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Entenda qual é o papel do marido na gravidez

A gestação é um momento mágico para as mulheres. O corpo muda, os primeiros laços são criados e toda as alterações hormonais que acontecem no período mexem de muitas maneiras com quem elas são.

O papel do marido na gravidez, por sua vez, é um pouco mais subjetivo, mas muitos homens já apresentam algumas alterações no período, que normalmente têm cunho psicológico e emocional.

É importante que os futuros papais tenham em mente que a demonstração de companheirismo durante esse período, assim como a preocupação com cada etapa do processo, será essencial para amadurecer ainda mais a relação com sua esposa e criar os primeiros laços com seu bebê.

Para te ajudar a entender qual o papel do homem na gestação, é preciso entender como ele deve auxiliar a mulher durante os próximos meses. Confira todo esse processo aqui:

O papel do marido na gravidez através dos tempos

A sociedade evoluiu muito nos últimos anos, o que fez com que os papéis vistos como “do homem” e “da mulher” também se modificassem. Atualmente, ambos têm uma atribulada rotina de trabalho e não cabe mais apenas ao gênero masculino se preocupar com o aspecto financeiro de seu lar. Com isso, desenvolveu-se a necessidade de ter um olhar mais atento e cuidadoso a tudo o que envolve seu relacionamento.

Acompanhar o pré-natal é essencial para dar suporte à esposa e para criar um vínculo com o seu bebê desde o início. Os especialistas já sabem que a voz paterna tem tanto impacto no desenvolvimento da criança quanto a da mãe.

Além disso, com a evolução tecnológica, os exames de imagens estão cada dia mais realistas, o que faz com que os papais possam “enxergar” seus filhos e filhas bem antes do nascimento, assim criando um vínculo sensorial mais forte com eles.

Lado a lado com a esposa

Exames de pré-natal, compra de móveis, enxoval, atividades físicas para grávidas ou curso de gestantes… o papel do marido na gravidez engloba, sim, todas as atividades realizadas pela mulher. Dessa maneira, o homem dá apoio à esposa em um dos momentos mais importantes de sua vida, além de demonstrar o companheirismo necessário para que tenha um casamento pleno e feliz.

Isso significa que o mercado, a divisão das tarefas e até mesmo a preocupação com o cardápio da esposa devem entrar na lista. O marido pode incentivá-la a comer de maneira saudável, preparando as refeições e a acompanhando em sua dieta. Casais que realizam essas atividades unidos possuem uma conexão mais sólida.

Quando o grande momento chegar

Muitos se questionam se o pai deve ou não estar presente na sala de parto. Não há uma resposta certa ou lógica para isso, afinal, muitos homens passam mal nesses ambientes e podem, em vez de ajudar, preocupar a esposa nesse momento tão crucial.

O apoio é, sim, fundamental para a ocasião, mas o casal que conversa e tem uma ligação forte entende muito bem as limitações um do outro. Só não esqueça que, após o nascimento, o marido também deve ser inserido nos cuidados com o bebê. Juntos, vocês aprenderão muito e amadurecerão sua relação.

Agora que você já sabe o papel do marido na gravidez, que tal deixar que mais futuras mamães saibam sobre o assunto? Compartilhe este artigo em suas redes sociais e espalhe conhecimento!

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Blog

Exames ginecológicos preventivos: qual a frequência indicada?

Para garantir uma boa saúde sexual e reprodutiva, a mulher deve manter os exames ginecológicos preventivos em dia. A prevenção é o melhor caminho para ter uma vida saudável; por esse motivo, é essencial que o acompanhamento com um ginecologista faça parte da sua rotina.

Algumas doenças não apresentam sintomas fáceis de serem identificados. Por isso, a avaliação de um profissional se torna indispensável, para acompanhamento, possível diagnóstico e até mesmo tratamento.

Para te ajudar a entender melhor sobre o assunto, neste artigo vamos explicar qual é a importância dos exames ginecológicos preventivos, a frequência com que eles devem ser realizados e os problemas que eles detectam. Acompanhe!

Qual é a importância dos exames ginecológicos preventivos?

Os exames ginecológicos preventivos devem ser prioridade na vida das mulheres. Seu principal objetivo é preveni-las de doenças que podem colocar a sua vida em risco.

Por isso, o médico ginecologista deve ser visto como o seu aliado, a pessoa que verifica se existe alguma alteração nas células do colo uterino, infecções, lesões etc., para então indicar o tratamento ideal para eliminar a patologia.

Lembre-se: quanto antes uma doença for diagnosticada, mais fácil será seu tratamento, o que também aumenta muito suas chances de cura.

Qual a frequência com que eles devem ser realizados?

Os exames ginecológicos preventivos devem ser feitos, pelo menos, uma vez por ano, para as pacientes que estão saudáveis e não apresentaram nenhum problema. Do contrário, somente o profissional poderá informar a frequência da realização dos exames.

Ninguém pode se declarar isenta da realização dos exames, pois eles são fundamentais para garantir uma vida saudável e tranquila: mesmo se você não sentir nada, como dissemos, os exames são necessários e podem salvar sua vida.

Os exames devem ser feitos a partir do momento que se inicia a vida sexual da mulher ou, então, desde o momento que ela completar 18 anos.

Se houver alguma complicação antes do período indicado, como:

  • dores ou cólicas intensas;
  • corrimento;
  • ausência do início da menstruação entre as idades de 15 e 16 anos;
  • sangramento vaginal que perdure por mais de dez dias;
  • atraso menstrual etc.,

médico deverá ser consultado o mais rápido possível.

Quais problemas eles detectam?

No momento do exame ginecológico preventivo, muitas doenças podem ser identificadas, desde as mais simples até as mais graves. Porém, cada um é responsável por diagnósticos diferentes. A seguir, separamos os principais deles.

Papanicolau

Pode detectar:

  • alterações causadas pelo HPV e, até mesmo, lesões causadas por ele;
  • câncer de colo do útero;
  • inflamações e infecções vaginais;
  • algumas Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST).

Ultrassom transvaginal

  • câncer de ovário;
  • miomas;
  • cisto ovariano.

Mamografia

Essencial para detectar o câncer de mama — tipo de câncer que mais mata mulheres no Brasil.

Colposcopia

Verifica se existem lesões que não podem ser observadas a olho nu — é um exame complementar ao papanicolau.

Como diz o velho ditado, “é melhor prevenir do que remediar”. Isso se encaixa perfeitamente quando o assunto é saúde: os exames ginecológicos preventivos têm a função de precaver a mulher de doenças que podem pôr em risco a sua vida.

Saúde nunca foi brincadeira. É preciso estar atenta a cada sinal de alerta que o seu corpo dá para evitar que o pior aconteça. Por isso, não deixe de visitar o seu ginecologista periodicamente e de cuidar bem da sua saúde e bem-estar.

Gostou do nosso artigo? Restou alguma dúvida? Fale com a gente nos comentários!

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Blog

Vencendo a insônia na gravidez: 5 dicas incríveis

Durante a gravidez o corpo da mulher passa por muitas mudanças e algumas delas trazem grande desconforto. Além disso, seu estado emocional também pode se alterar, tanto em razão dos hormônios quanto pela expectativa da chegada do bebê e pelas incertezas de ser mãe.

O resultado de tantas mudanças pode se refletir em insônia, que ocorre quando a mulher sente dificuldade para dormir ou acorda muitas vezes durante a noite. O grande problema da insônia na gravidez é que ela causa fadiga para a mulher, que não pode perder as preciosas horas de descanso.

Contudo, é possível combater a insônia na gravidez, basta tomar alguns cuidados e mudar certos hábitos. Confira neste artigo algumas dicas para driblar a insônia, combatendo suas possíveis causas.

1. Não beba muita água perto da hora de dormir

Faz parte da rotina das grávidas ir ao banheiro diversas vezes ao dia. Isso também pode acontecer à noite e provocar a insônia. Para evitar esse problema, não beba muita água perto da hora de dormir.

O mesmo vale para outros líquidos, como os sucos e os chás. Embora as infusões de camomila, erva-doce e erva-cidreira possam ajudar a estimular o sono, prefira beber pequenas quantidades mais concentradas para inibir o desejo de ir ao banheiro no meio da noite.

2. Durma sobre o lado esquerdo do corpo

A falta de posição para dormir, especialmente nos três últimos meses de gestação, é uma grande causadora de insônia na gravidez. O tamanho da barriga impede algumas posições e pode causar falta de ar.

O mais cômodo para a grávida é deitar-se sobre o lado esquerdo do corpo utilizando travesseiros para deixar o tronco mais elevado e também um entre as pernas. Nessa posição o sangue circula melhor, o bebê fica bem posicionado e evitam-se dores lombares.

3. Informe-se e converse

A ansiedade em relação à hora do parto, as inseguranças e as incertezas de como é ser mãe podem interferir no estado emocional da gestante. O resultado desse abalo são pesadelos e dificuldade para dormir.

Para minimizar o problema procure informar-se o máximo possível sobre a gravidez, o parto, o pós-parto e também sobre como é a rotina da casa com um bebê.

Além disso, converse com seu parceiro, com familiares e amigos que possam compreender suas inseguranças e te apoiar neste momento. Sentir-se amparada é fundamental para aumentar a confiança e reduzir o estresse.

4. Cuide da sua alimentação

Cãibras e formigamentos nas pernas também podem levar à insônia na gravidez. Essas sensações são causadas por alterações na circulação sanguínea e podem ser evitadas com o aumento da ingestão de potássio e cálcio, encontrados na banana e nos derivados do leite, por exemplo.

Uma dieta equilibrada e nutritiva garante todas as funções orgânicas em equilíbrio e evitando bebidas e alimentos estimulantes você também previne a insônia. Então, após as 18 horas, procure não ingerir cafeína e guaraná, entre outras substâncias, que possam te manter acordada.

5. Utilize técnicas de relaxamento

As técnicas de relaxamento também contribuem para evitar a insônia na gravidez. Estimule o sono tomando um banho morno, escutando músicas tranquilas, lendo um livro, fazendo alongamentos ou praticando ioga, por exemplo.

O que você deve evitar

Além de estimular o sono, você também deve evitar situações que possam causar a insônia, como:

  • dormir a cada dia em um horário;
  • dormir em locais barulhentos ou com aparelhos eletrônicos ligados;
  • utilizar o celular e/ou o computador até tarde;
  • deixar as tarefas diárias se acumularem;
  • comer demais e/ou muito perto da hora de se deitar;
  • forçar a mente para dormir sem tentar relaxar.

Outro fator importante é nunca tomar remédios para dormir sem orientação médica, pois podem causar complicações sérias. Faça uso dos mesmos apenas se o obstetra liberar, sempre respeitando a dosagem receitada.

Seguindo essas orientações você conseguirá ficar livre da insônia na gravidez, terá boas noites de sono e uma gestação saudável. Você vai precisar de energia e disposição para cuidar do bebê, por isso procure solucionar os problemas que te impedem de dormir.

Temos muitas outras informações úteis e importantes sobre gravidez e saúde da mulher para compartilhar com você. Assine nossa newsletter e tenha acesso a todas elas!

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Blog

Afinal, tatuagem na gravidez pode ou não pode?

É comum ver pessoas nas ruas com o corpo tatuado, afinal, a tatuagem tornou-se sinônimo de identidade. Coloridas ou em p&b; grandes ou pequenas; com significado explícito ou sem nenhuma explicação; o importante é ficar satisfeito com o resultado final.

Mas antes de decidir o que tatuar, é muito importante avaliar a procedência do local e ficar por dentro de todo o processo e, principalmente, saber os possíveis riscos.

Se você está pensando em fazer uma tatuagem, mas também pensa em engravidar (ou já está grávida), e está na dúvida se tatuagem na gravidez pode ou não pode, confira o artigo a seguir.

Você é gestante, fez uma tatuagem durante a gravidez e não sabe o que fazer nesse momento?

Apesar de os ginecologistas recomendarem que as pacientes esperem cerca de 40 dias após a gestação para fazer uma tatuagem, isso não é uma proibição. Certamente o mais adequado é aguardar, mas se você já tiver feito uma tatuagem na gravidez, não se desespere!

Se você estiver com o pré natal em dia e os exames não indicarem quaisquer alterações, provavelmente está correndo tudo bem com você e também com seu bebê.

De todo modo, é importante informar o seu ginecologista ou o profissional de saúde que acompanha a sua gravidez, pois é possível que eles peçam para você repetir alguns exames. Isso pode acontecer simplesmente para terem certeza de que tudo está realmente bem ou para tratar possíveis doenças.

Quais são os riscos que a tatuagem na gravidez pode trazer à gestante e ao bebê?

A gravidez é uma fase de adequação do corpo da mulher, uma vez que acontecem inúmeras mudanças hormonais e físicas. Assim, a tatuagem pode implicar alguns riscos listados abaixo:

Contrair doenças

Caso o material utilizado para fazer a tatuagem não esteja devidamente esterilizado ou o ambiente não esteja totalmente higienizado, existe o risco de a mulher contrair alguma doença, como Hepatite B ou até mesmo HIV, por exemplo.

Ter uma infecção na tatuagem

Durante a gestação a imunidade da mulher está mais baixa e, portanto, ela fica mais suscetível a contrair quaisquer infecções de fungos e bactérias no local da tatuagem. É possível que essas infecções passem para o bebê através da circulação e prejudiquem o seu desenvolvimento natural.

Tinta tóxica

Nem sempre é possível saber sobre a procedência das tintas utilizadas nos estúdios de tatuagem. Por se tratar de algo químico, acredita-se que as tintas possam afetar a saúde, o desenvolvimento e o bem estar do bebê.

Má cicatrização da tatuagem

Por se tratar de uma espécie de ferimento na pele, a tatuagem demora de 7 a 14 dias para cicatrizar. No entanto, durante a gravidez, devido as alterações hormonais, esse processo pode ser mais lento. Portanto, é possível que a tatuagem fique um pouco alta e espessa, caracterizando uma queloide.

Estética ruim

Além dos riscos citados acima, há também a questão estética. Durante a gravidez a pele estica muito e, muitas vezes, há certo ganho de peso. Portanto, dependendo do local, é possível que o desenho não fique exatamente como planejado, uma vez que o corpo passará novamente por mudanças já que a mulher perderá peso rapidamente após a gravidez. Além disso, também existe a possibilidade de surgimento de estrias e algumas manchas que podem danificar o desenho.

Portanto, nosso conselho é não fazer tatuagem na gravidez. Aguarde e não corra esses riscos! Afinal, você pode fazer a tatuagem em qualquer outro período da sua vida. O ideal é que a tatuagem seja feita após o desmame do seu bebê, pois o leite materno também pode transmitir doenças.

