Dra. Cristina Carneiro

Miomas: entenda os 5 tipos e como eles podem atrapalhar a gravidez

Embora sejam tumores benignos, os miomas são um problema ginecológico que pode interferir na concepção. Por serem muitas vezes assintomáticos, as mulheres podem conviver com os nódulos sem saber de sua existência, porém, quando se desenvolvem muito ou em locais específicos, os miomas podem trazer desconfortos e complicações.

Conheça cinco tipos de miomas, saiba como eles interferem na gravidez, conheça os sintomas que podem causar e qual é o seu tratamento.

Conheça os 5 tipos de miomas

As mulheres em idade fértil (entre a primeira menstruação e a menopausa) podem desenvolver miomas uterinos. Os miomas são tumores benignos que se formam a partir de uma única célula no miométrio, o músculo que reveste o útero.

Eles podem se desenvolver em locais diferentes no útero e são classificados de acordo com esses locais. Um mioma pode ser classificado como:

1. Pediculado

Esse tipo de mioma se desenvolve fora do útero, porém fica preso a ele por uma haste tecidual que na maioria das vezes lhe dá mobilidade. Devido à haste, esse mioma pode se acomodar numa posição incômoda e dolorida, exigindo sua retirada.

2. Intramural

O mioma intramural se desenvolve na musculatura do útero como um caroço na espessura desse tecido.

3. Submucoso

No caso desse mioma, ele se forma exatamente dentro do útero, na cavidade do endométrio no qual o ovo se prende para acontecer a gestação.

4. Em parturição

O mioma em parturição se localiza no canal cervical. Ele permanece numa posição que se assemelha a um parto, partindo do útero para o canal cervical. Esse mioma pode causar grande incômodo e dor nas relações sexuais.

5. Intraligamentar

Esse tipo de mioma se forma no espaço existente entre o corpo do útero, o ligamento do ovário e as tubas uterinas.

Como os miomas interferem na gravidez

Nem sempre os miomas interferem na fertilidade ou na gestação da mulher, pois podem ser pequenos ou estar localizados em regiões que não afetam o sistema reprodutivo. Porém, quando o mioma é maior ou se localiza dentro do útero, como é o caso do submucoso, ele impossibilita a gestação.

O mioma submucoso ocupa o lugar no qual o embrião se desenvolveria, e isso pode ocasionar abortos ou o parto prematuro. Já o mioma intraligamentar pode provocar a obstrução das tubas uterinas.

Outro mioma que também pode causar problemas para a mulher engravidar é o mioma em parturição, por bloquear o colo do útero.

Sintomas dos miomas

Como dito, os miomas podem ser assintomáticos e mulheres podem conviver com eles sem notar sua presença. Mas em alguns casos, o mioma ocasiona sintomas desconfortáveis e que variam de acordo com o tipo de mioma que se desenvolveu.

Os sintomas mais comuns são:

  • Dor durante as relações sexuais;
  • Dificuldade para engravidar;
  • Abortos espontâneos;
  • Aumento do período menstrual;
  • Sangramentos com coágulos;
  • Sangramentos atípicos durante o mês;
  • Dor pélvica;
  • Sensação de pressão na pelve;
  • Prisão de ventre;
  • Inchaço abdominal;
  • Aumento da micção (vontade de urinar);
  • Dificuldade para urinar.

Exames ginecológicos de rotina podem detectar miomas, por isso é importante manter esses exames sempre em dia. Dessa forma é possível detectar o mioma ainda no começo e evitar o seu crescimento.

Alguns exames que são capazes de detectar os miomas são:

  • Exame físico (pélvico);
  • Ultrassonografia (abdominal ou transvaginal);
  • Ressonância magnética.

Tratamentos para miomas

Não existe apenas um tipo de tratamento para os miomas, já que o quadro varia em cada caso e tipo de mioma. Eles podem ser tratados por meio de medicamentos hormonais, anti-inflamatórios ou cirurgias, quando há necessidade da retirada do nódulo.

Não se pode esperar que um sintoma se manifeste para procurar um especialista. É importante que a mulher faça visitas regulares ao ginecologista, não somente para diagnosticar possíveis miomas, mas para fazer o controle de sua saúde de um modo geral.

E você? Conhece alguém que já precisou tratar miomas, ou você mesma já passou por essa experiência? Conte para a gente nos comentários!

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5 dicas para se prevenir a diabetes gestacional

Durante a gravidez a mulher pode desenvolver condições orgânicas indesejáveis, e entre essas condições está a diabetes. Embora ela assuste as mulheres que desejam engravidar, é possível prevenir a diabetes gestacional com algumas medidas simples. Conheça, no post de hoje, essas medidas e também entenda um pouco mais sobre esse problema. Acompanhe!

O que é a diabetes gestacional?

A diabetes gestacional é uma condição orgânica que algumas grávidas apresentam, caracterizada pelo aumento das taxas de glicose no sangue (hiperglicemia). Porém, esse aumento acontece mesmo em mulheres que não apresentavam o problema antes de engravidarem.

Ao contrário do que o senso comum acredita, a diabetes gestacional não está relacionada com a obesidade ou o histórico familiar. É certo que esses fatores configuram-se como um risco maior para a mulher desenvolver a diabetes gestacional, porém, ela pode se manifestar também em grávidas que não tiveram aumento excessivo de peso e sem histórico familiar da doença.

Isso porque a diabetes gestacional se desenvolve devido a alterações no metabolismo da mulher gestante. Essas alterações interferem na ação da insulina, que é o hormônio que faz com que o organismo transforme açúcar em energia.

Com a ação da insulina reduzida, o pâncreas precisa liberar mais desse hormônio para compensar sua carência, e quando ele não faz essa compensação, o nível de glicose se eleva no sangue e a mulher desenvolve a diabetes gestacional.

Algumas mudanças de hábito são suficientes para que a mulher não desenvolva o problema. Confira a seguir algumas dessas mudanças.

Como prevenir a diabetes gestacional

1. Fazer uma reeducação alimentar

Mudar os hábitos alimentares é o primeiro passo para prevenir a diabetes gestacional. Isso porque é alimentando-se que a mulher ingere o açúcar que pode causar problemas para sua saúde.

Evite alimentos industrializados, doces, carnes gordas e carboidratos refinados (derivados de farinha de trigo branca). Capriche nos alimentos naturais (frutas, verduras, legumes), nas proteínas magras, em grãos e oleaginosas (castanhas, amêndoas, nozes). Os nutrientes garantem saúde e beleza para as grávidas.

2. Não aumentar a quantidade de comida

Durante a gravidez não se deve aumentar a quantidade de comida, mas sim melhorar sua qualidade. A mulher não precisa de comida para dois, mas de nutrientes suficientes para ela e o bebê. Assim, deve manter um cardápio variado e rico em nutrientes, e não comer em dobro.

3. Fracionar as refeições

Alimentar-se de pequenas refeições em intervalos curtos de tempo (de 2 em 2 horas) faz com que a mulher coma menos e mantenha o nível de glicose sob controle. Isso também reduz a fome nas refeições principais e a mulher consegue selecionar melhor os seus alimentos, favorecendo a digestão e aproveitamento dos nutrientes.

4. Praticar atividades físicas

Mulheres grávidas podem e devem se exercitar moderadamente para manter as funções orgânicas reguladas, controlar o peso corporal e prevenir a diabetes gestacional. As atividades físicas devem ser mantidas antes, durante e depois da gravidez.

Exercícios requerem energia, e o corpo vai buscar essa energia nas reservas naturais que possui, reduzindo a glicose no sangue e controlando também o colesterol. Além disso, exercícios fortalecem a musculatura, o coração, estimulam a respiração e o sistema circulatório.

5. Investir em alimentos integrais

Os alimentos integrais são a opção ideal para substituir os carboidratos refinados. Eles são ricos em proteínas e diversos nutrientes, além de fibras, essenciais para prevenir a diabetes gestacional. Substitua o pão francês por pão integral, assim como o macarrão, o arroz, as bolachas e biscoitos.

Além desses cuidados, a mulher não pode falhar com o seu pré-natal, e precisa comparecer às consultas para que seu médico possa controlar a sua saúde e a do bebê.

Depois da gravidez a diabetes tende a se curar, porém, a mulher entra para o grupo de risco da diabetes tipo 2. Por isso, prevenir a diabetes gestacional ainda é a melhor medida para manter a saúde durante a gravidez e depois dela.

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Métodos anticoncepcionais: diferentes tipos, mitos e verdades!

A escolha de contraceptivo é sempre um momento de tensão para a mulher: uma amiga engravidou usando este, outra engordou muito usando aquele e, no final, você já não sabe mais em que acreditar.

Essa é sua chance de acabar com as dúvidas. No post de hoje desmistificamos algumas falácias sobre os métodos anticoncepcionais mais populares. Confira!

1. DIU de cobre

É um pequeno dispositivo de cobre que, quando inserido no útero, torna o muco hostil aos espermatozoides, impedindo que ocorra a fecundação. Esse é um método não hormonal e, portanto, a mulher ovula e menstrua todos os meses.

Minha menstruação pode ficar irregular?

Esse é um dos principais “contras” desse método: algumas mulheres relatam ter menstruações mais volumosas ou prologadas e cólicas menstruais intensas após o uso do DIU.

Ele pode se deslocar?

Dificilmente o DIU se desloca, e as chances são ainda menores nos dispositivos em formato de ferradura, que ocupam melhor o espaço uterino quando comparados àqueles de formato T.

Ainda não sou mãe, e ai?

O DIU é muito comum entre mulheres que já tiveram filhos, porque têm o útero mais alargado, mas nada impede que você escolha esse método.

2. Mirena

Também conhecido como DIU hormonal, é um dispositivo intrauterino que libera quantidades constantes diárias de progesterona por 5 anos. Esse método é livre de estrógeno, o que reduz consideravelmente seus efeitos colaterais.

Se você é do tipo que não tem disciplina pra tomar a pílula todos os dias no mesmo horário, esse pode ser o método ideal pra você.

Mirena engorda

É mito! O dispositivo age localmente no útero e não libera altas concentrações de hormônio no sangue de uma vez só.

É um dos melhores contraceptivos no pós-parto. Procede?

Verdade. Por atuar diretamente no útero, o Mirena não passa hormônios para o leite materno, não comprometendo sua qualidade e, consequentemente, o desenvolvimento do bebê.

Eu mesma posso inseri-lo em casa

Assim como o DIU, o Mirena deve ser inserido no consultório médico pela ginecologista.

3. Pílulas anticoncepcionais

Esse é o método contraceptivo com maior número de adeptas no mundo devido ao seu baixo risco de falha. As pílulas mais modernas são combinados de hormônios de baixa dosagem: existem inúmeras opções, mas só a ginecologista poderá definir qual é a certa pra você.

Antibióticos reduzem a eficácia da pílula

Verdade! Sempre que for tratar com algum outro medicamento, pergunte ao médico se há interações medicamentosas entre eles. Em geral, antibióticos e anticonvulsivantes reduzem a eficácia dos anticoncepcionais.

Posso desenvolver problemas venosos?

As pílulas combinadas podem adiantar ou agravar quadros de varizes e até levar ao tromboembolismo. Antes de começar o controle com contraceptivos orais, não deixe de verificar, junto ao cardiologista e ao angiologista, se seus exames estão normais. Nessa hora, antecedentes pessoais, familiares e hábitos como tabagismo contam muito.

E se eu quiser engravidar?

É possível que demore alguns meses, mas não há regra definida e nem prejuízo à fertilidade da mulher. Se você está entrando na menopausa e não deseja engravidar, deve continuar tomando a pílula por 12 meses após a última menstruação.

4. Diafragma

Trata-se de um anel que funciona como uma capa, impedindo a entrada dos espermatozoides no útero. Ele deve ser inserido dentro da vagina meia hora antes da relação e retirado 12 horas após o ato sexual. A maior vantagem do diafragma é não ter qualquer efeito colateral, mas, para aumentar sua eficácia, recomenda-se o uso conjunto com espermicida.

É descartável?

Mito! O dispositivo pode ser usado por até 3 anos, mas, caso você engravide, deve ser trocado.

Não preciso ir ao médico antes de iniciar o uso

Você deve consultar sua médica para saber qual deve ser o tamanho exato do diafragma e se você tem alguma reação alérgica. Além disso, é preciso ser bem orientada sobre a inserção do anel para que você e seu parceiro não sintam incômodo durante a relação sexual.

É verdade que existem variações nos efeitos dos métodos contraceptivos, afinal, cada organismo responde de uma forma diferente. Por isso, é tão importante que essa escolha seja individualizada e bem conversada com sua médica.

Ainda está insegura sobre qual dos métodos anticoncepcionais é ideal pra você? Deixe aqui sua dúvida para mais esclarecimentos!

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Prevenção do câncer de mama: 8 maneiras de evitar a doença

Não é somente no mês de outubro que as dicas para a prevenção do câncer de mama devem estar em nosso radar. Todos os dias, mulheres descobrem que estão com a doença e o diagnóstico, algumas vezes, já é tardio.

O câncer de mama é o que mais atinge a população mundial feminina. Segundo o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), na maioria dos casos, as próprias mulheres percebem alterações nas mamas e procuram ajuda médica.

A boa notícia é que quando os sinais e sintomas são detectados na fase inicial, a chance de sobrevida da paciente é grande.

Para te ajudar a manter-se longe desse pesadelo, elaboramos 8 dicas de prevenção do câncer de mama. Confira!

Tenha uma alimentação poderosa

Não é clichê! Pessoas que se alimentam melhor, inserindo em seu cardápio legumes, verduras, frutas e leguminosas, evitam muitas dores de cabeça. No caso da nossa pauta, esses compostos são bem eficientes, pois inibem a formação de células cancerígenas, ajudam a restaurar o DNA danificado e reduzem a taxa de multiplicação da doença.

Por isso, evite comidas gordurosas ou com níveis elevados de açúcar. Prefira consumir diariamente cereais integrais, proteínas magras, frangos e peixes, lentilhas, feijão-branco, tomate ou suco de cenoura. Esses dois últimos alimentos, aliás, são ótimos antioxidantes!

Fique longe do cigarro e do álcool

Já está mais do que comprovado cientificamente que o tabaco e o álcool são prejudiciais à saúde. No que se refere ao câncer de mama, em longo prazo, o risco de incidência em mulheres fumantes é maior e, se o consumo for concomitante com o de bebidas alcoólicas, as chances de desenvolver a doença será ainda mais potencializada.

Controle o seu peso

Tudo em excesso pode fazer mal e a obesidade também é um fator que pode aumentar substancialmente o risco de incidência do câncer de mama, principalmente após a menopausa. Mantenha seu IMC (Índice de Massa Corporal) inferior a 25.

Pratique exercícios físicos

Manter o corpo ativo é fundamental em qualquer fase da vida, principalmente porque ajuda a controlar diversos problemas de saúde. Para as mulheres, as atividades reduzem de 30% para 10% a probabilidade de contrair câncer de mama.

Mas se você não é adepta da academia, saiba que a prática de meia hora de caminhada, cinco dias por semana, já vale como exercício moderado no combate ao câncer.

Amamente enquanto puder

Para algumas mulheres pode ser cansativo, mas saiba que a amamentação é uma boa prevenção! Estudos mostram que mães que amamentam por pelo menos um ano são menos propensas ao problema.

Se esse é o seu caso, lembre-se do quanto essa prática é importante para a saúde do seu filho e ainda ajuda a afastar o câncer de mama.

Toque-se: faça o autoexame

Você mesma pode fazer o autoexame todos os meses. Apalpe suavemente as mamas após o fim da menstruação e veja se encontra algum caroço. Se achar algum, marque imediatamente uma consulta com o seu ginecologista.

Não fuja da mamografia

Algumas mulheres relatam sentir muita dor durante a mamografia, mas lembre-se de que esse exame é primordial como forma de prevenção. A Febrasgo (Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia) destaca que avaliação deve ser anual, a partir dos 40 anos. Mulheres com histórico de câncer na família, precisam redobrar a atenção!

Os maiores fatores de risco do câncer de mama são: idade (60% em mulheres com mais de 55 anos e 12% em mulheres de até 45 anos), genética (5 a 10% dos casos da doença são hereditários) e histórico familiar (parentes em 1º grau: mãe, filha ou irmã).

Jamais se esqueça de que a prevenção do câncer de mama é elementar. Quanto mais cedo são identificados os sintomas, maiores as probabilidades de cura e menor é a agressividade do tratamento. Que tal passar adiante essas valiosas dicas?

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Saiba mais sobre as 5 principais doenças ginecológicas

Algumas doenças ginecológicas atingem boa parte das mulheres, sobretudo, na fase de maior fertilidade. Por isso, se você tem menos de 35 anos e pretende engravidar é importante ficar atenta a alguns sinais do corpo para solucionar problemas e manter a saúde em dia.

Confira abaixo as 5 doenças mais comuns entre as mulheres:

Vulvovaginites

São inflamações provocadas por microrganismos presentes na vulva e na vagina, que podem gerar vermelhidão, coceira intensa e corrimento com ou sem odor. Caso tenha esses sintomas, procure orientação ginecológica, pois o diagnóstico exato só é obtido por exame clínico, vulvoscopia e cultura de secreção vaginal.

O uso de calcinhas de tecido sintético, papel higiênico perfumado, roupas justas e duchas vaginais diariamente facilita o aparecimento de vulvovaginites. Suspender esses hábitos ajuda a prevenir o problema e evitar complicações.

O tratamento da doença é feito por medicamentos de uso oral e cremes vaginais específicos. O quanto antes a inflamação for tratada, mais rápido e eficiente será o tratamento.

Mioma uterino

Alterações hormonais provocam disfunções fibrosas que formam nódulos no útero. Por esse motivo, os miomas aparecem com mais facilidade entre a fase mais fértil da mulher e o início da menopausa. Não ter tido filhos e obesidade são outros fatores que aumentam a incidência.

O diagnóstico é confirmado com ultrassom e exames regulares. Todavia, sangramento anormal, dor na região pélvica e no abdome, pressão na bexiga e dificuldade para engravidar são fortes indícios de nódulos. O tratamento depende do tamanho e da quantidade de miomas e do histórico de vida da mulher.

Como os nódulos podem diminuir a fertilidade e induzir abortos e partos prematuros, pacientes que pretendem engravidar precisam de tratamento diferenciado e atenção ginecológica especial.

HPV

Essa DST pode ser controlada, mas ainda não há cura. Por isso, a melhor atitude é a prevenção por meio do sexo seguro. Preocupante, alguns subtipos do HPV estão relacionados ao câncer de colo do útero se não forem tratados de forma correta.

O sintoma mais comum é o surgimento de verrugas nas áreas genitais (ânus e vagina), erupções que também podem aparecer na boca e na garganta. Há ainda sintomas detectáveis apenas por exames minuciosos, como lesões no colo do útero.

O HPV costuma ser detectado em exames de rotina, como Papanicolau e Colposcopia. Por essa razão, o acompanhamento médico é essencial na prevenção e no tratamento da doença. O tratamento — congelamento das verrugas, eliminação por laser, cauterização ou cirurgia — é recomendado de acordo com o tipo de vírus, o alcance da doença e a idade da mulher.

Síndrome do ovário policístico (SOP)

A SOP decorre de alterações hormonais que acarretam a formação de microcistos nos ovários. O principal sintoma da doença é o atraso e/ou a ausência da menstruação, sinal que também pode vir acompanhado de aumento de peso, acne e maior presença de pelos no abdome, seios e rosto.

Para um diagnóstico exato, a mulher tem de passar por análise clínica com ginecologista, ultrassom ginecológico e exames laboratoriais complementares. Os tratamentos mais difundidos são uso de anticoncepcionais, indução da ovulação, medicamentos para resistência à insulina e cirurgia, nos casos extremos.

Se não for tratada, a SOP aumenta a dificuldade de engravidar, podendo levar a mulher à infertilidade e a longo prazo pode levar ao câncer de endométrio. Para prevenir, recomenda-se uma dieta saudável, exercícios físicos e acompanhamento ginecológico anual.

Endometriose

Bastante comum, a endometriose afeta mulheres em idade fértil e pode provocar esterilidade se não for tratada. A doença se desenvolve quando células do endométrio se deslocam para fora do útero, atingindo outros órgãos da cavidade abdominal e gerando inflamações.

Entre os sintomas estão cólica intensa e resistente à ação de medicamentos, sangramentos irregulares, dor durante as relações sexuais, alterações no funcionamento do intestino no período menstrual e dificuldade para engravidar.

Ainda não há métodos de prevenção para a endometriose, mas práticas saudáveis, como atividade física, boa alimentação e redução do estresse ajudam a amenizar os sintomas. O tratamento da doença é feito por meio de medicamentos e de cirurgia, nos casos mais graves.

Gostou do artigo? Então, acompanhe o blog para conferir mais conteúdos sobre como fazer o diagnóstico de endometriose e outras informações sobre doenças ginecológicas e saúde da mulher.

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Primeira gravidez: 5 dicas para mães de primeira viagem

A alegria de dar à luz, sem dúvidas, é uma daquelas de maior intensidade na vida. Segurar um filho nos braços depois de nove longos meses não tem preço e proporciona uma sensação imensurável para qualquer mãe.

No entanto, no período de gestação, quando a ansiedade toma conta e o tempo parece andar mais devagar, muitas mães de primeira viagem sentem-se assustadas ou despreparadas diante das mudanças do corpo e das novidades que aparecem a todo instante. Afinal, tudo é novo nessa etapa da vida.

Para manter-se tranquila e segura, confira com a gente 5 dicas para mães de primeira viagem e aproveite da melhor forma tudo o que a primeira gravidez tem de bom para oferecer!

1. Busque por acompanhamento médico

Ter um médico de confiança sempre ao seu lado torna-se prioridade em etapas tão importantes da vida como essa. Procure pelo acompanhamento de um ginecologista-obstetra, médico especialista em gravidez e na saúde do aparelho reprodutivo. O profissional irá olhar de perto todas as fases da gestação, verificando o desenvolvimento do embrião e analisando o aparecimento de possíveis problemas.

Essa análise apurada é chamada “pré-natal” e consiste em uma bateria de exames feitos no período da gravidez para que o médico tenha certeza de que tudo está ocorrendo bem. Assim, a própria mãe fica aliviada e pode ter uma gravidez sem preocupações.

2. Não se preocupe com as mudanças do corpo

Entre as principais mudanças percebidas pela mamãe na gestação estão aquelas de caráter hormonal. Os níveis hormonais estão desregulados por conta da gravidez e sensações como tonturas, enjoos e cansaço são extremamente normais e não devem ser motivos para preocupação.

No entanto, vale lembrar que nem toda mulher passa por esses dilemas. Há mães que não sentem enjoos durante a gravidez, por exemplo, ou que nem sentem as dores de contração. Tudo varia de mulher para mulher e deve ser tratado com a maior naturalidade possível.

3. Pratique hábitos saudáveis

A alimentação é essencial para o desenvolvimento do bebê. No entanto, tudo deve ser feito de maneira equilibrada. Comendo o ideal e de forma bem distribuída durante o dia, a mamãe não só garantirá a energia nutricional necessária a seu filho, como manterá seu corpo mais saudável com um aumento de peso médio entre 10 e 13 quilos.

Outra prática que ajuda no bem-estar durante a gravidez são os exercícios físicos. Obviamente, não é recomendado que a mamãe com 9 meses de gestação saia por aí jogando bola no fim de semana. Porém, de acordo com as recomendações do médico, ela poderá fazer exercícios leves que ajudem a manter o condicionamento físico e a diminuir a ansiedade.

4. Não se assuste com os movimentos do bebê

Conforme o tempo passa, os pais já ficam ansiosos com os primeiros movimentos do bebê: o primeiro chute, algumas pontadas a mais e cutucadas na barriga. Contudo, não são todas as mamães que estão preparadas para esses movimentos, confundindo-os com gases ou achando que algo de errado está acontecendo.

Fique tranquila e aproveite esse momento mágico. A movimentação do bebê é um sinal de que ele está crescendo ou reagindo aos estímulos de seu desenvolvimento.

5. Reconheça as contrações Braxton Hicks

Mamães que estão passando pela primeira gravidez costumam se confundir bastante quando o assunto é contração. Isso porque existem dois tipos de contração: aquelas que, de fato, indicam que o trabalho de parto está começando, e aquelas que são falsas e momentâneas, chamadas de contrações de Braxton Hicks.

Reconhecer as contrações de Braxton Hicks torna-se uma tarefa fácil com o passar do tempo. Elas são caracterizadas por serem irregulares e passam quando a mulher encontra uma posição mais confortável. Em todo o caso, fique sempre atenta quando a hora do parto estiver próxima.

As experiências da primeira gravidez são muito importantes para a mulher, pois são a partir delas que a mãe aprende sobre as mudanças do seu corpo nessa etapa da vida e se prepara melhor para os futuros dias ao lado do seu bebê, proporcionando-lhe tudo o que há de melhor!

Gostou das nossas dicas sobre primeira gravidez? Deixe sua opinião nos comentários abaixo e conte-nos suas experiências!

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Tipos de DIU

 

Antes de qualquer coisa, é preciso entender que existem dois tipos de DIU: o DIU de cobre e o DIU de hormônio.

 

DIU de cobre 

O DIU de cobre sempre tem formato de “T”.

Esse tipo de DIU não possui hormônio nenhum. Ele é feito de cobre, um metal que não é tóxico, não causa alergia e não oferece riscos para a saúde. Ele causa uma inflamação no endométrio, o tecido que reveste internamente o útero. As células e substâncias inflamatórias que passam a ocupar o tecido tornam a cavidade uterina um lugar desagradável para o espermatozoide, impedindo que ele suba por esse espaço e fecunde o óvulo. Quando a mulher deixa de usar o DIU, o endométrio volta ao normal e as chances de engravidar também.

DIU em formato de T ou de ferradura 

O DIU de cobre pode ser usado durante 10 anos – caso em que é usado o dispositivo em formato de T – ou 5 anos – situação que é usado o implante em formato de ferradura. O dispositivo em formato de ferradura ocupa melhor o espaço dentro do útero, o que diminui o risco dele sair do lugar e o torna mais eficaz. O contrário acontece com o DIU em formato de T, que tem mais chances de se deslocar.

Diu de Mirena (com hormônio) 

O DIU hormonal é em formato de “T”. O Diu de hormônio dura 5 anos e tem formato de Y, mas quando implantado ele adota o formato de T. Nesse caso, o dispositivo libera o hormônio progesterona, que age de várias formas: ele espessa o muco cervical, a secreção produzida no colo do útero que facilita o deslocamento do espermatozoide para dentro do útero, altera a motilidade da trompa alterando o deslocamento do espermatozoide e do óvulo, dificultando a fecundação e afina o endométrio, dificultando a implantação do óvulo.

Quem pode colocar DIU? 

Antes de colocar o DIU, a ginecologista fará um ultrassom para saber se a mulher tem pólipos e miomas uterinos. Nesses casos, o implante pode não ficar bem-adaptado. Isso também pode acontecer caso o útero seja muito grande.

Quem não teve filhos pode usar? 

Não é preciso que a mulher já tenha engravidado uma vez para usar o DIU. O que acontece nesse caso é que, como o útero já recebeu um ‘corpo’ e sofreu grandes alterações, ele possivelmente terá chances menores de expulsar o dispositivo, mas não ter filhos não é uma contraindicação.

Como é colocado 

Pode ser colocado no consultório, não há necessidade de hospitalização. Com o uso de um espéculo, aparelho usado para afastar as paredes do canal vaginal, o médico introduz o dispositivo através do canal vaginal. O fio do DIU fica no canal vaginal.

Acompanhamento médico 

A mulher que usa o DIU deve fazer acompanhamento uma vez por ano para saber se o DIU está no lugar certo. Também é indicado voltar ao ginecologista um mês após a colocação do dispositivo para verificar sua localização.

Como o DIU é retirado 

Esse procedimento também acontece no consultório e se resume a puxar o fio acoplado ao dispositivo. Em casos em que o DIU se desloca dentro da cavidade uterina, o ginecologista usará uma pinça ou escova ginecológicas para encontrá-lo e retirá-lo. Caso o DIU perfure o miométrio, o músculo do útero, é necessário fazer um procedimento cirúrgico para removê-lo.

Efeitos colaterais 

A mulher pode sentir cólicas depois da colocação do DIU. Pode haver dor e pequeno sangramento depois da colocação do DIU. Mulheres que colocam o DIU de hormônio podem ter retenção de líquido, acne e um pouco de dor nos três primeiros meses. Também é possível que haja uma baixa na libido.

Como fica a menstruação? 

Mulheres que usam o DIU de cobre continuam menstruando normalmente e, por isso, esse pode não ser o melhor método para mulheres que têm fluxo menstrual muito intenso ou sofrem com cólicas, por exemplo. É possível que o dispositivo aumente o fluxo menstrual. Já as mulheres que usam o DIU hormonal apresentam uma forte redução do fluxo menstrual após três meses podendo até ficar sem menstruar, afinal a descarga hormonal não tem uma pausa, como ocorre no uso de pílulas, por exemplo.

DIU causa trombose?

O dispositivo impede a subida dos espermatozoides. Um dos fatores que têm feito mais mulheres optarem pelo DIU recentemente é a ausência do risco de trombose associado a pílulas anticoncepcionais. Isso acontece porque o DIU só libera o hormônio progesterona e o hormônio relacionado à trombose é o estrogênio.

 

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Vulvovaginite: conheça as causas, sintomas e tratamentos

A vulvovaginite é uma doença comum em muitas mulheres. Trata-se de uma inflamação da vulva e da vagina, causada por uma infecção conhecida também como vulvite ou vaginite. O problema pode ser considerado simples, desde que a mulher procure orientação médica para tratar da maneira correta.

Para sanar todas as dúvidas a respeito do assunto, neste artigo você descobrirá as causas, sintomas e tratamentos para a doença.

O que causa a vulvovaginite?

A produção excessiva de algumas bactérias (Staphylococcus, Streptococcus e Gardnerella, por exemplo) é o principal fator para desencadear o problema. A infecção bacteriana é vista como um corrimento branco-acinzentado, com ou sem cheiro. Vírus, parasitas ou fungos são as principais causas da inflamação.

Quando a contaminação é pelo vírus do herpes simples, papiloma humano (HPV) ou herpes vírus os desequilíbrios podem favorecer ao problema.

A candidíase também é algo bem comum em algumas mulheres. Nessa situação o fungo causa coceira vaginal e um corrimento branco, espesso. O uso de alguns tipos de antibióticos pode matar as bactérias que mantém a flora vaginal, facilitando a multiplicação dos fungos.

Em alguns casos, parasitas como sarnas, piolhos e vermes colonizam a vulva e por consequência surge a inflamação.

Falta de higiene, alergias, produtos químicos (sabonete, absorventes perfumados, camisinhas ou cremes), roupas apertadas que façam fricção na pele e a irritem, estresse psicológico ou menopausa (devido à baixa produção do hormônio estrogênio), também são maneiras de desenvolver a disfunção.

Sintomas mais comuns da vulvovaginite

Os indícios mais comuns relatados são inchaço, vermelhidão e ardor na região. Há muita coceira e irritação, odores fortes, além de dor ao urinar e durante as relações sexuais. Em alguns casos a mulher pode apresentar sangramento vaginal.

A cor do corrimento pode indicar diferentes tipos de vulvovaginite, entretanto somente um profissional da área é quem pode dar um diagnóstico preciso. As mais comuns são:

Infecções fúngicas

Provocadas por fungos que fazem parte da vagina, como Candida albicans.

Vaginose bacteriana

Multiplicação de organismos como Micoplasma hominis ou Gardnerella vaginalis, que podem ou não estar no interior da vagina.

Vaginite atrófica

Quando os níveis de estrogênio no corpo diminuem.

Tricomoníase

Transmissões de parasitas através de relações sexuais, sem proteção, com pessoas infectadas.

Para obter um resultado satisfatório, o ginecologista solicitará um exame da secreção vaginal e só então poderá aplicar o tratamento adequado.

Tratamento de vulvovaginite

Para cada tipo de sintoma, organismos ou infecção o médico indicará um meio para eliminar o problema. Alguns tratamentos são via oral e outros aplicados diretamente na vagina, em forma de creme ou gel.

Todos os tipos de antibióticos ou anti-inflamatórios só devem ser ministrados com orientação médica e com as especificações de métodos de uso.

Normalmente as infecções não produzem sérias complicações, se tratadas a tempo e com a devida cautela. Por isso é importante ressaltar: sempre que sentir alguns dos sintomas relatados, procure um médico.

Previna-se!

A prevenção é sempre a melhor forma para não contrair diversas doenças, principalmente a vulvovaginite. Se estiver em tratamento, utilize o sabonete e o medicamento indicado nas horas certas.

Opte por calcinhas de algodão, roupas leves e papel higiênico sem perfume. Além disso, evite usar produtos como desodorantes íntimos ou talcos, absorventes perfumados e ducha íntima. Uma dieta balanceada para ajudar o organismo a se livrar das impurezas também contribui para evitar o problema.

E você, conta pra gente como tem cuidado da sua saúde íntima? Se já teve vulvovaginite não fique com vergonha e ajude outras mulheres a se livrarem deste desconforto.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Blog

Grávidas podem ou não podem?

Grávidas podem ou não podem fazer durante a gestação…. esta é uma série de dúvidas que tentaremos esclarecer agora:

1) comer canela?

A canela é muito controverso. Dizem que a ingestão de grandes quantidades de canela durante a gestação pode levar aos filhos dessas mulheres a apresentarem hiperatividade, déficit de atenção e agressividade, mas o que seria grande quantidade? Há quem diga que chá de canela é abortivo, mas também encontramos trabalhos desmentindo.

2) comer pimenta?

A pimenta não causa mal-formações no feto, nem é abortiva. Como altera o pH do estômago, pode piorar sintomas como azia, refluxo e intestino lento. No final da gestação pode deixar as hemorroidas mais dolorosas e sensíveis. Caso a gestante não apresente nenhum destes sintomas, pode comer pimenta à vontade.

3) tomar bebidas alcoólicas?

A Organização Mundial de Saúde recomenda consumo ZERO de álcool durante a gestação, pois o álcool é considerado a principal causa de atraso mental e desajustes de comportamento. Um drink ocasional não apresenta risco, mas não existe uma dose segura.

