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Diferenças entre o parto humanizado e o parto tradicional

Diferenças entre o parto humanizado e o parto tradicional

Conforme a gravidez avança, as futuras mamães começam a se preocupar com a proximidade do parto e sobre como será esse momento. Anteriormente, era possível escolher entre o parto normal e a cesariana. Hoje há outras opções, como é o caso do parto humanizado.

Apesar de muitas pessoas acreditarem que parto normal e humanizado são a mesma coisa, na verdade, são situações diferentes. Muitas mulheres têm dado preferência à opção humanizada, pois há um foco maior nas necessidades do bebê e da futura mamãe.

Principais diferenças entre o parto humanizado e o parto normal

O parto tradicional

É aquele em que o bebê nasce por via vaginal. Pode haver anestesia peridural, com o intuito de diminuir a dor, e uso de ocitocina, para acelerar as contrações e o ritmo de dilatação, a fim de que o bebê venha ao mundo mais rapidamente.

Outra situação comum no parto tradicional envolve romper a bolsa de água, quando a dilatação chega a 8 cm. É indicado quando tanto a mãe quanto o bebê estão bem de saúde. Sendo bem conduzido, não gera nenhum problema.

O parto ocorre no hospital, com uma equipe médica e enfermeiros acompanhando a mãe e o bebê.

O parto humanizado

É aquele em que a mulher e o bebê são o foco principal do momento. É a mulher quem toma as decisões e está no controle de tudo. Não são usados medicamentos para acelerar a dilatação (como a ocitocina) e a anestesia é indicada apenas se a ela desejar.

O atendimento é único e conta com toda uma equipe especial, que sabe lidar com essa forma de parto. É respeitada a posição em que a mulher deseja ter o bebê, o momento do nascimento (não ocorre ruptura da bolsa antes do tempo, mas de forma natural), não é feita a episiotomia sem que a gestante concorde e autorize.

Outra grande diferença em relação ao parto normal é que a mulher tem total liberdade para se movimentar e se alimentar até que o bebê nasça. As intervenções são mínimas e feitas apenas se necessário ou se a gestante solicitar.

A equipe médica que acompanha o parto do bebê está presente para guiar o nascimento e trabalhar junto com a mulher, respeitando suas escolhas e não impondo protocolos ou aquilo que foi determinado sobre o momento do nascimento de uma criança.

Para realizar o parto humanizado, tanto a mãe quanto o bebê precisam estar com boa saúde e haver mais de 37 semanas de gravidez. Assim, não há riscos para nenhuma das partes. Quando o parto é prematuro ou de gêmeos, é preciso seguir os protocolos de obstetrícia, para garantir que a mulher e o bebê fiquem bem.

 

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Pré-natal: saiba quais exames devem ser feitos

Pré-natal: saiba quais exames devem ser feitos

Um pré-natal bem feito não só colabora no desenvolvimento do bebê como também garante a segurança e a saúde da mãe.

De acordo com dados da Organização Mundial de Saúde, 289 mil mortes aconteceram só em 2013, por complicações no parto e/ou no período da gravidez. A mortalidade materna, porém, vem se reduzindo expressivamente no Brasil, com taxa de menos 43% de 1990 (quando foram registrados mais de 520 mil óbitos) para cá.

Para que essa estatística continue progredindo, as futuras mamães devem se submeter a exames básicos no pré-natal. Eles são oferecidos gratuita e integralmente pelo SUS.

A seguir, confira quais exames são esses, por trimestre da gestação.

Exames do pré-natal no primeiro trimestre de gravidez

O carro chefe dos exames, que pode apontar a necessidade de outros, é o hemograma completo. O exame que determina a tipagem do sangue e o fator Rh indireto coombs (no caso de Rh negativo) também são essenciais.

Além desses, são solicitados logo nos primeiros meses:

– glicemia (glicose no sangue) em jejum;

– toxoplasmose IgG e IgM;

– teste rápido para triagem de VDRL e/ou sífilis;

– teste rápido para triagem de HIV;

– sorologia para investigação de hepatite B;

– sumário de urina + urocultura completa;

– ultrassonografia.

Pode, ainda, haver recomendação médica para exames que avaliam a secreção vaginal e os exames parasitológico de fezes e citopatológico de colo uterino.

Exames do pré-natal no segundo trimestre de gravidez

No segundo semestre, inicia-se um período mais calmo em relação à realização de exames. São geralmente solicitados:

– entre a 23° e a 28° semana, o exame de tolerância de glicose pode ser solicitado se houver fator de risco para desenvolvimento de diabetes ou se a glicemia no sangue estiver acima de 85 mg por dl;

– exame de coombs indireto, apenas no caso de Rh negativo.

Exames do pré-natal no terceiro trimestre de gravidez

Na reta final do pré-natal, mais uma boa bateria de exames será solicitada para garantir um parto bem sucedido. São eles:

– glicemia em jejum;

– hemograma completo e fator Rh (se negativo);

– urocultura;

– testes rápidos para sífilis e HIV;

– sorologia para rastrear possível presença do vírus da hepatite B;

– toxoplasmose IgG e IgM, caso o IgG dê negativo no primeiro trimestre.

 

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Dor pélvica: por que acontece e como tratar

Dor pélvica: por que acontece e como tratar

A dor pélvica é um quadro bastante comum entre mulheres de todas as idades. Além do desconforto que causa no dia a dia, em casos mais sérios pode dificultar mesmo a prática das atividades cotidianas. É necessário estar sempre atenta aos sintomas.

Trata-se de uma dor que ocorre na região pélvica, isto é, abaixo do umbigo, com alta taxa de prevalência mundial entre as mulheres. De acordo com a Sociedade Brasileira para o Estudo da Dor, esse tipo de dor tem uma incidência que varia entre 5,7 a 26,6%, dependendo do país e região.

Ela pode se tornar crônica, ou seja, ser manifesta por um período maior que seis meses. Esse problema certamente compromete a qualidade de vida da mulher e, nos casos mais graves, pode chegar a desencadear depressão e outros transtornos.

Causas da dor pélvica

Determinar a causa precisa da dor é um passo essencial para a indicação do tratamento mais eficaz. No entanto, descobrir a causa exata é um grande desafio, na maior parte dos casos, uma vez que ela pode ou não estar relacionada ao sistema reprodutor feminino.

Quando relacionada ao sistema reprodutor, as causas mais frequentes são:

– endometriose: o crescimento descontrolado do endométrio (tecido que reveste a cavidade uterina) fora do útero, o que pode causar dor, alterações intestinais, desconforto durante a penetração no sexo e alterações urinárias;

– varizes pélvicas: mais comuns em mulheres que tiveram mais de uma gestação; causa sensação de peso e dor durante as relações sexuais.

Dentre as causas não ginecológicas, estão:

– infecção urinária;

– problemas relacionados ao sistema músculo esquelético.

Tratamento

Considerando as várias causas que levam à dor pélvica, o tratamento será diferenciado, de acordo com a causa. No entanto, existem abordagens padrão que podem ser eficazes em todos os casos.

O primeiro e mais simples deles é o tratamento à base de medicamentos analgésicos e medicamentos anti-inflamatórios não esteroides. Caso a dor persista, é possível adotar formas de tratamento não medicamentoso como a fisioterapia, terapia muscular, termoterapia e mesmo repouso. Essas medidas podem ou não ser combinadas com tratamentos medicamentosos.

Em alguns casos, pode ser necessário que a mulher se submeta a uma cirurgia para a remoção do útero. Isso ocorrerá apenas se o médico julgar extremamente necessário, pois, além de ser um tratamento altamente invasivo, não garante que a dor pélvica cessará.

 

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Anticoncepcional e trombose: existe mesmo relação?

Anticoncepcional e trombose: existe mesmo relação?

Recentemente, têm surgido vários relatos de mulheres que alegaram ter tido trombose cerebral devido ao uso de pílula anticoncepcional. Existe, mesmo, essa relação? Para descobrir a resposta, em primeiro lugar, é necessário saber em que consiste a trombose. Acompanhe.

Trombose venosa

O quadro se caracterizada pela obstrução de alguma veia, devido a coágulos de sangue em momento e local não adequados. A coagulação do sangue é um mecanismo de defesa do corpo para evitar sua perda, quando se tem um corte, por exemplo.

Cerca de 90% dos casos de trombose costumam ocorrer nos membros inferiores, causando dor e sensação de inchaço. Esse coágulo pode levar a um quadro mais grave, uma vez que pode causar embolia pulmonar.

O quadro surge quando há uma das seguintes situações: alterações no mecanismo de coagulação sanguínea, má circulação ou algum tipo de trauma vascular.

Relação entre trombose e pílula anticoncepcional

A relação entre trombose e o uso de pílula anticoncepcional é real. Mulheres que fazem uso das que contêm drospirenona, gestodeno ou desogestrel têm cerca de 4 a 6 vezes mais chances de desenvolver trombose do que aquelas mulheres que não fazem uso de nenhuma.

No entanto, as chances de isso ocorrer são mínimas, comparando-se aos inúmeros benefícios que a pílula anticoncepcional apresenta, pois, além de reduzir consideravelmente as possibilidades de gravidez, também controla a acne, diminui as cólicas menstruais e reduz as probabilidades de câncer de útero e de ovário.

Para que os riscos do desenvolvimento de coágulos sejam reduzidos é necessário tomar algumas precauções. A mais importante delas é não escolher a pílula por conta própria. Consultar um especialista é imprescindível, pois somente ele, mediante seu conhecimento e análise de exames complementares, pode identificar fatores de risco e doenças associadas e, assim, indicar o produto certo a tomar.

Fatores de risco

Mulheres que fumam, são sedentárias, obesas, têm diabetes, enxaqueca e apresentam histórico da condição na família devem tomar cuidados redobrados quanto ao desenvolvimento de trombose.

Todos os métodos contraceptivos à base de hormônio podem causar a formação de coágulos. Por isso, caso haja algum fator de risco, é necessário considerar outros métodos contraceptivos além da camisinha, como o diafragma e o DIU de cobre.

Mesmo que, de fato, haja uma relação entre a pílula anticoncepcional e a trombose, fazer uso da pílula não é sinônimo de desenvolver a doença.

 

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Tudo o que você precisa saber sobre o sangramento menstrual fora de época

Tudo o que você precisa saber sobre o sangramento menstrual fora de época

A irregularidade menstrual é comum, pois cada organismo e cada hormônio reage de uma maneira. O comum é que só aos 21 anos o eixo endócrino regule a menstruação e seus hormônios. Portanto, até essa idade a irregularidade é comum, mas, ainda assim, precisa ser investigada. Há síndromes como a SOP – síndrome do ovário policístico –  que desregula a menstruação e, por muitas vezes, a mulher fica sem menstruar durante meses.

A menstruação fora de época é outro tipo de irregularidade, que será abordado neste artigo.

As causas da menstruação fora de época são diversas, por isso, é muito importante consultar-se com o médico ginecologista, para que ele possa fazer os exames necessários e descobrir a causa. É comum, porém não normal, e precisa ser investigada.

Normalmente, os sangramentos têm diferentes origens e são divididos em vaginal, uterino e ovariano.

Motivos que podem ocasionar sangramento fora da época

1 – Pílula anticoncepcional

Muitas mulheres se queixam de que, ao se esquecerem de tomar o contraceptivo por, pelo menos, 1 ou dois dias, há um escape. Esse escape de sangue ocorre porque, durante esses dois dias, é quebrado o ciclo de hormônio que a mulher está recebendo.

Assim, tomando-se todos os dias e esquecendo um ou dois, as chances de haver um sangramento é recorrente.

Dica: não pare de tomar as pílulas. Caso tenha esquecido um dia, no dia seguinte tome 2 comprimidos no horário de costume.

2 – Problemas hormonais

Problemas hormonais, como no caso da síndrome do ovário policístico, têm origem basicamente ovárica, pois os cistos se aglomeram no ovário, gerando diversos sintomas como aumento de pelos, resistência insulínica, aumento de peso, espinhas, etc. Podem ocorrer, ainda, os ciclos menstruais irregulares, tanto ficar meses sem menstruar quanto menstruar fora da época.

Além da SOP, o sangramento incomum e problemas hormonais podem ser causados por obesidade, problemas na tireoide, troca de pílulas anticoncepcionais em curto espaço de tempo – hormônios diferentes – entre outros motivos relacionados a hormônios.

Os dois hormônios femininos principais são o estrógeno e a progesterona. Quando um deles ou ambos estão desregulados, o sistema reprodutivo inteiro será afetado. Portanto, ao menor sinal de irregularidade, procure seu médico ginecologista.

3 – DSTs

As DSTs (doenças sexualmente transmissíveis) também podem causar sangramento fora de época e, muitas vezes, dor durante a relação sexual, febre, dor ao urinar e secreção vaginal muito forte.

 

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Saiba quando a cesariana é indicada

Saiba quando a cesariana é indicada

A cesariana é um típico parto realizado em todo o mundo. Ela ocorre por meio de dois cortes, um no abdômen e outro no útero, que dão o espaço para que o médico consiga puxar o bebê.

De acordo com informações do Ministério da Saúde, mais de 40% dos partos realizados pelo SUS são cesarianas. E o número mais do que dobra na rede privada, chegando a representar 85% dos partos.

Em ambos os casos, a porcentagem é mais alta do que o recomendado pela OMS, que estima que entre 10 a 15% dos partos, apenas, devam ser realizados dessa forma.

Quando a cesariana é realmente indicada? Saiba mais neste artigo.

Quando a cesariana é indicada

São dois os principais motivos que levam a futura mamãe ao centro cirúrgico no tão esperado momento de ganhar o bebê.

O primeiro deles é por necessidade. Quando a bolsa estoura, a mãe vai para o hospital e é o momento de o bebê nascer, mas ele simplesmente não nasce. As razões podem ser variadas. O mais comum é que a mulher não apresente a dilatação necessária (e fundamental) para que o bebê passe.

Outro motivo são complicações como o tamanho do bebê (muito grande ou muito pequeno), sua posição dentro da barriga, pouco ou muito líquido na placenta, bolsa rota, trabalho de parto muito longo e a possibilidade de que o cordão umbilical esteja preso no pescoço.

Nenhuma dessas situações, entretanto, torna a cesárea obrigatória. A decisão final cabe apenas ao médico obstetra, junto com mãe.

Algumas mulheres decidem, por conta própria, que querem realizar a cesárea, muito antes do nascimento do bebê. Os motivos são variados e, muitas vezes, vêm com a definição já na primeira consulta, com o médico que fará o acompanhamento do pré-natal.

Entre as principais razões estão o medo da dor durante o parto normal, medo de que a área entre o ânus e a vagina (períneo) nunca mais volte ao normal, receio de não conseguir chegar ao hospital a tempo após o rompimento da bolsa e assim por diante.

Existem, ainda, outras situações em que a cesárea se torna recomendada:

– placenta prévia: quando a placenta se fecha e impede a passagem do bebê;

– herpes ativa: se a mãe estiver com uma ferida ativa de herpes na região genital durante o trabalho de parto;

– posição do bebê: se estiver em uma posição que atravessa a barriga da mãe, ou seja, nem sentado e nem de cabeça para baixo, o parto normal também deve ser impedido.

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4 situações em que o parto normal é indicado

4 situações em que o parto normal é indicado

Ao descobrir sua gravidez, toda mulher, imediatamente, pensa em como será o parto de seu filho. Além do sonho de um parto impactante e emocionante, também existe o medo de sentir dor e das sequelas por uma escolha inapropriada. Indicado pelos médicos como o mais propício na maior parte dos casos, o parto normal e as situações em que é indicado ainda geram muitas dúvidas para as mulheres.

Considerado único e inesquecível, o parto normal acontece de acordo com a vontade da natureza, sem que seja agendado. Ao longo da história, esse procedimento foi ampliando as suas possibilidades e proporcionando mais segurança tanto à mulher quanto à criança, sem perder a emoção.

O parto normal e suas mudanças na história

Até o final do século XIX, todos os partos eram realizados por mulheres de extrema confiança da família da mãe, que eram chamadas de aparadeiras, comadres ou parteiras leigas. Muito conhecidas na comunidade, eram populares e também referência de sapiência sobre o assunto. Tanto que adotavam técnicas bastante curiosas para partos mais difíceis e até para abortos.

Entretanto, logo no início do século XX, o parto começou a ser controlado pelos médicos, que foram substituindo, aos poucos, a função da parteira. Em 1902, na Inglaterra, foi criada uma lei na qual se estabelecia o vínculo necessário entre médicos e parteira. Seja por motivos assistenciais ou econômicos, a lei tornou o parto normal o procedimento comum, especialmente no Brasil.

Chamado de parto industrializado, o procedimento se tornou tão frequente que se tornou impessoal e mecânico. No mesmo período, a ciência começou a investigar drogas que amenizassem ou impedissem a dor das contrações. No início, era injetada morfina ou escopolamina. Dopada, a mulher se desconectava da situação.

Na década de 1970, o parto normal hospitalar passou a ser obrigatório e começou a perder espaço para a cesariana, principalmente no Brasil. Hoje, o governo federal vem trazendo aos hospitais e postos de saúde métodos para humanizar ainda mais o parto normal e torná-lo cada vez mais natural e seguro a todas as mulheres.

Quando o parto normal é necessário

A maior parte dos médicos reconhece que o parto normal é mais saudável para a mãe e para o bebê. São bem menores os riscos de infecção, a alta e a recuperação são mais rápidas e há um estímulo maior às funções vitais da criança, como o sistema respiratório.

O parto normal foi perdendo espaço para a cesariana, por não proporcionar dor, pela possibilidade de marcar data e hora, por não demandar o trabalho de parto, que pode durar até 18 horas. O pós-operatório e seus riscos, porém, nem sempre são bem informados e causam uma impressão de perfeição irreal. Tanto que uma cesariana só é indicada quando há impossibilidade de nascimento natural ou risco de morte para a mãe, o bebê ou ambos.

O que muitas mulheres não sabem é que, atualmente, a dor pode ser superada pela anestesia epidural ou técnicas como massagem, imersão, acupuntura entre outras.

Nenhuma mulher pode ser forçada a realizar determinado tipo de parto. A decisão é sempre da mãe, mas a instrução do Ministério da Saúde é clara sobre sua qualidade. Ele é indicado nas seguintes situações:

1 – mulheres que não estão acima do peso;

2 – acompanhamento contínuo do pré-natal, que inclui a realização de exames de sangue, controle da pressão e ultrassonografia;

3 – mulheres com boa alimentação e prática de atividades físicas, para se evitarem problemas como a eclâmpsia.

Anteriormente, quando eram detectadas situações especiais, como o bebê sentado, cordão umbilical enrolado no pescoço e mais semanas de gestação que o ideal, a cesariana era imediatamente realizada. Hoje, grande parte desses problemas podem ser contornados e o parto normal pode ser realizado com segurança.

Cada situação deve ser avaliada pelo médico, de acordo com a saúde da mãe e do bebê.

 

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9 benefícios do parto humanizado

9 benefícios do parto humanizado

Para um atendimento mais pessoal, respeitoso, acolhedor de um lado e menos invasivo e intervencionista do outro, a alternativa para as gestantes é o parto humanizado.

O parto humanizado é resultado de um conjunto de processos realizados por clínicas especializadas e hospitais, que querem tornar esse momento o mais especial e natural possível.

A base para esse formato é a assistência totalmente respeitosa às decisões, anseios e necessidades da futura mãe. Sua criação é baseada em evidências reais e também científicas de que o contato proporcionado no parto deve ser o mais intimista possível.

A seguir, confira um pouco mais sobre a técnica.

O parto humanizado

O parto humanizado é realizado com o mínimo possível de intervenções. Quando são feitas, têm como base argumentações científicas e evidências totalmente comprovadas de sua necessidade.

Seu objetivo é evitar procedimentos como a episiotomia, por exemplo, que é um corte na região vaginal para ajudar a passagem do bebê. Hoje, esse procedimento é considerado desumano e não há estudos que comprovem que seja necessário.

Confira quais são os principais benefícios em optar pelo parto humanizado.

Benefícios do parto humanizado

1. Menor exposição a possíveis infecções

Sendo menor a quantidade de procedimentos invasivos na gestante, a chance de que ela adquira uma infecção hospitalar também diminui.

2. Recuperação mais rápida e humana

O procedimento é como um parto normal, só que muito mais confortável e livre de pressões para a mulher, que pode respeitar o tempo de nascimento do bebê. Isso confere ela uma recuperação mais rápida do que se passasse por uma cesárea sem indicação, por exemplo.

3. Bem-estar para a mãe e bebê

O primeiro contato dessa relação será muito mais intimista e especial no parto humanizado, já que a mãe poderá participar mais ativamente.

4. Respeito

O parto humanizado permite que o tempo da mãe e da criança sejam levados a sério por toda a equipe médica.

5. Autonomia

Nesse modelo de parto, a mãe toma as decisões – ela escolhe, por exemplo, como quer que seja o seu trabalho de parto e a posição mais confortável para efetuá-lo.

6. Assistência

Para tirar qualquer dúvida, a mãe pode contar também com o auxílio de uma doula, que está lá para dar todo o apoio necessário.

7. Técnicas naturais para alívio da dor

Se não quiser tomar medicamentos, o alívio da dor pode ser proporcionado de outras formas, como por massagens e banhos quentes. A mãe também tem total liberdade e controle de seus movimentos.

8. Menor risco de depressão pós-parto

Esse benefício se deve, principalmente ao fato de a mãe não correr o perigo de sofrer pressões características da violência obstétrica.

9. Aumento do vínculo

Com contato instantâneo de amamentação e pele com pele, o próprio vínculo entre mãe e filho já aumentam com o parto humanizado.

O parto humanizado e as principais vantagens dele, quando em comparação aos demais, são eficazes na a construção da relação entre a mamãe e o bebê.

 

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Parto induzido: o que é e quando é necessário

Parto induzido: o que é e quando é necessário

O tempo normal de gestação de um bebê é de 40 semanas, segundo o protocolo de obstetrícia brasileiro. No entanto, assim como podem ocorrer nascimentos prematuros, é possível observar casos em que a gravidez se prolonga além do tempo normal. Tal situação coloca em risco tanto a vida da mulher quanto a do bebê, podendo levar à morte do feto ou deixar sequelas graves na criança.

Nesse momento, os médicos podem recorrer a um procedimento bastante comum no meio obstétrico, o parto induzido. Quer saber como ele funciona e quando é necessário induzir o nascimento de um bebê? Acompanhe a seguir.

O que é o parto induzido?

Como o próprio nome já diz, esse é um procedimento em que o médico obstetra precisa impulsionar o nascimento de um bebê. Os motivos podem variar de mulher para mulher, e vamos falar sobre eles no próximo tópico.

Antes, porém, vale explicar como esse tipo de parto é realizado. O procedimento mais comum nesses casos é bastante simples: o médico obstetra insere uma medicação em forma de comprimido na vagina da mulher. É o caso da prostaglandina, substância presente no organismo da mãe quando o trabalho de parto é espontâneo.

A partir daí, começam a surgir as contrações, as quais são responsáveis pela dilatação da vagina e auxiliam o bebê a passar pelo canal do parto. Em outras palavras, a medicação age para que o trabalho de parto aconteça.

Também é possível aplicar ocitocina artificial por via intravenosa. A substância é um hormônio que as mulheres excretam no momento de dar à luz, além de ser muito importante para que o trabalho de parto tenha início.

Quando é necessário induzir o parto?

Induzir o nascimento de um bebê é um procedimento que os médicos costumam realizar especialmente em algumas ocasiões. A primeira delas é quando a mulher não consegue entrar em trabalho de parto sozinha, e a gestação já ultrapassa 40 semanas. Nesse caso, deve-se avaliar se a mãe não apresenta alguma doença, como pressão alta (pré-eclâmpsia).

Também é possível realizar o parto induzido quando a mãe ou o bebê correm risco de vida, mesmo que ela ainda não tenha completado as 40 semanas (desde que seja a partir das 22 semanas).

Outras situações em que o parto induzido pode ser realizado: nos casos em que a bolsa de líquido amniótico estoura e a mulher não começa a sentir contrações em um período de 24 horas; quando o bebê possui algum tipo de má-formação; ou quando há diminuição do líquido amniótico. Alguns métodos caseiros, como acupuntura, relações sexuais e homeopatia, também são indicados para quem deseja facilitar o início do trabalho de parto. Entretanto, é importante ressaltar que tais atitudes só devem ser tomadas após indicações médicas.

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Disfunções da sexualidade: o que são e como tratá-los?

Disfunções da sexualidade: o que são e como tratá-los?

Há vários aspectos que podem interferir na vida sexual de homens e mulheres, elevando ou rebaixando o grau de satisfação e realização. As disfunções da sexualidade estão dentre os fatores que contribuem para uma vida sexual insatisfatória ou até inexistente, causando sofrimento, interferindo nos relacionamentos e até separando casais.

As disfunções podem surgir por meio de 2 canais: orgânicos ou psicológicos. Há casos em que os fatores orgânicos são acompanhados dos psicológicos, na condição de causa e efeito.

Há uma série de disfunções que tem causas orgânicas, as quais precisam ser investigadas. A impotência masculina, por exemplo, pode ser decorrente de questões relacionadas ao estilo de vida, como tabagismo, uso de medicamentos ou problemas circulatórios.

As mulheres podem sofrer, durante a menopausa, com perda de apetite sexual e problemas de ressecamento da vagina, assim como alguns aspectos físicos podem tornar a penetração dolorosa em qualquer idade, podendo ser reparados com diagnóstico e tratamento.

Os transtornos decorrentes de fatores psicológicos são mais complexos, uma vez que há necessidade de se identificarem fatores subjacentes que deflagram os comportamentos. Podem estar relacionados a traumas, estigmas, falta de conhecimento do próprio corpo, fatores sociais, problemas afetivos ou questões ligadas ao próprio relacionamento.

As disfunções da sexualidade podem ser primárias, quando se fazem presente desde o início da atividade sexual, ou secundárias, quando são adquiridas com o tempo. Podem ser divididas, também, em generalizadas, quando estão sempre presentes, ou situacionais, quando são casuais.

Homens e mulheres devem ter a compreensão de que essas disfunções são problemas de saúde e, como tais, devem e podem ser tratadas, mas isso só será possível a partir do momento em que são reconhecidos pelo paciente e que este procura ajuda médica.

Quais são as disfunções da sexualidade conhecidas?

O problema mais temido pelos homens é a disfunção erétil, culturalmente associada à masculinidade e ao desempenho, o que faz com que esse problema possa se agravar e adquirir novas influências.

Essa disfunção pode estar associada a doenças vasculares, diabetes, problemas neurológicos, hormonais, psicológicos, estresse, depressão e uso de medicamentos. Pode estar relacionada também à insatisfação no relacionamento, à baixa autoestima, à ansiedade e ao medo do fracasso.

Esse não é o único problema do público masculino, que pode sofrer também com quadros de hipoatividade sexual, problemas com ejaculação, orgasmo e até dor, a chamada dispareunia.

O cardápio de fatores que podem agir diretamente na sexualidade feminina é ainda mais variado. Além da hipoatividade sexual, podem estar presentes problemas como a dificuldade de manter a excitação ou atingir o orgasmo, assim como a aversão sexual. As causas, dependendo do problema, podem ser orgânicas, psicológicas ou mistas.

O mesmo ocorre com disfunções relacionadas diretamente à penetração, como a dispareunia e o vaginismo. Na 1ª, a mulher sofre com dores durante o coito. No vaginismo, os músculos da região do períneo se contraem exageradamente, provocando dificuldades para manter a relação, podendo ser essa reação produto de traumas, experiências negativas, bloqueios psicológicos, medo e crenças.

Como tratar?

Como é possível perceber, o conjunto dos fatores relacionados à saúde sexual é bastante amplo. Pode, no que se refere a diagnóstico e tratamento, reivindicar a intervenção de diferentes especialistas.

O 1º passo é buscar o auxílio do ginecologista, no caso das mulheres, ou do urologista, no caso dos homens. A abordagem médica pode, no entanto, ser transdisciplinar, incluindo a participação da psicologia, da psiquiatria, da endocrinologia e até mesmo de outras especialidades.

Tudo dependerá das disfunções da sexualidade que forem identificadas, mas a mensagem é sempre de otimismo, pois há terapias disponíveis, capazes de restaurar uma rotina sexual saudável.

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