Dra. Cristina Carneiro

Câncer de colo do útero: sintomas, causas e tratamentos

Câncer de colo do útero: sintomas, causas e tratamentos

O crescimento fora de controle de alguma célula ou tecido, caracteriza o início de um câncer. No caso do câncer de colo do útero, as células que compõem o colo podem sofrer agressões provindas de uma infecção e, em longo prazo, produzir o câncer no local. Essa infecção acontece derivada do HPV (Papilomavírus Humano).

Nem toda mulher com o HPV desenvolve o câncer, mas o acompanhamento ginecológico é essencial para seu monitoramento. O vírus presente no homem pode acarretar também problemas de saúde a ele, até mesmo um câncer de pênis.

O colo do útero é a porção inferior do útero, onde é localizada a sua abertura e fica ao fundo da vagina. Ele é responsável pela separação dos órgãos internos e externos da mulher.

Quais os sintomas do câncer de colo do útero?

Esse tipo de doença não costuma apresentar sintomas em seu início. Portanto, sua fase inicial é caracterizada como assintomática.

Somente após o avanço da doença aparecem os primeiros sintomas, que podem ser:

  • corrimento vaginal escuro com cheiro desagradável;
  • sangramento vaginal intermitente ou após as relações sexuais;
  • dores abdominais;
  • dores associadas a queixas urinárias e/ou intestinais.

Causa e prevenção

A transmissão do HPV, que origina a infecção causadora do câncer de colo do útero, é por via de relação sexual, ou seja, essa é uma doença sexualmente transmissível (DST). O vírus é transmitido por abrasões microscópicas na mucosa ou na pele da região anogenital.

A prevenção do câncer é feita por meio da prevenção do vírus HPV. Como a doença é mais incidente em mulheres a partir de 26 anos, antes dessa idade, a jovem pode procurar o Sistema Único de Saúde (SUS) e solicitar a aplicação da vacina preventiva.

Existe até uma campanha nacional de vacinação, em que a primeira dose é aplicada em meninas e meninos na fase de início da adolescência.

Como tratar a doença?

O tipo de tratamento adequado para essa doença vai depender muito do caso em questão e do estágio em que ela se encontra. Fatores como tamanho do tumor, idade da paciente e desejo de ter filhos também são levados em conta na hora de optar pelo melhor tratamento.

A mulher poderá passar por uma cirurgia, por quimioterapia e radioterapia. Outra possibilidade, em casos não tão avançados, em que há apenas a presença de uma lesão precursora, a paciente pode ser tratada de modo ambulatorial por uma eletrocirurgia.

No Brasil, é indicado que toda mulher com vida sexual ativa faça, frequentemente, um exame preventivo para detecção precoce do câncer de colo do útero. Esse exame, conhecido como “papanicolau” possibilita um rastreio inicial da doença, garantindo chances mais rápidas de cura e um tratamento menos agressivo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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Colposcopia: como se preparar para o exame

Colposcopia: como se preparar para o exame

Grande aliada não apenas na identificação, como na prevenção contra o câncer de colo do útero, a colposcopia geralmente é solicitada quando a colpocitologia, ou papanicolau, apresenta alguma alteração. Torna-se então necessário investigar melhor a lesão ou anormalidade encontrada no exame. Por isso, a rotina de prevenção com o papanicolau é tão importante.

O exame pode ser realizado pelo seu ginecologista ou por outro ginecologista especializado. Ele é feito com um aparelho chamado colposcópio, que se assemelha a um microscópio e amplia a visão da região em até 40 vezes para que o ginecologista consiga ver claramente as lesões que precisa investigar. Essas lesões não são facilmente identificadas a olho nu.

Para a realização do procedimento, a paciente fica em posição ginecológica e o profissional introduz o espéculo, conhecido como bico de pato, no canal vaginal. Dessa forma, ele pode usar o colposcópio para visualizar com clareza a região genital da paciente.

Para identificar as lesões, aplicam-se soluções reagentes que permitem ao profissional ver se há ocorrência de lesão. Essas soluções podem provocar algum incômodo na paciente, mas não provocam dor. Caso o ginecologista identifique algo que precise ser analisado com mais cuidado, ele pode fazer uma biópsia, que consiste em coletar com uma pinça um pequeno fragmento da lesão.

Esse fragmento é encaminhado a um laboratório para que um patologista analise e então identifique o causador da lesão. Desse modo, o ginecologista pode propor o tratamento adequado à paciente.

Preparação para a colposcopia

Nas 48 horas que antecedem o exame, não se deve usar ducha vaginal, aplicar medicamentos ou cremes na região nem ter relações sexuais. Também é indicado apenas aparar os pelos pubianos com tesoura para evitar lesões e irritações que podem atrapalhar o exame.

É importante lembrar que o exame não deve ser realizado durante o período menstrual. Indica-se que seja feito cerca de cinco dias após o término da última menstruação. Esses cuidados prévios são necessários para que o profissional possa identificar as lesões com clareza e para que não haja interferência de outras substâncias com as substâncias reagentes.

Depois do exame

Caso tenha sido feita uma biópsia, os cuidados após a colposcopia são os mesmos cuidados preparatórios. Não se deve usar ducha, aplicar cremes e medicamentos ou ter relações sexuais nas próximas 48 horas. Após o exame, a paciente pode sentir algum incômodo, cólicas e um leve sangramento por conta da biópsia. Também é comum ocorrer um corrimento marrom por alguns poucos dias, por conta das soluções reagentes usadas durante o exame.

Está grávida?

Não há problema algum em realizar a colposcopia mesmo se a paciente estiver grávida. Caso haja possibilidade de gravidez (se você suspeita, mas a gravidez ainda não foi confirmada), avise ao profissional que realizará o exame para que ele tome as devidas precauções.

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O que dores pélvicas podem indicar?

O que dores pélvicas podem indicar?

A dor pélvica é um sintoma comum a várias doenças, desde uma inflamação de órgãos do aparelho reprodutor a problemas mais sérios, como endometriose e câncer. Para saber qual a causa da dor pélvica é importante consultar o médico e fazer os exames solicitados.

Neste artigo, listamos algumas das causas mais comuns da dor pélvica. Acompanhe.

Cólica menstrual

As contrações do útero, durante o período menstrual, podem causar dor pélvica. O uso de medicamentos, prescritos pelo médico, podem aliviar os sintomas. Contudo, se a dor for muito intensa e persistente é importante fazer os exames ginecológicos o quanto antes. A dor pélvica pode ser sintoma de mau posicionamento do DIU e de doenças, como a endometriose.

Doenças do intestino

Diverticulite, apendicite, gastroenterites, intestino irritável e câncer são algumas doenças do intestino que podem gerar a dor pélvica. Outros sintomas a serem observados são: náuseas, vômito, diarreia e alterações do fluxo intestinal.

Doenças dos aparelhos urinário e genital

A dor pélvica pode sinalizar o desenvolvimento de alguma infecção no aparelho urinário, pedra em vias urinárias, tumor na bexiga, inflamações, entre outras doenças. É preciso prestar atenção em outros sintomas, como febre, sangue na urina, dor e ardência ao urinar, por exemplo.

Doenças nos ovários

Infecções, cistos e tumores nos ovários podem gerar a dor pélvica. Para evitar complicações, recomenda-se consultar o médico o mais cedo possível, e esse sintoma também pode ocorrer durante o processo de ovulação. Medicamentos prescritos pelo médico combatem a inflamação e a dor.

Endometriose

Essa doença causa a dor pélvica, que costuma ser mais intensa no período da menstruação. A endometriose corresponde ao crescimento anormal do tecido endometrial na parte externa do útero, podendo avançar para outras partes do aparelho reprodutor da mulher e até para o intestino. A consulta médica regular pode evitar o avanço da doença.

Gestação, gravidez ectópica ou aborto

Quando a mulher está grávida, o organismo produz um hormônio denominado relaxina. Essa substância proporciona elasticidade aos ligamentos e às articulações, facilitando a acomodação dos órgãos à medida que a barriga cresce e preparando o corpo para o parto.

A dor pélvica, neste caso, pode surgir nos três primeiros meses de gestação ou no fim da gravidez. O acompanhamento pré-natal é indispensável, logo que a gravidez for confirmada. Gravidez ectópica (gerada fora do útero) e o aborto podem causar a dor pélvica.

