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Puerpério: conheça as mudanças que ocorrem no corpo da mulher após o parto

A gravidez é um fenômeno que causa alterações profundas na fisiologia da mulher. Um processo natural que prepara o terreno para que se possa abrigar a vida na fase gestacional. As adaptações que ocorrem nestes nove meses são de ordem física, química e também psicológica. Dar à luz, no entanto, não significa o fim das alterações. Por isso, devemos levar em conta o puerpério.

Também referido como resguardo ou quarentena, este é o momento de pós-parto, quando a mulher se recupera das transformações corporais. Um período que compreende dias, semanas e até meses, para que se complete. Isto acontece porque as mudanças que ocorrem aqui também são de grande intensidade. E, assim como a gestação, elas não são apenas de caráter físico.

Se antes o objetivo era preparar o organismo para carregar o bebê, posteriormente o foco estará na sua nutrição. Já nas primeiras semanas após dar à luz as alterações começam. Neste artigo, apontamos as mudanças que ocorrem no corpo da mulher durante o período de pós-parto. Comecemos por definir este período e suas fases.

O que é o Puerpério e quais são as suas fases?

Este é um período que compreende de 6 a 8 semanas – cerca de 40 dias – após o parto. Seu ponto inicial é a expulsão da placenta. Esta primeira fase tem duração de 2 horas e é seguida pelo período mediado. Este dura até 10 dias após a mulher dar à luz. Na fase tardia, chegamos a 45 dias após o evento. Por fim, na etapa remota contamos até 60 dias desde o acontecimento do parto.

As principais mudanças vão ocorrer nos 40 dias que se seguem ao nascimento do bebê. Recomenda-se às mulheres o acompanhamento com o obstetra neste momento. O prazo para buscar o cuidado é de 7 a 10 dias após a natividade. A avaliação do médico será importante para qualquer tipo de parto e poderá ajudar a mitigar alguns desconfortos.

Quais são as mudanças que ocorrem no corpo da mulher após o parto?

Útero

É onde acontecem as mudanças mais significativas do puerpério. A princípio ocorre o fenômeno de involução uterina – a volta do órgão ao tamanho normal. Para cada dia que passa ele diminui cerca de 1 centímetro. O processo é desencadeado pela queda nos níveis de estrogênio e progesterona. As cólicas são comuns nos primeiros momentos, sobretudo ao amamentar. Também é comum o sangramento – denominado de lóquio.

Incontinência urinária

Em muitos casos ocorre a incontinência urinária, caracterizada por um desejo incontrolável, e quase sempre súbito, de urinar. Na duração, este quadro pode se estender por até 3 meses. Para aliviar a condição recomenda-se o fortalecimento da região do períneo, resultado proporcionado pelos exercícios de Kegel. Estes devem ser feitos durante a gravidez.

Região íntima

Dilatação e inchaço da região vaginal são comuns no período de resguardo e isto independe do tipo de parto realizado. Se ocorreu durante o procedimento uma episiotomia – corte entre a vagina e o ânus para facilitar a passagem do bebê – provavelmente desconfortos e dores estarão presentes.

Mamas

Ao aumentarem de volume, elas ficam doloridas. Além disso, antes de produzirem o leite propriamente dito, é segregado o colostro. Esta substância é o primeiro alimento do recém-nascido e tem grande poder nutritivo e de proteção contra infecções. Passados 4 a 5 dias do parto, ele dá lugar ao leite de transição. Apenas no prazo de 3 semanas é que surge o leite maduro. E quanto aos desconfortos, a própria amamentação ajuda a reduzi-los.

Emocional

Este é um aspecto que merece grande atenção, já que os impactos aqui são intensos. Seja por conta da privação de sono ou pelas descargas hormonais. Frustração, angústia e medo são sentimentos comuns. Deve-se estar alerta, no entanto, aos quadros de tristeza prolongada. Eles podem sinalizar depressão pós-parto, o que demanda acompanhamento profissional.

Como vimos, o puerpério é uma fase onde ocorrem muitas mudanças no corpo da mulher para que ele se recupere da gestação. Ao longo deste artigo, foram listados os fenômenos mais comuns neste momento.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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Posted by Dra. Cristina Carneiro