Dra. Cristina Carneiro

Gravidez ectópica: conheça os sintomas

Gravidez ectópica: conheça os sintomas

Gravidez ectópica é a que se desenvolve fora do útero. No processo normal, o óvulo é fecundado em uma das tubas ou trompas uterinas, próximo ao ovário, e em seguida leva 4 ou 5 dias para percorrê-la, a fim de chegar ao útero, para se fixar na parede deste.

No entanto, pode acontecer de o embrião não chegar ao útero e começar a se desenvolver na própria tuba ou, ainda, em outros locais, como em um dos ovários, no colo uterino ou até numa cavidade abdominal ou no peritônio. Em qualquer um dos casos, o feto não sobreviverá e poderá colocar em risco a vida da mãe, e, por isso, o caso deve ser tratado com urgência. Vamos ver os sintomas e, em seguida, alguns tratamentos.

Os sintomas da gravidez ectópica

Os sintomas se manifestam juntamente dos sinais da gravidez normal, a partir da 5ª semana de gestação (ou seja, depois da suspensão da menstruação), e vão piorando conforme a gestação vai avançando. No início, eles são os mesmos de um aborto espontâneo, como:

  • hemorragia vaginal, leve ou intensa;
  • dor no abdômen.

Quando esse tipo de gestação ocorre na tuba é chamada de gravidez tubária — é a que ocorre na maior parte dos casos de gravidez ectópica. De qualquer modo, uma gestação fora do útero oferece riscos à saúde da mãe devido às hemorragias internas e à possibilidade de rompimento do órgão onde está se desenvolvendo o embrião. Eis alguns sinais que podem indicar essa situação:

  • grande dor na barriga ou na região pélvica, a qual piora com movimento ou esforço. É comum que comece de um lado e depois se espalhe por toda a região;
  • sangramento vaginal, que pode aumentar de intensidade;
  • tonturas, vertigens, desmaios, perdas de consciência, por causa de hemorragias internas;
  • choque hipovolêmico;
  • dor no ombro, por conta de hemorragia no diafragma — o sangramento irrita o músculo, e a dor é sentida no ombro.

Quando se constatam esses sinais, desde as primeiras semanas, é melhor procurar imediatamente um ginecologista ou obstetra, para checar a hipótese de uma gravidez fora do útero. Quanto mais cedo ela for diagnosticada, menos invasivo poderá ser o tratamento.

Os tratamentos

A gravidez ectópica, como se viu, não pode ser levada adiante. O fim da gestação ocorrerá naturalmente, caso contrário, será interrompida pelo médico com o uso de medicamento ou cirurgia. E, no caso da cirurgia, é importante definir qual a melhor possibilidade para evitar danos ao órgão, principalmente a tuba uterina, para não prejudicar a fertilidade feminina.

  • Medicamento: o metotrexato interrompe a formação do feto, e este é reabsorvido pelo organismo em pouco tempo.
  • Cirurgias: a menos invasiva é a laparoscopia — faz-se um furo na barriga da paciente para eliminar o feto (essa técnica também pode ser usada para procurar uma gravidez ectópica). No entanto, se a gestação está avançada e o órgão está se rompendo ou se rompeu, é necessário outro tipo de cirurgia.

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Clamídia: causas, sintomas e tratamentos

Clamídia: causas, sintomas e tratamentos

A clamídia é uma infecção sexualmente transmitida muito comum e que nem sempre gera sintomas. No entanto, quando não tratada, pode levar a consequências sérias, como gravidez ectópica e infertilidade. Saiba mais sobre essa doença e como identificar os sinais dela.

Essa enfermidade é uma infecção causada pela bactéria Chlamydia trachomatis. Esse parasita geralmente ataca o organismo gerando uma infecção na uretra, no reto e na região do colo do útero. Pode ser transmitida tanto por vias vaginal e anal quanto por via oral.