E aí, esclarecemos as suas dúvidas? Siga nossas redes sociais e fique por dentro de questões relacionadas à saúde feminina e gravidez.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Blog

Mirena: quais são seus principais prós e contras?

O DIU hormonal, também conhecido como SIU ou Mirena, é um dispositivo intrauterino em formato de T que, após a sua inserção no útero, libera o hormônio levonorgestrel.

Esse hormônio sintético é similar à progesterona, e promove o adensamento do muco cervical, o que dificulta a mobilidade do espermatozoide e, portanto, a sua chegada ao óvulo.

Além disso, o levonorgestrel provoca o afinamento do endométrio, de modo que ele não esteja espesso o suficiente para viabilizar uma gravidez.

Mesmo compreendendo o seu funcionamento, é importante conhecer os seus principais prós e contras. Continue lendo este post e saiba mais sobre o Mirena.

Vantagens

Entre os métodos contraceptivos removíveis, o DIU hormonal é o mais eficaz. Ele também diminui ou cessa hemorragias e cólicas menstruais e sintomas da adenomiose e da endometriose. Ele, inclusive, melhora ou cura a hiperplasia endometrial e reduz ou acaba com a TPM.

Como o hormônio é liberado localmente em doses baixas, o Mirena provoca menores efeitos colaterais. Por esse motivo, é indicado para mulheres que estão amamentando, já que o hormônio não passa para o leite materno.

Além disso, caso aconteça uma infecção por transmissão sexual durante a utilização do DIU, a possibilidade de que ela evolua para uma enfermidade mais complicada, como a doença inflamatória pélvica, é menor.

Outra vantagem é que esse método contraceptivo pode permanecer no útero por até cinco anos, o que é um benefício para quem tem o costume de esquecer de tomar a pílula.

Apesar de o custo inicial parecer alto, ao longo de um ano o seu custo-benefício já se torna melhor que o de pílulas, adesivos e anéis.

Desvantagens

Uma das desvantagens do uso do Mirena é que, para a sua colocação, é necessário um procedimento clínico. Entretanto, trata-se de um processo simples, que dura cerca de 10 a 30 minutos e pode ser realizado no próprio consultório médico.

Outra inconveniência é que podem ocorrer pequenos sangramentos fora do período menstrual, pegando a mulher desprevenida.

Indicações e contraindicações

Esse endoceptivo é indicado para prevenção de gravidez, tratamento de sangramento menstrual abundante, proteção contra hiperplasia endometrial e para mulheres com intolerância ao estrogênio. Ele é sugerido, inclusive, para proteger o endométrio no caso de reposição hormonal no período do climatério.

É recomendado que o DIU seja inserido imediatamente após o parto ou depois de 40 dias do nascimento do bebê e, em caso de aborto, só pode ser colocado 30 ou 40 dias após a interrupção da gestação.

Por outro lado, é contraindicado durante a gravidez quando há presença de miomas deformando a cavidade do útero, ocorrência de doença inflamatória pélvica ou no fígado, tumores hormonais, sangramento vaginal por causa desconhecida, alteração das células uterinas, alergia ao levonorgestrel ou se a mulher está com infecção urinária no momento da sua colocação.

Efeitos colaterais

Após a colocação do Mirena, a mulher pode sentir cólicas, dores e pequenos sangramentos.

Outros sintomas, como dor de cabeça, depressão leve e aumento da sensibilidade dos seios, estão associados à TPM, que algumas mulheres voltam a sentir após suspenderem o uso da pílula, e não devido à colocação do DIU.

Soluções para os problemas provocados pelo Mirena

Na maior parte dos casos, os efeitos colaterais ocorrem devido ao processo de adaptação do organismo, sendo leves e de curta duração. Se os sintomas forem intensos e persistentes, é necessário consultar o médico.

No caso de aparecimento de infecções pélvicas, o ginecologista deverá ser procurado imediatamente. Febre, sangramentos anormais e dores abdominais e nas relações sexuais podem ser sintomas dessa infecção.

Em caso de cefaleia intensa, icterícia, aumento acentuado da pressão arterial e infecção pélvica, deve-se considerar a remoção do DIU.

Se ocorrer aumento do fluxo menstrual, o dispositivo pode ter sido expulso parcial ou totalmente. Portanto, é necessário realizar ultrassonografia para verificar se o DIU está na posição correta.

De modo geral, é indicado o retorno ao médico entre a quarta e a sexta semana após a colocação do DIU e, posteriormente, o acompanhamento deve ser feito uma vez por ano. Se aparecerem outros sintomas, é fundamental solicitar uma consulta médica.

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Posted by Dra. Cristina Carneiro in Blog

O que não fazer na gravidez: erros que não se pode cometer

Já está mais do que provado que gravidez não é sinônimo de doença. No entanto, ainda assim, esse estado demanda cuidados especiais. Isso porque o corpo da mulher se modifica e passa a ter necessidades diferentes.

