Dispareunia

Dispareunia: o que é e como tratar

Sentir dor ou desconforto como resultado da penetração durante o ato sexual pode ser sinal de dispareunia, uma condição que aflige milhares de mulheres ao redor do mundo e que pode estar relacionada tanto a problemas físicos quanto a traumas psicológicos.

Apesar de não haver consenso quanto ao número de pessoas que sofrem com esse mal, alguns estudos, como o publicado pela revista Menopause em 2008, apontam que cerca de 40% das mulheres sofrem com esse distúrbio que transforma algo que deveria ser um momento de prazer em um grande sofrimento.

Diferença entre dispareunia e vaginismo

Enquanto o vaginismo é um mal que se caracteriza pela ocorrência de contrações e espasmos involuntários dos músculos que envolvem a vagina, a dispareunia é definida pela sensação de dor que ocorre durante a penetração, podendo ser dividida em 3 tipos: vulvodínia, quando o desconforto é sentido na região externa da vagina; uterina, nos casos de dores mais profundas; e “dor no meio”, que pode ter tanto causas uterinas quanto musculares.

Causas da dispareunia

Muitos fatores podem contribuir para o surgimento de um quadro de dispareunia, e o diagnóstico dependerá de uma avaliação ginecológica que levará em consideração tanto análises clínicas quanto laboratoriais, entretanto, exames de urina e urocultura, laparoscopias e ultrassonografias, por exemplo, podem ser solicitados pelo médico, que também irá se basear nos relatos da paciente.

Já dentre as principais causas físicas para o surgimento do problema, é possível destacar o uso de medicamentos como anti-histamínicos, anti-hipertensivos, antidepressivos, sedativos e alguns anticoncepcionais orais que reduzem a lubrificação vaginal. Além disso, algumas doenças podem ser responsáveis pelo aparecimento dessa condição, dentre elas:

  • formação da vagina;
  • infecções ginecológicas;
  • lesões do trato ginecológico;
  • menopausa;
  • doenças sexualmente transmissíveis;
  • doença inflamatória pélvica;
  • infecção urinária;
  • cistite intersticial;
  • endometriose;
  • mioma uterino.

Além disso, quando analisado do ponto de vista psicológico, experiências traumatizantes, como abuso sexual, depressão, estresse e ansiedade, dentre outras, também podem contribuir para o desenvolvimento desse quadro.

Tratamentos para a dispareunia

Como as causas para o surgimento desse distúrbio são diversas, as terapias variam de acordo com a situação de cada paciente. Nesse caso, os procedimentos podem variar entre o uso de lubrificantes e, em casos mais avançados, a reposição hormonal. Além disso, nos episódios em que os sintomas estão associados a fatores emocionais, um tratamento psicológico poderá ser recomendado pelo médico.

Por fim, vale ressaltar que esse problema não está restrito às mulheres que estão na menopausa, podendo ocorrer com pessoas de várias idades. Sendo assim, para que haja a correção da alteração, é importante que a pessoa que tem os sintomas procure ajuda.

Ginecologistas ressaltam a importância de se buscar um especialista para tratar esse problema, pois muitas mulheres, por diversos motivos, ainda sentem medo e/ou vergonha de contarem aos médicos e também aos parceiros que têm dispareunia, o que acaba prejudicando ainda mais um diagnóstico precoce.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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Posted by Dra. Cristina Carneiro