colposcopia

Colposcopia: saiba quais são os possíveis resultados

Colposcopia: saiba quais são os possíveis resultados

Procedimento ginecológico que examina de forma ampliada o colo uterino, a vagina e a vulva das pacientes, a colposcopia é capaz de diagnosticar câncer do colo do útero, avaliar dores pélvicas, inflamações do colo uterino e lesões. Normalmente, o exame é indicado para pacientes que apresentam alterações no exame de papanicolau.

Como é feita a colposcopia?

O procedimento é simples, rápido e indolor, não requerendo nenhum tipo de preparo. Ele se assemelha bastante ao exame ginecológico convencional, no qual a paciente se deita na maca, com as pernas afastadas, e o ginecologista introduz na vagina dela o espéculo, instrumento que mantém o canal vaginal aberto. Em seguida, o colposcópio é posicionado, focando-se no canal.

O colposcópio é um aparelho cuja aparência lembra a de um binóculo. Através dele, é possível visualizar a região examinada com um aumento de até 40 vezes. Essas imagens ampliadas são transmitidas em um monitor.

O exame deve ser realizado quando a paciente não está no período menstrual, visto que o sangramento dificulta a visualização da região.

Embora não haja nenhum preparo prévio, as mulheres que se submetem ao procedimento recebem algumas orientações. São elas:

– não ter relações íntimas por, no mínimo, 3 dias;

– não fazer uso de nenhum creme vaginal;

– não fazer uso de medicamentos vaginais por no mínimo 48 horas;

– não fazer duchas.

Se essas orientações não forem seguidas, o resultado do exame pode ser alterado.

Resultados possíveis da colposcopia

Esse procedimento ginecológico visa examinar toda a região do colo uterino, principalmente a junção escamo-colunar (JEC) ou a zona de transformação (ZT).

O resultado do exame é imediato, caso não exista a necessidade de realizar a biópsia. Se esta for feita, o resultado ficará pronto em no máximo 8 semanas. Existem 2 resultados possíveis: o normal e o anormal.

  1. