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Tudo o que você precisa saber sobre o uso do diafragma

Tudo o que você precisa saber sobre o uso do diafragma

A fim de evitar a gravidez indesejada, o mercado oferece diversos métodos contraceptivos. Em meio a tantas opções, o diafragma destaca-se como uma alternativa que não causa impacto hormonal.

Classificado como um método contraceptivo de barreira, trata-se de um anel envolto por látex e em formato de capuz, que bloqueia a entrada dos espermatozoides no útero. Deve ser introduzido pela própria mulher antes de cada relação sexual, mas é importante que ela se consulte antes com um ginecologista para que seja determinado um tamanho adaptável à vagina.

Para que o funcionamento do contraceptivo seja efetivo, a mulher deve introduzi-lo à vagina com 15 a 30 minutos de antecedência do ato sexual, removendo-o apenas 12 horas após a relação, para que nenhum espermatozoide sobreviva.

Para quem o diafragma é indicado?

O uso desse método contraceptivo é indicado para mulheres que já se relacionaram sexualmente e que não possuam infecções do colo do útero, urinária ou da vagina. Ele é contraindicado a moças virgens e aquelas que têm alergia a látex. O método também não deve ser utilizado enquanto a mulher estiver com fluxo menstrual.

Esse contraceptivo não é descartável, podendo ser reutilizado diversas vezes, por um período de até 2 anos. Entretanto, se ele apresentar furo ou algum tipo de desgaste, será necessário fazer a substituição. Para evitar que o produto perca a validade antes do tempo. É importante que a mulher mantenha boa higienização e o armazene em um lugar limpo.

É válido destacar que, se a mulher vir a ganhar peso, ela deverá voltar ao ginecologista, para solicitar um dispositivo de novo tamanho. O mesmo é válido para as pacientes que acabaram de dar à luz.

Como usar o método?

Esse método contraceptivo tem a má fama de ser difícil de ser introduzido, o que é um mito. Contudo, as recomendações do ginecologista são fundamentais, tanto para ensinar a forma certa de usar quanto para determinar se a prática é de fato o mais indicada à paciente.

Para a utilização correta desse contraceptivo, a mulher deve ter um bom conhecimento do próprio corpo. A seguir, confira o passo a passo de como fazer o uso do método:

  • urine e lave as mãos;
  • aplique uma quantia razoável de creme espermicida no interior do diafragma;
  • escolha uma pose confortável para introduzi-lo. As melhores são deitada ou de cócoras;
  • dobre o contraceptivo nas extremidades e introduza-o na vagina, empurrando-o com o dedo, até que o colo do útero seja coberto;
  • ajuste a borda do dispositivo com o dedo indicador no osso pubiano;
  • para fazer a remoção do contraceptivo, basta colocar o dedo indicador junto do médio, no formato de “pinça”, na vagina. Identifique as extremidades dele e o puxe.

Além de evitar o risco de gravidez em até 90%, o diafragma não interfere no contato íntimo e evita o surgimento de doenças inflamatórias pélvicas.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Vaginite: sintomas, causas e tratamento

Vaginite: sintomas, causas e tratamento

Um dos distúrbios ginecológicos mais recorrentes, a vaginite é a inflamação da área íntima da mulher, provocada por microrganismos. Podendo afetar mulheres de todas as idades, incluindo crianças. A sua causa está relacionada não só aos microrganismos, mas também a substâncias como sabonetes e até mesmo roupas.

Quando a vulva também inflama, a condição é conhecida como vulvovaginite. Neste artigo, apresentaremos os sintomas, causas e os meios de tratar a doença. Acompanhe.

Quais os sintomas da doença?

A inflamação da região íntima da mulher traz os seguintes sintomas:

  • corrimento;
  • odor vaginal;
  • irritação na área;
  • secura;
  • sensibilidade;
  • coceira;
  • vermelhidão;
  • inchaço;
  • em alguns casos, a paciente também pode sofrer com micção frequente.

Entendendo as causas da vaginite

As causas da doença são variadas. A faixa etária da paciente é um dos principais fatores que contribuem para essa variação, assim como situações do cotidiano.

Mulheres que fazem uso de calças muito apertadas e produtos como absorventes internos têm maior propensão a desenvolver a inflamação no tecido da região íntima.

Com relação à infecção dos tecidos da vagina causada por bactérias, é importante esclarecer que ela pode ocorrer tanto por conta da má higienização da região, quanto por relações sexuais desprotegidas e após o período menstrual.

Reações alérgicas a determinados produtos que entram em contato com a área também podem resultar na inflamação, tais como: sabonetes normais ou íntimos perfumados, medicamentos, amaciante de roupas, látex de preservativo, papel higiênico perfumado e lingeries de materiais sintéticos.

Transformações no corpo também são uma das causas da vaginite. Mulheres grávidas, em período pós-parto e de amamentação, em tratamento com quimioterapia ou radioterapia e que adentraram a menopausa têm a pele da vagina afinada. Como consequência, ela se torna mais sensível e sujeita a irritações, ardência e dores durante o ato sexual. O corrimento também pode surgir.

Já em crianças, a doença é causada por contaminação pela flora decorrente do trato gastrointestinal, tendo como principais fatores a má higienização da área e das mãos. Alergias também podem ajudar a desenvolver o quadro.

Tratando o problema

Para cada caso específico, há um tratamento. Para saber qual o indicado para o seu caso, o ideal é consultar um ginecologista. Somente esse especialista saberá dizer quais as causas da inflamação, prescrevendo os medicamentos adequados.

Dentre os tratamentos, estão antibióticos, pomadas vaginais, antialérgicos, lubrificantes íntimos e reposição hormonal. Em alguns casos, o ginecologista também poderá prescrever medicamentos para o parceiro da paciente, evitando, assim, novas infecções.

Como se prevenir da doença?

Assim como o tratamento é fundamental, a prevenção também é. Para evitar esse tipo de complicação, a mulher precisa tomar alguns cuidados. São eles:

  • evitar o uso de shorts e calças muito apertados, principalmente em dias quentes;
  • dormir com pijamas leves ou até mesmo sem calcinha;
  • evitar o uso do absorvente interno por períodos muito longos;
  • não consumir antibióticos sem necessidade;
  • evitar duchas na região íntima;
  • não fazer sexo sem camisinha. Ao ter relações protegidas, evita-se não só a vaginite, como também outras DST.

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Dispareunia: o que é e como tratar

Dispareunia: o que é e como tratar

Sentir dor ou desconforto como resultado da penetração durante o ato sexual pode ser sinal de dispareunia, uma condição que aflige milhares de mulheres ao redor do mundo e que pode estar relacionada tanto a problemas físicos quanto a traumas psicológicos.

Apesar de não haver consenso quanto ao número de pessoas que sofrem com esse mal, alguns estudos, como o publicado pela revista Menopause em 2008, apontam que cerca de 40% das mulheres sofrem com esse distúrbio que transforma algo que deveria ser um momento de prazer em um grande sofrimento.

Diferença entre dispareunia e vaginismo

Enquanto o vaginismo é um mal que se caracteriza pela ocorrência de contrações e espasmos involuntários dos músculos que envolvem a vagina, a dispareunia é definida pela sensação de dor que ocorre durante a penetração, podendo ser dividida em 3 tipos: vulvodínia, quando o desconforto é sentido na região externa da vagina; uterina, nos casos de dores mais profundas; e “dor no meio”, que pode ter tanto causas uterinas quanto musculares.

Causas da dispareunia

Muitos fatores podem contribuir para o surgimento de um quadro de dispareunia, e o diagnóstico dependerá de uma avaliação ginecológica que levará em consideração tanto análises clínicas quanto laboratoriais, entretanto, exames de urina e urocultura, laparoscopias e ultrassonografias, por exemplo, podem ser solicitados pelo médico, que também irá se basear nos relatos da paciente.

Já dentre as principais causas físicas para o surgimento do problema, é possível destacar o uso de medicamentos como anti-histamínicos, anti-hipertensivos, antidepressivos, sedativos e alguns anticoncepcionais orais que reduzem a lubrificação vaginal. Além disso, algumas doenças podem ser responsáveis pelo aparecimento dessa condição, dentre elas:

  • formação da vagina;
  • infecções ginecológicas;
  • lesões do trato ginecológico;
  • menopausa;
  • doenças sexualmente transmissíveis;
  • doença inflamatória pélvica;
  • infecção urinária;
  • cistite intersticial;
  • endometriose;
  • mioma uterino.

Além disso, quando analisado do ponto de vista psicológico, experiências traumatizantes, como abuso sexual, depressão, estresse e ansiedade, dentre outras, também podem contribuir para o desenvolvimento desse quadro.

Tratamentos para a dispareunia

Como as causas para o surgimento desse distúrbio são diversas, as terapias variam de acordo com a situação de cada paciente. Nesse caso, os procedimentos podem variar entre o uso de lubrificantes e, em casos mais avançados, a reposição hormonal. Além disso, nos episódios em que os sintomas estão associados a fatores emocionais, um tratamento psicológico poderá ser recomendado pelo médico.

Por fim, vale ressaltar que esse problema não está restrito às mulheres que estão na menopausa, podendo ocorrer com pessoas de várias idades. Sendo assim, para que haja a correção da alteração, é importante que a pessoa que tem os sintomas procure ajuda.

Ginecologistas ressaltam a importância de se buscar um especialista para tratar esse problema, pois muitas mulheres, por diversos motivos, ainda sentem medo e/ou vergonha de contarem aos médicos e também aos parceiros que têm dispareunia, o que acaba prejudicando ainda mais um diagnóstico precoce.

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Você sabe o que são ISTs?

Você sabe o que são ISTs?

Certamente, na sociedade moderna, independentemente da idade, a maioria das pessoas já ouviu falar dos riscos que o sexo sem proteção pode trazer para a nossa saúde. Mas o que talvez elas não saibam, é que, além dos vírus, como é o caso do HIV, outros agentes nocivos também podem ser responsáveis pelo contágio das doenças sexualmente transmissíveis. As chamadas ISTs são infecções de fácil transmissão que, se não tratadas a tempo, podem ter consequências tão graves quanto a própria AIDS.

O que são ISTs?

As infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), antes conhecidas pela sigla DST, são enfermidades que têm a principal forma de contágio através do contato sexual e podem ser causadas tanto por vírus, quanto por fungos, parasitas e bactérias. Em geral, elas são assintomáticas e o indivíduo pode conviver com o problema sem se dar conta de que estará contaminando outras pessoas.

Como se manifestam?

Normalmente, tais infecções se apresentam por meio de corrimentos, pequenas feridas ou verrugas nos órgãos genitais, mas também podem surgir em outras partes do corpo, como olhos, língua e palma das mãos.

É importante lembrar que nem sempre essas infecções apresentam indícios de estarem presentes no corpo ou muitas vezes esses indicativos surgem só vários anos após o contágio. Além disso, esses sintomas podem se manifestar apenas nos homens ou nas mulheres, as quais podem, inclusive, transmitir as infecções para o bebê durante a gestação, por exemplo. Sendo assim, é fundamental conversar com o parceiro caso surja algum incômodo na área genital, para que ambos procurem aconselhamento médico o quanto antes.

ISTs mais comuns

Dentre as infecções sexualmente transmissíveis mais diagnosticadas estão: VIH/Sida, clamídia, vírus do papiloma humano (HPV), herpes genital, hepatite B, gonorreia ou blenorragia, tricomoníase e sífilis.

Além da relação sexual sem proteção, para o sexo vaginal e anal, o sexo oral e o compartilhamento de brinquedos sexuais são as principais formas de transmissão das ISTs, por isso a importância de se usar camisinha masculina ou feminina em todas as relações sexuais, assim como utilizar preservativos e lubrificantes durante o compartilhamento de vibradores, por exemplo.

Tratamento para ISTs

Algumas dessas infecções, como o papiloma humano, podem ser prevenidas com a vacina distribuída pelo Ministério da Saúde, a qual pode ser tomada tanto por meninos quanto por meninas. Já algumas infecções, quando diagnosticadas, podem ser tratadas com o uso de antibióticos. Porém, existem enfermidades, como VIH, dentre outras, que permanecem no corpo do indivíduo por toda a vida deste e só podem ser controladas com o uso contínuo de medicamentos.

Finalmente, é importante destacar que a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que 1 milhão de novos casos de IST ocorra por dia no mundo, com isso, seja qual for a idade, se uma pessoa é sexualmente ativa, a prevenção se torna a melhor forma de evitar fazer parte dessa alarmante estatística.

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Vaginose: sintomas, causas e tratamentos

Vaginose: sintomas, causas e tratamentos

A vaginose é uma infecção vaginal causada por uma proliferação anormal das bactérias que já estão presentes naturalmente na vagina, em especial a Gardnerella Vaginalis e a Gardnerella Mobiluncos. Esse é um processo que pode ser assintomático ou provocar efeitos diversos, como coceira intensa, odor desagradável e um corrimento acinzentado ou branco espesso.

No artigo a seguir, você vai conhecer mais sobre essa infecção, o que pode causá-la, como se prevenir, quais são os sintomas e como funciona o tratamento.

Sobre a vaginose bacteriana

A grande quantidade de bactérias que convivem na vagina forma a flora vaginal, uma concentração que contribui de forma significativa para a saúde geral da mulher. Na flora vaginal, existem bactérias “boas” e “ruins”, e, quando o equilíbrio entre elas é abalado, existe grande chance de surgir uma infecção chamada de vaginose bacteriana.

Na maioria das vezes a doença não causa qualquer sintoma e não precisa de tratamento, mas, dependendo do caso, pode provocar uma série de efeitos indesejados e outros problemas de saúde, especialmente se a mulher estiver grávida ou deseja engravidar – essa infecção pode atrapalhar tratamentos de fertilidade e causar o nascimento de bebês prematuros.

Causas da vaginose

Como foi dito anteriormente, a flora vaginal é habitada por bactérias “boas”, conhecidas como lactobacilos, que têm a função de deixar a vagina levemente ácida, impedindo a proliferação de bactérias “ruins”. Nesse caso, se a quantidade de lactobacilos diminui e o volume de bactérias ruins aumenta, a doença pode surgir.

Qualquer mulher pode contrair a vaginose bacteriana, mas alguns fatores de risco podem acelerar o processo, como fumar, ter múltiplos parceiros sexuais, usar DIU e realizar ducha vaginal com frequência. Fazer sexo anal seguido de sexo vaginal também pode causar ou acelerar a infeção.

Sintomas

Aproximadamente 50% das mulheres com o quadro em análise não apresentam qualquer sintoma. As demais, no entanto, podem experimentar corrimento branco, verde ou cinza espesso; sensação de queimação ao urinar; cheiro forte de peixe, que fica mais intenso ao fazer sexo.

Prevenção

Para manter a estabilidade da sua flora vaginal, evite eliminar os lactobacilos lavando demais ou usando sabonete para limpar a vagina.

Trazer bactérias estranhas para a vagina também pode causar tal infecção, o que significa usar preservativo em todas as relações sexuais, diminuir a quantidade de parceiros, limpar os brinquedos sexuais após o uso e, quando for ao banheiro, limpar a vagina da frente para trás, evitando trazer bactérias do ânus para a vagina.

Ir ao ginecologista periodicamente também é essencial para prevenir a infecção em análise.

Tratamentos

O tratamento da condição consiste na utilização de antibióticos para conter a infecção, esses podem ser administrados oralmente ou através de um creme ou gel vaginal. É importante continuar o tratamento até o fim, mesmo que os sintomas desapareçam, sob o risco de a infecção voltar.

A mudança de alguns hábitos de higiene e a interrupção sexual também é recomendada para o tratamento da vaginose. Se a parceira sexual for uma mulher, ela talvez precise de tratamento também e deve procurar um ginecologista.

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Cervicite: sintomas, causas e tratamentos

Cervicite: sintomas, causas e tratamentos

A cervicite é uma inflamação que atinge a região da cerviz, que pode ser conhecida também como cérvice ou cérvix, localizada na parte mais estreita do colo uterino. Essa região tem como principal função evitar que as bactérias cheguem até o útero da mulher, assim como para as trompas, ovários e demais órgãos.

Esse tipo de inflamação pode ser dividido em 2 grupos distintos: o agudo, quando é causado por algum tipo de infecção, e o crônico, no qual o problema é desencadeado por traumas ou pelo contato com produtos químicos aos quais a mulher tenha alguma alergia.

Sintomas da cervicite

É comum que as mulheres com o quadro em análise não apresentem nenhum sintoma, sendo, assim, uma doença muito difícil de se identificar apenas com a observação sintomática.

No entanto, alguns casos podem apresentar alguns sinais bastante incômodos para as mulheres, sendo um dos principais sintomas de cervicite a forte dor na região pélvica, acompanhada de irritação e vermelhidão no local.

Outro possível sintoma da cervicite é o corrimento, que se origina no colo do útero, devido à inflamação, e se exterioriza pela vagina, podendo, assim, ser notado facilmente.

Ainda pode-se observar, em alguns casos de cervicite, a recorrência de sangramentos fora do período menstrual, que podem se intensificar após as relações sexuais, de forma que esses atos se tornem também incômodos e doloridos para as mulheres com essa inflamação.

Causas da cervicite

As causas mais comuns são as doenças sexualmente transmissíveis (DST), que podem fazer com que essa região do colo do útero seja afetada, originando a inflamação. Dentre as principais doenças relacionadas aos quadros com tal inflamação, estão a gonorreia, a herpes e a clamídia.

Outra possível causa para o desenvolvimento da doença são as infecções bacterianas, que podem afetar o colo do útero, levando a esse problema. Em alguns casos, a inflamação pode facilitar o desenvolvimento de outras bactérias, levando a quadros de infecções pélvicas, por exemplo.

Além disso, há ainda a possibilidade de a inflamação se originar após o contato com produtos químicos aos quais se tenha alguma alergia, como os espermicidas presentes nas camisinhas.

Tratamento da cervicite

O método de tratamento utilizado para os quadros dessa inflamação é o uso de medicamentos antibióticos, que devem ser receitados pelo médico de acordo com o tipo de bactéria que estiver relacionada a cada caso.

Além disso, é fundamental também que o parceiro da mulher diagnosticada com o problema seja examinado para evitar que a bactéria fique presente no órgão genital dele. Durante o período de tratamento, é indicado que sejam evitadas as relações sexuais, para se diminuírem as chances de contágio e  facilitar o sucesso do tratamento.

Como a cervicite, em muitos casos, não apresenta sintomas, é importante que sejam feitos exames ginecológicos de forma regular, para identificar qualquer tipo de problema como essa ou outras inflamações que possam afetar a saúde da mulher.

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O que é colposcopia e para que é indicada

O que é colposcopia e para que é indicada

A saúde da mulher é um tema de extrema importância na medicina contemporânea, afinal elas representam a maioria da população brasileira. Justamente por isso, uma série de especialidades foi desenvolvida para tratar especificamente desse assunto, e, com isso, novas formas de diagnósticos e tratamento puderam ser identificados. Esse é o caso da colposcopia.

Mas no que exatamente consiste esse exame? Em quais casos é indicado? Sobre quais doenças e condições é capaz de fornecer um diagnóstico? As respostas para essas e outras perguntas estão na sequência.

O que é colposcopia?

Existe uma série de exames voltados especificamente à avaliação do sistema reprodutor da mulher, que está suscetível a uma série de doenças. O exame em questão se encaixa nesse grupo.

Trata-se de uma ferramenta de diagnóstico utilizada para o rastreamento do câncer de colo de útero, o 3º câncer com maior incidência dentre as mulheres, uma vez que o Instituto Nacional do Câncer (Inca) estima que surjam cerca de 16 mil novos casos a cada ano, o que representa uma incidência de 15,4 casos a cada 100 mil mulheres.

A principal função desse exame é permitir ao ginecologista que a vagina e o colo do útero sejam analisados por meio de lentes de aumento, dando uma visão mais detalhada sobre essas regiões, permitindo a identificação de lesões muitas vezes minúsculas, invisíveis a olho nu.

Para que esse exame é indicado?

O câncer do colo de útero é causado pelo papiloma vírus humano, conhecido popularmente pela sigla HPV. Trata-se de um exame que possui natureza complementar a outros utilizados na identificação de lesões, como o papanicolau e o exame de colo de útero.

Em outras palavras, quando os resultados dos exames de rotina realizados pela mulher apresentam alguma anormalidade, a colposcopia é feita para investigar as possíveis causas dessa anormalidade, como lesões pré-cancerígenas.

No entanto, vale ressaltar que não é apenas quando há suspeita de câncer que o exame é realizado. Em situações mais rotineiras, esse exame também pode ser de extrema ajuda, como no caso de infecções genitais.

Dependendo das necessidades que o profissional médico observar, o exame pode ser realizado de maneira simples ou com a coleta de tecido por meio da biópsia, para que este seja posteriormente analisado em laboratório, fornecendo um diagnóstico mais certeiro.

Não existem grandes restrições para a realização desse exame, com exceção de que não pode ser feito durante a menstruação e que não é recomendada a utilização de ducha e cremes vaginais nos 5 dias anteriores a ele.

Além disso, o desconforto sentido pela mulher durante a realização da colposcopia é mínimo, e justamente por isso tal procedimento dispensa a utilização de qualquer tipo de anestésico.

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DIU e SIU: saiba a diferença

DIU e SIU: saiba a diferença

DIU e SIU são dispositivos intrauterinos. Esses tipos de dispositivos são considerados os melhores métodos contraceptivos existentes, superando, inclusive, os anticoncepcionais orais.

O objetivo deles é evitar o contato do espermatozoide com o óvulo, impedindo, assim, a fecundação. Além de extremamente eficaz, esse método contraceptivo tem a vantagem da durabilidade. O DIU dura de 5 a 10 anos, enquanto o SIU, tem validade de cinco anos. Está é a primeira diferença entre os métodos, mas não a única.

Ambos não apresentam efeitos colaterais e não causam desconforto durante a relação. Além disso, podem ser colocados logo em seguida à gravidez e retirados tão logo a paciente não tenha mais interesse em evitar uma nova fecundação. Ao contrário da pílula, não há interferência na fertilidade, de modo que não há empecilho para a gravidez logo após a retirada desses dispositivos.

A confiabilidade da eficácia dos métodos é de 99%, igualando-se à laqueadura de trompas e à vasectomia. O risco de gravidez está relacionado, exclusivamente, ao uso incorreto, sem o acompanhamento ou orientação médica.

Principais diferenças

Além do período de duração, há outras diferenças entre esses dois dispositivos, que parecem ser a mesma coisa, tanto pela forma como são implantados como quanto à finalidade principal.

O material do DIU é o cobre, enquanto o SIU é feito de um material plástico, porém, a principal diferença é que o SIU libera um hormônio no útero, chamado levonorgestrel.