É preciso adotar novos hábitos e saber o que não fazer na gravidez para evitar erros que podem interferir na gestação e trazer complicações para a mãe e o bebê. O maior desses erros é não fazer o acompanhamento pré-natal com um bom médico, fundamental para que se possa observar a evolução da gravidez, garantindo saúde para a mulher e seu filho.

Para ter uma gestação tranquila, então, é preciso, antes de tudo, iniciar o pré-natal e seguir as orientações do especialista, evitando erros como os listados a seguir:

1. Não mudar a dieta

Para todas as pessoas, é fundamental manter uma dieta nutritiva, mas, para as grávidas, isso é ainda mais importante. Não é preciso – e nem se deve – comer por dois, mas sim garantir para o organismo os nutrientes que ele precisa para manter a saúde da mãe e garantir um desenvolvimento saudável para o bebê.

É preciso aumentar as porções de alimentos naturais e ricos em vitaminas, minerais, proteínas e outras substâncias benéficas. Ao mesmo tempo, reduzir as frituras, gorduras saturadas, produtos industrializados, ricos em sódio, açúcar e ingredientes sintéticos também é recomendado.

2. Descuidar da hidratação

Beber pouca água é outro exemplo do que não fazer na gravidez. Durante a gestação, o organismo da mulher precisa ser muito bem hidratado, e são várias as razões para beber bastante água, como:

  1. A água ajuda a evitar os inchaços causados pela retenção de líquido.
  2. Ela tem ação diurética, que ajuda a manter a proteção natural contra infecções na urina, eliminando toxinas.
  3. O útero acumula o líquido amniótico para que o bebê possa se desenvolver, e o organismo precisa de mais hidratação para garantir o nível ideal desse líquido.
  4. A água ajuda a controlar a pressão arterial porque interfere positivamente na circulação sanguínea.

Vale lembrar que sucos, refrigerantes e outras bebidas não oferecem as mesmas vantagens que a água, porque eles contêm outras substâncias, como o açúcar, que podem desequilibrar e desidratar o organismo.

3. Não praticar atividades físicas

Nem todas as atividades físicas são indicadas para a gestante, mas algumas são seguras para ela e o bebê e devem ser praticadas. Isso porque exercitar-se ajuda a manter o organismo equilibrado, prevenindo problemas sérios como a diabetes gestacional, a hipertensão e a obesidade.

Além disso, também ajuda a futura mamãe a aliviar o estresse, cuidar da sua beleza e a ganhar foça e resistência, que favorecem o parto.

Antes de começar a prática, é preciso consultar o médico, para que ele possa avaliar as condições de saúde da mulher e, então, sugerir os melhores exercícios para cada caso.

4. Não dormir bem

Sacrificar o sono durante a gravidez pode trazer consequências para a saúde. Isso porque o corpo não recupera a energia gasta durante o dia, o que pode desequilibrar o organismo e causar impactos psicológicos, como o estresse.

Durante a gestação, é preciso ter noites de sono tranquilas e horas suficientes para eliminar o cansaço físico e mental. Assim, previne-se o estresse e garante-se disposição.

5. Ficar muito tempo sem comer

Quando ficamos um tempo prolongado sem nos alimentarmos, o metabolismo fica lento, o corpo perde energia e os níveis de glicose no sangue caem, provocando tonturas pela queda da pressão arterial.

Todos esses estados são prejudiciais para a mulher e, por isso, ela precisa se alimentar com frequência durante sua gestação.

Pequenos lanches em intervalos curtos de tempo ajudam a manter o organismo nutrido e evitam a fome excessiva nas refeições principais. Isso favorece a escolha de alimentos mais saudáveis e controla o apetite.

Agora que você já sabe o que não fazer na gravidez, lembre-se sempre daquilo que deve fazer, especialmente seguindo as recomendações do seu médico. Jamais negligencie suas orientações de pré-natal, porque elas são muito importantes para ter uma gravidez saudável e garantir o desenvolvimento do bebê.

Muitas mulheres cometem esses e outros erros na gravidez. Por isso, compartilhe essas informações em suas redes sociais e ajude-as a terem uma gestação saudável!

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Blog

Sintomas de cálculo renal: saiba detectar e como tratar

Uma condição bastante comum entre a população em geral e que costuma causar fortes dores são as pedras nos rins. Embora o problema geralmente não evolua para complicações mais graves, em alguns casos ele pode, de fato, causar sérios danos à saúde. Por isso, é importante que você saiba reconhecer os sintomas de cálculo renal.

Neste artigo, vamos apresentar de forma clara e objetiva tudo o que você precisa saber sobre o assunto. Continue a leitura, não perca!

O que é cálculo renal?

Para começar, é preciso esclarecer que cálculo renal e pedra nos rins se referem à mesma doença, a qual é caracterizada pela formação de pequenos cristais que ficam alojados nos rins ou em qualquer outra localidade do trato urinário.

Quais são as causas?

