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A importância do ultrassom na gestação

A gestação é um dos momentos mais importantes na vida de uma mulher. Assim que se descobre que está grávida, a vontade é de logo fazer um ultrassom e ver “mais de perto” o bebê que está se formando na sua barriga.

Mas o ultrassom serve apenas para ver o bebê? De quanto em quanto tempo deve ser feito esse exame? O ultrassom apresenta riscos para o feto ou para a mãe? Essas são as principais dúvidas das gestantes, que se sentem empolgadas com essa grande novidade em suas vidas.

O papel do exame

O ultrassom tem um papel fundamental em qualquer gravidez e não serve apenas para conseguir ver o bebê, identificar o sexo, ou para saber se é mais parecido com o pai ou com a mãe, como a maioria das mamães e papais querem que aconteça. Na verdade, o ultrassom não é um exame tão simples, pois é responsável por certificar se a gestação está no seu devido lugar e se o desenvolvimento do bebê está sendo como o esperado.

O aparelho utilizado para se fazer o ultrassom emite algumas ondas sonoras, as quais se chocam com toda a parte sólida existente dentro “da barriga”, mostrando, assim, as imagens do feto. Diferente do que a maioria das mamães pensa, o ultrassom não apresenta nenhum tipo de risco nem para a mãe e nem para o bebê.

Em primeiro lugar, recomenda-se que o primeiro ultrassom seja feito quando a gestante completar a sétima semana, pois antes disso o exame pode não mostrar nada, o que a deixará muito preocupada. Isso porque é a partir da sétima semana que se consegue ver o saco gestacional e ter certeza da gravidez.

Nesse tempo inicial, o ultrassom é realizado para identificar se a gestação está em seu devido lugar, mas, além disso, serve para contar a quantidade de fetos, pois apesar de ser raro, pode acontecer de haver mais de um, e também para saber de quanto tempo é a gestação.

O exame em cada fase da gravidez

Depois de passada essa primeira etapa da gravidez, o ultrassom tem a finalidade de acompanhar o desenvolvimento do feto e saber se tudo está acontecendo como deve acontecer. Além disso, o exame também analisa a saúde da placenta, certificando se ela está nas condições ideais para garantir o bem-estar e a saúde do feto.

Entre a 12ª e a 14 semana, faz-se o morfológico de 1o. trimestre, onde se avalia a Translucência Nucal, que quando alterada pode indicar uma alteração na quantidade dos cromossômos.

Na 20ª semana, o ultrassom é voltado completamente para todos os detalhes do corpo do bebê. Além de identificar o tamanho, o pé, a mão, quantos dedinhos tem, analisa também a saúde e o funcionamento dos órgãos internos, como o coração, a bexiga, os rins e o estômago. Já na 27ª semana, o ultrassom se volta para analisar a saúde da placenta, bem como a circulação dos nutrientes que são entregues para o bebê e a circulação de sangue.

E, por fim, a partir da 33ª semana, o ultrassom é importante para se certificar de que tudo está bem, analisar a quantidade do líquido amniótico e a posição do bebê, se já está devidamente “encaixado”, de cabeça para baixo. Portanto, o ultrassom é essencial em toda a gestação, do início ao fim, pois além de aproximar a mãe do bebê, também garante um parto mais seguro e tranquilo.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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Posted by Dra. Cristina Carneiro