cirurgia ginecológica

Conheça as 4 cirurgias ginecológicas mais comuns

Quando uma mulher é diagnosticada com alguma complicação no sistema reprodutor, para o qual o tratamento por meio de medicamentos não é eficaz, a melhor solução para ela é se submeter a uma cirurgia ginecológica.

Ainda que sejam bastante recorrentes e seguras, essas cirurgias ainda são vistas por muitas mulheres como procedimentos complexos, gerando um receio equivocado.

Neste artigo, nós trazemos as 4 cirurgias ginecológicas mais comuns. São técnicas simples e com baixos riscos de complicações. Confira!

1. Miomectomia, a cirurgia ginecológica para quem deseja ser mãe

A miomectomia é um tratamento que tem como objetivo remover nódulos benignos que se desenvolvem no útero, os miomas.

Esses tumores podem vir a comprometer a capacidade da paciente de engravidar, por isso a miomectomia é uma cirurgia recomendada para todas as mulheres que almejam ter filho(s).

É importante destacar que, assim como o mioma, a miomectomia também pode afetar a possibilidade de gestação. Contudo, essa condição é temporária, devido às cicatrizes da intervenção cirúrgica. Ao remover os miomas, a integridade do útero é mantida.

Existem 3 maneiras de realização da cirurgia. São elas: abdominal, histeroscópica e laparoscópica.

2. Histerectomia

A histerectomia também é uma das cirurgias ginecológicas mais comuns. Assim como a miomectomia, o procedimento pode ser feito para remover os miomas. Entretanto, essa opção de tratamento faz com que a mulher não engravide mais.

A cirurgia consiste na remoção do útero. É voltada para tratar o câncer do colo de útero em estágio avançado. O procedimento pode ser realizado de 3 maneiras, que irão variar conforme a extensão:

  • retirada parcial, em que é removido o corpo uterino, mantendo o colo;
  •  retirada total, em que é feita a remoção do útero e do colo;
  •  histerectomia radical, que inclui a remoção do tecido que envolve o colo, os ovários, as tubas uterinas, os ligamentos e os linfonodos.

Com este procedimento, a mulher também deixa de menstruar. A técnica pode ser feita via abdominal, laparoscópica ou vaginal.

3. Perineoplastia

Procedimento cirúrgico que consiste na reconstrução da musculatura do períneo, tratando a frouxidão vaginal. É uma cirurgia bastante comum, tendo como principais pacientes mulheres que se submeteram ao parto normal. Além de ser recorrente nesse público, o enfraquecimento do períneo também está associado ao envelhecimento.

A perineoplastia remove o excesso da parede vaginal, reconstruindo, assim, os músculos do períneo, que voltam a exercer as funções pelas quais são responsáveis. É uma cirurgia simples e que raramente apresenta algum tipo de complicação.

4. Traquelectomia

Também conhecida como conização, essa cirurgia consiste na remoção de parte do colo do útero. Normalmente, esse método é indicado para diagnosticar ou tratar alguma espécie de lesão benigna ou maligna.

A técnica preserva o corpo do útero, o que significa que pacientes que realizarem essa cirurgia ainda podem engravidar. Entretanto, é importante esclarecer que a condição varia de caso a caso. Dependendo da quantidade que foi removida, a mulher poderá apresentar dificuldades para manter a gestação. Nesses casos, é necessário fazer uma cerclagem uterina, sutura que tem como objetivo manter o colo fechado até o fim da gravidez.

A traquelectomia é uma cirurgia ginecológica que pode ser feita de modo parcial e radical. Neste 2º, também são removidas partes da vagina, além dos linfonodos inguinais. Contudo, o corpo uterino é preservado, o que significa que a fertilidade é mantida.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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Posted by Dra. Cristina Carneiro