Causas da doença

A clamídia afeta tanto homens quanto mulheres e é mais comum quando há uma troca maior de parceiros sexuais sem a utilização de preservativos durante as relações. A infecção também pode ser passada da mãe para o bebê durante a gravidez.

Dentre as infecções sexualmente transmissíveis, como a sífilis e a gonorreia, a que está aqui em análise é a mais comum no mundo todo. Ocorre com mais frequência na população adolescente e jovem com menos de 25 anos e com vida sexual ativa.

Quais são os sintomas da clamídia?

A grande maioria das pessoas infectadas por essa bactéria não apresenta nenhum sintoma aparente. Porém, dentro de 1 a 3 semanas, a doença começa a manifestar alguns incômodos. Os principais sintomas são:

  • corrimento vaginal ou peniano purulento;
  • sangramento ou dor após as relações sexuais;
  • dor abdominal;
  • dor durante o ato sexual;
  • dor ao urinar.

É comum que os sintomas desapareçam após um tempo, portanto, se sentir algum desses desconfortos, é importante consultar um médico. É fundamental lembrar que a infecção causada por essa bactéria pode trazer graves consequências à saúde quando não tratada.

Quais são os tratamentos possíveis?

A doença causada pela bactéria Chlamydia trachomatis pode causar infertilidade, gravidez ectópica, endometrite e outras doenças inflamatórias. Por isso, ao sentir os sintomas, procure um médico para fazer o diagnóstico correto. Por ter sintomas parecidos com os de outras doenças sexualmente transmissíveis, apenas o profissional de saúde é indicado para determinar se a paciente contraiu a bactéria.

O tratamento é simples e é realizado por meio de antibióticos, como a azitromicina e a doxiciclina. É importante que os parceiros sexuais também façam uma visita ao médico para verificar se há infecção e iniciar o tratamento caso seja necessário.

Para curar a doença, também é preciso se abster das relações sexuais durante todo o tratamento.

Com relação às gestantes, é importante observar qualquer sinal de corrimento purulento. Caso tenha alguma suspeita de infecção bacteriana, é imprescindível fazer o diagnóstico e o tratamento caso seja identificada a doença. Isso porque a infecção pode causar parto prematuro e até mesmo morte neonatal.

Por ser uma doença muitas vezes silenciosa, a prevenção é a melhor forma de se evitar a clamídia. Para isso, é importante o uso de preservativos em todas as relações sexuais. Assim, é possível evitar todo tipo de infecção sexualmente transmissível, inclusive o HIV, uma das DST mais graves.

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Mitos e verdades sobre câncer de ovário

Mitos e verdades sobre câncer de ovário

Considerada uma das doenças mais difíceis de se diagnosticar, pela falta de sintomas e de exames de rotina, o câncer de ovário é rondado por alguns mitos e crendices que chegam até a população feminina. No entanto, um alerta: a doença conseguiu atingir mais de 6 mil mulheres no ano de 2017, segundo o Instituto Nacional do Câncer (Inca). Saiba neste artigo o que é mito e o que é verdade com relação a essa doença.

O uso de anticoncepcionais por um longo período pode causar a doença.

MITO.Recentes estudos demonstraram que o uso de anticoncepcionais tem protegido as mulheres contra o problema.

A doença só atinge mulheres de idade mais avançada ou durante a menopausa.

MITO. A doença é observada também em mulheres mais jovens. O que acontece é que a incidência aumenta a partir dos 40 anos, mas pode atingir pessoas de qualquer idade.

Sentir dores durante a relação sexual pode ser um sinal da enfermidade.

VERDADE. Mesmo sendo considerada uma doença assintomática, isto é, que não apresenta sintomas nos estágios mais iniciais, o câncer de ovário dá alguns indícios nos estágios mais avançados. Um deles são as dores durante a relação sexual. Outros sintomas que podem aparecer nesses casos são: aumento repentino ou inchaço no abdômen, fadiga, dor abdominal, funcionamento irregular do intestino, perda de peso sem motivo aparente. Pelo que se percebe, são sintomas comuns a outras doenças ou outros tipos de câncer. No entanto, no tipo de câncer em questão, essas alterações no organismo são mais intensas e frequentes.

Microcistos no ovário e no útero podem evoluir para esse tipo de câncer.

MITO. Talvez esse seja um dos mitos mais recorrentes. É importante ter em mente que cistos são considerados alterações benignas, portanto, permanecem no organismo sem causar doenças letais. As lesões consideradas benignas não se alteram ou se multiplicam, o que significa que não evoluirão para um câncer. Já o tumor considerado maligno tem a predisposição de se dividir e se espalhar pelo corpo, configurando um câncer.

A endometriose é um indicativo ou um fator de risco da doença.

MITO. A endometriose não é fator de risco para o câncer de ovário, segundo estudos. No entanto, é importante atentar para algumas situações que são consideradas, sim, fatores de risco para a doença. A saber: obesidade, gestação tardia, síndrome do ovário policístico, predisposição genética para a doença.

Reposição hormonal pode causar a doença.

VERDADE. Foi comprovado que a reposição hormonal após a menopausa pode indicar fator de risco para esse tipo de câncer.

Mulheres diagnosticadas com o problema não poderão ter filhos.

MITO. Isso vai depender do estágio do câncer de ovário e da idade da paciente. Em estágios mais avançados, em que a enfermidade atingiu boa parte dos órgãos genitais, a gravidez pode ser inviabilizada. No entanto, com o diagnóstico em estágio inicial, apenas o ovário que possui o tumor é retirado. Nesses casos, a paciente não é impedida de engravidar futuramente.

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Endometriose profunda: entenda o que é e quais os sintomas

Endometriose profunda: entenda o que é e quais os sintomas

Há mulheres que sofrem constantemente com o medo de uma doença bastante dolorosa: a endometriose. Uma das principais consequências desse quadro é a infertilidade no sexo feminino. Estima-se que cerca de 7 a 10 milhões de mulheres sofrem com essa doença no Brasil. Um nível mais grave e avançado da mesma, a chamada “profunda”, pode gerar muito mais perigo à saúde feminina e necessita de tratamento imediato.

O que é endometriose?

É caracterizada como uma síndrome que gera bastante incômodo e desconforto para mulheres em idade fértil. Trata-se do crescimento do endométrio (tecido que reveste o útero) em outros locais do abdômen, como intestino, ovários, bexiga, trompas, dentre outros. Isso acaba causando cólica menstrual intensa, dor nas relações sexuais, sangramento urinário e a consequência mais temida, que é a infertilidade.

No caso da profunda, que é o estágio mais agressivo da doença, o tecido endometrial cresce em grande quantidade para outros locais do abdômen, sendo também bem mais espesso que o tecido da comum. Nesse caso, o tecido, também conhecido como uma lesão, tem mais de 5 mm de profundidade, surgindo em forma de nódulos ricos em fibrose, que se assemelha a uma cicatriz.

Sintomas

Por conta disso, as dores pélvicas gerais causadas pela doença são ainda piores, principalmente durante a menstruação, podendo acarretar mais outros sintomas, como prisão de ventre, diarreia, problemas intestinais, dentre outros.

Dentre os principais sintomas, estão:

  • dor pélvica,
  • cólicas menstruais,
  • dor na relação sexual,
  • sangramento urinário,
  • diarreia durante o período menstrual,
  • ciclos irregulares de menstruação.

Outro sintoma que pode indicar a doença ao ser detectado por um ginecologista em um exame de laparoscopia ou ultrassonografia transvaginal é o desenvolvimento de um cisto ovariano preenchido com sangue envelhecido e tecido endometrial. Também chamado de endometrioma, esse cisto se desenvolve quando a doença atinge os ovários da mulher.