A escolha do melhor método contraceptivo depende das condições da paciente. O SIU tem benefícios específicos na promoção da redução do ciclo menstrual. Ele promove a amenorreia, que é a ausência de fluxo menstrual ou a redução da metrorragia – que é a menstruação excessiva – e da dismenorreia – que é a menstruação dolorosa. Segundo especialistas, 45% das mulheres deixam de menstruar seis meses após a implantação do contraceptivo.

O DIU, que não possui hormônio, não tem as mesmas propriedades, mas se a mulher não sofre com os problemas relacionados ao fluxo menstrual, e não tem interesse em promover a amenorreia, é o mais indicado, pois não tem contra-indicações, embora existam pessoas que tenham notado um aumento do fluxo e das cólicas.

Como é feita a colocação

O dispositivo é colocado pelo canal uterino, dentro da cavidade uterina. Pela liberação tanto do cobre quanto do hormônio, há uma alteração do muco cervical que forma uma barreira que impede a passagem dos espermatozoides, evitando a fecundação. Como se pode perceber, trata-se de um processo mecânico e, aparentemente, bem simples.

Na verdade, a colocação também é um processo simples, que pode ser feito, na maioria das vezes, no consultório médico. Apenas em alguns casos, por solicitação da paciente, a operação pode ser feita em um centro cirúrgico, com aplicação de anestesia.

Vale ressaltar que tanto o DIU, quanto o SIU, são métodos de extrema eficácia contra a fecundação e, no caso do segundo, para inibir o fluxo menstrual, no entanto, não são indicados para a proteção contra doenças sexualmente transmissíveis, não substituindo os preservativos e outros cuidados nessa missão.

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Qual a idade certa para iniciar a vida sexual?

Qual a idade certa para iniciar a vida sexual?

Qual a idade ideal para dar início à vida sexual? Essa é uma dúvida que assombra ambos os gêneros, especialmente as garotas, visto que, desde pequenas, são ensinadas pelos pais que devem ter a primeira relação somente na fase adulta – algumas vezes, só após o casamento.

Entretanto, pouco a pouco, esse ensinamento tem ficado no passado. Hoje, quase todos os casais dão início às relações íntimas ainda na adolescência, enquanto são namorados. Independentemente dos novos hábitos, a única coisa que não mudou foi o fato de o sexo ser considerado um tabu.

Acontece que não existe idade certa para começar a praticar sexo. A única orientação dada por ginecologistas é que tanto as meninas quanto os meninos considerem o desenvolvimento do próprio corpo – avaliando se o mesmo está pronto ou não.

Neste artigo, trazemos as respostas para as principais dúvidas sobre o início da vida sexual, bem como algumas recomendações para esse momento. Confira!

A atenção com o próprio corpo é fundamental

A adolescência é uma fase marcada por transformações. Mais que o aumento da estatura e o surgimento de pelos e acne, é nesse período que as meninas menstruam e têm as mamas e curvas desenvolvidas. Já os meninos têm como principais transformações o crescimento do pênis, o desenvolvimento dos testículos e o engrossamento da voz.

Conforme explicado anteriormente, é importante que os dois gêneros se atentem às transformações do corpo.

O sinal biológico das meninas ocorre a partir da menarca (primeiro fluxo menstrual), que é quando o organismo encontra-se amadurecido. Já no caso dos meninos, eles se tornam prontos para ter relações sexuais depois da primeira ejaculação.

Contudo, é importante destacar que a iniciação sexual não pode ser estabelecida somente pela questão biológica. Isso porque, apesar de o corpo estar preparado, em muitos casos o(a) jovem ainda não tem maturidade suficiente.

O que o jovem deve fazer para dar início a sua vida sexual?

Ainda que o adolescente queira ter o primeiro ato sexual e acredite que esteja mentalmente pronto, é importante que ele busque orientações, principalmente as meninas, por, em geral, serem educadas com pouca instrução sobre o assunto em casa.

Sendo assim, é importante que elas visitem um ginecologista, para se esclarecerem a respeito das principais dúvidas e receberem orientações. Vale destacar que a garota pode tanto ir sozinha quanto acompanhada do parceiro dela. Dessa forma, ambos aprenderão a fazer uma contracepção efetiva, além da prevenção contra a aids e outras DST que podem levar à morte.

A educação sexual nas escolas

Além do profissional em ginecologia, a escola também tem um papel importante na educação sexual dos adolescentes e jovens. Nesse sentido, cada vez mais as instituições têm implantado aulas sobre o tema.

Isso se faz necessário, pois há muitos jovens em situação de pobreza que não têm condições de buscar a ajuda de um especialista.

A iniciação da vida sexual deve ser algo especial para ambos. Por isso, ela deve ser feita em um lugar seguro e com privacidade. Além disso, é essencial que venha de uma relação de muito carinho e respeito.

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7 benefícios do orgasmo para o corpo

7 benefícios do orgasmo para o corpo

O orgasmo é o clímax da relação sexual, mas também pode ser atingido pelo estímulo em zonas específicas, como as genitais e zonas erógenas. Além da ótima sensação que esse prazer nos dá, ainda traz uma série de benefícios para o corpo, contribuindo para uma melhor qualidade de vida.

Dessa forma, é imprescindível que tanto mulheres quanto homens saibam como é vantajoso para a própria saúde ter um orgasmo. Do alívio de dores até uma maior longevidade, esse processo natural ainda é desconhecido para muitas pessoas.

7 benefícios do do orgasmo

1# Imunidade alta

Foi a essa constatação que pesquisadores americanos da Wilkes University chegaram: a imunidade das pessoas que atingem o clímax sexual aumenta. Isso se dá pela maior produção do anticorpo denominado IgA, que ajuda em processos inflamatórios e no combate a doenças como a gripe.

2# Melhora a aparência de cabelos e pele

A vasodilatação de veias e artérias é uma das consequências no momento em que chegamos a esse auge na relação sexual. Essa reação se reflete em uma melhor aparência da pele e dos cabelos, tudo devido aos níveis de alguns hormônios, como o estradiol, o mais importante para a mulher. O resultado foi comprovado por meio de uma pesquisa britânica da Universidade Queens.

3# Fortalece o coração

O aumento no nível do estrogênio no corpo da mulher é uma das consequências da sensação em destaque neste artigo. E o Instituto Nacional de Saúde dos Estados Unidos comprovou que pessoas do sexo feminino com níveis maiores desse hormônio no corpo ― muitas pela vida sexual ativa ― tinham quase a metade de chances de desenvolver uma doença cardíaca em relação ao grupo com menos quantidade.

4# Diminui as dores

Talvez esse seja o sintoma mais visível, principalmente pela ação imediata: o clímax sexual é o melhor analgésico natural do qual o seu corpo dispõe quando você sente dores. Um estudo do The Journal of Sex Research comprovou isso: o organismo libera grandes quantidades de ocitocina e endorfina que, somadas, aliviam a dor.

5# Ajuda na cólica menstrual

Outro ponto, baseado no mesmo estudo descrito acima, é a cólica menstrual. Com a liberação de hormônios em altos níveis, a região uterina está dentre as mais beneficiadas, junto à cabeça. Esse é um fato relativamente desconhecido, principalmente pelo mito de que o sexo pode piorar as dores na região.

6# Qualidade do sono

Quer dormir bem? Tenha orgasmos. A endorfina novamente tem papel decisivo nesse sentido, atuando junto ao relaxamento muscular e contando com a ajuda do cérebro, que ajusta o relógio natural para noites mais tranquilas – e uma consequente qualidade do sono. O estudo é da Universidade de Campinas (Unicamp).

7# Você vive mais

Sim: ter orgasmo, de forma rotineira, contribui para que a pessoa viva mais – e, claro, melhor. Essa é a conclusão obtida a partir de entrevistas com cerca de 3,5 mil pessoas da Europa e dos Estados Unidos. Os dados analisados mostraram que o grupo que apontou ter uma vida sexual mais ativa tinha melhor aparência – além de proteger a saúde com as características citadas acima.

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