procedimento é que o corte externo na pele é pequeno e o tamanho da incisão é de cerca de 0,5 a 1 cm. A câmara instalada vai mostrar para o cirurgião, por meio de um monitor, a região abdominal de forma ampla e muito detalhada. Dessa forma, o especialista vai conseguir enxergar com precisão a cavidade do abdômen e da pélvis, a fim de avaliar os órgãos e os tecidos internos.

Assim, o médico vai poder realizar diagnósticos, ou a cirurgia, de forma mais detalhada e cautelosa. Dependendo da situação, exames de radiografia ou ultrassonografias podem não ser suficientes, sendo necessários exames mais específicos, como a laparoscopia.

O procedimento deve ser realizado no hospital e são necessários exames pré-operatórios e também de risco cirúrgico, que deve ser orientado e pedido pelo médico.

Recuperação do procedimento

Como a técnica não é muito invasiva, geralmente a recuperação é rápida e a pessoa não demora muito para voltar a sua rotina habitual. No procedimento, há poucos cortes e o sangramento é mínimo, o que facilita e permite a recuperação mais rápida.

O tempo de recuperação varia de acordo com cada caso, mas, geralmente, é de sete a 14 dias, dependendo do tipo de procedimento. O retorno às atividades deve ser gradativo e, durante todo o processo, é fundamental seguir a orientação do especialista, para que a recuperação ocorra sem complicações.

Nessa fase, podem surgir sintomas, como dores na região abdominal e nos ombros, intestino preso, ânsia de vômito, entre outros. O tempo de repouso é muito importante para a fase de pós-operatório.

A técnica de videolaparoscopia não é indicada para mulheres grávidas, indivíduos que estejam com obesidade mórbida, suspeita de tumores na região abdominal ou quando a pessoa está debilitada.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Puerpério: conheça as mudanças que ocorrem no corpo da mulher após o parto

Puerpério: conheça as mudanças que ocorrem no corpo da mulher após o parto

A gravidez é um fenômeno que causa alterações profundas na fisiologia da mulher. Um processo natural que prepara o terreno para que se possa abrigar a vida na fase gestacional. As adaptações que ocorrem nestes nove meses são de ordem física, química e também psicológica. Dar à luz, no entanto, não significa o fim das alterações. Por isso, devemos levar em conta o puerpério.

Também referido como resguardo ou quarentena, este é o momento de pós-parto, quando a mulher se recupera das transformações corporais. Um período que compreende dias, semanas e até meses, para que se complete. Isto acontece porque as mudanças que ocorrem aqui também são de grande intensidade. E, assim como a gestação, elas não são apenas de caráter físico.

Se antes o objetivo era preparar o organismo para carregar o bebê, posteriormente o foco estará na sua nutrição. Já nas primeiras semanas após dar à luz as alterações começam. Neste artigo, apontamos as mudanças que ocorrem no corpo da mulher durante o período de pós-parto. Comecemos por definir este período e suas fases.

O que é o Puerpério e quais são as suas fases?

Este é um período que compreende de 6 a 8 semanas – cerca de 40 dias – após o parto. Seu ponto inicial é a expulsão da placenta. Esta primeira fase tem duração de 2 horas e é seguida pelo período mediado. Este dura até 10 dias após a mulher dar à luz. Na fase tardia, chegamos a 45 dias após o evento. Por fim, na etapa remota contamos até 60 dias desde o acontecimento do parto.

As principais mudanças vão ocorrer nos 40 dias que se seguem ao nascimento do bebê. Recomenda-se às mulheres o acompanhamento com o obstetra neste momento. O prazo para buscar o cuidado é de 7 a 10 dias após a natividade. A avaliação do médico será importante para qualquer tipo de parto e poderá ajudar a mitigar alguns desconfortos.

Quais são as mudanças que ocorrem no corpo da mulher após o parto?

Útero

É onde acontecem as mudanças mais significativas do puerpério. A princípio ocorre o fenômeno de involução uterina – a volta do órgão ao tamanho normal. Para cada dia que passa ele diminui cerca de 1 centímetro. O processo é desencadeado pela queda nos níveis de estrogênio e progesterona. As cólicas são comuns nos primeiros momentos, sobretudo ao amamentar. Também é comum o sangramento – denominado de lóquio.

Incontinência urinária

Em muitos casos ocorre a incontinência urinária, caracterizada por um desejo incontrolável, e quase sempre súbito, de urinar. Na duração, este quadro pode se estender por até 3 meses. Para aliviar a condição recomenda-se o fortalecimento da região do períneo, resultado proporcionado pelos exercícios de Kegel. Estes devem ser feitos durante a gravidez.

Região íntima

Dilatação e inchaço da região vaginal são comuns no período de resguardo e isto independe do tipo de parto realizado. Se ocorreu durante o procedimento uma episiotomia – corte entre a vagina e o ânus para facilitar a passagem do bebê – provavelmente desconfortos e dores estarão presentes.

Mamas

Ao aumentarem de volume, elas ficam doloridas. Além disso, antes de produzirem o leite propriamente dito, é segregado o colostro. Esta substância é o primeiro alimento do recém-nascido e tem grande poder nutritivo e de proteção contra infecções. Passados 4 a 5 dias do parto, ele dá lugar ao leite de transição. Apenas no prazo de 3 semanas é que surge o leite maduro. E quanto aos desconfortos, a própria amamentação ajuda a reduzi-los.

Emocional

Este é um aspecto que merece grande atenção, já que os impactos aqui são intensos. Seja por conta da privação de sono ou pelas descargas hormonais. Frustração, angústia e medo são sentimentos comuns. Deve-se estar alerta, no entanto, aos quadros de tristeza prolongada. Eles podem sinalizar depressão pós-parto, o que demanda acompanhamento profissional.

Como vimos, o puerpério é uma fase onde ocorrem muitas mudanças no corpo da mulher para que ele se recupere da gestação. Ao longo deste artigo, foram listados os fenômenos mais comuns neste momento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Distúrbios hormonais que mais afetam as mulheres

Distúrbios hormonais que mais afetam as mulheres

Os hormônios são essenciais para o funcionamento do corpo da mulher, tendo muitas vezes responsabilidade de regular a saúde física e emocional, podendo afetar a reprodução e até mesmo o humor. Muitas mulheres podem, ao longo do dia, sentir uma sensação tanto de bem-estar, quanto negativa, dependendo apenas de como seus hormônios se encontram. Problemas de saúde também podem ser desencadeados pelos hormônios desregulados.

Vejamos que tipos de problemas de saúde podem surgir mais nas mulheres por conta de distúrbios hormonais. Aprenda como identificá-los e procurar um médico especializado, antes que possam surgir complicações.

Distúrbios hormonais que mais afetam as mulheres

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo é um distúrbio hormonal que acomete mais mulheres nas idades de 20 a 40 anos, devido a uma hiperatividade da glândula tireoide, que regula as funções do coração, do cérebro, do fígado e rins, passando a produzir hormônios em excesso.

Caso não seja tratado, esse distúrbio pode acarretar outros problemas, como aceleração e insuficiência dos batimentos cardíacos, osteoporose, fotofobia, olhos saltados, tremores, queda de cabelos, insônia, ansiedade e irritação.

O problema é descoberto por meio de um exame de sangue que mede a taxa hormonal. O tratamento pode ser feito tanto por medicação, quanto por cirurgia.

Hipotireoidismo

Diferente do hipertireoidismo, o hipotireoidismo é quando a glândula tireoide não produz hormônios suficientes para suprir o organismo.

Este distúrbio hormonal pode ser diagnosticado também por exames de sangue, que detectam quando os níveis de T3 e T4 estão baixos. Isto causa sintomas como cansaço, aumento de peso, sono em excesso, e em casos mais graves e crônicos, as doenças autoimunes.

É importante que a mulher realize exames laboratoriais anualmente, pois isto facilita o diagnóstico precoce deste distúrbio, favorecendo o tratamento tão logo apareça o problema, evitando assim que algo mais grave aconteça devido a esta disfunção hormonal.

Síndrome dos ovários policísticos

Os ovários policísticos se desenvolvem em mulheres em idade reprodutiva, trazendo consigo outros problemas, como acne, crescimento de pelos no corpo e ganho de peso. Também pode estar associada à infertilidade.

Este distúrbio é causado por um desequilíbrio hormonal que leva ao desenvolvimento de cistos nos ovários, causando problemas como:

  • Ciclo menstrual irregular;
  • Diminuição da ovulação;
  • Infertilidade;
  • Favorece o surgimento de doenças cardiovasculares;
  • Facilita o aparecimento de diabetes tipo 2;
  • Obesidade.

Este distúrbio hormonal pode ser evitado se a mulher tiver uma vida saudável, alimentação balanceada e se praticar exercícios físicos regulares.

Acne

A acne surge por um desequilíbrio hormonal ligado à testosterona, causando uma produção em excesso de sebo na pele, tornando-a mais oleosa, favorecendo o surgimento de espinhas. Quanto mais este hormônio estiver em alta, mais espinhas aparecem no rosto e nas costas.

Amenorreia

A amenorreia é uma ausência de menstruação por um período de três ciclos ou mais, consecutivos. Este problema ocorre em 5% das mulheres em idade reprodutiva. Geralmente, acontece quando há alguma doença grave, quando perdem peso de forma extrema ou quando a mulher pratica exercícios de forma intensa, exigindo um esforço corporal extremo.

O tratamento deste distúrbio hormonal é realizado de acordo com o que ocasionou o problema, abordando e tratando a causa do desequilíbrio. Pode-se também realizar terapias de reposição hormonal ou cirurgia, dependendo do caso quando analisado por um médico especialista.

Mulheres podem sofrer também com problemas emocionais

Os hormônios femininos não causam apenas problemas físicos, mas também mentais e emocionais. Alguns distúrbios hormonais podem ser a razão de problemas, como:

  • Perda da libido;
  • Estresse e depressão;
  • TPM (que acarreta problemas tanto físicos, quanto emocionais);
  • Transtornos de humor;
  • Ansiedade.

Estes problemas ocorrem devido a um desequilíbrio do estrogênio, um hormônio que também age diretamente no sistema nervoso central, atuando como regulador dos neurotransmissores do bem-estar. O desequilíbrio desse hormônio é o que desencadeia alguns distúrbios mentais.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
3 tipos de infecção vaginal

3 tipos de infecção vaginal

A maioria das mulheres já teve ou ouviu falar de alguns sintomas que envolvem infecções vaginais. Corrimento, odor e irritação são só alguns exemplos do que as infecções neste local do corpo podem causar.

Dados apontam que 75% das mulheres passam por este problema ao menos uma vez na vida. O alvo principal são mulheres em idade reprodutiva. Estas infecções, quando não tratadas, causam complicações nos órgãos e durante a gestação.

Qual a causa destas infecções?

Há uma flora microbiana dentro da vagina, e isto é natural do corpo da mulher. Dentro desta flora existem os lactobacilos, que além de proteger o sistema imunológico na área genital não permitem o crescimento de bactérias.

Quando estes lactobacilos ficam em baixa (por questões ainda desconhecidas), outras bactérias que estão no local ficam livres para se multiplicar, o que pode acabar resultando em uma infecção, como a vaginose bacteriana.

Conheça 3 tipos de infecção vaginal

Candidíase vaginal

O fungo Candida albicans é naturalmente encontrado no organismo, mas com alterações ocorrentes na acidez da vagina, ele é multiplicado de forma desordenada. Este tipo é o mais comum entre as infecções e costuma causar bastante desconforto, inchaço, coceira e ardor na área da vulva.

O corrimento passa a vir em um tom branco amarelado além de a substância apresentar uma textura mais densa.

Clamídia

O diagnóstico desta infecção em questão é mais difícil, por conta do fator assintomático. Geralmente, ela apresenta um fluxo com um tom mais branco, sangramento, dor e um cheiro diferente.

Dependendo do caso, a mulher pode se tornar infértil. Por isso, é preciso tomar todas as precauções e procurar um médico para tratamento.

Vaginite não infecciosa

Ela é uma inflamação na vulva ou na vagina, resultado de uma reação alérgica que provoca grandes quantidades de corrimento, dor pélvica e ardência. Geralmente, é causada por uso de desodorizantes e espermicidas.

 

Quais os sintomas gerais?

  • Mudança na cor do corrimento vaginal;
  • Mudança na textura do corrimento vaginal;
  • Ardência na hora de urinar;
  • Dor ou inchaço na vulva;
  • Dor durante relações sexuais.

A camisinha realmente previne?

Com certeza! O sêmen, quando em contato com os órgãos genitais femininos, contém uma substância que “para” o sistema de defesa da mulher por algumas horas, ou seja, ela fica desprotegida e mais suscetível a infecções.

Este é um mecanismo do corpo para quando há o desejo de engravidar. Assim, o organismo não rejeita o corpo estranho que está recebendo, no caso o sêmen, e a fecundação pode ser concluída.

Porém, a ausência de camisinha quando não há a pretensão de engravidar, além de criar um ambiente propício para infecções vaginais, também pode levar à contaminação por doenças sexualmente transmissíveis ou até o câncer, pelo vírus do HPV, por isso a importância da prevenção.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Você sabe o que é Desejo Sexual Hipoativo?

Você sabe o que é Desejo Sexual Hipoativo?

A falta de desejo sexual pode ser causada por um problema grave, chamado de Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo – TDSH. Este tipo de problema pode trazer dificuldades nas relações interpessoais, afetivas e principalmente na qualidade de vida.

Isso ocorre porque o desejo sexual envolve muito mais do que o físico, mas também sonhos e fantasias sexuais, que são provenientes do psíquico, e interferem diretamente no estilo e qualidade de vida de um indivíduo.

O que é este transtorno?

O TDSH é caracterizado pela recorrente ausência de desejo ou fantasias sexuais, afetando os relacionamentos com o parceiro. Ela é uma disfunção sexual que acomete mulheres e homens.

Esta doença aparece de forma gradual e piora com o tempo, por isso, a importância de estar atento aos sintomas. A insatisfação sexual, ao afetar o relacionamento afetivo, é responsável pelo surgimento de outros problemas na vida do indivíduo, como a depressão.

Qual a causa do Desejo Sexual Hipoativo?

As causas vão muito além de problemas físicos e libido. Ela, muita vezes, está relacionada a transtornos mentais, traumas e vivências pessoais do paciente.

Fatores biológicos

  • Doenças crônicas;
  • Efeitos colaterais de medicamentos;
  • Desequilíbrios hormonais.

Fatores Contextuais

  • Privacidade;
  • Conforto;
  • Aspectos ambientais;
  • Segurança.

Fatores interpessoais

  • Incompetência do parceiro sexual;
  • Conflitos;
  • Perdas no relacionamento.

Fatores do desenvolvimento

  • Falta de educação sexual;
  • Traumas como coerção sexual;
  • Privação emocional ou física durante a fase de desenvolvimento.

Fatores culturais

  • Crenças religiosas;
  • Conduta sexual apropriada ao meio em que vive;
  • Moral.

Fatores predisponentes

  • Deformidades anatômicas;
  • Timidez;
  • Inibição.

Fatores perturbadores

  • Fadiga;
  • Estresse;
  • Preocupação com imagem corporal.

Fatores psicológicos

  • Transtorno de personalidade;
  • Depressão;
  • Ansiedade.

Fatores precipitantes

  • Menopausa;
  • Infidelidade e divórcio;
  • Dependência química.

Existe algum tipo de tratamento?

Com certeza! Pesquisadores afirmam que existem duas disfunções no cérebro humano que podem desencadear o TDSH, sendo uma no cérebro frontal inferior, onde há uma contenção excessiva. A outra ocorre no lobo parietal inferior e em regiões pré-motoras, que com baixa atividade, resultam na falta de imaginação erótica.

Porém, estes não são os motivos únicos, como comentado acima. Sendo assim, não existe apenas a medicação como forma de tratamento. Muitas vezes é preciso um tratamento de psicoterapia, onde a psique, o corpo e a sexualidade serão trabalhados de maneira conjunta.

É importante entender que cada paciente tem suas individualidades, e o que dá certo para um, não é necessariamente o que o outro precisa. Sendo assim, o tratamento é individualizado, levando em consideração as particularidades de cada caso de desejo sexual hipoativo. Fisioterapia e reposição hormonal também são abordagens realizadas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

 

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Cesariana: quando é indicada?

Cesariana: quando é indicada?

A cesariana é um procedimento muito procurado e realizado no Brasil. Muitas mulheres preferem este tipo de parto por várias razões, mas, na maioria das vezes, não é um caso de escolha e, sim, necessidade. O parto cesariano só deve ser feito caso existam razões específicas e necessárias.

Apesar de ser uma decisão tomada pelo médico, também deve-se levar em conta o desejo da mãe ao ter o seu bebê. Porém, o parto normal, salvo alguns casos, deve ser o mais indicado. Cabe ao médico a decisão de avaliar o real estado de saúde da mãe e do bebê.

De acordo com pesquisas feitas pelo Ministério da Saúde, a cesariana forma 40% dos partos feitos no Brasil pelo sistema público de saúde e 85% pela rede particular. São porcentagens que estão muito acima das recomendadas pela OMS (Organização Mundial da Saúde).

A cesariana é o tipo de parto que se configura por dois cortes: um na barriga, no baixo ventre, e outro no útero, abrindo um espaço para que o médico possa retirar o bebê.

Quando se deve decidir por este tipo de parto?

O tipo de parto é escolhido de acordo com:

  • O histórico de saúde da gestante;
  • O momento do trabalho de parto;
  • A vontade da gestante.

A cesariana não deve ser feita apenas para não sentir dor, mas somente em casos extremos. Veja alguns motivos em que este tipo de parto pode ser indicado, de acordo com avaliação médica:

  • Falha do parto normal: muitas vezes, os médicos optam por realizar a cesariana quando há problemas no parto normal, geralmente relacionados com a dilatação ou quando a contração não está sendo eficiente. Esta decisão é tomada para acelerar o trabalho de parto. Mesmo estimulando o parto normal, muitas vezes ele se torna inviável, então, uma cesariana é recomendada.
  • Em casos de placenta prévia: nessa situação, há um sangramento que geralmente ocorre no final da gestação, quando a placenta fica presa no colo do útero. Tendo este diagnóstico, a gestante pode precisar de uma cesariana.
  • Quando há um descolamento da placenta: quando ocorre este caso, é uma gravidez difícil, pois há risco de morte tanto para a mãe quanto para o bebê. Assim, uma cesárea deve ser feita de forma urgente, quando o feto ainda se encontra com vida. Caso haja morte do bebê, é recomendado o parto normal para evitar a perda massiva de sangue.
  • Bebê com sobrepeso (desproporção cefalopélvica): quando o bebê é muito grande ou tem peso elevado, pois dificultaria o parto normal. A análise desta situação somente é feita na hora do parto, por meio do partograma.
  • Pela saída do cordão umbilical antes do bebê (prolapso do cordão umbilical): a cesariana é realizada nestes casos, pois a pressão do parto pode interromper o fluxo de sangue para o bebê.
  • Quando há um batimento cardíaco fetal anormal: este é um quadro representado por uma hipóxia fetal dentro do útero. Para que a cesárea seja recomendada, é necessário analisar outros aspectos, como o do líquido amniótico, a dilatação e outros.
  • Quando a gestante tem HIV: nesse caso, é recomendado realizar uma cesárea, que reduz a transmissão do vírus para o bebê.
  • Em gestação de gêmeos: nessa situação é analisada a saúde da mãe. Na maioria das vezes, o parto normal é indicado, mas cada caso é avaliado de acordo com as questões de saúde. Assim, uma cesárea pode também ser indicada.

É importante, em caso de dúvidas, sempre consultar uma segunda opinião médica em relação à necessidade de se realizar uma cesariana. É um procedimento de risco, mas pode ser o melhor tanto para a mãe, quanto para o bebê, quando o parto normal apresenta um risco ainda maior.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Inflamação pélvica: causas, sintomas e tratamentos

Inflamação pélvica: causas, sintomas e tratamentos

As doenças que atingem os órgãos do aparelho reprodutor feminino requerem uma atenção especial, já que a falta de tratamento adequado pode não apenas resultar em um problema generalizado, mas até mesmo afetar a fertilidade da mulher.

