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Parto domiciliar: conheça os riscos que a opção apresenta

Parto domiciliar: conheça os riscos que a opção apresenta

Hoje em dia, o parto domiciliar é cada vez mais tendência entre as gestantes que procuram dar à luz de um modo mais natural e humanizado.

No entanto, é um tipo de parto que não é recomendado em todos os casos, tem muitas ressalvas e pode oferecer perigo para a mãe e o bebê.

A grávida deve estar consciente das desvantagens e analisar se os benefícios compensam a exposição aos riscos do parto domiciliar.

Neste post, vamos falar mais sobre o assunto que gera tantas dúvidas entre as mulheres. Acompanhe!

O que é o parto domiciliar?

O parto domiciliar, como o nome já sugere, é o parto feito em casa. Ao contrário de antigamente quando o procedimento era realizado somente por parteiras, atualmente as mulheres contam com uma equipe composta por médico obstetra ou enfermeira especializada, além da parteira ou doula.

Por que as mulheres escolhem esse tipo de parto?

Os motivos que levam a gestante a desejar ter seu filho em casa podem ser muitos, desde evitar a burocracia de um hospital a ter mais conforto.

Com o parto domiciliar é possível ter por perto as pessoas que a mulher quer durante esse momento como os filhos mais velhos, o companheiro, os pais ou amigos.

Pode escolher a forma e a posição mais confortável como na banheira ou de cócoras, já que a mulher se sente mais à vontade para ter seu pedido aceito.

Pode evitar intervenções desnecessárias que são rotineiras em um parto no hospital, como a episiotomia (corte feito na vagina), aspiração ou aplicação de nitrato de prata no bebê.

Além disso, o primeiro contato entre mãe e filho é priorizado e, em vez de ir para o berçário logo após o nascimento, o bebê vai direto para o colo da mãe estimulando a amamentação e o vínculo.

Quais são os riscos para a gestante e o bebê?

Mesmo tomando todos os cuidados que se deve ter nesse tipo de parto — como ter uma equipe especializada com assistência meticulosa e nenhuma intercorrência durante toda a gestação — ainda assim é preciso considerar algumas complicações que podem levar ao óbito como:

  • retenção placentária;
  • ruptura uterina;
  • ruptura de colo;
  • atonia uterina;
  • eclâmpsia;
  • sofrimento fetal agudo;
  • prolapso do cordão umbilical.

Vale dizer que todos esses problemas podem ocorrer em qualquer tipo de parto, mesmo os com evolução normal. Entretanto, quando se está no hospital, o socorro e todos os aparatos necessários estão em mãos, permitindo o atendimento rápido e aumentando as chances de salvar vidas, se comparado ao parto domiciliar.

O que a medicina diz sobre o parto domiciliar?

Os conselhos de medicina desaprovam o parto domiciliar por conta dos riscos desnecessários que a parturiente e o bebê correm.

Estudos apontam que a mortalidade no parto em casa é maior que os feitos em hospitais devido ao socorro não ser eficiente, pois a rapidez no atendimento é fator crucial em determinadas situações de emergência.

Além disso, eles defendem que o parto humanizado pode ser feito em ambiente hospitalar e que muitos hospitais já estão se adaptando para oferecer maior conforto e segurança para esse momento tão especial na vida de mãe e filho.

É importante dizer que o pré-natal deve ser feito corretamente desde o início da gravidez com o ginecologista e obstetra para assegurar a saúde da gestante e do bebê.

Aliás, o acompanhamento médico é indispensável em qualquer momento da gestação, do parto e pós-parto.

E então, você já consegue ver as vantagens e desvantagens do parto domiciliar? Ainda nesse assunto, que tal aproveitar que está por aqui e ler o nosso post sobre partograma?

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Corrimento vaginal: como saber se há um problema?

Corrimento vaginal: como saber se há um problema?

A presença de secreções na vagina é algo comum a todas as mulheres. Entretanto, algumas vezes essas secreções podem se manifestar em maior quantidade, em colorações diferentes ou mesmo apresentarem odores desagradáveis. Chamamos esse tipo de secreções vaginais de corrimento.

Em algumas situações a presença de corrimento vaginal é totalmente normal e não exige preocupação. Porém, em alguns casos, esse pode ser um sinal de que há algum problema que pode afetar a saúde da mulher.

Pensando nisso, separamos as principais informações sobre o corrimento vaginal. Confira e descubra quando a presença do corrimento pode ser um problema!

O que é o corrimento vaginal?

O corrimento vaginal consiste, basicamente, nas secreções presentes na vagina. É natural que a maioria das mulheres apresente uma quantidade moderada de secreções vaginais claras, o que pode mudar em situações patológicas.

Geralmente, a produção desses corrimentos anormais se dá em função da proliferação de fungos e bactérias, que desencadeia um processo inflamatório na região. Assim, a presença de células mortas e substâncias provenientes dos agentes infecciosos acabam modificando a coloração da secreção vaginal, bem como o odor por ela exalado.

Como diferenciá-lo da secreção natural da vagina?

Embora a secreção vaginal apresente variações ao longo do ciclo menstrual da mulher, é possível diferenciar o muco natural da vagina da presença de um corrimento patológico.

Antes da menstruação não é natural que haja eliminação de quantidades significativas de secreções pela vagina. Entretanto, durante o período de ovulação, é normal existir uma formação de muco claro, que se assemelha à consistência de clara de ovo.

Após a ovulação acontece um aumento da eliminação de muco, que passa a apresentar uma consistência mais pastosa. Por fim, durante a menstruação, a tendência é de que a secreção se torne cada vez mais líquida.

Ou seja, quando a secreção vaginal apresentar uma coloração ou textura diferentes das alterações naturais ao longo do ciclo menstrual, é bastante provável que se trate de um caso de produção anômala de corrimento vaginal.

Quais os tipos mais comuns de corrimento vaginal?

Corrimento marrom

A coloração amarronzada desse tipo de corrimento se deve à presença de sangue na secreção. Esse sangue pode estar presente em maior ou menor quantidade, o que determina a intensidade da coloração.

Embora esse tipo de secreção possa ocorrer no período final da menstruação, é possível que ele indique a presença de infecções, doenças ou traumas no organismo.

Uma doença sexualmente transmissível que pode desencadear a produção de um corrimento marrom é a gonorreia. Além disso, alguns quadros de câncer ginecológico e gravidez ectópica também podem ser a causa desse tipo de corrimento.

Corrimento branco

Em alguns casos é natural o aparecimento de um corrimento esbranquiçado e mais fluido na vagina, o que não determina nenhuma situação patológica. Porém, quando esse corrimento se torna mais espesso e com uma coloração mais acinzentada é possível que haja algum problema.

A presença do corrimento branco pode ser um indicativo de candidíase, condição bastante comum. Além disso, se a presença desse tipo de secreção for acompanhada de coceira, dor e cheiro forte, é possível que esse seja um caso de vaginose.

Corrimento amarelo-esverdeado

A coloração amarelo-esverdeada do corrimento vaginal se dá pela presença de pus nessa secreção. Ou seja, a presença desse pus indica a ocorrência de uma infeção na região vaginal. A presença desse tipo de corrimento pode apresentar cheio desagradável, além de provocar coceiras.

São exemplos de condições que podem desencadear a produção do corrimento amarelo-esverdeado a gonorreia, tricomoníase e clamídia, que são todas consideradas doenças sexualmente transmissíveis.

Quando se deve procurar um médico?

A presença de corrimento vaginal anormal é sempre um motivo para consultar um ginecologista qualificado. Ou seja, sempre que a coloração, textura e odor do corrimento forem diferentes do usual é extremamente importante procurar ajuda médica.

Gostou de saber mais sobre corrimento vaginal? Confira também o nosso artigo sobre as principais doenças ginecológicas!

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Você sabe como a vida financeira influencia a saúde feminina?

Você sabe como a vida financeira influencia a saúde feminina?

Ansiedade, situações de estresse, grandes preocupações, vida agitada e hormônios. Esses são apenas alguns dos fatores que abalam o emocional de qualquer mulher. Mas você sabia que a vida da financeira instável também é capaz de destruir o equilíbrio de uma família inteira e causar diversos males?

Uma fase atribulada sobrecarrega as pessoas, pressionam e abalam a saúde. As mulheres são as mais atingidas nesse meio e se somado ao peso das altas taxas de hormônios as circunstâncias são altamente potencializadas.

Confira a seguir os problemas mais comuns gerados pelo estresse.

Definindo o que é o estresse

O estresse é uma resposta do nosso organismo a uma situação extrema. Normalmente isso acontece quando estamos sob pressão ou fora da zona de conforto.

Se as pressões persistem, o corpo passa a sofrer as consequências surgindo muitos sintomas desde os mais simples – como dores de cabeça ou no estômago – aos mais complexos. Um problema cardíaco, por exemplo.

Mulheres que levam uma vida financeira instável, que não conseguem suprir a necessidade básica dos filhos e não conseguem complementar a renda para pagar um aluguel ou colocar comida na mesa, vivem com os níveis de estresses altamente elevados.

Problemas acarretados por uma vida da financeira difícil

Nas mulheres as dificuldades mais comuns, que afetam a saúde, são questões matrimoniais, cuidar de alguém doente na família, pressão do trabalho aliada com contratempos em casa. Some a isso uma vida financeira ruim e pronto! A vitalidade feminina se torna praticamente nula.

Depressão, dores de cabeça, queda de cabelo, insônia, redução da líbido, crises de angústia, e alterações do sistema imunológico são apenas alguns dos princípios de sérios males.

  1. Concentração reduzida

É bem complicado manter a concentração quando você sabe que ao chegar em casa, novas contas estarão na porta a sua espera. Na maioria das vezes quem está endividado passa a render menos do que deveria no trabalho. Se somado a uma semana de TPM, o foco nos problemas torna-se ainda mais sério.

  1. Crises de depressão

Instabilidade de humor, desânimo, desinteresse e apatia. Muitas mulheres entram em depressão quando não conseguem auxiliar na despesa de casa e a maioria se culpa pela falta de disposição. Surgem momentos em que parece que nada tem sentido e não há mais solução para as dívidas. Além da vida financeira ruim e um quadro depressivo, doenças começam a ganhar espaço no corpo feminino.

  1. Insônia

Problemas financeiros nos fazem revirarmos na cama em busca de soluções para sanar dívidas, cobrir contas, descobrir métodos para levantar verbas. A consequência? Não conseguimos dormir, a manhã chega e com ela uma nova dificuldade: cumprir as tarefas do dia completamente indispostos.

  1. Ganho de peso

Enquanto não é possível encontrar a fórmula para as dívidas, muitas pessoas descontam as frustrações em comida. O estresse promovido nesse caso deixa o metabolismo mais lento e promove o aumento de apetite, principalmente para os doces.

Nas mulheres a situação é ainda maior e os hormônios ajudam na compulsão pelas guloseimas.

  1. Problemas cardíacos

Some todos os fatores acima e, infelizmente, você já sabe o resultado: de doenças do coração a um forte ataque cardíaco. Muitas deixam de se cuidar, vivem para a vida profissional, não praticam atividades físicas e a saúde escorre pelos dedos.

Mulheres com muito estresse no trabalho ou instabilidade financeira, por exemplo, são mais propensas a problemas cardiovasculares.

Sabemos muito bem como a correria diária nos afeta. Entretanto é necessário, de todas as formas, amenizar os impactos que a vida da financeira ruim pode ocasionar às mulheres.

Aproveite o momento, siga a gente nas redes sociais (Facebook e Instagram) e tenha informações atualizadas sobre tudo o que precisa saber para cuidar da sua saúde.

 

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Clínica ginecológica: como escolher a sua?

Clínica ginecológica: como escolher a sua?

A nossa saúde é o bem mais precioso que temos: escolher o profissional que vai cuidar dela é de extrema importância. Você precisa ter em mente alguns fatores que farão a diferença nessa decisão. Pode até ser um processo um pouco demorado, mas vale a pena avaliar com bastante atenção, especialmente se você está procurando por uma clínica ginecológica.

Para te ajudar nessa difícil tarefa, nós listamos as principais características que precisam ser levadas em consideração na hora de escolher o centro médico que possui os profissionais mais capacitados para atender todas as suas necessidades!

Como escolher uma clínica ginecológica

Você verá agora alguns fatores imprescindíveis na hora de procurar pela sua clínica de confiança:

  1. Confiabilidade

Uma clínica, não importa de que área seja, precisa ser extremamente confiável; afinal de contas, são informações pessoais suas que, se descobertas por outras pessoas, podem fazer a sua vida virar de cabeça para baixo. Quando o assunto é ginecologia, a importância desse fator tende a ser ainda mais relevante.

A ginecologia é uma área da medicina que mexe com a intimidade da mulher, portanto, você precisa ter a total confiança de que nenhum dado médico seu sairá daquele lugar e de que todos estão comprometidos com o sigilo.

Para isso, veja quanto tempo a clínica tem de mercado, peça informações de amigos e conhecidos e agende uma visita ao local. Você pode solicitar uma conversa com o responsável do estabelecimento e tirar todas as suas dúvidas para se sentir mais tranquila.

  1. Estrutura

A estrutura física de uma clínica pode dizer muito sobre a qualidade dos profissionais e sobre a tranquilidade do ambiente. É como diz o ditado: “a primeira impressão é a que fica”. Observe se o local segue todas as normas da vigilância sanitária estabelecidas pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e se tudo fica sempre limpo e higienizado.

É importante também que o local tenha uma temperatura agradável e um clima aconchegante. Você precisa se sentir confortável e tranquila, sensações que um local sujo e quente dificilmente conseguem transmitir.

  1. Busque por indicações

É bastante comum que, quando se trata de prestação de serviço, as pessoas busquem indicações de outras: é uma forma válida de tentar não gastar dinheiro com um profissional ruim. Na busca pela clínica ginecológica certa, é fundamental procurar avaliações e recomendações de atuais e ex-clientes.

Comumente, filhas e mães (e amigas próximas) acabam se consultando com o mesmo profissional de ginecologia – as mulheres se sentem mais confortáveis quando estão com um especialista que foi bem recomendado por alguém íntimo.

  1. Dialogue

O diálogo é uma das partes mais importantes do atendimento e é preciso se livrar da ideia de que o especialista está acima de qualquer suspeita.

Marque uma consulta e, antes disso, pesquise sobre o local, coletando algumas informações para tirar quaisquer dúvidas que apareçam. O ideal é que o ginecologista seja paciente e possa responder aos seus questionamentos da melhor forma possível e de maneira simples, com clareza para que até um leigo no assunto compreenda rapidamente.

Porém, é preciso ter a consciência de que na medicina não há exatidão para muitas coisas – algumas respostas poderão ser imprecisas. Por exemplo, o resultado de um procedimento cirúrgico depende muito do comportamento, obediência e disciplina do paciente. Portanto, muita coisa acaba dependendo das circunstâncias.

  1. Pesquise sobre os profissionais

Os profissionais são os principais responsáveis pela reputação da clínica: se os especialistas são bons, então é bem provável que você tenha escolhido a clínica certa. Mas como saber sobre eles?

A primeira coisa que pode ser feita é uma pesquisa com o número do CRM (Conselho Regional de Medicina) do profissional em questão. Saber que o ginecologista está como ativo no conselho de classe já oferece um pouco mais de segurança.

Você também pode perguntar na própria clínica quais cursos aquele profissional já fez e em quais locais. Isso também ajuda a ter uma visão melhor do conhecimento prático e teórico do especialista.

  1. Veja os serviços que oferece

Quanto mais serviços a clínica oferecer, melhor. Afinal de contas, nem sempre se sabe o que será necessário após uma consulta. Quando já conhecemos o local e os profissionais que ali trabalham, fica muito mais fácil procurar outros serviços.

Por exemplo, você pode optar por uma clínica mais preparada que atue em tratamentos como cirurgiascolocação de DIUvacinação, prevenção do câncer e vários outros serviços. Além de continuar em um ambiente já conhecido, isso também poupa tempo e, em algumas vezes, dinheiro.

  1. Preste atenção no atendimento

Uma clínica que consegue oferecer um bom atendimento, sem dúvidas oferece um diferencial aos seus pacientes. Isso pode ser identificado desde o momento da marcação de consulta até o acompanhamento posterior.

Por exemplo, uma clínica que oferece o agendamento online já mostra que não quer fazer os seus pacientes perderem tempo com telefonemas ou indo até o local para algo tão simples. Veja também como os funcionários tratam as pessoas que estão aguardando, se prestam todos os esclarecimentos e procuram oferecer o que há de melhor no serviço.

  1. Fique de olho no tempo de espera

O tempo de espera nos consultórios médicos é uma das maiores reclamações dos pacientes. Cumprir com o horário marcado é uma forma que os profissionais e a clínica têm de mostrar o devido respeito ao paciente; geralmente, as pessoas têm outros compromissos que foram marcados com base no horário do atendimento preestabelecido.

É normal também que, de vez em quando, você precise esperar alguns minutos a mais, mas é preciso estabelecer qual é o tempo de tolerância. O período de 15 minutos costuma ser o escolhido por muitos estabelecimentos, mas tudo vai depender do quanto você pode esperar. O correto é que a espera seja uma exceção e não uma regra.

Escolher uma boa clínica ginecológica pode levar algum tempo e ser trabalhoso, mas vale a pena estar contratando profissionais que são devidamente capacitados e que oferecem confiança. Entre em contato conosco e conheça um pouco mais do nosso trabalho!

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Conheça 3 dicas que aumentam a qualidade de vida da mulher

Conheça 3 dicas que aumentam a qualidade de vida da mulher

O conceito de qualidade de vida engloba todos os elementos que interferem na promoção de saúde e bem estar do indivíduo. Ou seja, a ausência desses fatores pode ser extremamente prejudicial à vida de qualquer ser humano.

Conciliar todas as obrigações e problemas do cotidiano sem perder qualidade de vida é um dos grandes desafios da mulher contemporânea. Porém, é frequente que muitas negligenciem a importância disso, o que pode trazer diversos problemas de saúde, tanto física quanto mental.

Pensando no assunto, separamos a seguir 3 dicas que aumentam a qualidade de vida da mulher. Confira e saiba como melhorar consideravelmente sua saúde e bem estar!

  1. Realize checkups periodicamente

É extremamente importante que mulheres de todas as idades realizem exames ginecológicos e médicos com frequência. Esse cuidado se torna ainda mais fundamental a partir da quarta década de vida, uma vez que o risco do desenvolvimento de algumas enfermidades se torna consideravelmente maior.

Exames como papanicolau e mamografia são de extrema importância para prevenir tipos de câncer com grande incidência feminina. Mulheres com mais de 40 anos passam a integrar grupos de risco para o desenvolvimento de alguns tipos da doença, o que demanda uma atenção maior à realização dos exames preventivos.

A medição dos níveis de colesterol, glicose e hormônios circulantes no sangue também é um cuidado especial para a manutenção da qualidade de vida feminina. Assim, é muito importante realizar exames de sangue regularmente, a fim de verificar a ocorrência de alterações desses parâmetros.

É válido citar ainda a importância da visita a um endocrinologista, sobretudo para mulheres que estejam se aproximando da menopausa. A partir da orientação médica é possível controlar ou amenizar os efeitos dessa fase, o que pode contribuir muito para a manutenção da qualidade de vida da mulher.

  1. Pratique atividades físicas regularmente

A inclusão de atividades físicas na rotina é uma prática que pode aumentar consideravelmente a qualidade de vida da mulher. Esse hábito se torna cada vez mais fundamental com o avançar da idade, uma vez que pode prevenir a ocorrência de problemas de ordem vascular e respiratórios, por exemplo.

É recomendável que atividades físicas de nível moderado a intenso sejam praticadas de 3 a 5 vezes por semana. Essa prática não só atua num sentido de prevenção de doenças, como também estimula o metabolismo natural do corpo feminino, o que promove um aumento considerável no bem-estar a curto e longo prazo.

Por isso, investir tempo e atenção na saúde física pode significar grandes ganhos, tendo reflexos extremamente positivos, principalmente na velhice.

  1. Cuide da alimentação

O cuidado com a alimentação é fundamental para a promoção da boa saúde. É importante citar que esse cuidado pode ter benefícios ainda mais proeminentes quando combinados com a prática regular de exercícios físicos.

A ingestão de frutas é uma excelente dica de alimentação para melhorar o bem-estar. Através desses alimentos é possível obter uma série de vitaminas importantes para a saúde da mulher, além de muitas frutas também serem fontes de fibras, essenciais para o bom funcionamento intestinal.

No caso das mulheres, é importante ter não só uma alimentação balanceada, como também ter uma maior atenção à ingestão de um importante mineral ao longo da vida – o cálcio. Esse mineral é o mais importante constituinte de nossa matriz óssea, e as mulheres possuem uma tendência natural de diminuição de sua absorção após a menopausa.

Esse déficit pode acabar gerando um quadro de osteoporose. Por isso, é bastante importante ingerir alimentos ricos em cálcio durante a idade fértil.

Gostou das nossas dicas sobre como aumentar a qualidade de vida da mulher? Quer se manter sempre por dentro do assunto para garantir uma vida mais saudável? Assine nossa newsletter para receber sempre novas informações diretamente no seu e-mail!

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Empoderamento feminino: entenda a sua importância

Empoderamento feminino: entenda a sua importância

Quem é mulher conhece as dificuldades de viver em uma sociedade onde há o predomínio de uma mentalidade machista. Ainda há muito a melhorar nesse cenário, mas, com o empoderamento feminino, as mulheres têm alcançado muitos avanços, conquistando direitos e emancipação.

Com base no princípio de igualdade de gênero, esse movimento traz benefícios não só para a mulher, mas para toda a sociedade, seja nos relacionamentos, trabalho, economia, vida social, etc.

Diante da importância desse tema, vamos mostrar, neste artigo, o que é empoderamento feminino e as suas vantagens para as mulheres e para a sociedade. Confira:

O que é empoderamento feminino?

Trata-se de um movimento que confere poder às mulheres, fortalecendo o papel da figura feminina na sociedade. Embora esse termo seja recente, a luta pelos direitos das mulheres remonta há alguns anos no nosso país, desde 1946 com a conquista do direito ao voto feminino.

Engana-se quem acha que o empoderamento feminino visa à supremacia da mulher. Na verdade, o movimento visa combater as injustiças históricas de desigualdade de gênero, reivindicando tão somente as mesmas oportunidades e direitos desfrutados pelos homens.

O empoderamento está nas ações diárias e envolve todas as esferas da nossa vida. As mulheres podem, por exemplo, agir com sororidade, apoiando umas às outras, romper com a reprodução de discursos machistas e participar de grupos de debates. Isso proporciona a troca de experiências e incentivo mútuo à valorização de si mesma.

Vale ressaltar que o engajamento com o movimento deve ser de responsabilidade de todos na sociedade — mulheres, homens, famílias, empresas e governo —, por meio de ações e atitudes em prol do fortalecimento da mulher e da igualdade de gênero.

Nesse sentido, em 2010, a ONU (Organização das Nações Unidas) lançou um documento que estabelece os Princípios de Empoderamento das Mulheres, contendo diretrizes como:

  • liderança corporativa para igualdade de gênero;
  • tratamento justo no ambiente de trabalho;
  • garantia de saúde, segurança e bem-estar;
  • promoção do desenvolvimento profissional das mulheres;
  • apoio ao empreendedorismo feminino.

Como o empoderamento feminino afeta a sociedade?

As consequências dessa luta são benéficas para todos. O movimento traz, progressivamente, para a sociedade uma mudança cultural, que procura alterar a mentalidade conservadora da sociedade e desconstruir preconceitos arraigados.

Atualmente, muitas mulheres têm uma consciência crítica maior, reconhecendo o seu valor como indivíduo e parte importante da sociedade. Elas fazem as suas próprias escolhas, estabelecem as suas regras, reivindicam direitos e exercem participação social e política.

Essas mudanças trazem às mulheres autoconfiança, crescimento pessoal e, inclusive, aceitação do próprio corpo, rompendo padrões de beleza inalcançáveis.

Desse modo, as mulheres têm retomado o controle da própria vida, conquistado o seu lugar de fala e ocupado espaços antes dominados pelos homens. Nas empresas, o empoderamento feminino ajuda na ascensão profissional da mulher, ocupação de cargos de chefia, igualdade salarial e combate à violência e ao assédio no trabalho.

De um lado, a mulher passa a ser incluída nos processos da organização, sendo reconhecida por suas competências. De outro, as corporações e o mercado ganham diferentes visões com a perspectiva feminina, melhores resultados, maior retenção de talentos e inovação no empreendedorismo, que movimenta e aquece a economia.

As consequências também são positivas na vida privada. Hoje, relacionamentos abusivos são combatidos e, mesmo em casos mais implícitos de opressão, a luta feminina enaltece a colaboração e o respeito, gerando relações mais saudáveis entre marido e mulher.

Na amizade, a noção de sororidade incentiva o respeito mútuo, rompendo com o paradigma patriarcal que estimula a rivalidade entre mulheres.

Além disso, a instituição familiar torna-se mais justa, com a mulher tendo o poder de decisão sobre o planejamento familiar, sobre o desejo casar e ter filhos, se dedicar ao lar ou à carreira, entre outras escolhas que devem ser resolvidas pela mulher.

Portanto, empoderamento feminino significa reconstruir qualidades como autoestima, autonomia e independência, além de trazer mudanças efetivas para o lar, trabalho e toda a sociedade. Tudo isso influencia na boa saúde feminina, trazendo segurança, bem-estar, equilíbrio mental e emocional.

Agora que você conhece melhor o empoderamento das mulheres, não deixe de compartilhar este artigo nas redes sociais e divulgue a importância desse movimento!

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Conheça os estágios do parto normal

Conheça os estágios do parto normal

A confirmação de que um bebê está a caminho é um momento muito especial, que requer informação, cuidado e preparo. Logo nos primeiros meses de gestação é importante começar a pensar sobre a via de parto, afinal, a forma como o pequeno virá ao mundo pode impactar o bem-estar e saúde da mãe e do recém-nascido.

O parto normal é o modo mais natural e saudável para a chegada do bebê, muito embora, a cesárea seja realmente indicada e necessária em determinados casos para a preservação da vida. Durante o pré-natal, a futura mamãe deve conversar com o obstetra, buscar informações sobre os tipos de parto, conhecer os riscos e benefícios de cada um e só então pesar os prós e contras para tomar uma decisão consciente.

Se depois dessa avaliação você optar pelo parto normal, saiba que, apesar das muitas vantagens, nem sempre ele será rápido como pensam. O parto vaginal se desenvolve em estágios. 

Primeiro estágio

O primeiro estágio do parto normal é caracterizado pelo início de contrações regulares, acompanhado do apagamento e dilatação do colo do útero. Essa etapa é dividida em duas fases: latente e ativa.

Na fase latente, as contrações são dolorosas e apresentam regularidade. O período pode durar 16 horas e dilatar até 4 centímetros. Em gestações saudáveis, a mulher costuma passar por essa fase em casa.

Na fase ativa, o colo uterino dilata de 4 a 10 centímetros, sendo que o esperado é que a parturiente dilate 1 centímetro por hora. Nessa etapa, é recomendável se movimentar e mudar de posição para aliviar o desconforto e facilitar o trabalho de parto.

Segundo estágio

Também chamado de período expulsivo, o segundo estágio começa quando a mulher atinge a dilatação completa e é concluída com o nascimento do bebê. O tempo de duração dessa etapa é variável, depende de cada mulher e de cada gravidez.

Nesse estágio do parto, a mulher necessita de toda concentração e energia para ajudar no nascimento do seu filho. É natural que surja uma intensa e incontrolável vontade de fazer força para empurrar o bebê e facilitar sua descida pelo canal de parto.

Terceiro estágio

A terceira fase consiste na expulsão de placenta. Esse estágio inicia assim que o bebê nasce e termina com a saída placentária e membranas fetais. No período três, o útero permanece contraindo, o que viabiliza a separação da placenta.

A equipe de parto, nesse momento, deve examinar placenta, cordão umbilical e membranas para assegurar-se de que não restaram fragmentos no útero. Também deve intervir, caso seja necessário, para impedir eventuais hemorragias e outras complicações.

Quarto estágio

O quarto estágio do parto é o puerpério imediato. Nele, a mãe relaxa e está pronta para acolher seu bebê. Nessa fase, o contato pele a pele deve ser encorajado e mantido, assim como a amamentação.

No estágio quatro, os parâmetros vitais da parturiente são analisados para garantir que tudo está bem com a nova mamãe. Se tiver sido feito o corte de episiotomia no estágio dois, será necessário realizar a sutura nessa última etapa do parto normal.

Você está grávida e pretende passar por um parto normal?

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Você sabe quais são as principais vacinas para mulheres?

Você sabe quais são as principais vacinas para mulheres?

Cuidar da saúde é mesmo essencial para prolongar nossos dias, com uma vida mais saudável e livre de doenças. Para isso, as vacinas são essenciais. Começamos nossa relação com elas ainda na infância, com as gotinhas, e evoluímos para as incômodas injeções, que nos acompanham até a vida adulta. Para cada fase, um tipo de tratamento diferente.

Para o sexo feminino, os cuidados são ainda maiores. As vacinas para as mulheres possuem características específicas e previnem diversos males.

E você sabe quais são as principais vacinas com as quais toda mulher adulta deve se preocupar? Neste artigo você vai conhecer 8 vacinas que as mulheres precisam inserir em suas carteirinhas, mas que, algumas vezes, deixam passar despercebidas. Confira!

Tipos de vacinas para mulheres

Além das vacinas iniciais, que todos devemos tomar (BCG, Poliomelite, Tetravalente, difteria etc.), as mulheres precisam de doses extras de alguns medicamentos. Esses são de extrema importância para prevenir diversos problemas de saúde em diferentes momentos da vida.

  1. HPV

Esse tipo de vacina previne a infecção pelo HPV, doença que pode levar ao câncer de colo de útero. Para o setor privado, o medicamento está disponível para meninas a partir dos 9 anos de idade. A 1ª dose dessa vacina deverá ser acompanhada, futuramente, por mais 2. Deve haver intervalo de 1 e 6 meses entre cada uma delas.

As grávidas devem estar atentas, já que o uso é contraindicado para elas.

  1. Hepatite A

A hepatite pode ser fatal para adultos e por isso é importantíssima a vacina. Ela deve ser ministrada em 2 doses, com intervalo de 6 meses entre elas. É um medicamento que pode ser combinado com a vacina de hepatite B.

Grávidas em situações de risco podem tomá-la sob orientação médica.

  1. Hepatite B

A hepatite B é uma doença sexualmente transmissível e que também pode ser repassada de mãe para o bebê no útero. A prevenção pede a aplicação de 3 doses com a periodicidade de 0 + 1 + 6 meses.

Nos postos de saúde pública, a vacina está disponível para gestantes de qualquer idade e para mulheres até 29 anos.

  1. Meningocócica

Serve para imunizar adolescentes e mulheres adultas contra a meningite causada por Neisseria menigitidis — considerada uma das meningites bacterianas mais graves, pois causa infecção generalizada.

É indicada uma dose na infância e para mulheres vacinadas há mais de cinco anos. Gestantes em situações de risco podem fazer uso dessa vacina, desde que tenham supervisão médica.

  1. Febre amarela

Essa é uma vacina que deve ser tomada não só pelas mulheres, mas por todas as pessoas que frequentam áreas de florestas e cerrados. Ela deve ser ministrada, no mínimo, 10 dias antes da viagem com reforço a cada década, sendo obrigatória 2 doses ao longo da vida.

A vacina está liberada nas unidades de saúde pública e é contraindicada para gestantes ou mulheres que estão amamentando.

  1. Varicela

A prevenção da catapora é primordial para evitar que uma mulher grávida perca o bebê. Por isso é muito importante que a gestante esteja prevenida. O medicamento deve ser ministrado em 2 doses, com intervalo de 1 a 3 meses.

  1. Caxumba, rubéola e sarampo

Dessas 3 doenças, a rubéola é uma das mais traiçoeiras para grávidas. Quando a gestante desenvolve o problema, a possibilidade de o feto nascer com malformação congênita é alta.

É preciso que ao, longo da vida, as mulheres tomem 2 doses da vacina, com um intervalo mínimo de 30 dias entre as aplicações.

  1. Gripe

Esse tipo de vacina para mulheres na gravidez é essencial. Assim elas podem evitar complicações mais graves causadas pela gripe. O medicamento deve ser aplicado anualmente e está disponível na rede pública para gestantes, puérperas, idosos e grupos de risco.

Agora que você conhece as principais vacinas para mulheres, curta a nossa página no Facebook e tenha sempre dicas para cuidar da sua saúde.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Saiba mais sobre as principais doenças ginecológicas

Saiba mais sobre as principais doenças ginecológicas

Algumas doenças ginecológicas atingem boa parte das mulheres, sobretudo, na fase de maior fertilidade. Por isso, se você tem menos de 35 anos e pretende engravidar é importante ficar atenta a alguns sinais do corpo para solucionar problemas e manter a saúde em dia.

Elaboramos este artigo com as principais doenças ginecológicas que comprometem a qualidade de vida das mulheres, bem como suas causas, tratamento e formas de prevenção. Confira!

  1. Vulvovaginites

São inflamações provocadas por microrganismos presentes na vulva e na vagina, que podem gerar vermelhidão, coceira intensa e corrimento com ou sem odor. Caso tenha esses sintomas, procure orientação ginecológica, pois o diagnóstico exato só é obtido por exame clínico, vulvoscopia e cultura de secreção vaginal.

O uso de calcinhas de tecido sintético, papel higiênico perfumado, roupas justas e duchas vaginais diariamente facilita o aparecimento de vulvovaginites. Suspender esses hábitos ajuda a prevenir o problema e evitar complicações.

O tratamento da doença é feito por medicamentos de uso oral e cremes vaginais específicos. O quanto antes a inflamação for tratada, mais rápido e eficiente será o tratamento.

  1. Mioma uterino

Alterações hormonais provocam disfunções fibrosas que formam nódulos no útero. Por esse motivo, os miomas aparecem com mais facilidade entre a fase mais fértil da mulher e o início da menopausa. Não ter tido filhos e obesidade são outros fatores que aumentam a incidência.

O diagnóstico é confirmado com ultrassom e exames regulares. Todavia, sangramento anormal, dor na região pélvica e no abdome, pressão na bexiga e dificuldade para engravidar são fortes indícios de nódulos. O tratamento depende do tamanho e da quantidade de miomas e do histórico de vida da mulher.

Como os nódulos podem diminuir a fertilidade e induzir abortos e partos prematuros, pacientes que pretendem engravidar precisam de tratamento diferenciado e atenção ginecológica especial.

  1. HPV

Essa DST pode ser controlada, mas ainda não há cura. Por isso, a melhor atitude é a prevenção por meio do sexo seguro e vacina. Preocupante, alguns subtipos do HPV estão relacionados ao câncer de colo do útero se não forem tratados de forma correta.

O sintoma mais comum é o surgimento de verrugas nas áreas genitais (ânus e vagina), erupções que também podem aparecer na boca e na garganta. Há ainda sintomas detectáveis apenas por exames minuciosos, como lesões no colo do útero.

O HPV costuma ser detectado em exames de rotina, como Papanicolau e Colposcopia. Por essa razão, o acompanhamento médico é essencial na prevenção e no tratamento da doença. O tratamento — congelamento das verrugas, eliminação por laser, cauterização ou cirurgia — é recomendado de acordo com o tipo de vírus, o alcance da doença e a idade da mulher.

  1. Síndrome do ovário policístico (SOP)

A SOP decorre de alterações hormonais que acarretam a formação de microcistos nos ovários. O principal sintoma da doença é o atraso e/ou a ausência da menstruação, sinal que também pode vir acompanhado de aumento de peso, acne e maior presença de pelos no abdome, seios e rosto.

Para um diagnóstico exato, a mulher tem de passar por análise clínica com ginecologista, ultrassom ginecológico e exames laboratoriais complementares. Os tratamentos mais difundidos são uso de anticoncepcionais, indução da ovulação, medicamentos para resistência à insulina e cirurgia, nos casos extremos.

Se não for tratada, a SOP aumenta a dificuldade de engravidar, podendo levar a mulher à infertilidade e a longo prazo pode levar ao câncer de endométrio. Para prevenir, recomenda-se uma dieta saudável, exercícios físicos e acompanhamento ginecológico anual.

  1. Endometriose

Bastante comum, a endometriose afeta mulheres em idade fértil e pode provocar esterilidade se não for tratada. A doença se desenvolve quando células do endométrio se deslocam para fora do útero, atingindo outros órgãos da cavidade abdominal e gerando inflamações.

Entre os sintomas estão cólica intensa e resistente à ação de medicamentos, sangramentos irregulares, dor durante as relações sexuais, alterações no funcionamento do intestino no período menstrual e dificuldade para engravidar.

Ainda não há métodos de prevenção para a endometriose. Por isso, é muito importante acompanhar sua saúde ginecológica e estar atenta aos sintomas para obter um diagnóstico da endometriose e iniciar o tratamento adequado.

Também há práticas saudáveis, como atividade física, boa alimentação e redução do estresse ajudam a amenizar os sintomas. O tratamento da doença é feito por meio de medicamentos e de cirurgia, nos casos mais graves.

  1. Candidíase

Também conhecida como cândida, é uma das principais doenças ginecológicas. Embora seja transmitida para o homem, não é considerada uma DST. Trata-se de uma infecção provocada por fungos, sendo o Monília ou Cândida. Seus sintomas são a presença de corrimento vaginal de cor esbranquiçada, com textura espessa e grumosa. Ele é acompanhado por irritação local, coceira e algumas vezes mal odor.

A prevenção é feita com o uso do preservativo, a correta higienização do local, alimentação equilibrada e a evitação do uso de absorventes internos, roupas muito justas e tecidos sintéticos em contato com os genitais. O tratamento é feito com comprimidos e pomadas de aplicação local, que devem ser administrados na frequência indicada pelo médico e durante o tempo recomendado.

  1. Infecção urinária

É um problema que afeta pessoas de ambos os sexos, porém, mais comum em mulheres em idade reprodutiva. Geralmente essa infecção se manifesta quando acontece um desequilíbrio dos micro-organismos no trato urinário e também pela queda do estrogênio. Isso pode se dar em função de relação sexual desprotegida ou quando acontece migração de bactérias gastrointestinais para a bexiga.

Para prevenir a infecção é importante ingerir bastante água, urinar antes e depois das relações sexuais, evitar segurar a urina, fazer uso do preservativo e realizar adequadamente a higiene íntima. O diagnóstico é feito por meio da análise dos sintomas relatados e pelo exame de urina, sendo que o tratamento é realizado com antibióticos eficazes contra o agente infecioso.

  1. Câncer de mama

Apesar de também atingir os homens, a ocorrência maior desse tipo de câncer está entre as mulheres. Alguns sintomas são os nódulos nos seios e região das axilas, alteração do formato da mama e produção de secreção.

Ainda não há medidas totalmente eficazes para a prevenção. Por isso, deve-se manter hábitos saudáveis para garantir o equilíbrio orgânico e também realizar o autoexame e a mamografia, a fim de diagnosticar o problema o quanto antes.

O diagnóstico precoce oferece maiores chances de cura para o câncer de mama e também requer um tratamento menos agressivo, além de evitar o agravamento do quadro, o que poderia exigir a retirada da mama.

  1. Sífilis

A sífilis é uma DST que está em nossa lista das principais doenças ginecológicas porque o número de casos tem aumentado atualmente. É provocada pela bactéria Treponema pallidum e trata-se de um mal silencioso.

Seus sintomas variam de acordo com o estágio da doença, sendo estes classificados como primário, secundário, latente e terciária. Ela pode ser transmitida para outras pessoas apenas nos dois primeiros estágios.

A sífilis pode ser tratada e depois de curada não volta a se manifestar, mas é possível se reinfectar. O diagnóstico é obtido por meio do exame de sangue, da cultura de bactérias ou a punção lombar. O tratamento é realizado com aplicação do antibiótico penicilina, que se ministrado no primeiro ano após a infecção requer apenas a dose única, se não, uma segunda dose é realizada.

Ainda existem outros problemas que podem afetar a saúde da mulher que, embora não estejam listados entre as principais doenças ginecológicas do nosso artigo, também requerem atenção. Por isso, é importante fazer o acompanhamento ginecológico com exames de rotina e sempre adotar medidas preventivas.

Todas as mulheres precisam conhecer essas doenças para se poderem se prevenir também. Por isso, compartilhe essas informações com suas amigas nas redes sociais.

 

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Diu de cobre e mirena: saiba as diferenças

Diu de cobre e mirena: saiba as diferenças

Atualmente as mulheres contam com diversas opções de métodos contraceptivos que permitem programar uma gravidez para o momento em que julgarem como ideal. Entre esses métodos estão o DIU de cobre e o Mirena, que agem de formas parecidas no organismo, mas possuem diferenças.

Se você não conhece essas diferenças, acompanhe nosso artigo para descobrir quais são elas.Também confira para quais casos cada um é indicado, como eles funcionam, se há contraindicações e se algum deles pode provocar reações alérgicas. Continue lendo!

O que é o DIU?

DIU é a sigla para Dispositivo Intrauterino, um método contraceptivo considerado muito eficaz entre aqueles reversíveis, como as pílulas. Trata-se de um dispositivo que possui formato de T, ferradura ou Y e é inserido no útero da mulher.

O DIU pode ser revestido de cobre (DIU de cobre) ou hormônios (Mirena, DIU hormonal ou SIU). Ambos possuem a mesma função: evitar que o óvulo seja fecundado e que o ovo se implante no útero, impedindo a gravidez.

Porém, o DIU não é de um método de barreira, que impede o encontro entre espermatozoide e óvulo. Ele atua de forma mais ampla, modificando as condições uterinas.

Como o DIU de cobre e o Mirena atuam no organismo?

