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O que é inseminação uterina

O que é inseminação uterina

A infertilidade causa muita tristeza para a mulher que quer engravidar, porque o sonho de ser mãe e gerar um bebê da própria barriga passa a ser interrompido, e isso acaba sendo um pesadelo. As causas da infertilidade são inúmeras: pode ser somente passageira, ligada ao estresse, hormônios desregulados, obesidade, dentre outros fatores.

O problema também pode ter ligação com algo mais grave, como a síndrome do ovário policístico, que necessita de tratamento específico. Nesse caso, existem diversos procedimentos eficazes que conseguem ajudar a mulher a engravidar e alcançar o sonho tão esperado. Neste artigo, vamos falar sobre a inseminação uterina, que é uma das alternativas para quem sonha em engravidar.

O que é inseminação uterina?

A inseminação uterina, também denominada como inseminação artificial, consiste em introduzir espermatozoides no interior da cavidade do útero através de um cateter próprio para esse fim.

Esse tratamento também pode ser associado à terapia para ciclos estimulados, em que a mulher passa a tomar medicamentos que impulsionam a ovulação. Tal inseminação só pode ocorrer se há ovulação – liberação do óvulo para que o espermatozoide o fecunde.

Como é feito?

Para que esse tipo de inseminação ocorra, é preciso ter controle do ciclo menstrual, para saber ao certo o período de ovulação da mulher. Logo, o acompanhamento com o médico ginecologista deve ser regrado e observado bem de perto. Por quê? Porque o sêmen do parceiro é coletado anteriormente e introduzido no interior da cavidade do útero momentos antes da ovulação. Por isso, é tão importante que o médico possa acompanhar o quadro de perto, para saber a hora certa de fazer esse procedimento.

Os espermatozoides são escolhidos a dedo, pois somente os mais fortes e aptos para gerar um bebê são introduzidos no útero. O ginecologista faz essa análise antes, para saber o potencial de cada espermatozoide contido no sêmen.

A mulher pode precisar de injeções que estimulam a ovulação e também pode ser pedida uma série de exames, como ultrassografia, para acompanhar o desenvolvimento dos ovócitos. Tudo depende do tratamento e do acompanhamento do ginecologista.

Para quem é indicada a inseminação uterina?

Como é um tratamento de baixa complexidade, é indicado a qualquer mulher que tenha dificuldade comprovada de engravidar, ou que possua alguma doença que dificulta a liberação de óvulos e que as trompas estejam pérvias. Converse com o seu médico.

Taxa de sucesso

Tudo depende de cada caso, da evolução e do espermatozoide, mas, no geral, a taxa de sucesso da inseminação uterina vai de 15% a 25%.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo!

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Como funciona a histerectomia vaginal

Como funciona a histerectomia vaginal

A histerectomia é um procedimento cirúrgico realizado para a retirada do útero. Em alguns casos, além do útero, é necessário remover o colo do útero e outras partes do aparelho reprodutor feminino. A intervenção cirúrgica é recomendada a pacientes com câncer ginecológico (no útero, no colo do útero e nos ovários), miomas grandes, endometriose, prolapso uterino, dentre outras doenças graves. No Brasil, são realizadas cerca de 200 mil histerectomias ao ano. Do total de operações, 20% correspondem à histerectomia vaginal.

Histerectomia vaginal: como funciona?

Nela, o útero é retirado através da vagina. Esse procedimento proporciona vários benefícios à paciente e ao próprio serviço hospitalar. Apresenta menor taxa de complicações, e o pós-operatório é mais rápido e tranquilo. Os custos são reduzidos, e o período de internação é mais curto quando comparado à histerectomia abdominal.

Há dois tipos de anestesia, a geral e a peridural. A decisão fica a critério da equipe médica, levando em conta o estado geral de saúde física e emocional da paciente. Para realizar a histerectomia vaginal padrão, é necessário fazer as incisões por via vaginal. O médico introduz os instrumentos cirúrgicos através da vagina. Após grampear vasos sanguíneos, o cirurgião separa o útero das trompas de falópio, dos ovários e do colo do útero. Em seguida, retira o útero e faz as suturas para conter o sangramento.

O procedimento em questão também pode ser laparoscópica ou robótica. Em ambas, o cirurgião faz pequenos furos no abdômen da paciente, através dos quais, introduz os instrumentos cirúrgicos para separar o útero, retirando-o pela vagina. A diferença entre esses dois métodos cirúrgicos é que na histerectomia robótica os procedimentos são executados por um robô, controlado pelo cirurgião.

Mesmo que o médico tenha optado em fazer a histerectomia pela vagina da paciente, se necessário, poderá  ser adotado o procedimento mais comum, que é a histerectomia abdominal. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando existem muitas aderências dificultando a retirada do útero por via vaginal.

Após a histerectomia vaginal padrão, o tempo de internação é de até dois dias. O prazo é mais curto para operações laparoscópicas ou robóticas. O tempo de recuperação varia de quatro a seis semanas. Nesse período, a paciente deve evitar pegar peso e fazer outros esforços físicos. Movimentar o corpo é importante para ativar a circulação sanguínea, porém, sem exageros. Sexo com penetração somente após seis semanas, contudo é importante fazer uma avaliação médica antes de retomar a vida sexual.

O que muda após a histerectomia?

Com a retirada do útero, a paciente deixará de menstruar e, com isso, também não poderá engravidar. Se, além do útero, os ovários forem retirados, a paciente entrará imediatamente na menopausa. Caso contrário, a menopausa será antecipada, mas gradativamente. O exame papanicolau deverá ser feito anualmente por todas as mulheres que passaram pela histerectomia vaginal. É importante que a paciente continue fazendo as consultas ginecológicas regularmente, para prevenir outras doenças, como câncer de mama.

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O que esperar da sua primeira consulta com um especialista em fertilidade

O que esperar da sua primeira consulta com um especialista em fertilidade

O aumento da expectativa de vida, o ingresso massivo das mulheres no mercado de trabalho e a importância crescente que a carreira adquire tem feito com que as pessoas adiem o momento de ter filhos. Soma-se a isso o fato de que tanto homens quanto mulheres não estão imunes a problemas de fertilidade. Dessa maneira, a procura por especialistas nessa área se torna cada vez mais comum. No entanto, muitas pessoas têm receio em fazer isso por não saberem o que esperar da primeira consulta com esse profissional. Se esse é seu caso, leia este artigo até o final, pois nele serão expostos alguns pontos bastante comuns nessas consultas.

Histórico familiar

Muitas vezes, os problemas de fertilidade estão diretamente associados à predisposição genética. Nesses casos, a pista mais evidente, tanto para o especialista quanto para o paciente, é o histórico familiar. Por isso, nessa consulta inicial, o médico, a partir do estabelecimento de uma relação de confiança com o(a) paciente ou o casal, irá realizar uma investigação do histórico familiar, a fim de achar pistas que possivelmente indiquem as dificuldades biológicas da pessoa.

Para casais, o especialista também irá investigar aspectos da relação, algo que pode parecer invasivo à primeira vista. Lembre-se de que a ética é um dos valores mais importantes de bons profissionais da saúde, por isso, não esconda nada. Tópicos, como a frequência das relações sexuais, dores e períodos menstruais serão abordados pelo médico.

Exames solicitados

Após essa investigação inicial, baseada nos relatos da primeira consulta, é necessário partir para uma abordagem mais precisa, que ocorre por meio de exames para verificar o estado da saúde reprodutiva do homem – quantidade e qualidade dos espermatozoides – e/ou da mulher – reserva de óvulos e saúde do útero e das trompas uterinas.

Dentre os muitos exames que podem ser requisitados, os mais comuns são o espermograma (análise dos espermatozoides), o de reserva ovariana, exames de sangue para testagem dos níveis de determinados hormônios, ultrassonografia da região do útero, dentre outros.