Em relação a isso, uma doença que chama a atenção dos médicos é a inflamação pélvica, que, segundo estimativas, atinge entre 2 e 10% das mulheres sexualmente ativas no Brasil. Entenda o que causa esse problema, quais são os sintomas e as formas de tratamento recomendadas.

A relação entre DIP e DST

A inflamação pélvica ou doença inflamatória pélvica, conhecida também pela sigla DIP, é uma infecção do trato genital feminino que pode afetar diversos órgãos do aparelho reprodutor, como o útero, as trompas de Falópio e os ovários, caso não seja tratada adequadamente. Em situações mais graves, pode se estender até para regiões pélvicas e abdominais.

A DIP é causada principalmente por uma doença sexualmente transmissível (DST), como a gonorreia ou a clamídia. Quando essas bactérias não são tratadas enquanto ainda estão na vagina, podem se proliferar e atingir a parte superior do aparelho reprodutor, causando infecção nos órgãos internos.

Por conta disso, a principal forma de contágio da doença inflamatória pélvica é por meio de relação sexual sem o uso de preservativos com parceiros que tenham a doença. Cerca de 15% das mulheres infectadas com uma das DSTs acabam desenvolvendo o problema.

Também há casos em que a infecção ocorre depois de algum procedimento médico feito de maneira inadequada nessa região, como a implantação de um dispositivo intrauterino, DIU, curetagem, biópsia da região uterina ou qualquer outra que afete a parte interna do sistema reprodutor.

Sintomas da inflamação pélvica

A doença inflamatória pélvica geralmente causa dor em diversas partes do corpo da mulher, como a região mais baixa do abdômen, nas costas e durante a relação sexual.

Outros sintomas comuns são febre alta (acima de 38 graus), fadiga, náuseas e vômitos. Em algumas situações, a mulher pode apresentar também secreção vaginal (do colo do útero), menstruação irregular, sangramento após relação sexual e dor ao urinar.

Diagnóstico e tratamento

Caso a mulher apresente alguns dos sintomas mencionados, ela deve procurar um médico o mais rápido possível. Quanto antes o diagnóstico for realizado e o tratamento iniciado, maiores as chances de a doença não causar danos no aparelho reprodutor.

Como não há um exame específico para diagnosticar a inflamação pélvica, o médico solicita a realização de diversas avaliações, como levantamento do histórico, exames ginecológicos, análises de sangue e urina, e testes laboratoriais da coleta feita do corrimento vaginal.

Se o diagnóstico de DIP for confirmado, a paciente deve realizar um tratamento à base de antibióticos, que podem ser administrados por via oral ou intramuscular. Ainda que raros, existem casos em que é necessária a internação, como contrair a doença durante a gravidez ou a piora do quadro clínico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Cisto no ovário pode dificultar a gravidez?

Cisto no ovário pode dificultar a gravidez?

Cistos no ovário (também conhecidos como cistos ovarianos) são bolsinhas cheias de líquido que se formam ao redor ou dentro dos ovários. Mesmo que você não tenha ouvido falar muito sobre eles, saiba que são muito comuns — provavelmente a maioria das mulheres deve ter cistos no ovário em algum momento de suas vidas.

Mas, nem todos os cistos ovarianos são iguais. Enquanto alguns são benignos, outros podem afetar sua capacidade de engravidar e existem ainda os cistos malignos, que podem causar câncer.

Por isso, preparamos o artigo a seguir com as principais informações que você precisa saber sobre o modo como os cistos no ovário podem dificultar a gravidez. Boa leitura!

Cistos funcionais

Os cistos funcionais são o tipo mais comum e se formam durante um ciclo menstrual normal. Todo mês, seu corpo desenvolve uma estrutura semelhante a um cisto, chamada folículo, na qual um óvulo se desenvolve.

Quando o óvulo é liberado, o folículo deve se romper por conta própria, mas, às vezes, ele continua crescendo e se enchendo de líquido, formando um cisto funcional. Esses cistos geralmente são inofensivos. Raramente causam sintomas e devem se resolver por conta própria dentro de alguns ciclos menstruais. No entanto, eles podem contribuir para a infertilidade se crescerem muito.

Cistos sintomáticos

Existem outros três tipos de cistos que não estão relacionados ao ciclo menstrual, e são mais propensos a causar dor ou outros sintomas desconfortáveis.