Embora ambos os dispositivos tenham a mesma função, a forma como o DIU de cobre e o Mirena atuam no organismo se difere em razão da composição de cada um deles. Veja a seguir.

Atuação do DIU de cobre

O DIU de cobre é revestido por uma fina camada desse metal e libera uma pequena quantidade dele no útero. O cobre ocasiona alterações no endométrio, no muco e também na motilidade das trompas e do útero, promovendo um ambiente hostil para o espermatozoide.

Além disso, o cobre possui propriedade espermicida, por isso, assim que os espermatozoides entram em contato com esse metal, eles morrem.

Atuação do Mirena

O DIU Mirena possui em sua estrutura o hormônio progesterona, sendo livre do hormônio estrógeno. A progesterona é liberada aos poucos todos os dias, como se a mulher estivesse tomando uma pílula anticoncepcional.

No entanto, somente uma pequena quantidade de hormônio acaba absorvida pela corrente sanguínea, porque ele se restringe mais ao útero. Dessa forma, as chances de que mulheres com organismo sensível sintam algum incômodo por causa do hormônio são menores.

A atuação do DIU Mirena acontece da mesma forma como o de cobre, causando alterações no útero que impedem a gravidez. Ele inibe o crescimento do endométrio e dificulta a movimentação dos espermatozoides, porque torna o muco mais espesso.

Como o DIU é introduzido no organismo da mulher?

O procedimento de colocação do DIU de cobre ou do Mirena não é complicado e pode ser feito rapidamente; porém, não em qualquer período do mês. O correto é durante a menstruação, porque, dessa forma, tem-se a certeza de que a mulher não está grávida.

Tanto o DIU de cobre como o Mirena devem ser posicionados no útero por um médico treinado. Isso porque a introdução incorreta do DIU pode ocasionar a perfuração do útero, causando uma série de complicações. Além disso, o profissional observará o posicionamento correto do DIU, o que garante sua eficácia e também conforto e segurança para a mulher.

Durante a colocação, pode acontecer dor ou queda da pressão arterial, assim, muitas vezes, a mulher precisa ser medicada. Ter o acompanhamento do médico é essencial para que não sinta desconfortos nem aconteçam complicações. Especialmente para as mulheres que nunca ficaram grávidas, pois o canal do útero dessas mulheres pode ser mais estreito.

Quais são as diferenças entre o DIU de cobre e o Mirena?

A principal diferença entre os DIUs de cobre e Mirena, ou pelo menos aquela que mais atrai a atenção das mulheres, é no que se refere à menstruação.

O Mirena ajuda a reduzir o fluxo menstrual e também tem impacto positivo sobre as cólicas, reduzindo-as significativamente. A mulher pode apresentar ausência do fluxo depois de alguns meses de uso do Mirena.

Isso porque, como dissemos, com o tempo ele inibe a formação do endométrio, que é o revestimento do útero que se desprende todos os meses na menstruação. Assim, se não há formação de endométrio, a mulher não menstrua, porque seu corpo não precisa eliminá-lo.

No caso do DIU de cobre, ele aumenta o fluxo menstrual e também as cólicas. Por isso, esse método não é indicado para as mulheres que possuem um fluxo menstrual volumoso, que dure mais do que 4 ou 5 dias, e que sintam desconfortos e cólicas durante esse período.

O Mirena, por sua vez, pode ser a alternativa para essas mulheres. Também é indicado para aquelas que não podem fazer uso de anticoncepcionais em pílula, já que o hormônio não chega em grande quantidade à corrente sanguínea.

Outra diferença entre os dois dispositivos está no tempo de uso de cada um. O de cobre apresenta variação na duração em função do seu formato, que pode ser:

  • Formato de T — esse tipo de DIU dura por até 10 anos;
  • Formato de ferradura — esse modelo tem uma durabilidade menor, sendo de 5 anos.

No caso do Mirena, sua durabilidade é igual à do formato de ferradura, sendo de, no máximo, 5 anos. Depois desse período, tanto o Mirena quanto o DIU de cobre devem ser substituídos para continuar a prevenção da gravidez.

No que diz respeito à eficácia, o Mirena fica à frente, porque os resultados são semelhantes aos de uma laqueadura, e o conforto que ele permite para a mulher é muito maior do que o dispositivo de cobre.

A questão valor também é diferente entre os dois, já que o dispositivo de cobre é mais acessível do que o Mirena. Porém o Mirena, embora tenha um valor maior de mercado, oferece o melhor custo-benefício em razão das vantagens que apresenta.

O que se deve fazer para usar o DIU?

Para a mulher interessada em fazer uso do DIU, o primeiro passo é consultar um ginecologista. Assim como todos os outros métodos contraceptivos, ele possui suas restrições, como no caso de má formação do útero ou neoplasias uterinas.

É preciso realizar os exames solicitados pelo ginecologista para avaliar se a mulher pode ou não fazer uso do DIU. Também é importante esclarecer todas as dúvidas e cuidados que se deve ter com o uso do dispositivo.

Mesmo o dispositivo de cobre não provoca reações alérgicas na mulher e pode ser utilizado com segurança. Pode acontecer de o organismo reconhecer o dispositivo como sendo um corpo estranho — e de fato é — e tentar eliminá-lo.

Por isso, é preciso voltar ao consultório do ginecologista para verificar a posição do DIU depois de um mês. Mas sempre siga a orientação do profissional quanto aos procedimentos que devem ser adotados.

Se a mulher desejar engravidar, ela pode pedir a retirada do DIU. Seja para mulheres que usaram o cobre ou mesmo aquelas que fizerem uso do Mirena e apresentaram ausência da menstruação, todas podem engravidar. O corpo normaliza o ciclo menstrual geralmente depois de um ou dois meses da retirada do dispositivo.

Suas dúvidas foram esclarecidas com a leitura deste artigo? Se você quiser saber mais sobre o uso do DIU de cobre ou Mirena, ou se tiver perguntas sobre ele, leia este outro artigo e aprenda mais sobre esse método contraceptivo!

As chances de uma gravidez não planejada são mínimas com o uso do DIU. Por isso compartilhe essas informações em suas redes sociais para que suas amigas também conheçam essa opção eficaz e segura.

 

 

 

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos