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Pré-natal de alto risco: entenda como é o acompanhamento

O período da gestação é uma alegria para a maioria das mães, mesmo com alguns desconfortos naturais desse momento. Porém, algumas mulheres já têm ou acabam adquirindo alguma doença que torna a gravidez bastante delicada e de risco. Para isso, é necessário ter um pré-natal especializado, a fim de evitar que a situação da mãe e do bebê, na gestação de alto risco, agrave-se ainda mais.

Com todas as gestantes, o pré-natal é um acompanhamento necessário para que tanto o médico quanto a mulher saibam a situação de saúde dela mesma e do bebê. Também é necessário para que todos os cuidados sejam tomados para o bem-estar de ambos, e o nascimento seja feito na melhor condição possível.

Condições de alto risco

Para uma gravidez de risco, o pré-natal é diferenciado e muito mais delicado, e é recomendado para mulheres que já tinham ou adquiriram alguma doença durante a gravidez. As condições que determinam a necessidade de um acompanhamento de alto risco são: mulheres com doenças crônicas anteriores à gestação; aquelas que identificam, ao longo da gravidez, uma doença que possa trazer riscos para ambos; e as que tiveram histórico de gravidez de alto risco no passado.

Dentre as doenças crônicas que podem ser carregadas pela mãe antes da gestação, estão: lúpus, doenças psiquiátricas, cardíacas, neurológicas, hipertensão arterial, hepatite, HIV, infecções crônicas, diabetes e outras. Assim, o médico especialista que acompanha a mulher para o tratamento da doença crônica deverá alinhar o tratamento aos procedimentos realizados no pré-natal de alto risco pelo obstetra, com relação aos medicamentos e procedimentos anteriores e posteriores ao parto.

No caso das que tiveram 1 gravidez ou mais de alto risco anteriormente, geralmente essa situação se caracteriza por histórico de abortos de repetição involuntários ou voluntários, hipertensão, descolamento prévio da placenta, dentre outras condições.

Quanto às que não tiveram nenhum tipo de adversidade de saúde em gestações anteriores, o risco de adquirirem uma doença durante a gravidez é bem maior, isso porque o corpo da mulher fica mais suscetível aos fatores de risco externos, já que o organismo estará trabalhando para manter o funcionamento de 2 vidas. Pode surgir um quadro de diabetes, infecção viral ou bacteriana, uma pré-eclâmpsia ou qualquer outra doença comum que possa provocar riscos ao bebê, segundo o obstetra.

Como funciona o pré-natal?

O acompanhamento comum, sem riscos, inicia-se até no máximo a 32ª semana de gestação, com 1 consulta por mês. No começo da gravidez, o médico já pode conversar com a paciente sobre o estado dela, os sintomas e desconfortos, solicitação de exames iniciais e, a partir da 12ª semana de gestação, passa para a parte prática, como medição de peso, altura do útero, batimentos cardíacos, solicitação de exames médicos, aferição da pressão arterial, perguntas sobre as movimentações do feto etc.

Já para quem apresenta alguma das condições prévias citadas, o ideal é compartilhar o desejo de engravidar com o especialista, para que este já a prepare para o pré-natal de alto risco. Além disso, a avaliação do alto risco é bem mais criteriosa durante esse acompanhamento, sendo necessário fazer mais exames específicos e mais consultas que em uma gestação normal.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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Posted by Dra. Cristina Carneiro