Mirena: quais são seus principais prós e contras?

O DIU hormonal, também conhecido como SIU ou Mirena, é um dispositivo intrauterino em formato de T que, após a sua inserção no útero, libera o hormônio levonorgestrel.

Esse hormônio sintético é similar à progesterona, e promove o adensamento do muco cervical, o que dificulta a mobilidade do espermatozoide e, portanto, a sua chegada ao óvulo.

Além disso, o levonorgestrel provoca o afinamento do endométrio, de modo que ele não esteja espesso o suficiente para viabilizar uma gravidez.

Mesmo compreendendo o seu funcionamento, é importante conhecer os seus principais prós e contras. Continue lendo este post e saiba mais sobre o Mirena.

Vantagens

Entre os métodos contraceptivos removíveis, o DIU hormonal é o mais eficaz. Ele também diminui ou cessa hemorragias e cólicas menstruais e sintomas da adenomiose e da endometriose. Ele, inclusive, melhora ou cura a hiperplasia endometrial e reduz ou acaba com a TPM.

Como o hormônio é liberado localmente em doses baixas, o Mirena provoca menores efeitos colaterais. Por esse motivo, é indicado para mulheres que estão amamentando, já que o hormônio não passa para o leite materno.

Além disso, caso aconteça uma infecção por transmissão sexual durante a utilização do DIU, a possibilidade de que ela evolua para uma enfermidade mais complicada, como a doença inflamatória pélvica, é menor.

Outra vantagem é que esse método contraceptivo pode permanecer no útero por até cinco anos, o que é um benefício para quem tem o costume de esquecer de tomar a pílula.

Apesar de o custo inicial parecer alto, ao longo de um ano o seu custo-benefício já se torna melhor que o de pílulas, adesivos e anéis.

Desvantagens

Uma das desvantagens do uso do Mirena é que, para a sua colocação, é necessário um procedimento clínico. Entretanto, trata-se de um processo simples, que dura cerca de 10 a 30 minutos e pode ser realizado no próprio consultório médico.

Outra inconveniência é que podem ocorrer pequenos sangramentos fora do período menstrual, pegando a mulher desprevenida.

Indicações e contraindicações

Esse endoceptivo é indicado para prevenção de gravidez, tratamento de sangramento menstrual abundante, proteção contra hiperplasia endometrial e para mulheres com intolerância ao estrogênio. Ele é sugerido, inclusive, para proteger o endométrio no caso de reposição hormonal no período do climatério.

É recomendado que o DIU seja inserido imediatamente após o parto ou depois de 40 dias do nascimento do bebê e, em caso de aborto, só pode ser colocado 30 ou 40 dias após a interrupção da gestação.

Por outro lado, é contraindicado durante a gravidez quando há presença de miomas deformando a cavidade do útero, ocorrência de doença inflamatória pélvica ou no fígado, tumores hormonais, sangramento vaginal por causa desconhecida, alteração das células uterinas, alergia ao levonorgestrel ou se a mulher está com infecção urinária no momento da sua colocação.

Efeitos colaterais

Após a colocação do Mirena, a mulher pode sentir cólicas, dores e pequenos sangramentos.

Outros sintomas, como dor de cabeça, depressão leve e aumento da sensibilidade dos seios, estão associados à TPM, que algumas mulheres voltam a sentir após suspenderem o uso da pílula, e não devido à colocação do DIU.

Soluções para os problemas provocados pelo Mirena

Na maior parte dos casos, os efeitos colaterais ocorrem devido ao processo de adaptação do organismo, sendo leves e de curta duração. Se os sintomas forem intensos e persistentes, é necessário consultar o médico.

No caso de aparecimento de infecções pélvicas, o ginecologista deverá ser procurado imediatamente. Febre, sangramentos anormais e dores abdominais e nas relações sexuais podem ser sintomas dessa infecção.

Em caso de cefaleia intensa, icterícia, aumento acentuado da pressão arterial e infecção pélvica, deve-se considerar a remoção do DIU.

Se ocorrer aumento do fluxo menstrual, o dispositivo pode ter sido expulso parcial ou totalmente. Portanto, é necessário realizar ultrassonografia para verificar se o DIU está na posição correta.

De modo geral, é indicado o retorno ao médico entre a quarta e a sexta semana após a colocação do DIU e, posteriormente, o acompanhamento deve ser feito uma vez por ano. Se aparecerem outros sintomas, é fundamental solicitar uma consulta médica.

Gostou deste post? Então, siga a nossa página no Facebook e fique por dentro de mais conteúdos como este!

Comentários

Posted by Dra. Cristina Carneiro