Inflamação pélvica

A inflamação do útero, das trompas e dos ovários causa dor pélvica. A inflamação pélvica, nesse caso, pode surgir em decorrência de doenças sexualmente transmissíveis ou uma infecção urinária. Manifesta-se na forma aguda, mas pode evoluir para um quadro crônico se não for tratada adequadamente.

Mioma

O mioma é um tumor benigno que cresce no útero. À medida que aumenta, pode causar dor pélvica, fluxo menstrual mais intenso, hemorragia e infertilidade. Não há risco de um mioma se tornar um câncer, porém, o diagnóstico precoce facilita o seu tratamento. Em alguns casos, é necessário realizar a cirurgia para remover o mioma ou o útero.

Essas são apenas algumas causas da dor pélvica, e somente o médico está apto a realizar o diagnóstico e planejar o tratamento para cada problema. O mais importante é agendar a consulta ao perceber que a dor pélvica é persistente. Exames ginecológicos, urológicos e do aparelho digestivo são necessários para encontrar a origem desse sintoma.

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É possível prevenir o mioma uterino?

É possível prevenir o mioma uterino?

Você sabia que existem formas de reduzir as chances do aparecimento de um mioma uterino? Sim, é verdade. O assunto ainda está sendo pesquisado pelos cientistas, porém, estudos apontam para fatores que auxiliam o não surgimento da condição.

Primeiro, um informe rápido. Miomas uterinos são tumores benignos não cancerosos que afetam entre 75% e 90% das mulheres no mundo. Apesar da incidência, parte das mulheres pode possuir um e nunca ter sintomas. Esses tumores não são perigosos e, caso os sintomas apareçam, a condição tem tratamento.

É possível prevenir o surgimento de um mioma uterino?

Primeiro, é importante ressaltar que não há como prevenir em 100% o surgimento de miomatose uterina. Isso acontece porque ainda não se sabe qual o exato fator que leva ao surgimento da doença. Apesar disso, a literatura médica já relata sobre formas de reduzir em grandes proporções as chances do aparecimento dos tumores.

A principal forma de diminuir a probabilidade de ser acometida pela doença é cuidar do seu estilo de vida. Por isso, o recomendado é que as mulheres tenham hábitos saudáveis e controlem o seu peso.

1. Fique atenta à alimentação

Para controlar o aparecimento de várias doenças é preponderante ter uma alimentação equilibrada. Portanto, a sugestão é que se evite alimentos muitos gordurosos, álcool e comidas que tenham muito açúcar.

Não é preciso se privar para sempre desses alimentos: a recomendação é apenas evitar os exageros e excessos. Por outro lado, é importante consumir mais verduras, legumes e alimentos ricos em vitamina D, como é o caso dos peixes.

2. Movimente-se: pratique exercícios físicos

Pesquisas indicam uma incidência maior de casos de mioma uterino em mulheres obesas. Por isso, aliada à sugestão de ter uma boa alimentação, está a indicação de atividades físicas.

Exercícios físicos, porém, não indicam necessariamente a realização de uma academia. Caminhadas e corridas leves já ajudam no equilíbrio da saúde corporal. O importante é não ser sedentária de forma alguma.

Além da diminuição das chances de ser acometida por diversos tipos de doenças, praticar alguma atividade física aumenta o bem-estar, a disposição e o ânimo. É importante também se lembrar da hidratação. Por isso, não se esqueça de beber bastante água antes, durante e depois dos exercícios.

3. Realize acompanhamentos médicos

Por último, é necessário lembrar às mulheres que é preciso realizar acompanhamento médico com frequência. Como a incidência de miomas uterinos é alta, em boa parte dos casos os sintomas nem aparecem. Isso dispensa um tratamento; porém, quem lhe dará esse diagnóstico será exclusivamente um médico.

Caso a paciente seja identificada com mioma uterino, o tratamento ou não será avaliado pelo especialista, levando em consideração algumas variáveis. Entre essas variáveis estão idade, localização e tamanho dos miomas, apresentação ou não de sintomas e desejo da mulher de engravidar. Por causa disso, é de suma importância visitar regularmente um ginecologista.

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Cisto no ovário pode ser câncer?

Cisto no ovário pode ser câncer?

