Endometriose: entenda o que é, quais os sintomas e como tratar

endometriose é uma doença que, hoje, atinge em torno de 6 milhões de brasileiras; porém a falta de informação faz com que muitas mulheres tenham um diagnóstico tardio e, consequentemente, seu quadro clínico se agrava.

Em 2015, a Associação Brasileira de Endometriose e Ginecologia Minimamente Invasiva (SBE) realizou uma pesquisa com 5 mil mulheres brasileiras, acima dos 18 anos, e afirmou que 55% dessas mulheres, não sabiam o que era endometriose.

Neste artigo, vamos mostrar a você o que é a endometriose, quais são os seus sintomas e como você pode tratá-la, assim você vai conseguir entender um pouco mais sobre essa doença. Acompanhe!

O que é endometriose?

Quando o tecido que reveste o endométrio — parte interna do útero — se desenvolve em outros órgãos da pelve, como trompas, ovários, intestino e bexiga, temos o que chamamos de endometriose.

Para que o óvulo possa ser fecundado, o endométrio torna-se mais espesso, para que o óvulo possa se fixar nele. Quando não ocorre a gravidez, o endométrio se desfaz e é expelido por meio da menstruação.

A endometriose pode surgir devido às seguintes causas:

  • Menstruação retrógrada: quando o sangue volta pelas tubas uterinas e acaba sendo direcionado para os órgãos próximos, como ovários, intestino etc.
  • Alguma deficiência no sistema imunológico.
  • Alguma cirurgia, como a cesária ou histerectomia.
  • Transporte de células do endométrio, por meio do sistema linfático, para outras partes do corpo — o que é mais raro.

Essa doença pode ser diagnosticada desde a primeira menstruação, porém, na maior parte dos casos, ela é identificada na faixa dos 30 anos.

Quais são os sintomas?

A dor pélvica é o primeiro sintoma da endometriose, pois está quase sempre relacionada ao período menstrual. No entanto, mulheres com endometriose costumam dizer que a dor pélvica, durante o período de menstruação, é muito pior do que o normal e vai aumentando conforme o tempo.

Porém, existem outros — relacionados abaixo —, aos quais você precisa estar atenta para evitar diagnósticos tardios:

  • Dores ao evacuar ou urinar, principalmente no período menstrual.
  • Cansaço.
  • Diarreia.
  • Sangramento excessivo ou irregular.
  • Alteração intestinal, durante o período menstrual.

Como tratá-la?

Somente um ginecologista pode dizer como esse tratamento deve ser feito.

Alguns fatores são observados para o médico decidir qual é o procedimento ideal para a paciente, tais como: idade, gravidade da doença ou sintomas e também o fato de a mulher desejar ou não ter filhos. Dentre as opções estão:

  • Cirurgias: pode-se realizar uma cirurgia por meio da qual são removidos todos os focos da doença, drenando o cisto endométrico e depois retirando a capa que o reveste, ou então, opta-se pela retirada do útero, trompas e ovários.
  • Anticoncepcionais: esse tratamento pode bloquear a degeneração da doença. O uso das pílulas anticoncepcionais com progesterona e estrogênio deve ser contínuo, sem intervalos para a menstruação. Além das pílulas, podem ser usados métodos anticoncepcionais injetáveis e até mesmo o DIU. Esse procedimento diminui a maior parte dos sintomas, mas não elimina os focos da doença.
  • Medicamentos: existem alguns medicamentos indicados para tratar a endometriose, porém, eles podem trazer alguns efeitos colaterais similares aos da menopausa, como secura vaginal, “calorões”, alteração no humor etc. Os tratamentos duram de 6 a 12 meses, mas somente um médico pode te orientar sobre qual é o melhor tipo de intervenção.

É importante deixar claro que a retirada de útero, trompas e ovários só será necessária em último caso e, em mulheres com prole constituída.

A endometriose é uma doença comum e pode acometer várias gerações de uma mesma família, por isso é importante que você visite o seu ginecologista regularmente e que mantenha todos os seus exames em dia. Lembre-se: prevenir sempre será melhor do que remediar.

Gostou do nosso artigo? Então compartilhe este texto nas suas redes sociais e deixe suas amigas informadas sobre a endometriose.

Comentários

Posted by Dra. Cristina Carneiro