4) fazer academia?

A gestante pode e deve fazer exercícios físicos desde que orientados por profissional habilitado. Os exercícios feitos regularmente:
• previnem e amenizam as dores lombares por corrigir a postura da grávida frente à hiperlordose que comumente surge durante a gestação, assim o exercício contribui para a adaptação para a nova postura;
• diminui as dores nas mãos e membros inferiores por promover menor retenção de líquidos;
• reduz o stress cardiovascular provocado pela gestação (aumento da atividade cardiovascular no período gestacional em comparação ao período não gestacional) promovendo uma frequência cardíaca mais baixa, maior volume sanguíneo em circulação, menor pressão arterial, maior capacidade de oxigenação, prevenção de varizes e tromboses, além da diminuição do risco de diabetes gestacional.
• Influencia também nos aspectos emocionais, já que contribui com sua auto-confiança e sua satisfação com sua aparência, melhorando sua auto-estima.
• Fortalece a musculatura pélvica, tornando-se um fator a mais para o parto a termo, contradizendo o que se pensava antigamente que poderia levar ao parto prematuro
• Há estudos que demonstram que pacientes nulíparas (1º gestação) sedentárias, apresentam um risco 4,5 maiores de nascimento por cesárea (Bungum et al)
• A atividade física durante a gestação promove uma maior flexibilidade das articulações e ligamentos pélvicos o que facilita a passagem do feto, além de diminuir as dores do parto, fazendo com que as gestantes fisicamente ativas tolerem melhor o trabalho de parto, principalmente os mais prolongados do que as uqe não se exercitaram ou o fizeram esporadicamente.
• Casos de exercícios de intensidade moderada a intensa ou gestantes que trabalham com levantamento frequente de carga pesada tem um risco aumentado de aborto espontâmeo e cerca de 20 a 30% de parto prematuro.
Alguns tipos de atividades físicas têm se destacado durante a gestação, tais como: como exercícios leves na água, caminhada e bicicleta. Para Katz, a natação é a atividade mais recomendada para a gestante, graças a flutuabilidade do corpo na água. A atividade física na água é benéfica para os joelhos, pois diminui o impacto e geralmente é mais relaxante que outros tipos de exercícios, especialmente os exercícios de força como a musculação. A natação ainda diminui o edema que é um efeito comum na gestação, porém desconfortável.
Alguns tipos de exercícios físicos e/ou situações não são recomendadas para a prática durante o período gestacional:
• qualquer atividade competitiva, artes marciais ou levantamento de peso;
• exercícios com movimentos repentinos ou de saltos, que podem levar a lesão articular;
• flexão ou extensão profunda deve ser evitada pois os tecidos conjuntivos já apresentam frouxidão; exercícios exaustivos e/ou que necessitam de equilíbrio principalmente no terceiro trimestre;
• basquetebol e qualquer outro tipo de jogo com bolas que possam causar trauma abdominal;
• pratica de mergulho (condições hiperbáricas levam a risco de embolia fetal quando ocorre a descompressão;
• qualquer tipo de ginástica aeróbica, corrida ou atividades em elevada altitude são contra-indicadas ou, excepcionalmente aceitas com limitações, dependendo das condições físicas da gestante;
• exercícios na posição supino (deitado de barriga para cima) após o terceiro trimestre podem resultar em obstrução do retorno venoso, pois o útero comprime a veia cava

5) fazer tatuagem?

Não é aconselhável fazer tatuagem durante a gestação por uma série de fatores:
• a imunidade da mãe está diminuída, facilitando infecções
• substâncias absorvidas com a tinta podem fazer mal ao bebê
• a pele está esticada durante a gestação e quando voltar ao normal após 40 dias do parto poderá alterar o resultado do desenho.
• No parto, se a tatuagem recente for realizada nas costas poderá dificultar ou mesmo atrapalhar a anestesia
• Se os instrumentos para a realização da mesma não forem esterilizados ou descartáveis, poderá haver a transmissão de HIV, hepatite B e C que pode passar para o bebê através da placenta

6) fazer luzes no cabelo?

Não há problema fazer luzes durante a gestação, pois no procedimento de luzes, o corante é limitado às folhas, não chega à raiz e não será absorvida pela pele.

7) fazer escova progressiva no cabelo?

Provavelmente uma progressiva durante a gravidez, após o primeiro trimestre não vai trazer problemas para o bebê, mas na realidade não há estudos que comprovem isso. Os produtos utilizados para a realização da escova progressiva e outros tratamentos químicos para alisar os cabelos na grande maioria das vazes contém FORMOL que é um produto comprovadamente cancerígeno pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Mesmo os métodos mais recentes, as chamadas escovas de chocolate e de fruta, podem conter formol. A quantidade de formol permitida pela ANVISA em produtos cosméticos é de 0,2% que tem uma ação de conservante e não age como alisante, assim é importante selecionar o salão com critério, pois muitos salões acabam adicionando o formol às fórmulas industrializadas para potencializar o efeito das escovas progressivas.

8) pintar o cabelo?

O Colégio Americano de Obstetras e Ginecologistas (ACOG) considera as tinturas de cabelo seguras durante a gravidez por serem pouco absorvidas pela pele. Entretanto é preciso ser cauteloso. Muitos médicos orientam que as gestantes não utilizem tinturas permanentes (soluções alcalinas à base de amônia que penetram através da cutícula) durante o primeiro trimestre de gestação, pois é possível inalar produtos durante este processo que poderiam ser prejudiciais para o bebê em formação. Este tipo de tintura contem amônia, que tem uma fumaça química forte. A recomendação é evitar tinturas de cabelo que contenham amoníaco. Tinturas semi-permanentes podem ser considerados mais seguros para gestantes, assim como as tinturas naturais, como henna,

9) andar de moto?

No Código de Trânsito Brasileiro (CTB) não há nenhum artigo que proíba a circulação sobre duas rodas de mulheres gestantes. O problema da gestante na moto é em primeiro lugar que em caso de impacto ou acidente não há proteção alguma já que na motocicleta não há cinto de segurança para segurar seu corpo, fatalmente haverá um trauma abdominal e este será mais grave quanto mais adiantado estiver a gestação, podendo levar até a um descolamento de placenta no terceiro trimestre. No primeiro trimestre pilotar ou nadar na garupa da moto não há grande problema, sendo que a paciente deve estar ciente do risco do acidente. A partir do segundo trimestre a barriga começa a crescer e começa a ficar desconfortável tanto para dirigir quanto para andar na garupa, já no terceiro trimestre como a barriga já está grande a chance de a gestante se desequilibrar é maior e as dores nas costas podem piorar pela posição inclinada.

10) tomar dipirona?

A dipirona tem uma ação anti-inflamatória maior do que o paracetamol. Apesar dos estudos não terem mostrado efeitos teratogênicos, descreve-se o risco de agranulocitose (doença aguda do sangue, que se caracteriza pela diminuição ou ausência de granulócitos ou leucócitos granulosos) potencialmente fatal. Segundo Dall’Olio et al a incidência de agranulocitose medicamentosa causada pela dipirona é de cerca de 0,2 a 1,1 por 1.000.000 habitantes, demonstrando uma incidência muito baixa para restringir o uso de uma medicação de alta eficácia na prática clínica.

11) tomar paracetamol?

É o analgésico e antipirético (contra a febre) mais utilizado durante a gestação e apesar de atravessar a placenta é considerado não teratogênico, isto é, não causa mal formações no feto. O principal risco do uso do paracetamol durante a gestação quando utilizado em doses tóxicas é a alteração do fígado tanto da mãe quanto do feto.

12) comer peixe?

A gestante não pode comer peixes ou moluscos crus por serem possíveis fontes do parasita Toxoplasma que pode causar cegueira e dano cerebral fetal. Os peixes predatórios grandes como peixe-espada, tubarão, cavala, atum branco (fresco ou enlatado), pois podem estra contaminados com níveis elevados de mercúrio. Considera-se seguro 200g de atum branco por semana, mas é aceitável até 400g de atum light, camarão, salmão, badejo e bagre.

13) comer camarão?

É aceitável até 400g de camarão por semana, acima disso é arriscado pela contaminação de mercúrio.

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Exames ginecológicos: a importância de realizá-los periodicamente

O exame ginecológico é um dos mais importantes na vida de uma mulher, pois é por meio deles que é possível realizar o diagnóstico e fazer a prevenção de várias doenças, inclusive do câncer de mama.

Por se tratar de uma consulta mais íntima, muitas mulheres às vezes acabam ficando com vergonha de ir ao médico ou de saber mais sobre como são feitos os exames ginecológicos. Por isso, hoje vamos falar um pouco mais sobre a importância deles e como são feitos. Confira!

Conhecendo melhor os exames

Diversos exames podem ser feitos na área ginecológica, porém, é importante lembrar que nem sempre eles são necessários. A consulta periódica ao ginecologista geralmente é só uma conversa e alguns testes só serão feitos se houver algum indicativo de um problema maior.

  • Papanicolau: é o exame feito para prevenir o câncer do colo do útero. Nele, o médico colhe uma amostra do útero com uma espátula e uma escovinha e envia a amostra para um laboratório para ser analisada. 
  • Ultrassom vaginal ou de mamas: o ultrassom vaginal é feito quando há queixas de cólicas muito fortes ou menstruação irregular. Já o de mamas é feito quando é detectado algum nódulo ou anormalidade nos seios.
  • Mamografia: é o exame feito para detectar nódulos nos seios e prevenir o câncer de mama. É recomendado para todas as mulheres acima dos 40 anos.
  • Colposcopia: com um instrumento que amplia a imagem, permite visualizar com clareza o interior da vagina e o colo do útero. Com ele é possível detectar diversas lesões benignas ou malignas.

Além desses, o médico também fará um exame de toque e vai examinar a área externa da vagina.

Com qual frequência devo fazer exames ginecológicos?

É recomendado que a visita ao ginecologista seja feita pelo menos uma vez ao ano para exames e avaliação de rotina. No entanto, se detectar alguma irregularidade no funcionamento do seu corpo, é recomendado marcar uma consulta.

Essas irregularidades podem ser desde dores na hora de ter relações sexuais, até cólicas muito intensas, secreções vaginais ou irregularidade na menstruação. 

Para mulheres acima dos 40 anos também é recomendado que seja feita a mamografia todos os anos para prevenir o câncer de mama, que é mais propenso nessa idade.

Nos dias que antecedem o exame, evite ter relações sexuais ou praticar esportes muito intensos.

Quando devo ir ao ginecologista?

A primeira ida ao ginecologista é recomendada logo após as primeiras menstruações, geralmente por volta dos 13 anos. É importante que os pais incentivem as filhas a procurar o médico, pois ele será capaz de orientá-las a respeito dessa nova fase, sobre a importância de sempre anotar o primeiro dia de cada menstruação para fazer um controle do ciclo menstrual, sobre os cuidados na hora de ter relações sexuais e sobre a prevenção de doenças — DSTs ou não.

Muitas garotas acabam ficando com medo de ir ao ginecologista, pois acham que os exames podem doer ou que o médico vai expor sua vida íntima aos pais, mas não é preciso temer nenhuma das duas coisas.

Os exames mais invasivos, como o Papanicolau, geralmente só serão feitos se a menina já tem uma vida sexual ativa. E quanto à exposição, não é preciso se preocupar, pois a ética médica impede que qualquer informação saia do consultório, a não ser que você permita.

Então, não tem mais desculpa! Se você nunca passou em um ginecologista é hora de agendar uma consulta e realizar alguns exames ginecológicos para garantir que a saúde está em dia!

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Blog