Tratamento

Apesar de ainda não haver cura para essa doença, o tratamento é feito pelo profissional ginecologista, com base em analgésicos e anti-inflamatórios, para aliviar as dores, principalmente no período da menstruação, para as mulheres mais jovens, mas depende do estágio da doença. No caso de mulheres com idade mais adulta e próxima da menopausa, muitas vezes são recomendados remédios para antecipar a menopausa.

No caso de lesões maiores da forma profunda da doença, pode ser recomendado um procedimento cirúrgico para a remoção dessas lesões. É importante ressaltar que, para as mulheres que desejam engravidar, o tratamento deve ser adequado para isso.

Apesar de algumas mulheres apresentarem dificuldades em engravidar por conta de endometriose, há possibilidades de que as mesmas consigam naturalmente, mesmo com diagnóstico da forma profunda da doença.

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Pré-natal de alto risco: entenda como é o acompanhamento

Pré-natal de alto risco: entenda como é o acompanhamento

O período da gestação é uma alegria para a maioria das mães, mesmo com alguns desconfortos naturais desse momento. Porém, algumas mulheres já têm ou acabam adquirindo alguma doença que torna a gravidez bastante delicada e de risco. Para isso, é necessário ter um pré-natal especializado, a fim de evitar que a situação da mãe e do bebê, na gestação de alto risco, agrave-se ainda mais.

Com todas as gestantes, o pré-natal é um acompanhamento necessário para que tanto o médico quanto a mulher saibam a situação de saúde dela mesma e do bebê. Também é necessário para que todos os cuidados sejam tomados para o bem-estar de ambos, e o nascimento seja feito na melhor condição possível.

Condições de alto risco

Para uma gravidez de risco, o pré-natal é diferenciado e muito mais delicado, e é recomendado para mulheres que já tinham ou adquiriram alguma doença durante a gravidez. As condições que determinam a necessidade de um acompanhamento de alto risco são: mulheres com doenças crônicas anteriores à gestação; aquelas que identificam, ao longo da gravidez, uma doença que possa trazer riscos para ambos; e as que tiveram histórico de gravidez de alto risco no passado.

Dentre as doenças crônicas que podem ser carregadas pela mãe antes da gestação, estão: lúpus, doenças psiquiátricas, cardíacas, neurológicas, hipertensão arterial, hepatite, HIV, infecções crônicas, diabetes e outras. Assim, o médico especialista que acompanha a mulher para o tratamento da doença crônica deverá alinhar o tratamento aos procedimentos realizados no pré-natal de alto risco pelo obstetra, com relação aos medicamentos e procedimentos anteriores e posteriores ao parto.

No caso das que tiveram 1 gravidez ou mais de alto risco anteriormente, geralmente essa situação se caracteriza por histórico de abortos de repetição involuntários ou voluntários, hipertensão, descolamento prévio da placenta, dentre outras condições.

Quanto às que não tiveram nenhum tipo de adversidade de saúde em gestações anteriores, o risco de adquirirem uma doença durante a gravidez é bem maior, isso porque o corpo da mulher fica mais suscetível aos fatores de risco externos, já que o organismo estará trabalhando para manter o funcionamento de 2 vidas. Pode surgir um quadro de diabetes, infecção viral ou bacteriana, uma pré-eclâmpsia ou qualquer outra doença comum que possa provocar riscos ao bebê, segundo o obstetra.

Como funciona o pré-natal?

O acompanhamento comum, sem riscos, inicia-se até no máximo a 32ª semana de gestação, com 1 consulta por mês. No começo da gravidez, o médico já pode conversar com a paciente sobre o estado dela, os sintomas e desconfortos, solicitação de exames iniciais e, a partir da 12ª semana de gestação, passa para a parte prática, como medição de peso, altura do útero, batimentos cardíacos, solicitação de exames médicos, aferição da pressão arterial, perguntas sobre as movimentações do feto etc.

