contraceptivos não hormonais

Saiba mais sobre as principais doenças ginecológicas

Algumas doenças ginecológicas atingem boa parte das mulheres, sobretudo, na fase de maior fertilidade. Por isso, se você tem menos de 35 anos e pretende engravidar é importante ficar atenta a alguns sinais do corpo para solucionar problemas e manter a saúde em dia.

Elaboramos este artigo com as principais doenças ginecológicas que comprometem a qualidade de vida das mulheres, bem como suas causas, tratamento e formas de prevenção. Confira!

  1. Vulvovaginites

São inflamações provocadas por microrganismos presentes na vulva e na vagina, que podem gerar vermelhidão, coceira intensa e corrimento com ou sem odor. Caso tenha esses sintomas, procure orientação ginecológica, pois o diagnóstico exato só é obtido por exame clínico, vulvoscopia e cultura de secreção vaginal.

O uso de calcinhas de tecido sintético, papel higiênico perfumado, roupas justas e duchas vaginais diariamente facilita o aparecimento de vulvovaginites. Suspender esses hábitos ajuda a prevenir o problema e evitar complicações.

O tratamento da doença é feito por medicamentos de uso oral e cremes vaginais específicos. O quanto antes a inflamação for tratada, mais rápido e eficiente será o tratamento.

  1. Mioma uterino

Alterações hormonais provocam disfunções fibrosas que formam nódulos no útero. Por esse motivo, os miomas aparecem com mais facilidade entre a fase mais fértil da mulher e o início da menopausa. Não ter tido filhos e obesidade são outros fatores que aumentam a incidência.

O diagnóstico é confirmado com ultrassom e exames regulares. Todavia, sangramento anormal, dor na região pélvica e no abdome, pressão na bexiga e dificuldade para engravidar são fortes indícios de nódulos. O tratamento depende do tamanho e da quantidade de miomas e do histórico de vida da mulher.

Como os nódulos podem diminuir a fertilidade e induzir abortos e partos prematuros, pacientes que pretendem engravidar precisam de tratamento diferenciado e atenção ginecológica especial.

  1. HPV

Essa DST pode ser controlada, mas ainda não há cura. Por isso, a melhor atitude é a prevenção por meio do sexo seguro e vacina. Preocupante, alguns subtipos do HPV estão relacionados ao câncer de colo do útero se não forem tratados de forma correta.

O sintoma mais comum é o surgimento de verrugas nas áreas genitais (ânus e vagina), erupções que também podem aparecer na boca e na garganta. Há ainda sintomas detectáveis apenas por exames minuciosos, como lesões no colo do útero.

O HPV costuma ser detectado em exames de rotina, como Papanicolau e Colposcopia. Por essa razão, o acompanhamento médico é essencial na prevenção e no tratamento da doença. O tratamento — congelamento das verrugas, eliminação por laser, cauterização ou cirurgia — é recomendado de acordo com o tipo de vírus, o alcance da doença e a idade da mulher.

  1. Síndrome do ovário policístico (SOP)

A SOP decorre de alterações hormonais que acarretam a formação de microcistos nos ovários. O principal sintoma da doença é o atraso e/ou a ausência da menstruação, sinal que também pode vir acompanhado de aumento de peso, acne e maior presença de pelos no abdome, seios e rosto.

Para um diagnóstico exato, a mulher tem de passar por análise clínica com ginecologista, ultrassom ginecológico e exames laboratoriais complementares. Os tratamentos mais difundidos são uso de anticoncepcionais, indução da ovulação, medicamentos para resistência à insulina e cirurgia, nos casos extremos.

Se não for tratada, a SOP aumenta a dificuldade de engravidar, podendo levar a mulher à infertilidade e a longo prazo pode levar ao câncer de endométrio. Para prevenir, recomenda-se uma dieta saudável, exercícios físicos e acompanhamento ginecológico anual.

  1. Endometriose

Bastante comum, a endometriose afeta mulheres em idade fértil e pode provocar esterilidade se não for tratada. A doença se desenvolve quando células do endométrio se deslocam para fora do útero, atingindo outros órgãos da cavidade abdominal e gerando inflamações.

Entre os sintomas estão cólica intensa e resistente à ação de medicamentos, sangramentos irregulares, dor durante as relações sexuais, alterações no funcionamento do intestino no período menstrual e dificuldade para engravidar.

Ainda não há métodos de prevenção para a endometriose. Por isso, é muito importante acompanhar sua saúde ginecológica e estar atenta aos sintomas para obter um diagnóstico da endometriose e iniciar o tratamento adequado.

Também há práticas saudáveis, como atividade física, boa alimentação e redução do estresse ajudam a amenizar os sintomas. O tratamento da doença é feito por meio de medicamentos e de cirurgia, nos casos mais graves.

  1. Candidíase

Também conhecida como cândida, é uma das principais doenças ginecológicas. Embora seja transmitida para o homem, não é considerada uma DST. Trata-se de uma infecção provocada por fungos, sendo o Monília ou Cândida. Seus sintomas são a presença de corrimento vaginal de cor esbranquiçada, com textura espessa e grumosa. Ele é acompanhado por irritação local, coceira e algumas vezes mal odor.

A prevenção é feita com o uso do preservativo, a correta higienização do local, alimentação equilibrada e a evitação do uso de absorventes internos, roupas muito justas e tecidos sintéticos em contato com os genitais. O tratamento é feito com comprimidos e pomadas de aplicação local, que devem ser administrados na frequência indicada pelo médico e durante o tempo recomendado.

  1. Infecção urinária

É um problema que afeta pessoas de ambos os sexos, porém, mais comum em mulheres em idade reprodutiva. Geralmente essa infecção se manifesta quando acontece um desequilíbrio dos micro-organismos no trato urinário e também pela queda do estrogênio. Isso pode se dar em função de relação sexual desprotegida ou quando acontece migração de bactérias gastrointestinais para a bexiga.

Para prevenir a infecção é importante ingerir bastante água, urinar antes e depois das relações sexuais, evitar segurar a urina, fazer uso do preservativo e realizar adequadamente a higiene íntima. O diagnóstico é feito por meio da análise dos sintomas relatados e pelo exame de urina, sendo que o tratamento é realizado com antibióticos eficazes contra o agente infecioso.

  1. Câncer de mama

Apesar de também atingir os homens, a ocorrência maior desse tipo de câncer está entre as mulheres. Alguns sintomas são os nódulos nos seios e região das axilas, alteração do formato da mama e produção de secreção.

Ainda não há medidas totalmente eficazes para a prevenção. Por isso, deve-se manter hábitos saudáveis para garantir o equilíbrio orgânico e também realizar o autoexame e a mamografia, a fim de diagnosticar o problema o quanto antes.

O diagnóstico precoce oferece maiores chances de cura para o câncer de mama e também requer um tratamento menos agressivo, além de evitar o agravamento do quadro, o que poderia exigir a retirada da mama.

  1. Sífilis

A sífilis é uma DST que está em nossa lista das principais doenças ginecológicas porque o número de casos tem aumentado atualmente. É provocada pela bactéria Treponema pallidum e trata-se de um mal silencioso.

Seus sintomas variam de acordo com o estágio da doença, sendo estes classificados como primário, secundário, latente e terciária. Ela pode ser transmitida para outras pessoas apenas nos dois primeiros estágios.

A sífilis pode ser tratada e depois de curada não volta a se manifestar, mas é possível se reinfectar. O diagnóstico é obtido por meio do exame de sangue, da cultura de bactérias ou a punção lombar. O tratamento é realizado com aplicação do antibiótico penicilina, que se ministrado no primeiro ano após a infecção requer apenas a dose única, se não, uma segunda dose é realizada.

Ainda existem outros problemas que podem afetar a saúde da mulher que, embora não estejam listados entre as principais doenças ginecológicas do nosso artigo, também requerem atenção. Por isso, é importante fazer o acompanhamento ginecológico com exames de rotina e sempre adotar medidas preventivas.

Todas as mulheres precisam conhecer essas doenças para se poderem se prevenir também. Por isso, compartilhe essas informações com suas amigas nas redes sociais.

 

Posted by Dra. Cristina Carneiro

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