Basicamente, as causas desse problema se resumem à retenção de determinadas substâncias pelos rins, já que esses órgãos funcionam como uma espécie de filtro. Isso ocorre quando elas se apresentam em quantidades as quais o volume de líquido não é o suficiente para dissolver, impossibilitando que sejam expulsas por meio da urina.

Ao se concentrarem, ganharão volume e formarão as pedras. Cálcio, ácido úrico e oxalato são exemplos de elementos que as constituem: aproximadamente 75% dos cálculos renais são de cálcio.

O acúmulo de tais substâncias pode estar relacionado a uma série de fatores, como:

  • baixo consumo de água;
  • alimentação rica em sódio (sal);
  • problemas que possam interferir na absorção de cálcio.

Pessoas com histórico familiar da doença têm maiores chances de desenvolvê-la.

Mas então, quais são os sintomas de cálculo renal?

Agora que você já sabe as causas, veja a seguir alguns dos sintomas de cálculo renal:

  • náuseas e vômitos;
  • ardência ao urinar;
  • urina com sangue;
  • aumento da frequência urinária;
  • dores na lombar e que podem se irradiar para o abdômen e região genital.

Quando as pedras se encontrarem apenas dentro do rim, normalmente não haverá sintomas. No entanto, ao se movimentarem para outras partes do trato urinário, é muito provável que eles sejam experimentados.

No caso de obstrução do ureter, canal que liga os rins à bexiga, as dores tendem a ser fortes e difíceis de suportar, sendo muitas vezes o motivo para as náuseas e vômitos.

Já quanto à ardência ao urinar ou urina com sangue, a razão por trás desses sintomas é provavelmente a movimentação dos cálculos durante a micção: o sangramento pode indicar que houve uma lesão no aparelho urinário.

Como tratar?

Para finalizar, não poderíamos deixar de falar dos tratamentos que envolvem essa condição. Ao detectar os sintomas, não hesite em procurar ajuda médica, pois só a partir da avaliação de um profissional é que será possível especificar qual é a melhor forma de tratá-los.

Sobretudo, o tamanho e a posição na qual eles se encontram é que determinarão que tipo de procedimento será abordado. Quando consideradas pequenas, as pedras serão expelidas pela própria urina: o paciente será aconselhado a fazer uso de medicamentos analgésicos para aliviar a dor durante a micção.

Agora, tratando-se de pedras grandes, cuja dor seja muito intensa, será necessária uma intervenção cirúrgica. De qualquer modo, o melhor tratamento para os sintomas de cálculo renal é a prevenção: beba bastante água e tenha uma alimentação de qualidade.

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Posted by Dra. Cristina Carneiro in Blog

Prós e contras do anticoncepcional em pílula: por que acompanhar?

As pílulas anticoncepcionais tornaram-se disponíveis no mercado em 1960 e resultaram na liberdade sexual feminina. Isso porque com a pílula, as mulheres adquiriram o direito de escolher a época ideal para engravidar.

Desde então, este é o método contraceptivo mais usado em todo o mundo. No entanto, apesar de a pílula oferecer quantidades hormonais menores do que nos anos 60, muitas dúvidas ainda surgem devido aos prós e contras do anticoncepcional.

Por isso, no artigo de hoje vamos mostrar para você o que é a pílula anticoncepcional, quais são os efeitos que ela pode causar e porque o acompanhamento médico é importante. Acompanhe!

Pílulas anticoncepcionais

O anticoncepcional em pílula é um comprimido composto por hormônios, como a progesterona e estrogênio, que atuam na inibição da ovulação.

Cada pílula contém a dosagem certa de hormônios que inibe o sistema reprodutor feminino de produzir mais hormônios, impedindo a ovulação, fecundação e a gravidez. Assim, se a pílula for usada de forma correta, impossibilita a maturação dos óvulos no corpo feminino.

No mercado é possível encontrar diversos tipos de contraceptivos orais, sendo eles: pílula combinada – composta basicamente pelos hormônios estrogênio e progestágeno; e o não combinado – que contém somente o hormônio progestágeno.

Prós e contras do anticoncepcional

As pílulas anticoncepcionais são consideradas medicamentos, e assim, como qualquer outro, elas podem oferecer seus prós e contras.

Por isso, o uso desse método contraceptivo tem deixado algumas mulheres receosas, devido a algumas informações que foram repassadas ao longo dos anos e pela crença de que as pílulas possuem alta dosagem de hormônios.

No entanto, vários especialistas esclarecem que existem fórmulas para todos os perfis, como as pílulas com menor dosagem de hormônios ou as que contêm apenas progestágenos. Além disso, o uso destas pode trazer benefícios, como regular o ciclo menstrual, prevenir endometriose, câncer uterino, ovariano e cistos no ovário.

Desta forma, as proporções dos benefícios são bem maiores que os malefícios. Contudo, é importante obter instruções nos consultórios sobre os prós e contras do anticoncepcional. Deve-se usar somente com orientação médica, para evitar complicações.

Importância de consultar um ginecologista

É essencial marcar uma consulta com um ginecologista antes de iniciar o uso do anticoncepcional. Afinal, nem todas as mulheres podem fazer o uso de contraceptivo e podem ocorrer os efeitos colaterais que já foram citados.

Isso se deve ao fato de que cada pessoa possui um organismo diferente, que reage conforme a dosagem de hormônios. Para algumas, o anticoncepcional pode causar efeitos colaterais indesejáveis, como mal-estar, vômitos, dores de cabeça, diarreia e também a formação de coágulos.

Além disso, segundo a ANVISA, os anticoncepcionais devem ser vendidos somente sob prescrição médica. E destaca que as mulheres devem passar por exames clínicos, Papanicolau, exame dos órgãos pélvicos e aferição da pressão arterial antes da indicação médica.

Portanto, não se deve aderir à pílula sem antes passar por uma consulta médica, pois somente o ginecologista poderá avaliar o histórico clínico e indicar o método contraceptivo ideal para você.

Acompanhamento médico

O uso do anticoncepcional deve ser feito sempre com o acompanhamento médico, pois se houver risco para a saúde, como uma predisposição para trombose, o profissional poderá oferecer outros métodos contraceptivos, pois nesse caso a pílula é contraindicada.

Além disso, para mulheres que são mais sensíveis a determinadas doses de hormônios, o médico pode trocar a pílula por outro anticoncepcional com baixa dosagem hormonal para adequar o melhor para a paciente.

Muitos prós e contras do anticoncepcional são desconhecidos por grande parte das mulheres. E a maioria delas prefere abandonar os comprimidos por medo dos problemas que eles podem causar.

Devido a essa falta de informação a maioria das mulheres acabam não usando nenhum método contraceptivo e ignoram o verdadeiro risco ao qual estão sendo submetidas. No entanto, a porcentagem de mulheres que desenvolvem trombose durante a gravidez é muito maior do que mulheres que fazem uso de anticoncepcionais e não possuem gene para trombofilia.

Por isso, é fundamental promover a orientação nos consultórios médicos e enfatizar a ação do anticoncepcional no organismo feminino, auxiliando na tomada de decisão da paciente.

E agora? Você já sabe prós e contras do anticoncepcional? Deixe um comentário em nosso post e compartilhe sua opinião!

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DIU engorda? Descubra mitos e verdades sobre o contraceptivo

Atualmente, a medicina consegue entregar ao mercado uma infinidade de métodos contraceptivos. Um deles é o dispositivo intrauterino, popularmente conhecido como DIU.

Entretanto, mesmo que exista confirmação médica de que a técnica é segura, há diversos questionamentos sobre o seu uso. Um dos mais indagados pela maioria das mulheres é se o DIU engorda e se é realmente eficaz.

Quer ficar por dentro do assunto? Então, acompanhe o post de hoje e desvende os mitos e verdades do anticoncepcional!

O que é o DIU?

O DIU, ou dispositivo intrauterino, é um pequeno aparelho revestido de cobre, metal que tem a função de matar os espermatozoides.

Alguns tipos não possuem hormônios, ou seja, não interferem no ciclo e, assim, a mulher continua ovulando normalmente. Dessa forma, a camada de endométrio continua revestindo o útero mensalmente, camada essa que descamará durante a menstruação.

Mas em algumas mulheres, as menstruações tendem a ser mais intensas, provocando cólica mais intensa. Os sintomas do ciclo menstrual — TPM, fluxo abundante, etc. — seguem os mesmos, porém com uma duração maior. Nessa fase, é comum dizer que a mulher que usa DIU engorda. Falaremos mais sobre esse assunto mais baixo!

Quais são os tipos de DIU?

Existem dois tipos: Cobre e Hormonal. Vamos analisar cada um de forma separada:

DIU de Cobre

Esse contraceptivo não é hormonal, ou seja, não oferece riscos para quem não pode ingerir doses de hormônios. O papel dele é liberar íons de metal que eliminam os espermatozoides, anulando seu poder de fecundar os óvulos.

Ele é feito de plástico com revestimento de cobre. Quando há o acompanhamento anual com um ginecologista, a peça tem longa duração: até 10 anos! É importante salientar que o DIU de Cobre não reduz a libido, não altera o humor e pode ser usado em mulheres de todas as faixas etárias.

DIU Mirena

Produzido com o hormônio Levonorgestrel, o Mirena também é indicado para pessoas que sofrem com endometriose e miomas, diminuindo os sangramentos intensos, podendo até ficar sem menstruar. Assim, é possível reduzir os riscos de câncer do endométrio. A menstruação volta com a retirada do DIU.

Nesse caso, o DIU é inserido na camada interna do útero e vai liberando, diariamente, pequenas doses de progesterona. Isso perdura por até 5 anos. Os efeitos colaterais são bem menores que das pílulas, injeções e adesivos.

Quais são os mitos e verdades sobre o DIU?

DIU engorda

Mito! O único que poderia engordar é o Mirena, a base de hormônios. Entretanto,a quantidade de hormônio liberada por dia é muito pequena, portanto a retenção de líquido é ínfima.

O que acontece é que a pessoa pode ter um pouco mais de retenção de líquidos, tendo a sensação de ganho de peso, assim como acontece ao inserir qualquer tipo de medicamento no organismo. Por isso, dizer que o DIU engorda é uma imprecisão.

O DIU é o contraceptivo mais seguro

Verdade! Se comparado às pílulas, o DIU é mais seguro e eficaz por não depender da memória da paciente para tomar o medicamento, já que age sozinho.

Atente-se que ele é eficiente para agir contra uma gravidez indesejada, e não como forma de proteção! O DIU não protege contra doenças sexualmente transmissíveis.

O DIU causa infertilidade

Mito! Antigamente, era muito comum relacionar problemas de infertilidade com o uso do DIU. Sendo assim, é importante desmistificar esse conceito de que ele deixa a mulher estéril. Ao contrário de alguns medicamentos, quando a mulher deseja tirá-lo para engravidar, a fecundação acontece rapidamente!

Agora que você já sabe o que há por trás de alguns mitos e verdades sobre o método e descobriu porque as pessoas dizem que o DIU engorda, que tal se aprofundar no assunto e saber mais sobre ele? Boa leitura!

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Fase folicular: o que é e por que ficar atenta a ela

A fase folicular acontece desde o primeiro dia de menstruação até a rápida elevação de concentração do hormônio luteinizante (LH), substância que tem o intuito de promover a ovulação. O período tem cerca de 15 dias, variando de 9 a 23 dias.

Quer conhecer e entender por que você precisa ficar atenta à fase folicular? Então, confira o nosso post.

As diferenças das fases do ciclo menstrual

Quando a mulher decide engravidar, ela presta mais atenção aos sinais emitidos todos os meses pelo seu organismo, por isso é tão importante entender as fases do ciclo menstrual

O ciclo menstrual tem início quando a menstruação chega; isso significa que o corpo refará todo o processo durante os próximos dias, preparando-se para receber um embrião. Além disso, para as mulheres que não desejam engravidar, a chegada do fluxo indica ausência de uma gestação.

Nesse período, vários folículos são estimulados a crescer por intermédio do hormônio FSH. Dessa forma, começam a produzir estrogênio, que reconstrói o endométrio. Em determinado momento, apenas um folículo continua a crescer, o que promoverá a ovulação. Caso não haja a fecundação, há uma queda de hormônios e o endométrio descama, provocando o sangramento da menstruação.

É importante mencionar que esse ciclo só acontece em mulheres de ciclos naturais, isto é, quando ela não faz uso de nenhum método contraceptivo hormonal.

Os caminhos da fase folicular

A fase folicular tem duração de aproximadamente 15 dias – podendo variar entre 9 e 23 dias. Ela tem início no momento da menstruação, ou seja, quando não houve gravidez, e sim queda do estrógeno e progesterona e, consequentemente, aumento do FSH (hormônio folículo estimulante), o qual estimula o desenvolvimento dos folículos.

Essa fase caracteriza-se pelo desenvolvimento do folículo ovariano. O organismo reconhecerá a necessidade e a hipófise (glândula endócrina de funções múltiplas) aumentará os níveis do hormônio folículo-estimulante (FSH), ou seja, aquele que provocará o crescimento de 3 a 30 folículos em cada óvulo. Dessa batalha, somente um crescerá e outros vão se degenerar.

O folículo estimulado produz taxas mais altas de estrogênios, causando o espessamento do endométrio e a formação de vasos, preparando-os para receber o óvulo fecundado.

Do 6º ao 10º dia, o folículo mais forte segue se desenvolvendo e expelindo mais estrogênio de forma ainda mais acelerada, potencializando os níveis de estradiol – hormônio sexual feminino importante para regular o ciclo menstrual.

Do 11º até o 14º dia, o desenvolvimento do folículo está praticamente pronto e quase no ponto de ser liberado. Mesmo assim, ele mantém a produção do estrogênio com taxas ainda maiores. Em resposta ao estímulo do estrogênio, o endométrico continua crescendo. A partir daqui, o muco no colo uterino se torna mais aquoso e apto para a chegada dos espermatozoides.

Quando tem início a fase ovulatória, o óvulo é liberado de 16 a 32 horas depois do aumento hormonal. Quando este sai da superfície do ovário, algumas mulheres podem sentir uma pequena dor em um dos lados da parte inferior do abdômen – algo semelhante a uma cólica, mas em grau bem moderado. É importante ressaltar que nem todas as mulheres conseguem sentir o momento de ruptura, ou seja, não há nenhum tipo de dor.

Se o óvulo não for fecundado, ele se degenera e após 14 dias da ovulação há queda da progesterona e o ciclo menstrual recomeça.

Agora que você já sabe como funciona a fase folicular, que tal saber mais a respeito da preparação do organismo para abrigar uma gestação? Assine a nossa newsletter e tenha sempre dicas e novidades sobre o tema.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Blog