Pré-eclâmpsia: 7 fatores que podem aumentar o risco durante a gestação

Apesar de a pré-eclâmpsia ser um problema que atinge cerca de 5 em cada 100 mulheres grávidas, esse distúrbio não é completamente conhecido pelos médicos e ainda é tema de pesquisa na área. Isso acontece devido ao alto grau de dificuldade de diagnóstico da pré-eclâmpsia. A seguir, apresentamos os sintomas, as consequências da doença e 7 fatores de risco que podem colaborar para o desenvolvimento da pré-eclâmpsia.

Sintomas da pré-eclâmpsia

Segundo especialistas, os sinais mais comuns são o aumento anormal da pressão e a presença de proteínas na urina, sendo que ambos surgem após a 20ª semana de gravidez. Quando a doença é diagnosticada, o médico indica um tratamento para prevenir ou amenizar a pré-eclâmpsia. Em geral, ela aparece na reta final da gravidez, mas pode ocorrer também em qualquer época após a segunda metade da gestação, podendo ocorrer até mesmo na hora do parto ou após o procedimento — comumente nas 48 horas seguintes.

Consequências

O distúrbio pode se manifestar em vários órgãos da gestante, alguns sendo alvos mais preocupantes, como a placenta, que, quando afetada, prejudica o crescimento e o desenvolvimento do bebê. Como o tratamento indicado é antecipar o nascimento da criança, a pré-eclâmpsia pode provocar um parto prematuro.

Fatores de risco

Para alguns, a pré-eclâmpsia pode ser considerada uma doença de difícil diagnóstico, mas, com o contínuo desenvolvimento da medicina, esses avanços na área de pesquisa têm contribuído para proporcionar tratamentos mais adequados e ágeis. A seguir, apresentamos alguns fatores que podem oferecer mais riscos para que esse problema surja.

1. Primeira gestação

Um dos fatores de risco é quando a mulher está em sua primeira gestação. Se ela já teve um bebê, mas o pai da criança for diferente do da primeira gravidez, a gestante volta a entrar no grupo de risco.

2. Gravidez de gêmeos ou mais

Por ser uma gravidez especial, a gestação de gêmeos também tem mais chances de gerar pré-eclâmpsia do que as gestações comuns.

3. Bebês grandes

Quando o bebê tem mais de quatro quilos ou é muito grande proporcionalmente ao tamanho da mãe, isso também se torna um fator de risco.

4. Histórico de pré-eclâmpsia

Mulheres que já tiveram pré-eclâmpsia em gestações anteriores ou têm alguém na família (parente próxima), como mãe ou irmã, que tenha tido esse distúrbio em seu histórico, têm uma tendência maior a também desenvolver o problema. Segundo pesquisas, uma em cada cinco mulheres voltam a desenvolver a pré-eclâmpsia.

5. Idade superior a 35 anos ou abaixo dos 20

Esse fator, relacionado à idade da gestante, também aumenta a incidência de pré-eclâmpsia, tanto nas mães mais jovens, abaixo de 20 anos, caso em que o corpo ainda não está preparado para a gestação; quanto com idade superior aos 35, em que o organismo da mulher não está mais tão favorável à gravidez.

6. Sobrepeso

Gestantes com sobrepeso (IMC acima de 25) que tenham um histórico da doença ou obesidade (IMC acima de 30)  também entram no grupo de risco e precisam de acompanhamento médico.

7. Problemas de saúde

Entre os sintomas, há a presença da pressão arterial alta antes da gravidez. Além disso, problemas crônicos de saúde podem afetar o sistema circulatório da mãe, como lúpus, problemas nos rins e diabetes, também podem favorecer o aparecimento da pré-eclâmpsia.

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Posted by Dra. Cristina Carneiro