Receber um diagnóstico de cisto no ovário é algo que assusta muitas mulheres, pois a primeira coisa que se faz é associá-lo ao câncer.

Entretanto, o cisto no ovário é algo bastante comum, principalmente entre mulheres em idade fértil. O diagnóstico não deve ser motivo para pânico, pois na maioria dos casos é benigno — podendo, inclusive, desaparecer sozinho sem intervenção cirúrgica. Porém, existe a possibilidade de um cisto no ovário ser câncer, coisa que só um médico poderá avaliar.

Neste artigo, você saberá mais sobre o que é o cisto no ovário e suas principais causas. Continue a leitura!

Cisto no ovário: o que é? Quais os sintomas?

O cisto no ovário é uma bolsinha que se forma dentro ou próximo do ovário e tem seu interior composto por líquido.

É comum ver pessoas fazendo a associação do cisto no ovário ao câncer, mas, normalmente, os cistos são benignos e não apresentam grandes riscos.

O cisto no ovário pode não apresentar sintomas, principalmente nos casos em que é muito pequeno, por isso é necessário fazer o acompanhamento anual com um médico ginecologista a fim de constatar irregularidades.

No entanto, em alguns casos, o cisto pode vir acompanhado de sintomas que podem ser facilmente percebidos pela mulher, como dores intensas na região, atraso menstrual, náuseas, vômito e até mesmo dificuldade para engravidar.

Como esses sintomas são bastante comuns também em outros casos e enfermidades, ao primeiro sinal é importante buscar o diagnóstico de um médico ginecologista para iniciar o tratamento correto.

Tipos e causas de cisto no ovário

Primeiramente, vale ressaltar que existe mais de um tipo de cisto no ovário; portanto, eles podem ter causas diversas. Conheça:

Cisto funcional

É o tipo mais comum e seu aparecimento está ligado ao ciclo menstrual e à ovulação. Normalmente, desaparece sozinho sem nenhuma intervenção, da mesma forma que pode voltar a aparecer. Esse tipo de cisto, que pode ser tanto folicular quanto de corpo lúteo, não surge em mulheres que fazem uso de anticoncepcionais e nem em mulheres que já passaram pela menopausa, pois ambas não ovulam.

Endometrioma

Como o próprio nome sugere, aparece em mulheres que sofrem de endometriose. Esse tipo de cisto normalmente causa dor e incômodo e pode se romper gerando complicações. Além disso, também pode dificultar a gravidez.

Cisto dermoide

Também chamado de teratoma de ovário. É um tumor, na maioria dos casos, benigno, porém, merece atenção redobrada, pois pode evoluir para um câncer — embora isso seja muito raro. Como principais características do cisto de ovário dermoide, podemos citar dor intensa e um crescimento que pode atingir até 10 cm de diâmetro.

Cistoadenoma

É um tumor benigno, que tem como característica o tamanho, podendo chegar a 20 cm de diâmetro. Precisa de intervenção cirúrgica para retirada, pois não desaparece sozinho.

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Videolaparoscopia: conheça o exame

Videolaparoscopia: conheça o exame

A videolaparoscopia, também chamada de laparoscopia, é um procedimento com foco em diagnosticar e tratar doenças que podem atingir a região abdominal. O processo tem invasão mínima e o exame é um dos principais para diagnosticar a endometriose, por exemplo. Neste post, você vai conhecer tudo sobre a técnica. Vamos lá?

Vantagens da videolaparoscopia

Esse é um procedimento considerado minimamente invasivo e, entre suas principais vantagens, estão:

  • menor trauma na parede abdominal, se for comparado a outros procedimentos;
  • risco menor de infecção;
  • cicatriz menos evidente;
  • uso de medicações reduzido no período pós-operatório;
  • retorno às atividades habituais de forma rápida.

O procedimento consegue diagnosticar diversas patologias, como tumores na área abdominal, patologias ginecológicas, doenças na área peritoneal e gravidez ectópica, entre outras. A videolaparoscopia pode ser feita para a retirada de lesões no ovário, ou de todo ovário, laqueadura das trompas, entre outros.

Como é feito o procedimento

O processo é feito com o uso de uma microcâmera introduzida por meio da cicatriz umbilical. Geralmente, são feitas entre duas a três incisões bem pequenas na região inguinal e também na região umbilical.

Uma das vantagens desse procedimento é que o corte externo na pele é pequeno e o tamanho da incisão é de cerca de 0,5 a 1 cm. A câmara instalada vai mostrar para o cirurgião, por meio de um monitor, a região abdominal de forma ampla e muito detalhada. Dessa forma, o especialista vai conseguir enxergar com precisão a cavidade do abdômen e da pélvis, a fim de avaliar os órgãos e os tecidos internos.

Assim, o médico vai poder realizar diagnósticos, ou a cirurgia, de forma mais detalhada e cautelosa. Dependendo da situação, exames de radiografia ou ultrassonografias podem não ser suficientes, sendo necessários exames mais específicos, como a laparoscopia.

O procedimento deve ser realizado no hospital e são necessários exames pré-operatórios e também de risco cirúrgico, que deve ser orientado e pedido pelo médico.

Recuperação do procedimento

Como a técnica não é muito invasiva, geralmente a recuperação é rápida e a pessoa não demora muito para voltar a sua rotina habitual. No procedimento, há poucos cortes e o sangramento é mínimo, o que facilita e permite a recuperação mais rápida.

O tempo de recuperação varia de acordo com cada caso, mas, geralmente, é de sete a 14 dias, dependendo do tipo de procedimento. O retorno às atividades deve ser gradativo e, durante todo o processo, é fundamental seguir a orientação do especialista, para que a recuperação ocorra sem complicações.

Nessa fase, podem surgir sintomas, como dores na região abdominal e nos ombros, intestino preso, ânsia de vômito, entre outros. O tempo de repouso é muito importante para a fase de pós-operatório.

A técnica de videolaparoscopia não é indicada para mulheres grávidas, indivíduos que estejam com obesidade mórbida, suspeita de tumores na região abdominal ou quando a pessoa está debilitada.

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Puerpério: conheça as mudanças que ocorrem no corpo da mulher após o parto

Puerpério: conheça as mudanças que ocorrem no corpo da mulher após o parto

A gravidez é um fenômeno que causa alterações profundas na fisiologia da mulher. Um processo natural que prepara o terreno para que se possa abrigar a vida na fase gestacional. As adaptações que ocorrem nestes nove meses são de ordem física, química e também psicológica. Dar à luz, no entanto, não significa o fim das alterações. Por isso, devemos levar em conta o puerpério.

Também referido como resguardo ou quarentena, este é o momento de pós-parto, quando a mulher se recupera das transformações corporais. Um período que compreende dias, semanas e até meses, para que se complete. Isto acontece porque as mudanças que ocorrem aqui também são de grande intensidade. E, assim como a gestação, elas não são apenas de caráter físico.

Se antes o objetivo era preparar o organismo para carregar o bebê, posteriormente o foco estará na sua nutrição. Já nas primeiras semanas após dar à luz as alterações começam. Neste artigo, apontamos as mudanças que ocorrem no corpo da mulher durante o período de pós-parto. Comecemos por definir este período e suas fases.

O que é o Puerpério e quais são as suas fases?

Este é um período que compreende de 6 a 8 semanas – cerca de 40 dias – após o parto. Seu ponto inicial é a expulsão da placenta. Esta primeira fase tem duração de 2 horas e é seguida pelo período mediado. Este dura até 10 dias após a mulher dar à luz. Na fase tardia, chegamos a 45 dias após o evento. Por fim, na etapa remota contamos até 60 dias desde o acontecimento do parto.

As principais mudanças vão ocorrer nos 40 dias que se seguem ao nascimento do bebê. Recomenda-se às mulheres o acompanhamento com o obstetra neste momento. O prazo para buscar o cuidado é de 7 a 10 dias após a natividade. A avaliação do médico será importante para qualquer tipo de parto e poderá ajudar a mitigar alguns desconfortos.

Quais são as mudanças que ocorrem no corpo da mulher após o parto?

Útero

É onde acontecem as mudanças mais significativas do puerpério. A princípio ocorre o fenômeno de involução uterina – a volta do órgão ao tamanho normal. Para cada dia que passa ele diminui cerca de 1 centímetro. O processo é desencadeado pela queda nos níveis de estrogênio e progesterona. As cólicas são comuns nos primeiros momentos, sobretudo ao amamentar. Também é comum o sangramento – denominado de lóquio.