Cistos dermóides

São cistos que podem conter fragmentos ósseos humanos, tecidos, pelos, fluidos e até mesmo dentes. Isso acontece porque eles se desenvolvem a partir das células que criam os óvulos. Pode parecer assustador, mas geralmente são cistos benignos.

Cistadenoma ovariano

Esse tipo de cisto se caracteriza como sacos cheios de líquido ou de muco que se desenvolvem a partir do tecido ovariano. Em alguns casos, eles podem ser cancerosos, mas geralmente não são.

Tanto os cistos dermoides quanto os cistoadenomas podem se tornar grandes, às vezes alterando a posição do ovário e fazendo com que ele se retorça — uma condição dolorosa conhecida como torção ovariana.

Endometrioma

É um cisto relacionado à endometriose. Esses cistos às vezes são chamados de “cistos de chocolate” por causa de sua cor escura. Eles crescem no ovário, formados por tecido endometrial que vão de dentro da cavidade do útero para o ovário e diferentemente da endometriose nos outros tecidos, o endometrioma, quando isolado, não causa dor.

Cistos e fertilidade

A influência de um cisto na saúde e na capacidade de engravidar de uma mulher depende de muitos fatores, incluindo o tipo e tamanho do cisto, a idade da pessoa afetada e a fertilidade geral.

Mulheres com síndrome do ovário policístico também podem enfrentar desafios de fertilidade. Os endometriomas são o tipo de cisto com maior potencial de afetar a capacidade de engravidar (eles podem distorcer a anatomia da pélvis e causar inflamação e cicatrizes), e a mulher pode precisar de tratamento. Cistos dermoides e cistoadenomas não estão associados à infertilidade.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
5 fatores de risco para a gravidez ectópica

5 fatores de risco para a gravidez ectópica

O período de gestação é geralmente um momento que exige atenção e cuidados por parte da mulher a fim de que se desenvolva de forma tranquila para ela e o bebê. No entanto, existem circunstâncias que podem causar sérios problemas para a gestante, como a gravidez ectópica. Entenda como isso acontece e conheça 5 fatores de risco para esse quadro.

O que é gravidez ectópica

A gravidez ectópica é uma complicação que surge quando a gestação ocorre fora do útero. Neste caso, o óvulo fecundado se instala de forma equivocada em lugares que não são adequados para o seu desenvolvimento. Na maioria dos casos, isso acontece nas trompas de Falópio (gravidez tubária), mas também há situações em que o ovo se fixa no ovário, no colo do útero ou até mesmo na cavidade abdominal.

Em uma gravidez normal, após a fecundação, o óvulo migra pela tuba uterina em direção ao útero, onde ocorre a implantação desse ovo na parede do órgão. Nos casos de ectopia, essa migração não se desenvolve da maneira adequada e o óvulo se aloja em outra estrutura.

Sintomas e tratamentos

Os sinais do problema geralmente passam despercebidos no início da gestação e podem se manifestar entre a sexta e a oitava semana, como dores abdominais, mal-estar, náuseas e menstruação irregular. Como alguns desses sintomas também são comuns em uma gravidez normal, muitas mulheres acabam por ignorar a complicação.

Neste caso, o diagnóstico é feito a partir da análise dos sintomas clínicos, exames de ultrassonografia transvaginal associados aos indícios e testes laboratoriais. Um dos hormônios analisados é o Beta HCG, cuja taxa de elevação abaixo do normal é um indicativo do problema.

Caso a gravidez ectópica seja confirmada, existem dois tipos de tratamento. O medicamentoso é indicado nos casos em que o embrião apresenta menos de 4 centímetros e ausência de batimento cardíaco no feto. A droga é administrada via intramuscular para impedir o desenvolvimento do embrião, que é absorvido pelo organismo.

A outra forma de tratamento é a cirurgia laparoscópica, cujo objetivo é retirar o embrião e reparar a região danificada. Caso a trompa esteja seriamente danificada, o profissional pode também realizar a remoção.

5 fatores de risco para a gravidez ectópica

É importante frisar que a gravidez ectópica pode acontecer com qualquer mulher, mas existem fatores de riscos que aumentam as chances de que isso ocorra fora do útero e causem problemas de saúde. Os mais comuns são:

Problemas prévios nas trompas

Caso a mulher já tenha tido lesão estrutural, inflamação ou infecção nas trompas, o risco aumenta. Além disso, intervenções cirúrgicas ou problemas na ligadura dessa região também são fatores de risco.

Uso incorreto do DIU

O dispositivo intrauterino é um método contraceptivo comum entre mulheres. Nesse caso, é o uso incorreto do DIU que contribui para a ocorrência do problema.

Gravidez ectópica prévia

Se a mulher já teve o problema anteriormente, a chance de desenvolver outra gravidez do tipo é maior em uma nova tentativa. Por isso, é essencial o acompanhamento médico.

Doença inflamatória pélvica

Esse tipo é causado com mais frequência por doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia ou gonorreia, que podem deixar lesões e cicatrizes nas tubas.

Tabagismo

Caso a mulher seja fumante, isso aumenta as chances de problemas durante o processo de gestação, entre eles, a gravidez ectópica.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Gravidez ectópica: conheça os sintomas

Gravidez ectópica: conheça os sintomas

Gravidez ectópica é a que se desenvolve fora do útero. No processo normal, o óvulo é fecundado em uma das tubas ou trompas uterinas, próximo ao ovário, e em seguida leva 4 ou 5 dias para percorrê-la, a fim de chegar ao útero, para se fixar na parede deste.

No entanto, pode acontecer de o embrião não chegar ao útero e começar a se desenvolver na própria tuba ou, ainda, em outros locais, como em um dos ovários, no colo uterino ou até numa cavidade abdominal ou no peritônio. Em qualquer um dos casos, o feto não sobreviverá e poderá colocar em risco a vida da mãe, e, por isso, o caso deve ser tratado com urgência. Vamos ver os sintomas e, em seguida, alguns tratamentos.

Os sintomas da gravidez ectópica

Os sintomas se manifestam juntamente dos sinais da gravidez normal, a partir da 5ª semana de gestação (ou seja, depois da suspensão da menstruação), e vão piorando conforme a gestação vai avançando. No início, eles são os mesmos de um aborto espontâneo, como:

  • hemorragia vaginal, leve ou intensa;
  • dor no abdômen.

Quando esse tipo de gestação ocorre na tuba é chamada de gravidez tubária — é a que ocorre na maior parte dos casos de gravidez ectópica. De qualquer modo, uma gestação fora do útero oferece riscos à saúde da mãe devido às hemorragias internas e à possibilidade de rompimento do órgão onde está se desenvolvendo o embrião. Eis alguns sinais que podem indicar essa situação:

  • grande dor na barriga ou na região pélvica, a qual piora com movimento ou esforço. É comum que comece de um lado e depois se espalhe por toda a região;
  • sangramento vaginal, que pode aumentar de intensidade;
  • tonturas, vertigens, desmaios, perdas de consciência, por causa de hemorragias internas;
  • choque hipovolêmico;
  • dor no ombro, por conta de hemorragia no diafragma — o sangramento irrita o músculo, e a dor é sentida no ombro.

Quando se constatam esses sinais, desde as primeiras semanas, é melhor procurar imediatamente um ginecologista ou obstetra, para checar a hipótese de uma gravidez fora do útero. Quanto mais cedo ela for diagnosticada, menos invasivo poderá ser o tratamento.

Os tratamentos

A gravidez ectópica, como se viu, não pode ser levada adiante. O fim da gestação ocorrerá naturalmente, caso contrário, será interrompida pelo médico com o uso de medicamento ou cirurgia. E, no caso da cirurgia, é importante definir qual a melhor possibilidade para evitar danos ao órgão, principalmente a tuba uterina, para não prejudicar a fertilidade feminina.

  • Medicamento: o metotrexato interrompe a formação do feto, e este é reabsorvido pelo organismo em pouco tempo.
  • Cirurgias: a menos invasiva é a laparoscopia — faz-se um furo na barriga da paciente para eliminar o feto (essa técnica também pode ser usada para procurar uma gravidez ectópica). No entanto, se a gestação está avançada e o órgão está se rompendo ou se rompeu, é necessário outro tipo de cirurgia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos