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Perimenopausa: entenda como lidar com essa fase

Perimenopausa: entenda como lidar com essa fase

A perimenopausa corresponde ao período que antecede a menopausa, mais conhecido como climatério. Nessa fase, o organismo da mulher se prepara para encerrar o ciclo de fertilidade até chegar à menopausa. Não há uma idade exata para o início dessa etapa. Contudo, na maioria dos casos, o processo tem início a partir dos 45 anos e durar até 10 anos, quando há a interrupção definitiva do ciclo menstrual.

A perimenopausa é marcada por alterações na menstruação, ondas repentinas de calor e oscilações de humor, apetite e sono. A menopausa, na realidade, só começa quando a menstruação deixa de existir. O acompanhamento médico é essencial para manter a qualidade de vida durante essa fase de mudanças, pois a mulher precisa de cuidados diferenciados. Principalmente com relação às consequências das mudanças hormonais.

Sintomas da perimenopausa

Em geral, a fase que antecede a menopausa, a perimenopausa, começa após os 45 anos de idade. Porém, alguns sintomas surgem muito mais cedo. A partir dos 35 anos, o ciclo menstrual e a fertilidade feminina tornam-se mais variáveis. Gradativamente, a produção de hormônios femininos, o estrogênio e a progesterona, diminuem. Isso traz reflexos sobre o organismo da mulher.

Tais consequências podem ser as ondas de calor, suores noturnos, dores nas articulações, mudanças de humor (mais irritabilidade e ansiedade), alterações no apetite, sono e na libido. A menstruação fica irregular, porém, pode ocorrer o aumento do fluxo de sangue e das cólicas. É importante saber que, durante a etapa abordada neste artigo, a mulher ainda pode engravidar. Por isso, se não existe desejo de ter mais filhos, a mulher deve continuar com os métodos contraceptivos.

Também podem surgir alterações na pressão arterial, nas taxas de glicemia, no colesterol e nos triglicérides no sangue, além de impactos sobre o coração e na circulação sanguínea. Outro sintoma que pode ocorrer, inclusive, é a perda de memória.

Diagnóstico e tratamento da perimenopausa

Em todas as fases da vida, a mulher deve manter a rotina de exames ginecológicos. Na etapa aqui destacada, esse cuidado deve ser redobrado. Isso porque existe o risco de uma gravidez em idade avançada, além dos efeitos das variações hormonais.

O hábito de consultar o médico, pelo menos duas vezes ao ano, possibilita o acompanhamento mais efetivo de todas as mudanças que ocorrerão, do climatério à pós-menopausa. A perimenopausa não é uma doença, mas um processo natural do corpo feminino, que exige acompanhamento médico.

A reposição hormonal é uma opção de tratamento para os sintomas dessa etapa da vida feminina, porém, somente o médico poderá avaliar o momento ideal, apresentando os prós e contras da hormonioterapia. Essa terapia consiste na administração de doses baixas de estrogênio e progesterona por via oral, transdérmica (aplicados na pele) ou vaginal. Esses hormônios podem ser naturais, sintéticos ou bioidênticos.

Dentre os benefícios da reposição hormonal, destacam-se:

  • prevenção da osteoporose;
  • prevenção da depressão;
  • melhora do humor;
  • melhora da libido sexual;
  • controle das ondas de calor;
  • regularização do sono;
  • menor acúmulo de gordura no abdômen.

Apesar de todos esses benefícios, a reposição hormonal não é indicada quando a mulher tem doenças cardiovasculares, hepáticas, renais, câncer ginecológico (mama, útero, endométrio), acidente vascular cerebral (derrame) ou trombose.  

É possível manter o equilíbrio da saúde com a melhora da alimentação, com a prática de atividades físicas e acompanhamento médico regular. Abandonar o cigarro e evitar o consumo de bebidas alcoólicas também ajuda a atravessar a fase da perimenopausa com mais mais tranquilidade e saúde.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Ginecologia esportiva atua na prevenção de distúrbios na saúde de atletas de alto rendimento

Ginecologia esportiva atua na prevenção de distúrbios na saúde de atletas de alto rendimento

A ginecologia esportiva ainda não é reconhecida por muitas pessoas. A área trata de algo que está cada vez mais em voga. Afinal, a cada ano, aumenta o número de mulheres que praticam esportes, tanto profissionalmente quanto de forma amadora.

Mesmo assim, esse tipo de atenção médica é mais indicada para atletas profissionais, principalmente aqueles que podem ser considerados de alto rendimento, independentemente do tipo de esporte que praticam.

A ginecologia aplicada ao esporte é muito importante, devido às alterações que ocorrem no corpo e no organismo durante os exercícios. Alguns cuidados extras devem também passar a fazer parte do cotidiano dessas mulheres. Inclusive quando se trata da saúde íntima. Por isso, existe essa especialidade voltada somente para o público citado. Saiba mais a seguir!

Ginecologia esportiva: por que ela é tão importante para as atletas de alto rendimento?

A ginecologia é uma área de extrema importância para qualquer mulher, mas, quando esta é uma atleta de alto rendimento e dedica a vida à prática de atividades físicas, esse cuidado se faz ainda mais presente. Principalmente quando o objetivo é a prevenção de doenças.

Afinal de contas, qualquer alteração na saúde ginecológica, como mudanças ou desequilíbrios no ciclo menstrual, pode causar a diminuição no rendimento esportivo e, em casos mais graves, pode até mesmo afastá-la do esporte.

Nesse sentido, o profissional especializado em ginecologia esportiva deve ter um papel diferenciado. Ele deve orientar a mulher a conhecer melhor o próprio corpo e até indicar tratamentos que possam ajudá-la em sua performance, sem jamais afetar a saúde.

Dentre as orientações mais comuns que um médico dessa especialidade pode garantir às pacientes, podemos citar as informações a respeito de alterações hormonais, sobre o ciclo menstrual e até sobre incontinência urinária. Essa última alteração pode atrapalhar muito a vida de mulheres que praticam esportes. Além disso, cólicas menstruais e a própria TPM também são fatores que devem se manter sempre sob controle.

Porém, o principal foco desse tipo de atendimento, tão individualizado, está na prevenção de distúrbios e problemas que podem surgir devido à grande carga de atividade física, por exemplo, a ausência de menstruação e até a incontinência urinária, mais comum em atletas que sobrecarregam a região do assoalho pélvico.

O trabalho do ginecologista que se especializa em atletas é sempre realizado levando em consideração todos os pontos da vida da paciente, mas, principalmente, a atividade que ela exerce. Por isso, todo tratamento é sempre individualizado e, na grande maioria das vezes, feito em equipe, com a ajuda e a avaliação de profissionais da medicina de outras áreas, como terapeutas, ortopedistas e educadores físicos.

Trabalhando junto, esse time consegue encontrar soluções, sempre voltadas para uma melhor eficiência dos treinos, sem deixar a saúde e o bem-estar de lado. Isso vale também para a ginecologia esportiva, que atua para garantir um maior equilíbrio à paciente.

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Como cuidar bem da sua higiene íntima

Como cuidar bem da sua higiene íntima

A higiene íntima é um assunto que gera muita discussão e preocupação entre as mulheres. Por vergonha ou desconhecimento, muitas pessoas acabam tendo atitudes erradas durante o cuidado e higienização da região íntima. Situação que pode acabar gerando muito desconforto e até mesmo doenças.

Quando tratamos de higiene íntima, equilíbrio é fundamental. Tanto a falta quanto o excesso de cuidados com essa região podem gerar problemas para a saúde da vagina. Ao exagerarmos nos cuidados, ou a falta total de atenção, desequilibra o grau de acidez dessa área.

Mas o que o desequilíbrio do grau de acidez da vagina pode causar? Também chamado de pH, o grau de acidez é o responsável pelo controle da ação de bactérias benéficas ao organismo nessa área. Quando está desequilibrado, esse fator pode facilitar o surgimento de diversos tipos de doenças.

Procure um ginecologista para saber sobre a higiene íntima

Os diversos tabus que envolvem as mulheres e a sexualidade ainda fazem com que muitas pessoas tenham vergonha, ou até medo, de procurar um ginecologista e cuidar da própria higiene íntima de maneira correta. Porém, essa atitude deve ser deixada de lado.

As mulheres estão cada vez mais independentes e sempre foram donas do próprio corpo. Por isso, cuidar da região íntima e procurar um ginecologista para tirar dúvidas e conseguir orientações é um passo extremamente importante e que impactará diretamente na saúde e no bem-estar delas.

Caso você tenha alguma dúvida sobre como realizar a higienização da sua região íntima ou queira se informar mais sobre esses cuidados, não hesite e procure um profissional especializado para ajudá-la e torná-la ainda mais independente.

Principais cuidados

É fundamental que toda mulher saiba reconhecer as principais características e odores presentes na própria região íntima. Dessa forma, qualquer alteração ou cheiro diferente podem ser sinais de alerta para a presença de possíveis doenças na região.

A vulva, parte externa da vagina, é uma área que acaba acumulando muita umidade, urina, gorduras e células mortas. Isso pode gerar muito desconforto na área, além de coceiras e alguns tipos de corrimentos. Por isso, para evitar essas situações, a higienização correta é extremamente importante.

De uma maneira geral, essa higienização deve ser realizada por meio do uso de um sabonete hipoalergênico em toda a região íntima, incluindo as raízes das coxas, a vulva, o ânus, o monte púbico, além dos grandes e pequenos lábios.

Ao utilizar sabonete próprio para a realização da higiene íntima, a mulher deve colocar uma pequena quantidade do produto nas pontas dos dedos. Depois disso, é fundamental que ela realize pequenos movimentos circulares na região, atingindo todas as dobras presentes nessa área. Depois desse processo, o enxágue do produto deve ser feito com a utilização de muita água corrente, para que os resíduos sejam eliminados. Para finalizar, a região deve ser secada por meio de uma toalha limpa e sem umidade.

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Corrimento vaginal: diagnóstico e tratamento

Corrimento vaginal: diagnóstico e tratamento

Corrimento vaginal é algo que preocupa a maioria das mulheres. Afinal, o corrimento pode ser um sintoma de infecção na vagina ou outra doença mais grave, como câncer do colo do útero. Neste artigo, você vai entender quando buscar ajuda médica, caso tenha o problema.

Mas antes, é importante que você entenda que a secreção natural é necessária para manter a vagina lubrificada e protegida contra infecções. Em algumas fases, o corrimento vaginal normal, estimulado pela ação do estrogênio, hormônio feminino, pode ficar mais intenso e até apresentar um odor diferenciado, sem que haja uma doença infecciosa. Isso acontece durante o ciclo de ovulação, na gravidez e no climatério, por exemplo. Contudo, sintomas incomuns, como coceira, ardência e mau cheiro, devem ser diagnosticados o mais cedo possível.

Sintomas de corrimento vaginal

A mulher deve ficar atenta às características da secreção vaginal para diferenciá-la de um corrimento anormal. É importante observar alterações em volume, cor e cheiro desse líquido. Se essa secreção é intensa, chegando a transpassar a calcinha, possui coloração amarelada, esverdeada, acinzentada ou marrom e cheira mal, é essencial marcar uma consulta médica e fazer os exames que irão identificar as causas da anormalidade.  

Outros sintomas de corrimento vaginal anormal são: ardência ao urinar, coceira intensa, dor na região pélvica e durante a relação sexual, feridas, verrugas e bolhas, vermelhidão e inchaço da vulva e da vagina.

Veja alguns exemplos de doenças ginecológicas que causam corrimento vaginal:

  • candidíase;
  • tricomoníase;
  • gonorreia;
  • vaginose bacteriana;
  • câncer do colo do útero.

Fatores de risco

A flora vaginal é constituída por bactérias que combatem infecções. Contudo, alguns fatores podem causar o desequilíbrio, reduzindo essa capacidade natural de defesa contra micro-organismos patogênicos. São considerados fatores de risco:

  • relações sexuais sem preservativo;
  • falta de higiene íntima;
  • uso prolongado de anticoncepcionais;
  • uso prolongado de antibióticos;
  • diabetes descontrolada;
  • menopausa;
  • atrofia e ressecamento vaginal;
  • perfume íntimo, ducha vaginal e banhos de espuma;
  • calcinhas de tecido sintético e roupas apertadas.