Diálogo franco

Depois que os relatos e os exames são realizados na primeira consulta, é hora de o especialista se sentar com a pessoa, ou com o casal que deseja ter filho, e ter uma conversa franca, uma vez que a expectativa é um dos maiores causadores de frustração.

Nessa conversa, ele irá informar como se encontra a saúde reprodutiva do indivíduo/casal, se é possível realizar uma tentativa de gravidez, qual o método mais adequado, caso haja algum problema, qual o melhor tratamento para resolvê-lo e, assim, poder partir para a tentativa de gestação.

Assim, mesmo que seja um processo que exige tempo e equilíbrio por parte do paciente(s) e especialista, a primeira consulta em fertilidade é bastante determinante para que todo o processo tenha eficácia, reduzindo os níveis de ansiedade.

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O que é laparoscopia ginecológica

O que é laparoscopia ginecológica

A laparoscopia ginecológica, também conhecida como videolaparoscopia ginecológica, é um procedimento que permite a realização da grande maioria das cirurgias do aparelho reprodutor feminino.

É menos invasiva, já que não necessita de cortes no abdômen, agredindo menos o corpo e permitindo que a recuperação ocorra mais rapidamente.

O procedimento passou a receber o nome de videolaparoscopia devido ao uso de um sistema de vídeo. Ainda assim, mesmo quando é chamado apenas de laparoscopia, hoje utiliza-se o vídeo como forma auxiliar na cirurgia.

A intervenção cirúrgica é realizada em hospital e faz uso de anestesia geral ou raquidiana. Complicações pós-cirúrgicas são bastante raras, e, na grande maioria dos casos, a paciente recebe alta em pouco tempo e pode retornar às atividades diárias.

Saiba agora como é realizado o procedimento, quando é recomendado e quais são os benefícios dele.

Como é realizado o procedimento?

Existem duas formas de se realizar a videolaparoscopia ginecológica. Em ambos os casos, o procedimento é minimamente invasivo, e a mulher pode voltar às atividades rotineiras em poucos dias. A alta hospitalar, inclusive, é dada no mesmo dia.

Via abdominal

Quando a cirurgia é realizada por via abdominal, é feita uma incisão na cicatriz umbilical e mais duas ou três incisões na parede do abdômen. É possível também que as incisões menores sejam realizadas na virilha.

A ideia é preservar a estética e garantir cicatrizes mínimas, praticamente imperceptíveis.

Essa opção é comum em casos em que é necessário observar e operar a região em que se encontram as tubas uterinas, cistos ovarianos, gravidez ectópica, miomas e histerectomias são exemplos de situações em que são realizadas cirurgias por esse procedimento.

Via vaginal

Outra forma de realização da laparoscopia ginecológica que vem sendo utilizada é através da histeroscopia vaginal. Essa segunda opção é comum em casos em que é possível preservar o útero, como na retirada de pólipos e miomas submucosos, ou seja, que abalam a cavidade uterina.

A recuperação é rápida, a ponto de a paciente conseguir retornar às atividades normais em dois ou três dias após a cirurgia.

Quando é recomendada a laparoscopia ginecológica?

É recomendada em alguns casos em que há a possibilidade de se realizar um procedimento minimamente invasivo na região do abdômen. São eles:

  • endometriose;
  • cistos ovarianos (benignos ou malignos);
  • miomas;
  • cirurgias tubárias;
  • gravidez ectópica;
  • câncer ginecológico (alguns tipos);
  • doenças inflamatórias.

Benefícios da videolaparoscopia ginecológica

A cirurgia conta com diversos benefícios, dentre eles, estão:

  • recuperação pós-cirúrgica em menor tempo;
  • procedimento menos invasivo;
  • menor quantidade de sangramento;
  • poucas cicatrizes na região do abdômen;
  • pouco uso de medicação após a cirurgia;
  • resultados mais eficientes e rápidos.

Agora você já sabe o que é a laparoscopia ginecológica.

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Existe relação entre a tipagem sanguínea e a fertilidade?

Existe relação entre a tipagem sanguínea e a fertilidade?

A gravidez é um dos aspectos mais significativos da vida humana. Afinal, é através dela que nos reproduzimos e criamos vínculos repletos de amor, que duram por toda a vida. No entanto, existem diversas dúvidas que rondam esse assunto, e uma das mais comuns é se existe relação direta entre a tipagem sanguínea e a fertilidade.

É justamente a essa dúvida que este artigo se dedica. Nele, você entenderá tudo a respeito do assunto, por exemplo, se as chances de a mulher engravidar por reprodução assistida são de acordo com o tipo sanguíneo.

O tipo sanguíneo O

Todas as pessoas sabem que, a partir dos 30 anos, a produção dos ovários vai lentamente diminuindo na mulher, redução que é acelerada a partir dos 40 anos. Isso faz com que seja difícil engravidar de forma natural a partir dessa idade. No entanto, pesquisas científicas revelam que existe um tipo sanguíneo que favorece o envelhecimento precoce dos óvulos, enquanto outro tipo favorece a proteção dos mesmos.

Um estudo realizado por meio de parceria do Colégio de Medicina Albert Einstein de Nova Iorque com a Universidade de Yale analisou 560 mulheres acima de 35 anos em tratamento de infertilidade. Por meio da pesquisa, foi possível observar que mulheres com tipagem sanguínea O tem menores chances de engravidar, quando comparadas àquelas com outros tipos sanguíneos.

Essa dificuldade se deve ao fato de essas mulheres terem menor concentração do hormônio folículo estimulante (FSH), um conhecido indicador de fertilidade. Quando a concentração dele no sangue é maior que 10, isso indica que os óvulos são produzidos em menor quantidade e que a qualidade deles também é inferior.

Tipagem sanguínea A e AB e fertilidade

Por outro lado, esse mesmo estudo constatou que mulheres do tipo sanguíneo A ou AB têm duas vezes mais chances de engravidarem que as mulheres com sangue do tipo O. Isso se deve ao fato de a concentração do hormônio folículo estimulante no sangue ser inferior a 10, e, como já dito, o FSH é um importante indicador de fertilidade.

Apesar de também existirem alguns estudos que associam o tipo sanguíneo B com maiores chances de engravidar, esse achado não é confirmado na prática.

Por fim, mesmo diante do que foi dito acima, vale ressaltar que o tipo sanguíneo da mulher não deve ser uma preocupação no momento de se realizar a fertilização. O único fato ao qual se deve prestar atenção reside nos casos em que a mulher é negativa e o parceiro dela ou o doador de sêmen é positivo, pois o bebê pode ser positivo, uma situação conhecida como incompatibilidade Rh, algo que pode levar à anemia fetal já que a mãe produz anticorpos contra as hemáceas do bebê. Caso isso ocorra, há uma série de alterações clínicas no feto podendo levar a insuficiência cardíaca, em casos mais graves, hidropisia fetal. Já após o nascimento pode desenvolver icterícia neonatal, que compromete o desenvolvimento neurológico do bebê.

Para evitar que qualquer uma dessas situações ocorra e garantir que o bebê nasça saudável, independentemente da tipagem sanguínea, é necessário ter uma conversa franca com o especialista em reprodução.

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8 dicas simples para antes de engravidar

8 dicas simples para antes de engravidar

Os médicos são unânimes em dizer que planejar uma gravidez é uma ótima oportunidade de preparar o corpo para o momento, antes que aconteça. Muitas mulheres se descobrem grávidas em momentos pouco favoráveis a sua saúde, o que acaba repercutindo na qualidade da gestação e até na formação do bebê.

Afinal, não basta apenas pensar na estrutura financeira e estabilidade profissional para tomar uma decisão tão importante quanto a de ter um filho. É preciso também buscar um médico para se preparar física e psicologicamente para essa tarefa, evitando surpresas negativas de uma gravidez inesperada ou impulsiva.

