puerpério

Tire as suas dúvidas sobre anticoncepção durante o puerpério

Termo pouco conhecido ou utilizado pela população em geral, o puerpério é o período após a realização do parto, abrangendo desde o primeiro dia de vida do bebê até o retorno da menstruação da mulher. Esse período varia de acordo com a realização da amamentação e pode durar até 45 dias.

O puerpério, geralmente, é dividido em três etapas. A primeira delas é chamada de puerpério imediato, que começa no primeiro dia de nascimento do bebê e segue até o décimo dia após o parto. A segunda etapa é o tardio, que ocorre entre o décimo primeiro dia e o quadragésimo segundo dia após a realização do parto. Por fim, a terceira e última etapa é chamada de remoto. Ela passa a ser contada a partir do quadragésimo terceiro dia pós-parto.

Na linguagem popular, esse momento pós-nascimento é chamado de resguardo, e também de quarentena. É muito comum que a mulher passe por diversas mudanças hormonais, além de alterações físicas e também emocionais ao longo desses dias.

É característico do puerpério que a mulher sofra com um tipo de sangramento abundante, que começa depois do parto e pode se alongar por até 15 dias. O sangramento vai se reduzindo aos poucos, até cessar de uma vez.

Contracepção durante o puerpério

Muitas mulheres possuem diversas dúvidas quando o assunto é contracepção durante o puerpério. O ideal é sempre deixar a vergonha de lado e procurar um ginecologista para se informar sobre esse assunto, garantindo que a automedicação será evitada no período.

É muito difícil que uma mulher engravide logo após o parto, ou nos primeiros 45 dias do pós-parto. Porém, durante a amamentação, o corpo feminino acaba tendo uma circulação hormonal maior, situação que eleva as chances de gravidez.

Essa condição torna a conversa sobre contracepção entre a mulher e o ginecologista fundamental para que a melhor opção seja escolhida em cada caso. A principal opção recomendada por especialistas é a ingestão de alguns tipos de pílulas que podem ser utilizadas durante a amamentação, por serem produzidas a base de progestagênios.

As chamadas pílulas anticoncepcionais tradicionais, que são formadas por uma combinação de estrogênio e progestagênio, não devem ser utilizadas durante o puerpério. Essa proibição acontece porque o estrogênio acaba afetando o leite materno e, consequentemente, atingindo o bebê, que não deve ter contato com esse tipo de hormônio no início da vida.

Outra opção contraceptiva para o período é a utilização do dispositivo intrauterino, o chamado DIU, que pode ser aplicado 40 dias após a realização do parto. A mulher pode optar tanto pelo DIU hormonal quanto pelo DIU de cobre. Os dois exemplos não trazem nenhum risco ao leite materno ou para o processo de amamentação do bebê.

Além dessas opções, durante o puerpério, também é recomendada a utilização dos preservativos masculinos e/ou femininos.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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Posted by Dra. Cristina Carneiro