Perimenopausa

Perimenopausa: entenda como lidar com essa fase

A perimenopausa corresponde ao período que antecede a menopausa, mais conhecido como climatério. Nessa fase, o organismo da mulher se prepara para encerrar o ciclo de fertilidade até chegar à menopausa. Não há uma idade exata para o início dessa etapa. Contudo, na maioria dos casos, o processo tem início a partir dos 45 anos e durar até 10 anos, quando há a interrupção definitiva do ciclo menstrual.

A perimenopausa é marcada por alterações na menstruação, ondas repentinas de calor e oscilações de humor, apetite e sono. A menopausa, na realidade, só começa quando a menstruação deixa de existir. O acompanhamento médico é essencial para manter a qualidade de vida durante essa fase de mudanças, pois a mulher precisa de cuidados diferenciados. Principalmente com relação às consequências das mudanças hormonais.

Sintomas da perimenopausa

Em geral, a fase que antecede a menopausa, a perimenopausa, começa após os 45 anos de idade. Porém, alguns sintomas surgem muito mais cedo. A partir dos 35 anos, o ciclo menstrual e a fertilidade feminina tornam-se mais variáveis. Gradativamente, a produção de hormônios femininos, o estrogênio e a progesterona, diminuem. Isso traz reflexos sobre o organismo da mulher.

Tais consequências podem ser as ondas de calor, suores noturnos, dores nas articulações, mudanças de humor (mais irritabilidade e ansiedade), alterações no apetite, sono e na libido. A menstruação fica irregular, porém, pode ocorrer o aumento do fluxo de sangue e das cólicas. É importante saber que, durante a etapa abordada neste artigo, a mulher ainda pode engravidar. Por isso, se não existe desejo de ter mais filhos, a mulher deve continuar com os métodos contraceptivos.

Também podem surgir alterações na pressão arterial, nas taxas de glicemia, no colesterol e nos triglicérides no sangue, além de impactos sobre o coração e na circulação sanguínea. Outro sintoma que pode ocorrer, inclusive, é a perda de memória.

Diagnóstico e tratamento da perimenopausa

Em todas as fases da vida, a mulher deve manter a rotina de exames ginecológicos. Na etapa aqui destacada, esse cuidado deve ser redobrado. Isso porque existe o risco de uma gravidez em idade avançada, além dos efeitos das variações hormonais.

O hábito de consultar o médico, pelo menos duas vezes ao ano, possibilita o acompanhamento mais efetivo de todas as mudanças que ocorrerão, do climatério à pós-menopausa. A perimenopausa não é uma doença, mas um processo natural do corpo feminino, que exige acompanhamento médico.

A reposição hormonal é uma opção de tratamento para os sintomas dessa etapa da vida feminina, porém, somente o médico poderá avaliar o momento ideal, apresentando os prós e contras da hormonioterapia. Essa terapia consiste na administração de doses baixas de estrogênio e progesterona por via oral, transdérmica (aplicados na pele) ou vaginal. Esses hormônios podem ser naturais, sintéticos ou bioidênticos.

Dentre os benefícios da reposição hormonal, destacam-se:

  • prevenção da osteoporose;
  • prevenção da depressão;
  • melhora do humor;
  • melhora da libido sexual;
  • controle das ondas de calor;
  • regularização do sono;
  • menor acúmulo de gordura no abdômen.

Apesar de todos esses benefícios, a reposição hormonal não é indicada quando a mulher tem doenças cardiovasculares, hepáticas, renais, câncer ginecológico (mama, útero, endométrio), acidente vascular cerebral (derrame) ou trombose.  

É possível manter o equilíbrio da saúde com a melhora da alimentação, com a prática de atividades físicas e acompanhamento médico regular. Abandonar o cigarro e evitar o consumo de bebidas alcoólicas também ajuda a atravessar a fase da perimenopausa com mais mais tranquilidade e saúde.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais sobre o meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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Posted by Dra. Cristina Carneiro