Em tempos onde a qualidade de vida esbarra com a vida corrida e o estresse, muitas mulheres possuem sintomas de doenças causadas pelo estilo de vida acelerado. Hipertensão, diabetes, obesidade e problemas na coluna são alguns dos mais frequentes e muito perigosos para as futuras gestantes.

Planejar com uma antecedência de até um ano oferece tempo suficiente para mudar maus hábitos. Como mudanças na alimentação, iniciação de atividades físicas frequentes, regularização do sono são algumas das opções que podem ser trabalhadas para uma gestação mais equilibrada.

A seguir listamos oito dicas valiosas para quem deseja engravidar e quer fazer um planejamento correto para a saúde da mãe e do bebê:

1 – Consulte um ginecologista

É este profissional quem fornecerá todas as informações necessárias, realizará exames e irá administrar os tratamentos, se forem necessários. Antes de realizar a visita ao ginecologista, relembre todos os pontos que podem ser importantes para a consulta, como excesso de cólicas, menstruação irregular, mudanças repentinas de peso e se há, ou houve, alguma doença sexualmente transmissível.

2 – Atualize a vacinação

É fundamental se imunizar contra doenças como a rubéola – muito perigosa para mulheres grávidas. Em grande parte dos casos, os bebês acabam ficando com sequelas da doença, já que ela influencia na sua formação dentro do útero.

O teste para a hepatite B também deve ser realizado. Isso evita o contágio do bebê durante o parto, e previne que ele tenha a doença na forma crônica para toda vida.

3 – Mantenha o peso

Se você está com peso irregular, para mais ou para menos, é o momento de reequilibrar a balança através de uma reeducação alimentar. Sem o uso de remédios que podem deixar resquícios na gravidez, mas com uma melhor qualidade na alimentação e com a prática de atividades físicas, é possível se preparar para uma gravidez mais saudável.

4 – Chega de cigarros

Largar o vício do cigarro não é nada fácil, mas fumar é uma prática altamente perigosa, tanto para a saúde da mãe quanto a do bebê. O tabaco prejudica a formação do feto, aumenta as chances de um parto prematuro e pode fazer com que o bebê adquira doenças respiratórias crônicas.

5 – Visite o dentista

Faça um check-up e veja se precisa de alguma correção odontológica antes de ficar grávida. Com as alterações hormonais é comum que as mulheres adquiram problemas dentários no período. Se elas já estiverem preparadas, dificilmente, algo de mais sério vai acontecer.

6 – Busque a paz

Comece a desacelerar e entre num ritmo mais tranquilo e com o mínimo de estresse. Há exercícios e atividades que proporcionam relaxamento. Estar tranquila é muito importante para uma gravidez saudável e plena.

7 – Não tenha medo de namorar

Sem precisar controlar o risco de engravidar, o namoro fica mais tranquilo e sem preocupações. Procure não criar expectativas de tempo para engravidar, o que geralmente acaba atrasando os planos e causando frustrações.

8 – Evite contar seus planos para todos

Quando falar sobre seu projeto de engravidar, naturalmente isso irá criar uma expectativa entre as pessoas e também uma cobrança. Para evitar isso, evite detalhar seus planos e deixe que as coisas sigam seu curso.

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Vaginite: sintomas, causas e tratamento

Vaginite: sintomas, causas e tratamento

A vaginite consiste em uma inflamação que atinge a vulva e a vagina. Se não tratada inicialmente, pode se transformar em uma infecção. A condição também é conhecida por vulvite ou vulvovaginite e é muito comum em mulheres de todas as faixas etárias. Ela pode se manifestar de diversas maneiras – a depender da causa.

A seguir, conheça as causas, sintomas e tratamentos para a inflamação.

Tipos de vaginite

A vaginite pode ser de diversos tipos, como:

  • Bacteriana: ocorre quando há a proliferação de determinados microrganismos bacterianos na cavidade da vagina, sendo o gardnella vaginallis e o mycoplasma hominis alguns deles;
  • Tricomoníase: ocorre pela presença de um parasita na vulva, geralmente transmitido em relações sexuais;
  • Infecções fúngicas: aqui a vaginite pode ser causada por um fungo que vive, naturalmente, na cavidade vaginal – o candida albicans;
  • Vaginite atrófica: ocorre quando os níveis de estrogênio feminino caem drasticamente, sendo ela mais comum na puberdade ou na menopausa.

Causas e sintomas para a vaginite

Os tipos de vaginite dependem, basicamente, das causas que a geraram. A seguir, confira a fundo sobre cada uma delas e os sintomas específicos que provocam.

Bactérias

O surgimento em excesso de determinadas bactérias é a causa mais comum para a vaginite. Geralmente, a inflamação bacteriana provoca o surgimento de um corrimento com ou sem cheiro, em tons de branco e cinza. Apesar disso, é muito comum que as mulheres com essa infecção sequer apresentem sintomas.

Fungos

Outra causa comum para a vulvovaginite é após o surgimento de inflamação por candidíase. Os sintomas, nesse caso, são corrimento branco e mais espesso, além de coceira na região da vulva.

É muito comum que a infecção seja causada após o uso de medicamentos antibióticos – visto que eles podem destruir as bactérias que equilibram a flora vaginal.

Parasitas e vírus

Parasitas como sarnas, vermes e piolhos, assim como vírus de herpes e HPV (papiloma humano) também podem causar a vaginite, com sintomas variados.

DSTs

A vaginite também é comumente causada pela tricomoníase, sendo o parasita quase sempre transmitido em relações sexuais sem proteção.

O desconforto aqui é maior: corrimentos pesados e espessos, que podem ser de coloração verde, amarela ou cinza. Ela apresenta coceira e, muitas vezes, odor mais forte.

As principais DSTs que causam a vulvovaginite são: herpes, gonorreia e clamídia. Em crianças, o aparecimento da doença pode ser reflexo de abuso sexual.

Produtos químicos

Produtos químicos, como absorventes com perfume, sabonetes, camisinha e cosméticos em geral também podem refletir na condição, mesmo que mais raramente.

Sintomas

Os principais sintomas, encontrados na maioria das causas, são:

  • Irritação ou coceira na vulva;
  • Alteração no corrimento;
  • Dor durante o ato sexual ou ao urinar;
  • Sangramento na vagina.

Tratamentos para a vaginite

O tratamento para a condição também depende do seu tipo de manifestação. Na grande maioria dos casos, o tratamento é ministrado pela associação de medicamentos orais e cremes vaginais.

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Trombose na mulher: sintomas, causas e tratamentos

Trombose na mulher: sintomas, causas e tratamentos

A trombose é um problema de saúde que provoca a obstrução de artérias e veias. Essa condição clínica aparece devido aos coágulos que atrapalham o fluxo de sangue pelo corpo. De modo geral, trata-se de um quadro grave, pois a trombose pode causar complicações sérias, como a amputação de membros, embolia pulmonar e até mesmo levar ao óbito.

Todos os anos são diagnosticados cerca de 120 mil novos casos de trombose no Brasil e, de acordo com a Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, a taxa de recorrência é muito elevada. Só para se ter uma ideia, a estimativa é que 25% dos pacientes que já tiveram o episódio no passado terão trombose novamente no futuro.

O risco de trombose é maior em pessoas do sexo feminino. Isso mesmo! Entre mulheres, o perigo é potencialmente elevado porque elas estão expostas a fatores de risco, como o uso de pílulas anticoncepcionais, alterações típicas da gestação e tratamentos de reposição hormonal, por exemplo. Quer conhecer a trombose mais a fundo? Leia o artigo e saiba mais sobre os sintomas, causas e tratamentos para o problema.

Sintomas da trombose

Em 50% dos casos, a trombose venosa profunda é clinicamente assintomática, nos outros 50% ela pode gerar sinais, como inchaço e dor local. Além disso, sintomas menos clássicos podem surgir, como escurecimento da pele, aumento da temperatura, alergias cutâneas, rigidez muscular, sensibilidade, sensação de queimação e vermelhidão local.

Causas e fatores de risco

A trombose é multifatorial. Ela pode ser causada por acidentes ou traumatismos grandes que impactam os vasos sanguíneos, complicação de cirurgias na região pélvica, ou nos membros inferiores, demasiado tempo em repouso, permanência na mesma posição em viagens longas e imobilização das pernas.

Outros fatores aumentam a tendência ao tromboembolismo.  Entre eles estão a obesidade, tabagismo, gravidez, alguns tipos de câncer que comprometem a coagulação, uso de pílulas contraceptivas, insuficiência cardíaca, predisposição genética, terapias hormonais, presença de veias varicosas, doença inflamatória intestinal, síndrome nefrótica, existência de cateter venoso na veia femoral e idade superior a 60 anos.

Tratamentos para a trombose

O tratamento da trombose deve ser iniciado imediatamente após o diagnóstico, para evitar complicações, controlar os sintomas e aumentar as chances de recuperação do paciente. O tratamento prévio também impede o crescimento do coágulo, evita que ele avance para outras regiões e minimiza as chances de recorrência do problema.

O tratamento inclui o uso de anticoagulantes, inserção de filtros em veias abdominais para impedir o deslocamento dos trombos para o pulmão, uso de meias de compressão para reduzir os inchaços e internação para o monitoramento da doença.

Para diminuir os riscos de novos casos de trombose, medidas preventivas devem ser adotadas, como por exemplo, abandonar o cigarro, moderar o consumo de álcool, controlar o peso, praticar exercícios físicos, evitar a permanência na posição sentada por um período prolongado e fugir da automedicação.

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7 mitos e verdades sobre a pílula do dia seguinte

7 mitos e verdades sobre a pílula do dia seguinte

A pílula do dia seguinte é um método emergencial que inibe a ovulação e evita a gravidez indesejada. Embora sua ação seja conhecida e seu uso tenha aumentado bastante nas últimas décadas, a medicação ainda é cercada de dúvidas e inverdades. Leia o artigo e desmitifique as principais questões sobre a pílula do dia seguinte.

A pílula do dia seguinte engorda

Mito. Tomar a pílula do dia seguinte não faz com que a mulher ganhe peso, porém, por causa da alta concentração de hormônios, um dos efeitos colaterais é a retenção de líquidos, o que pode acarretar inchaço temporário na região abdominal.

Pílula do dia seguinte tem muito mais hormônios do que a pílula anticoncepcional

Verdade. Não à toa que esse é um método emergencial que não deve ser usado com frequência. A pílula do dia seguinte é composta basicamente de progesterona e concentra uma quantidade grande desse hormônio. Só para ter ideia, cada pílula do dia seguinte tem, aproximadamente, a mesma porção hormonal de 10 anticoncepcionais.

Tomar duas pílulas invés de uma é mais eficaz

Mito. Não há nenhuma comprovação de que tomar duas pílulas no lugar de uma potencializa a eficácia do produto. Dobrar a dose não aumenta as chances de impedir a chegada do espermatozoide ao óvulo. O que se sabe é que, ao ingerir uma carga de hormônios maior, efeitos colaterais como náuseas, dores, edemas e vômitos podem ser mais intensos.

A pílula pode não funcionar

Verdade. Há chances reais da pílula do dia seguinte não funcionar, sobretudo, quando seu uso é demasiadamente repetitivo. A cada 20 mulheres que fazem uso desse método de emergência, três engravidam depois da relação sexual desprotegida.

A pílula deve ser tomada até 72 horas depois do sexo

Verdade. Quanto antes o comprimido for tomado, maior é a eficácia. Sendo assim, a pílula deve ser ingerida logo nas primeiras horas depois da transa desprotegida. À medida que o tempo passa, o método vai se tornando mais ineficaz e os riscos de gravidez aumentam. Após 72 horas, a pílula já perdeu praticamente todo efeito.

Não há perigos ao tomar a pílula do dia seguinte sempre

Mito. A pílula do dia seguinte é emergencial e não deve ser tomada corriqueiramente. O uso frequente pode prejudicar o ciclo menstrual, gerar efeitos físicos desagradáveis e prejudicar a eficácia do método, elevando assim os riscos de concepção.  Para completar, a pílula do dia seguinte pode ser ainda mais perigosa para mulheres com histórico de tromboembolismo, insuficiência renal e doenças hepáticas.

Lactantes não devem tomar a pílula do dia seguinte

Mito. A pílula do dia seguinte por só conter progesterona em sua composição pode ser utilizada durante a amamentação após 6 semanas do parto.

Quer saber mais sobre pílula do dia seguinte? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter. Ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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Herpes: diagnóstico e tratamento

Herpes: diagnóstico e tratamento

Você já ouviu falar em herpes, acertei? Se nunca teve o problema, provavelmente conhece alguém que teve. Herpes é uma das infecções virais mais comuns da atualidade. Ela pode ser dividida basicamente em duas categorias de vírus: herpes tipo 1 (HSV – 1) e herpes tipo 2 (HSV – 2).

De acordo com estudos recentes, esse tipo de infecção virou uma pandemia mundial, já que 50% da população está infectada. Vale destacar que a forma mais difundida de herpes é a labial, que atinge dois em cada três indivíduos abaixo dos 50 anos. Apesar disso, a cada ano, os casos de herpes anal e genital têm apresentado um significativo aumento na incidência.

Ao longo da vida, muitas pessoas desenvolvem herpes de diferentes tipos. Em algumas, o vírus permanece adormecido. Em outras, os sintomas se manifestam gerando alguns incômodos. A principal maneira de contaminação consiste no contato direto com pessoas infectadas, inclusive quando não há lesão ativa no corpo. Embora menos frequente, também é possível pegar herpes através do contato com copos, talheres, lâminas e toalhas. Você quer descobrir como essa condição pode ser diagnosticada e tratada? Leia o artigo e fique por dentro do assunto!

Diagnóstico de herpes

O primeiro passo do diagnóstico de herpes é identificar os sintomas da infecção. Nos casos de herpes labial, costuma haver bolhas avermelhadas, erupções nos lábios, lesões na boca, crostas amareladas, coceira, desconforto local e dor de garganta.

Quando se trata de herpes genital, que é uma doença sexualmente transmissível, as manifestações são manchas avermelhadas, lesões genitais, dor e irritação depois do ato sexual que provocou o contágio, feridas com cascas, úlceras passíveis de sangramento, dores musculares e mal estar geral.

Já em quadros de herpes zoster, problema que afeta qualquer parte do corpo, os sinais são as manchas avermelhadas, calafrios, desconfortos gastrointestinais, coceira corporal, bolhas amareladas ou esbranquiçadas, febre e dor de cabeça.

Ao perceber um ou mais sintomas, a pessoa deve procurar ajuda médica para fazer exames clínicos e laboratoriais específicos. Com o diagnóstico fechado, o tratamento adequado deve ser iniciado o quanto antes para o controle da infecção.

Tratamento

Apesar de não existir tratamento definitivo para herpes, como por exemplo, vacinas preventivas, é possível amenizar os sintomas e evitar complicações através de medicamentos analgésicos, anti-inflamatórios e antivirais.

Medidas paliativas em surtos de herpes consistem no uso de compressas frias no local para atenuar a dor, não tocar as feridas e nem tirar as crostas das lesões, além de utilizar cremes anti-herpéticos sob orientação médica.

Dá para reduzir os riscos de transmissão evitando o contato direto com objetos e pessoas contaminadas. A relação sexual protegida também é fundamental nesse processo, por isso, sexo só com camisinha!

Cumpre salientar que fatores como cigarro, estresse, fadiga, bebidas alcoólicas, radiação ultravioleta e alterações hormonais podem comprometer a imunidade e aumentar a vulnerabilidade ao vírus do Herpes.

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