Diagnóstico do corrimento vaginal

Além da avaliação física da paciente, é necessário coletar amostra do corrimento para fazer a análise microscópica em laboratório. O exame tem o objetivo de buscar micro-organismos causadores de infecções, como os fungos, as bactérias e os vírus. O médico poderá solicitar exames que medem o pH da vagina e a bacterioscopia vaginal.

O exame ginecológico mais popular é o papanicolau, que serve para diagnosticar o câncer de colo uterino. Se necessário, a paciente também realizará exames de sangue. Havendo indícios de tumor benigno ou de câncer, o médico solicitará exames de imagem, como a ultrassonografia transvaginal e a biópsia.

A mulher deve buscar o atendimento médico logo que notar um corrimento com características diferentes da secreção natural da vagina, ao invés de tentar disfarçá-lo com duchas e desodorantes íntimos. Tudo isso só prejudica ainda mais a flora da vagina, propiciando condições para a proliferação de micro-organismos.

Tratamento do corrimento vaginal

O plano de tratamento depende da causa do corrimento vaginal. Algumas pacientes só precisam usar a medicação oral e intravaginal (creme ou óvulos vaginais) prescrita pelo médico, além de mudar hábitos que prejudicam a saúde ginecológica. A cirurgia é indicada apenas para os casos de câncer ginecológico. Algumas doenças, como a gonorreia, a clamídia e a tricomoníase exigem que o parceiro sexual também faça tratamento médico para quebrar o ciclo de transmissão.

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Como a ginecologia atua no tratamento da osteoporose

Como a ginecologia atua no tratamento da osteoporose

Doença causada principalmente pela falta ou pela redução da massa óssea no corpo humano, a osteoporose é um problema de saúde que leva à diminuição da densidade dos ossos que formam a estrutura do nosso corpo. Mas o que causa a redução dessa densidade? Essa situação se torna realidade quando há o esgotamento de uma substância extremamente importante para a nossa estrutura óssea, o cálcio.

O principal armazenador de cálcio em nosso organismo são os ossos. Quando o corpo do paciente não recebe esse mineral em quantidades adequadas, ou quando a pessoa possui uma deficiência de cálcio no organismo, toda a densidade dos ossos é reduzida de maneira drástica. Essa situação acaba contribuindo para o desenvolvimento da osteoporose.

Muitas pessoas desconhecem os benefícios do cálcio para o corpo humano, mas esse mineral é extremamente fundamental para toda a estrutura óssea, principalmente durante a fase de crescimento. O mineral ajuda no crescimento e no desenvolvimento correto dos ossos.

Qual a ligação entre a osteoporose e a ginecologia?

A ocorrência dessa doença é maior entre pessoas do sexo feminino, em comparação com os homens. Pesquisas recentes revelaram que nove entre 10 mulheres não ingerem a quantidade adequada de cálcio para que os ossos sejam saudáveis. Além disso, uma em cada três mulheres com idade acima de 50 anos acaba desenvolvendo a doença.

Esses dados são alarmantes e indicam que as mulheres devem ter ainda mais cuidado quando o assunto é o diagnóstico da enfermidade. Mas qual a relação da ginecologia com essa doença? Durante a vida, o ginecologista é o profissional que acompanha a mulher por longos períodos de tempo. Ele está sempre em contato com a saúde feminina, em situações que se iniciam já durante o começo do ciclo menstrual e seguem até a menopausa. Por isso, esse profissional supervisiona todos os aspectos hormonais da mulher, os padrões nutricionais, as ocorrências clínicas e o estilo de vida dela.

Todos esses fatores afetam diretamente a saúde óssea feminina e, por ter conhecimento direto sobre eles, o ginecologista pode observar e perceber o desenvolvimento da patologia neste público. Além disso, o profissional ajuda com o diagnóstico precoce da doença.

O estrogênio, importante hormônio feminino, é considerado fundamental para a saúde esquelética das mulheres e desempenha uma atividade essencial para o crescimento e a maturação dos ossos. A deficiência desse hormônio contribui para o desenvolvimento da doença, principalmente após a menopausa.

O ginecologista moderno é um profissional que está sempre se atualizando e adquirindo conhecimento sobre tal condição, adquirindo informações sobre as medidas de prevenção a ela e possíveis cuidados quando a doença já está presente.

Em muitos casos, o ginecologista é o primeiro profissional a identificar possíveis fatores de risco para que a elas desenvolvam a osteoporose. Além de conseguir detectar problemas de saúde, ou condições que podem estar diretamente ligadas a quadros de baixa massa óssea nas mulheres.

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Cisto no ovário: sintomas, causas e tratamentos

Cisto no ovário: sintomas, causas e tratamentos

A maioria das mulheres já ouviu falar de cisto no ovário, seja através de uma amiga ou em uma consulta ginecológica. Caso você não saiba sobre o que estamos falando, o cisto diz respeito a bolsas de líquido que se formam dentro ou sobre os ovários. Eles podem ser benignos ou malignos. Essa alteração é bastante comum, especialmente em mulheres na faixa dos 15 a 35 anos. Podem, inclusive, aparecer várias vezes ao longo da vida.

Muitas vezes, o cisto se “dissolve” sozinho, sem tratamento, e pode até passar completamente despercebido. Entretanto, ele requer atenção médica quando causa sintomas, ou quando está crescendo. Tais sinais podem indicar complicações na menstruação ou refletir em problemas para engravidar.

Tipos de cisto no ovário

Foliculares

Surgem quando não há ovulação, ou quando o óvulo não sai, mesmo durante o período fértil. Este tipo costuma não apresentar sintomas e ter entre 2,5 e 10 cm.

Lúteos

Aparecem depois da liberação dos óvulos e também costumam desaparecer sem tratamento. Entretanto, eles podem romper, especialmente durante lesões ou no ato sexual.

Sintomas do cisto no ovário

Quando há sintomas, esses incluem:

  • Irregularidades na menstruação;
  • Maior sensibilidade nos seios;
  • Dor pélvica durante a ovulação, ao evacuar ou durante as relações sexuais;
  • Sangramento vaginal fora do período menstrual;
  • Inchaço no abdômen.

Como a maioria dos cistos não apresenta sintomas, os citados acima acontecem, geralmente, quando há rompimento, torção, sangramento ou mudança de tamanho no mesmo.

Causas

As causas principais dos cistos são mudanças hormonais e erros no processo de ovulação, o que explica porque ocorrem mais durante a puberdade e antes da menopausa. Além disso, não há outras razões identificadas, mas alguns fatores de risco incluem o histórico familiar e uso de medicamentos estimulantes da ovulação. Tais medicamentos são muito usados por mulheres com dificuldade para engravidar. Vale dizer que, por vezes, os cistos podem até ser o motivo da dificuldade.

Tratamentos

O tratamento determinado pelo ginecologista varia muito, de acordo com tamanho e a forma do cisto, sintomas relacionados, idade da paciente e outros fatores. Quando ele não apresenta riscos imediatos, é possível que a única recomendação seja de acompanhamento ao longo dos anos, com exames rotineiros de imagem, como ultrassom além de exame de sangue. É muito importante que a paciente siga essas orientações, visto que a bolsa pode aumentar de tamanho com o tempo e, então, necessitar de outro tipo de tratamento.

Outros tipos de tratamento podem envolver anticoncepcionais, por exemplo, ou mesmo a intervenção cirúrgica. A cirurgia, geralmente, só é indicada quando o cisto no ovário está muito grande, segue crescendo, ou quando apresenta riscos de se tornar maligno, ou mesmo já apresenta sinais de malignidade. Na maioria das vezes, é um procedimento relativamente simples e pode até ser feito através de videolaparoscopia, uma técnica pouco invasiva.

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Cólica menstrual forte pode ser sintoma de endometriose

Cólica menstrual forte pode ser sintoma de endometriose

Cientificamente chamada de dismenorreia, a cólica menstrual é um desconforto na região abdominal. Caracterizado por pontadas abaixo do abdômen, que podem se espalhar por toda a região, inclusive atingindo a área lombar. Esse sintoma pode ser acompanhado por náusea, vômito, diarreia e tontura.

Na maioria das mulheres, as dores são brandas, mas, em outras, elas podem ser mais intensas e até levar à condição de incapacitação.

Esse fenômeno se inicia logo nos primeiros anos de vida, após a primeira menstruação, sendo mais intenso nas adolescentes, devido ao amadurecimento dos ovários e à dimensão reduzida do útero. Trata-se de um processo natural por cujos sintomas muitas adolescentes possam passar incólumes.

A dismenorreia primária é aquela decorrente desse processo natural. Inicia-se antes da menstruação e tem duração de no máximo 72 horas. Os sintomas tendem a se atenuar a partir dos 20 anos e posteriormente à gravidez.

Caso o desconforto perdure por mais tempo, e de forma intensa, é preciso que a paciente se submeta a uma investigação médica. A razão é que tais dores podem ser consequência de alguma doença do aparelho reprodutor, como infecções, cistos ou fibroide.

Endometriose

A doença mais comum do aparelho reprodutor, no entanto, é a endometriose. Este mal acomete cerca de seis milhões de mulheres no Brasil. Trata-se de uma enfermidade perigosa, condicionada por fatores genéticos. Ela pode afetar de 10% a 15% das mulheres em idade fértil, das quais 30% podem ficar estéreis.

O endométrio é o tecido que reveste toda a parede interna uterina. Esse tecido é afetado pelo aumento da produção de estrogênio e progesterona pelo organismo. São os hormônios femininos ligados à fecundidade. Quando há maior produção desses hormônios, eles induzem um espessamento do endométrio. Esse processo ocorre quando o corpo está se preparando para ser fecundado, no período fértil. O espessamento do endométrio é fisiológico e é uma adaptação para receber o feto.

Quando não ocorre a fecundação, esse tecido sobressalente é eliminado no sangue, através do processo que conhecemos como menstruação.

Ocorre que, em alguns casos, em vez de ser expelido através do orifício do colo do útero junto com o fluxo menstrual, porções deste endométrio são levados para o ovário, através as trompas e mesmo para outros órgãos dentro da cavidade abdominal. Essa disfunção acarreta as cólicas intensas.

Tratamento

A endometriose pode ser combatida com medicamentos ou cirurgia. Em alguns casos, as terapias podem ser aplicadas em conjunto.

No tratamento cirúrgico, o endométrio é removido através de laparoscopia. Em alguns casos, via laser. Em situações mais graves, é necessário remover o próprio órgão afetado.

O tratamento com medicação inclui basicamente analgésicos e anti-inflamatórios. O uso da pílula anticoncepcional também reduz os sintomas provocados pela endometriose, mas todas essas medicações tratam os sintomas e não a doença.

O diagnóstico da endometriose é feito através de exames de imagem, complementados por uma biópsia, normalmente por volta dos 30 anos, apesar de muitas vezes este diagnóstico ser tardio.

O importante é deixar claro que a cólica menstrual não é, necessariamente, indicador de alguma doença, muito pelo contrário. Não obstante, a mulher deve se submeter ao acompanhamento médico e consultar o ginecologista, no caso em que esse quadro ocorra de forma atípica, mais demorada e intensa.

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Tire as suas dúvidas sobre anticoncepção durante o puerpério

Tire as suas dúvidas sobre anticoncepção durante o puerpério

Termo pouco conhecido ou utilizado pela população em geral, o puerpério é o período após a realização do parto, abrangendo desde o primeiro dia de vida do bebê até o retorno da menstruação da mulher. Esse período varia de acordo com a realização da amamentação e pode durar até 45 dias.

O puerpério, geralmente, é dividido em três etapas. A primeira delas é chamada de puerpério imediato, que começa no primeiro dia de nascimento do bebê e segue até o décimo dia após o parto. A segunda etapa é o tardio, que ocorre entre o décimo primeiro dia e o quadragésimo segundo dia após a realização do parto. Por fim, a terceira e última etapa é chamada de remoto. Ela passa a ser contada a partir do quadragésimo terceiro dia pós-parto.

Na linguagem popular, esse momento pós-nascimento é chamado de resguardo, e também de quarentena. É muito comum que a mulher passe por diversas mudanças hormonais, além de alterações físicas e também emocionais ao longo desses dias.

É característico do puerpério que a mulher sofra com um tipo de sangramento abundante, que começa depois do parto e pode se alongar por até 15 dias. O sangramento vai se reduzindo aos poucos, até cessar de uma vez.

Contracepção durante o puerpério

Muitas mulheres possuem diversas dúvidas quando o assunto é contracepção durante o puerpério. O ideal é sempre deixar a vergonha de lado e procurar um ginecologista para se informar sobre esse assunto, garantindo que a automedicação será evitada no período.

É muito difícil que uma mulher engravide logo após o parto, ou nos primeiros 45 dias do pós-parto. Porém, durante a amamentação, o corpo feminino acaba tendo uma circulação hormonal maior, situação que eleva as chances de gravidez.

Essa condição torna a conversa sobre contracepção entre a mulher e o ginecologista fundamental para que a melhor opção seja escolhida em cada caso. A principal opção recomendada por especialistas é a ingestão de alguns tipos de pílulas que podem ser utilizadas durante a amamentação, por serem produzidas a base de progestagênios.

As chamadas pílulas anticoncepcionais tradicionais, que são formadas por uma combinação de estrogênio e progestagênio, não devem ser utilizadas durante o puerpério. Essa proibição acontece porque o estrogênio acaba afetando o leite materno e, consequentemente, atingindo o bebê, que não deve ter contato com esse tipo de hormônio no início da vida.

Outra opção contraceptiva para o período é a utilização do dispositivo intrauterino, o chamado DIU, que pode ser aplicado 40 dias após a realização do parto. A mulher pode optar tanto pelo DIU hormonal quanto pelo DIU de cobre. Os dois exemplos não trazem nenhum risco ao leite materno ou para o processo de amamentação do bebê.

Além dessas opções, durante o puerpério, também é recomendada a utilização dos preservativos masculinos e/ou femininos.

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O que é corrimento?

O que é corrimento?

Você certamente já ouviu falar em corrimento vaginal. Quase toda mulher sabe do que se trata. É um problema temido pelos indivíduos do sexo feminino, devido à associação a situações que podem ser bastante constrangedoras, em decorrência dos sintomas, como o mau cheiro, assim como as manchas que podem aparecer nas roupas íntimas e até nas outras peças.

A verdade é que as secreções vaginais são normais em todas as mulheres, mas em alguns casos o volume é desproporcional, acompanhado de mau cheiro e cor fora do padrão esperado, que é na tonalidade branca.

Quais as causas e sintomas do corrimento?

Há uma única causa para que o corrimento ocorra, que é o desequilíbrio da flora vaginal, o qual pode ser causado por uma série de fatores, razão pela qual deve-se procurar o médico para identificá-los, de modo a preservar a paciente de complicações maiores.

Relações sexuais sem uso de preservativos não são crime, tanto que, sem elas, não haveria reprodução, mas, sem dúvida alguma, a relação desprotegida expõe a mulher ao contato com microrganismos.

Outro problema é a falta de hábitos de higiene adequados e a exposição a alérgenos, que podem estar presentes em tecidos, cosméticos e outras substâncias que entram em contato com a vagina.

Consultar o ginecologista é essencial, porque a causa pode estar ligada a infecções, como clamídia, HPV, gonorreia e tricomoníase, dentre outras, assim como a problemas dermatológicos, como dermatite atópica, perda da eficiência imunológica e uma série de possíveis infecções.

Os sintomas característicos são o aumento da secreção vaginal, a mudança da cor do líquido, que, na condição normal, é branco, com aspecto neutro. Outros sintomas são mau cheiro, principalmente na fase final do ciclo menstrual e após relações sexuais, o ardor ao urinar e durante a relação sexual, além da dor pélvica e a coceira na região.

Como é o tratamento do corrimento vaginal?

O tratamento a ser indicado vai depender do diagnóstico. Uma vez que esteja caracterizado o problema relacionado à secreção vaginal, é preciso identificar a que causa ela está relacionada.

Normalmente, quando a causa é a alteração do pH, a mais comum, o tratamento é feito com uso de medicamentos, que podem ser ministrados por via local ou oral, incluindo creme, gel e comprimidos.

É possível, também, prevenir o corrimento vaginal adotando algumas medidas como hábitos de higiene adequados, manter distância do álcool, fumo e antibióticos, evitar roupas íntimas feitas de tecidos sintéticos, dormir sem roupa íntima para oxigenar a região, fazer sexo seguro e ter uma dieta equilibrada, que inclua verduras, legumes e frutas, não se esquecendo de buscar orientação médica sempre.

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Candidíase vaginal: Saiba tudo sobre o tratamento

Candidíase vaginal: Saiba tudo sobre o tratamento

A candidíase vaginal é uma doença causada por um fungo chamado Candida albicans, que habita a região do intestino. Está presente em mulheres de qualquer idade. Há outros micro-organismos no organismo humano que podem desencadear a doença, mas é raro isso ocorrer.

A candidíase é uma das doenças mais comuns entre as mulheres, atingindo até três em cada quatro indivíduos do sexo feminino em qualquer idade, mas podendo afetar também homens. Especificamente nas mulheres, pode estar ligada às primeiras relações sexuais, quando ocorre o desequilíbrio do pH da vagina, consequência da mudança nas populações de fungos e bactérias que habitam a região.

As mudanças de temperatura na região e a umidade também são condições para o aparecimento da candidíase vaginal, que pode ser estimulada por pequenas ações, como permanecer por muito tempo com o biquíni molhado.

Os sintomas são bem característicos e, nos casos mais recorrentes, podem aparecer mais de quatro vezes no período de um ano. Vermelhidão, coceira, sensação de secura vaginal e dor são alguns dos sintomas característicos, acompanhados de um corrimento branco.

Apesar da relação com a região da vagina, a condição não é considerada uma doença sexualmente transmissível, até porque pode ser acarretada por outros fatores que não as relações sexuais.

O diagnóstico é feito através do exame papanicolau. Em alguns casos, o especialista pode realizar uma cultura e uma pesquisa dos fungos para identificar o espécime causador da infecção.

A candidíase pode estar relacionada, também, a outras doenças mais graves, como leucemia, diabetes e doenças autoimunes, razão pela qual é importante procurar um médico para que o diagnóstico seja completo.

É possível prevenir a candidíase vaginal?

Como já foi explicado, o Candida albicans é um habitante da região do intestino, assim como outras bactérias e pode contaminar a vagina. O equilíbrio nas populações de microrganismos é importante para a saúde da região vaginal.

A higiene da região é importante, mas lavá-la excessivamente também pode favorecer o aparecimento da candidíase. Usar sabonetes glicerinados, do tipo incolor e inodoro, por não alterarem sensivelmente o pH vaginal, ajuda a prevenir a infecção, assim como o uso de calcinhas de algodão e não muito apertadas.

Evitar protetores que abafam a região e fazer a troca de acordo com a indicação também ajudam na prevenção.

Como é o tratamento?

O tratamento é à base de antifúngicos, que podem ser prescritos na forma de pomada ou comprimidos.

As pomadas fenticonazol, nistatina e clotrimazol devem ser aplicadas, normalmente, durante um período de 1 semana.

Em algumas situações, a candidíase vaginal pode ser consequência do uso de antibiótico. Nesse caso, uma vez identificada a causa, o medicamento deve ser suspenso.

Muitas mulheres recorrem a tratamentos caseiros, porém, em razão da possível relação com outras doenças, vale reiterar, o ginecologista deve ser procurado.

Muitas mulheres banham a região com vinagre ou leite fermentado, rico em lactobacilos vivos, com a finalidade de regular a flora vaginal e eliminar os sintomas da candidíase vaginal, mas o efeito pode ser invertido, caso haja uma infecção bacteriana na região.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo!

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos