inflamação pélvica

Inflamação pélvica: causas, sintomas e tratamentos

As doenças que atingem os órgãos do aparelho reprodutor feminino requerem uma atenção especial, já que a falta de tratamento adequado pode não apenas resultar em um problema generalizado, mas até mesmo afetar a fertilidade da mulher.

Em relação a isso, uma doença que chama a atenção dos médicos é a inflamação pélvica, que, segundo estimativas, atinge entre 2 e 10% das mulheres sexualmente ativas no Brasil. Entenda o que causa esse problema, quais são os sintomas e as formas de tratamento recomendadas.

A relação entre DIP e DST

A inflamação pélvica ou doença inflamatória pélvica, conhecida também pela sigla DIP, é uma infecção do trato genital feminino que pode afetar diversos órgãos do aparelho reprodutor, como o útero, as trompas de Falópio e os ovários, caso não seja tratada adequadamente. Em situações mais graves, pode se estender até para regiões pélvicas e abdominais.

A DIP é causada principalmente por uma doença sexualmente transmissível (DST), como a gonorreia ou a clamídia. Quando essas bactérias não são tratadas enquanto ainda estão na vagina, podem se proliferar e atingir a parte superior do aparelho reprodutor, causando infecção nos órgãos internos.

Por conta disso, a principal forma de contágio da doença inflamatória pélvica é por meio de relação sexual sem o uso de preservativos com parceiros que tenham a doença. Cerca de 15% das mulheres infectadas com uma das DSTs acabam desenvolvendo o problema.

Também há casos em que a infecção ocorre depois de algum procedimento médico feito de maneira inadequada nessa região, como a implantação de um dispositivo intrauterino, DIU, curetagem, biópsia da região uterina ou qualquer outra que afete a parte interna do sistema reprodutor.

Sintomas da inflamação pélvica

A doença inflamatória pélvica geralmente causa dor em diversas partes do corpo da mulher, como a região mais baixa do abdômen, nas costas e durante a relação sexual.

Outros sintomas comuns são febre alta (acima de 38 graus), fadiga, náuseas e vômitos. Em algumas situações, a mulher pode apresentar também secreção vaginal (do colo do útero), menstruação irregular, sangramento após relação sexual e dor ao urinar.

Diagnóstico e tratamento

Caso a mulher apresente alguns dos sintomas mencionados, ela deve procurar um médico o mais rápido possível. Quanto antes o diagnóstico for realizado e o tratamento iniciado, maiores as chances de a doença não causar danos no aparelho reprodutor.

Como não há um exame específico para diagnosticar a inflamação pélvica, o médico solicita a realização de diversas avaliações, como levantamento do histórico, exames ginecológicos, análises de sangue e urina, e testes laboratoriais da coleta feita do corrimento vaginal.

Se o diagnóstico de DIP for confirmado, a paciente deve realizar um tratamento à base de antibióticos, que podem ser administrados por via oral ou intramuscular. Ainda que raros, existem casos em que é necessária a internação, como contrair a doença durante a gravidez ou a piora do quadro clínico.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Comentários

Posted by Dra. Cristina Carneiro