Já para quem apresenta alguma das condições prévias citadas, o ideal é compartilhar o desejo de engravidar com o especialista, para que este já a prepare para o pré-natal de alto risco. Além disso, a avaliação do alto risco é bem mais criteriosa durante esse acompanhamento, sendo necessário fazer mais exames específicos e mais consultas que em uma gestação normal.

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Conheça a diferença entre AMIU e curetagem

Conheça a diferença entre AMIU e curetagem

Existem diversos motivos para que uma gravidez não continue e se inicie um processo de abortamento. Cerca de 20% das gestações podem ser interrompidas por razões que variam entre má-formação, infecções, problemas anatômicos no útero, distúrbios endócrinos, etc. Chama-se de abortamento a interrupção de uma gestação até a 20ª semana. Já o termo aborto se refere ao material ovular decorrente desse processo. Quando ocorre até a 12º semana, o aborto é chamado precoce. Já quando ocorre da 13ª a 20ª semana, o aborto é considerado tardio. Se a perda gestacional não ocorrer espontaneamente, ou seja, se o embrião não for naturalmente expelido pelo corpo, é necessário um procedimento médico para realizar a limpeza uterina. Os métodos mais comuns para esse tipo de intervenção são a aspiração manual intrauterina (AMIU) e a curetagem. Saiba quais são as diferenças entre os dois procedimentos.

Quando fazer a AMIU?

A aspiração manual intrauterina é indicada para as gestações que não ultrapassaram 12 semanas. É um procedimento mais simples e permite o esvaziamento do útero de forma rápida. Essa técnica é realizada com o uso de sedação, e a paciente geralmente pode ir para casa em algumas horas.

A aspiração pode ser realizada em mulheres que estão em processo de abortamento e querem que o processo seja mais rápido.

Quando fazer curetagem (CTG)?

Nas gestações com mais de 12 semanas, pode-se realizar a curetagem uterina. Geralmente, a mulher toma uma medicação, além de doses de ocitocina, para induzir a eliminação do material ovular que se encontra no útero. Depois desse processo, pode-se fazer a aspiração ou a curetagem. É comum realizar este segundo procedimento em casos de aborto retido, ou seja, quando o corpo não conseguiu eliminar o material.

É importante realizar os procedimentos com um médico de confiança, já que a mulher pode perder bastante sangue durante o processo de abortamento. Além disso, um procedimento incorreto pode causar inúmeras complicações, como perfuração uterina e laceração cervical.

As principais diferenças entre AMIU e curetagem

A aspiração manual intrauterina é um procedimento mais simples, portanto, apresenta menos possibilidade de complicações. Em casos nos quais não é possível realizá-lo, é indicada a curetagem.

A AMIU consiste na aspiração a vácuo do material presente no útero, por meio da utilização de cânulas (pequenos tubos). É uma técnica segura e recomendada pela Organização Mundial de Saúde.

A curetagem é realizada enquanto o colo uterino se encontra dilatado, por meio da introdução de pinças e da cureta. Com o emprego desses instrumentos cirúrgicos, é feita a raspagem uterina. Esse procedimento requer internação da paciente, e é necessário o uso da anestesia geral.

A AMIU tem vantagens em relação à curetagem, pois é uma prática mais rápida, mais segura e tem menos chances de complicações. Porém, quando realizados corretamente, os 2 métodos são eficazes. E não se esqueça de procurar ajuda médica aos primeiros sinais de abortamento, como sangramento, cólica ou outros tipos de dores durante a gestação.

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7 sinais de que você pode ter câncer de mama

7 sinais de que você pode ter câncer de mama

Há alguns sinais e sintomas que podem indicar o câncer de mama. E, apesar de ele ser mais comum nas mulheres, também pode atingir homens. Não existe uma causa específica para a doença, mas a medicina já identificou os fatores de risco para ela. O mais importante é que a mulher conheça as próprias mamas, para que sempre consiga identificar qualquer alteração.

A seguir, 7 sinais de que você pode ter câncer de mama.

1# Nódulo no seio ou na axila

Sentir a presença de um nódulo no seio ou próximo da região das axilas pode ser um indicativo desse tipo de câncer. Isso não significa que você precisa ficar em aflição, mas é importante consultar o seu médico, para que ele analise as mamas e indique a verdadeira causa dessa protuberância. Em alguns casos, o nódulo não caracteriza esse câncer.

2# Secreções nos mamilos

Secreções amareladas ou sangue saindo dos mamilos podem ser uma alerta. Percebendo essas reações, consulte o seu médico, pois, além de serem um sintoma do câncer em questão, tais secreções são comuns em pacientes com algum tipo de infecção ou irritação.

3# Dores no peito

Dores intensas ou desconforto na mama também são sinais da doença. Algumas pacientes ainda reclamam de uma sensação “elétrica” de um peito ao outro. Nesses casos, o tumor se concentra logo atrás dos mamilos, por isso a sensação desconfortável.

4# Mudanças na aparência do peito

Essa é a mais preocupante, mas não são comuns mudanças evidentes na aparência dos seios. Sempre se observe e se conheça, para que consiga identificar qualquer alteração nas mamas. Repare o tamanho dos seios, a forma, as possíveis ondulações e a diferença entre os tamanhos das 2 mamas.

5# Sensibilidade nos mamilos ou mudança na aparência deles

Os mamilos também podem indicar sinais do câncer de mama, tanto visualmente como sensorialmente. Uma sensibilidade incomum ou alguma alteração no formato dos mamilos ― que podem vir a parecer mais inchados, ondulados ou até achatados ― são alguns dos sinais da doença. Observação: sentir sensibilidade nos seios é muito comum para a maioria das mulheres. A sensibilidade aqui tratada é referente a uma sensação incomum. Esteja atenta.

6# Coceira

Coceiras nos seios ou nos arredores sem um motivo aparente são raras em pacientes com a doença, mas podem ser um sinal de alerta. A coceira normalmente se dá por conta de uma inflamação, a pele da área afetada fica avermelhada, descamada e pode causar coceiras. São os casos de câncer inflamatório de mama.

7# Vermelhidão ou inchaço nos seios

Como os tumores “empurram” a pele abaixo deles, acabam causando inchaço nessa região afetada. É comum pacientes com câncer de mama reclamarem de dor, inchaço e, até, vermelhidão nas áreas atingidas. Observe o ocorrido e, se os sintomas persistirem por mais de 1 semana, é hora de consultar um médico.

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5 fatores do aborto de repetição

5 fatores do aborto de repetição

O aborto espontâneo ocorre com 8% a 20% das mulheres. A situação, extremamente dura, pode ocorrer em qualquer circunstância, e não somente decorrente de reprodução assistida. Mas existe um caso, mais raro, que acomete cerca de 1% das mulheres: o aborto por repetição. Trata-se de 3 ou mais perdas gestacionais de até 20 semanas de gravidez e que acontecem seguidamente, sem que haja qualquer gestação completa entre as perdas.

Aliás, vale destacar que o aborto é considerado quando há interrupção da gravidez até a 20ª semana (5º mês), em que o feto tem no máximo 500 gramas.

Normalmente, mulheres com mais de 35 anos são mais suscetíveis ao aborto, bem como, a partir dessa idade, há mais possibilidades de malformações e anomalias que levam a isso.

O tratamento para o aborto de repetição é específico pela causa, não há apenas 1. Existem 5 principais fatores que levam a esse tipo de aborto:

  • Genético;
  • Imunológico;
  • Uterino;
  • Hematológico;
  • Hormonais e infecciosos.

Confira cada uma das causas do aborto de repetição.

1# Causa genética

Alterações cromossômicas impedem a continuação da gravidez. Mutações no número ou na estrutura podem ser casuais ou por influência cromossômica dos pais — o 2º caso se liga aos abortos repetidos. A partir disso, é feito um exame histopatológico, a fim de se saber qual modificação cromossômica gerou o aborto.

2# Causa imunológica

O feto possui características imunológicas do pai e da mãe. Quando se instala e está no organismo materno, o funcionamento é semelhante a um órgão transplantado. O sistema imunológico poderia formar anticorpos, mas normalmente deixa essa ação “passar batida” durante a gravidez. Quando o corpo rejeita a gravidez (aloimune), o problema precisa ser tratado antes mesmo de a mulher engravidar. Além disso, quanto maior a compatibilidade genética entre o casal, mais chances de o aborto ocorrer. No tratamento, a mulher é sensibilizada pelos antígenos do marido para criar anticorpos e reconhecer o embrião.

3# Causa uterina

Malformação na cavidade uterina também pode impedir o crescimento do feto. O mesmo processo ocorre quando a mulher possui miomas ou pólipos. A histeroscopia é feita para avaliar o útero e identificar o problema. Os abortos tardios ocorrem normalmente por conta de útero didelfo, bicorno ou septado.

4# Causa hematológica

Mudanças na coagulação do sangue podem ser mais intensas quando situações hormonais específicas ocorrem, como é na gravidez. Caso a mulher tenha tendência para ter trombose placentária, o desenvolvimento do feto não ocorre. Para identificar a doença, é preciso fazer inúmeros testes de coagulação, e o tratamento pode ser por meio de anticoagulantes injetáveis.

5# Causas hormonais e infecciosas

Casos de toxoplasmose, brucelose, por exemplo, foram as primeiras a serem identificadas como causas de aborto de repetição há pouco tempo. Além disso, os hormônios também podem ser o motivo, como a deficiência na produção de progesterona ou a dificuldade na ovulação.

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Tricomoníase: diagnóstico e tratamento

Tricomoníase: diagnóstico e tratamento

Com um nome estranho para a maioria das pessoas, a tricomoníase pertence ao grupo das DST (doenças sexualmente transmissíveis). A doença é provocada pelo Trichomonas vaginalis, um protozoário presente tanto na vagina como na uretra. A transmissão ocorre durante a atividade sexual, momento em que os parceiros travam contato com suas respectivas secreções.

Embora habite outras áreas do sistema geniturinário, o referido parasita é constantemente identificado nas regiões vaginais internas. Por isso — e apesar de também afetar os homens —, essa é uma infecção bem mais comum entre as mulheres.

Uma vez na vagina, o Trichomonas vaginalis ocasiona pequenos, mas dolorosos, ferimentos no local. Além disso, a mulher fica vulnerável à incidência de outras DST, o que reforça a necessidade de um diagnóstico precoce.

Mas como a doença é diagnosticada e qual é o tratamento mais adequado para ela? Continue a leitura para tirar essas e outras dúvidas!

Principais sintomas

Importante observar que o desenvolvimento inicial da doença não costuma ser caracterizado pela exibição de sintomas. Especificamente com relação às mulheres, os sinais tendem a surgir no decorrer da liberação do fluxo menstrual ou após a finalização do período. Em algumas pacientes, no entanto, o quadro infeccioso pode se manter assintomático durante vários meses.

Quando existem, esses são os sintomas mais frequentes:

  • cheiro intenso e fétido;
  • dores;
  • comichão;
  • problemas ao urinar;
  • corrimento de tonalidade amarelada — com ou sem tons de verde;
  • irritação na vulva.

Exames de diagnóstico

Depois de identificar os sintomas mencionados anteriormente, é necessário que a mulher consulte um especialista: o ginecologista. O profissional pedirá a realização de uma bateria de exames, incluindo:

  • análise sanguínea;
  • recolhimento e análise da secreção liberada pela vagina;
  • cultura de secreção;
  • PCR — proteína C reativa;
  • papanicolau.

Tratamento da tricomoníase

Com o fim de eliminar a concentração do protozoário Trichomonas vaginalis, a mulher infectada é orientada a seguir algumas recomendações. Uma delas reside na suspensão temporária das atividades sexuais.

Essa mudança comportamental visa promover a retomada do equilíbrio interno do organismo. Como consequência, é possível prevenir a piora do quadro infeccioso. Além disso, o nível de incômodo causado pela doença diminui, assim como a probabilidade do surgimento de outras DST.

Com relação ao tratamento medicamentoso em si, costuma-se adotar compostos quimioterápicos e antibióticos. Caso haja um parceiro, ele deve se submeter ao tratamento ao lado da mulher, a fim de se evitar uma reincidência.

Concomitantemente ao uso de medicamentos, é indicada a utilização de um creme próprio para a vagina. Para se precaver contra o desenvolvimento de náuseas e ânsia de vômito, a mulher não deve ingerir bebidas alcoólicas até o término do tratamento.

Ao ser infectada pelo protozoário causador da tricomoníase, a mulher passa a sentir diversos desconfortos, como ardência e coceira intensas. Outros transtornos são as dores, que podem se manifestar, inclusive, no decorrer da relação sexual. Assim, trata-se de uma doença que compromete consideravelmente a qualidade de vida da paciente e que, portanto, precisa ser tratada adequadamente.

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O que é colposcopia e para que é indicada

O que é colposcopia e para que é indicada

A colposcopia é um exame ginecológico complementar que normalmente é realizado quando há necessidade de realização de biópsia do colo uterino, mas também pode ser utilizada para comprovar alguma suspeita médica.

É um procedimento bastante simples, parecido com o exame ginecológico tradicional, conhecido como papanicolau, e pode auxiliar o médico a conseguir um diagnóstico mais preciso.

Embora tenham nomes semelhantes, vale lembrar que o exame em questão nada tem a ver com a colostomia; são procedimentos totalmente distintos. Enquanto a colostomia se trata de uma intervenção cirúrgica, a colposcopia é apenas um exame.

Confira a seguir como é feito o exame de colposcopia e em quais casos ele é indicado.

Como funciona a colposcopia?

O exame leva esse nome por causa do aparelho que é utilizado para fazê-lo: o colposcópio. Embora o nome possa assustar no 1º momento, esse exame é bastante simples, feito através do colposcópio, que é uma espécie de um binóculo. Nele, o médico pode analisar com mais clareza não só o colo do útero, mas também a vulva e vagina.

É introduzido o espéculo na vagina da paciente a fim de expor o colo do útero; todo o procedimento é realizado por meio da observação. É um tipo de exame de cunho investigativo, dura aproximadamente 15 minutos e não demanda nenhum tipo de preparação anterior para ser realizado.

Quando é necessário realizar a colposcopia?

Os médicos podem pedir exame quando, no ginecológico de rotina da paciente, é constatada alguma irregularidade, como uma lesão no colo do útero, ou quando o médico se depara com alguma situação que deixe dúvidas e julgue melhor averiguar.

Normalmente, nos casos em que há necessidade de realização de biópsia o médico pede o exame com o colposcópio. Isso porque ele dá ao médico um poder maior de visão do colo uterino e também da vulva e da vagina, pois o colposcópio ilumina o local de forma mais adequada e conta com lentes de aumento, fazendo com que seja possível obter diagnósticos muito mais certeiros e completos.

Existem contraindicações para a realização do exame de colposcopia?

Não existem contraindicações para a realização desse exame. As ressalvas a esse procedimento são praticamente as mesmas do papanicolau: não deve ser feito quando a mulher estiver no período menstrual e também não deve ser realizado em mulheres que estejam com algum tipo de infecção no local, especialmente as que resultem em secreções e sangramento, pois isso poderia comprometer o resultado da análise.

Gestantes também podem realizar a colposcopia, pois o exame não oferece risco algum ao bebê; entretanto, nesses casos, os procedimentos de biópsia e curetagem deve ser evitado.

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