Incontinência urinária

Em muitos casos ocorre a incontinência urinária, caracterizada por um desejo incontrolável, e quase sempre súbito, de urinar. Na duração, este quadro pode se estender por até 3 meses. Para aliviar a condição recomenda-se o fortalecimento da região do períneo, resultado proporcionado pelos exercícios de Kegel. Estes devem ser feitos durante a gravidez.

Região íntima

Dilatação e inchaço da região vaginal são comuns no período de resguardo e isto independe do tipo de parto realizado. Se ocorreu durante o procedimento uma episiotomia – corte entre a vagina e o ânus para facilitar a passagem do bebê – provavelmente desconfortos e dores estarão presentes.

Mamas

Ao aumentarem de volume, elas ficam doloridas. Além disso, antes de produzirem o leite propriamente dito, é segregado o colostro. Esta substância é o primeiro alimento do recém-nascido e tem grande poder nutritivo e de proteção contra infecções. Passados 4 a 5 dias do parto, ele dá lugar ao leite de transição. Apenas no prazo de 3 semanas é que surge o leite maduro. E quanto aos desconfortos, a própria amamentação ajuda a reduzi-los.

Emocional

Este é um aspecto que merece grande atenção, já que os impactos aqui são intensos. Seja por conta da privação de sono ou pelas descargas hormonais. Frustração, angústia e medo são sentimentos comuns. Deve-se estar alerta, no entanto, aos quadros de tristeza prolongada. Eles podem sinalizar depressão pós-parto, o que demanda acompanhamento profissional.

Como vimos, o puerpério é uma fase onde ocorrem muitas mudanças no corpo da mulher para que ele se recupere da gestação. Ao longo deste artigo, foram listados os fenômenos mais comuns neste momento.

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Distúrbios hormonais que mais afetam as mulheres

Distúrbios hormonais que mais afetam as mulheres

Os hormônios são essenciais para o funcionamento do corpo da mulher, tendo muitas vezes responsabilidade de regular a saúde física e emocional, podendo afetar a reprodução e até mesmo o humor. Muitas mulheres podem, ao longo do dia, sentir uma sensação tanto de bem-estar, quanto negativa, dependendo apenas de como seus hormônios se encontram. Problemas de saúde também podem ser desencadeados pelos hormônios desregulados.

Vejamos que tipos de problemas de saúde podem surgir mais nas mulheres por conta de distúrbios hormonais. Aprenda como identificá-los e procurar um médico especializado, antes que possam surgir complicações.

Distúrbios hormonais que mais afetam as mulheres

Hipertireoidismo

O hipertireoidismo é um distúrbio hormonal que acomete mais mulheres nas idades de 20 a 40 anos, devido a uma hiperatividade da glândula tireoide, que regula as funções do coração, do cérebro, do fígado e rins, passando a produzir hormônios em excesso.

Caso não seja tratado, esse distúrbio pode acarretar outros problemas, como aceleração e insuficiência dos batimentos cardíacos, osteoporose, fotofobia, olhos saltados, tremores, queda de cabelos, insônia, ansiedade e irritação.

O problema é descoberto por meio de um exame de sangue que mede a taxa hormonal. O tratamento pode ser feito tanto por medicação, quanto por cirurgia.

Hipotireoidismo

Diferente do hipertireoidismo, o hipotireoidismo é quando a glândula tireoide não produz hormônios suficientes para suprir o organismo.

Este distúrbio hormonal pode ser diagnosticado também por exames de sangue, que detectam quando os níveis de T3 e T4 estão baixos. Isto causa sintomas como cansaço, aumento de peso, sono em excesso, e em casos mais graves e crônicos, as doenças autoimunes.

É importante que a mulher realize exames laboratoriais anualmente, pois isto facilita o diagnóstico precoce deste distúrbio, favorecendo o tratamento tão logo apareça o problema, evitando assim que algo mais grave aconteça devido a esta disfunção hormonal.

Síndrome dos ovários policísticos

Os ovários policísticos se desenvolvem em mulheres em idade reprodutiva, trazendo consigo outros problemas, como acne, crescimento de pelos no corpo e ganho de peso. Também pode estar associada à infertilidade.

Este distúrbio é causado por um desequilíbrio hormonal que leva ao desenvolvimento de cistos nos ovários, causando problemas como:

  • Ciclo menstrual irregular;
  • Diminuição da ovulação;
  • Infertilidade;
  • Favorece o surgimento de doenças cardiovasculares;
  • Facilita o aparecimento de diabetes tipo 2;
  • Obesidade.

Este distúrbio hormonal pode ser evitado se a mulher tiver uma vida saudável, alimentação balanceada e se praticar exercícios físicos regulares.

Acne

A acne surge por um desequilíbrio hormonal ligado à testosterona, causando uma produção em excesso de sebo na pele, tornando-a mais oleosa, favorecendo o surgimento de espinhas. Quanto mais este hormônio estiver em alta, mais espinhas aparecem no rosto e nas costas.

Amenorreia

A amenorreia é uma ausência de menstruação por um período de três ciclos ou mais, consecutivos. Este problema ocorre em 5% das mulheres em idade reprodutiva. Geralmente, acontece quando há alguma doença grave, quando perdem peso de forma extrema ou quando a mulher pratica exercícios de forma intensa, exigindo um esforço corporal extremo.

O tratamento deste distúrbio hormonal é realizado de acordo com o que ocasionou o problema, abordando e tratando a causa do desequilíbrio. Pode-se também realizar terapias de reposição hormonal ou cirurgia, dependendo do caso quando analisado por um médico especialista.

Mulheres podem sofrer também com problemas emocionais

Os hormônios femininos não causam apenas problemas físicos, mas também mentais e emocionais. Alguns distúrbios hormonais podem ser a razão de problemas, como:

  • Perda da libido;
  • Estresse e depressão;
  • TPM (que acarreta problemas tanto físicos, quanto emocionais);
  • Transtornos de humor;
  • Ansiedade.

Estes problemas ocorrem devido a um desequilíbrio do estrogênio, um hormônio que também age diretamente no sistema nervoso central, atuando como regulador dos neurotransmissores do bem-estar. O desequilíbrio desse hormônio é o que desencadeia alguns distúrbios mentais.

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3 tipos de infecção vaginal

3 tipos de infecção vaginal

A maioria das mulheres já teve ou ouviu falar de alguns sintomas que envolvem infecções vaginais. Corrimento, odor e irritação são só alguns exemplos do que as infecções neste local do corpo podem causar.

Dados apontam que 75% das mulheres passam por este problema ao menos uma vez na vida. O alvo principal são mulheres em idade reprodutiva. Estas infecções, quando não tratadas, causam complicações nos órgãos e durante a gestação.

Qual a causa destas infecções?

Há uma flora microbiana dentro da vagina, e isto é natural do corpo da mulher. Dentro desta flora existem os lactobacilos, que além de proteger o sistema imunológico na área genital não permitem o crescimento de bactérias.

Quando estes lactobacilos ficam em baixa (por questões ainda desconhecidas), outras bactérias que estão no local ficam livres para se multiplicar, o que pode acabar resultando em uma infecção, como a vaginose bacteriana.

Conheça 3 tipos de infecção vaginal

Candidíase vaginal

O fungo Candida albicans é naturalmente encontrado no organismo, mas com alterações ocorrentes na acidez da vagina, ele é multiplicado de forma desordenada. Este tipo é o mais comum entre as infecções e costuma causar bastante desconforto, inchaço, coceira e ardor na área da vulva.

O corrimento passa a vir em um tom branco amarelado além de a substância apresentar uma textura mais densa.

Clamídia

O diagnóstico desta infecção em questão é mais difícil, por conta do fator assintomático. Geralmente, ela apresenta um fluxo com um tom mais branco, sangramento, dor e um cheiro diferente.

Dependendo do caso, a mulher pode se tornar infértil. Por isso, é preciso tomar todas as precauções e procurar um médico para tratamento.

Vaginite não infecciosa

Ela é uma inflamação na vulva ou na vagina, resultado de uma reação alérgica que provoca grandes quantidades de corrimento, dor pélvica e ardência. Geralmente, é causada por uso de desodorizantes e espermicidas.

 

Quais os sintomas gerais?

  • Mudança na cor do corrimento vaginal;
  • Mudança na textura do corrimento vaginal;
  • Ardência na hora de urinar;
  • Dor ou inchaço na vulva;
  • Dor durante relações sexuais.

A camisinha realmente previne?

Com certeza! O sêmen, quando em contato com os órgãos genitais femininos, contém uma substância que “para” o sistema de defesa da mulher por algumas horas, ou seja, ela fica desprotegida e mais suscetível a infecções.

Este é um mecanismo do corpo para quando há o desejo de engravidar. Assim, o organismo não rejeita o corpo estranho que está recebendo, no caso o sêmen, e a fecundação pode ser concluída.

Porém, a ausência de camisinha quando não há a pretensão de engravidar, além de criar um ambiente propício para infecções vaginais, também pode levar à contaminação por doenças sexualmente transmissíveis ou até o câncer, pelo vírus do HPV, por isso a importância da prevenção.

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Você sabe o que é Desejo Sexual Hipoativo?

Você sabe o que é Desejo Sexual Hipoativo?

A falta de desejo sexual pode ser causada por um problema grave, chamado de Transtorno do Desejo Sexual Hipoativo – TDSH. Este tipo de problema pode trazer dificuldades nas relações interpessoais, afetivas e principalmente na qualidade de vida.

Isso ocorre porque o desejo sexual envolve muito mais do que o físico, mas também sonhos e fantasias sexuais, que são provenientes do psíquico, e interferem diretamente no estilo e qualidade de vida de um indivíduo.

O que é este transtorno?

O TDSH é caracterizado pela recorrente ausência de desejo ou fantasias sexuais, afetando os relacionamentos com o parceiro. Ela é uma disfunção sexual que acomete mulheres e homens.

Esta doença aparece de forma gradual e piora com o tempo, por isso, a importância de estar atento aos sintomas. A insatisfação sexual, ao afetar o relacionamento afetivo, é responsável pelo surgimento de outros problemas na vida do indivíduo, como a depressão.

Qual a causa do Desejo Sexual Hipoativo?

As causas vão muito além de problemas físicos e libido. Ela, muita vezes, está relacionada a transtornos mentais, traumas e vivências pessoais do paciente.

Fatores biológicos

  • Doenças crônicas;
  • Efeitos colaterais de medicamentos;
  • Desequilíbrios hormonais.

Fatores Contextuais

  • Privacidade;
  • Conforto;
  • Aspectos ambientais;
  • Segurança.

Fatores interpessoais

  • Incompetência do parceiro sexual;
  • Conflitos;
  • Perdas no relacionamento.

Fatores do desenvolvimento

  • Falta de educação sexual;
  • Traumas como coerção sexual;
  • Privação emocional ou física durante a fase de desenvolvimento.

Fatores culturais

  • Crenças religiosas;
  • Conduta sexual apropriada ao meio em que vive;
  • Moral.

Fatores predisponentes

  • Deformidades anatômicas;
  • Timidez;
  • Inibição.

Fatores perturbadores

  • Fadiga;
  • Estresse;
  • Preocupação com imagem corporal.

Fatores psicológicos

  • Transtorno de personalidade;
  • Depressão;
  • Ansiedade.

Fatores precipitantes

  • Menopausa;
  • Infidelidade e divórcio;
  • Dependência química.

Existe algum tipo de tratamento?

Com certeza! Pesquisadores afirmam que existem duas disfunções no cérebro humano que podem desencadear o TDSH, sendo uma no cérebro frontal inferior, onde há uma contenção excessiva. A outra ocorre no lobo parietal inferior e em regiões pré-motoras, que com baixa atividade, resultam na falta de imaginação erótica.

Porém, estes não são os motivos únicos, como comentado acima. Sendo assim, não existe apenas a medicação como forma de tratamento. Muitas vezes é preciso um tratamento de psicoterapia, onde a psique, o corpo e a sexualidade serão trabalhados de maneira conjunta.

É importante entender que cada paciente tem suas individualidades, e o que dá certo para um, não é necessariamente o que o outro precisa. Sendo assim, o tratamento é individualizado, levando em consideração as particularidades de cada caso de desejo sexual hipoativo. Fisioterapia e reposição hormonal também são abordagens realizadas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

 

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos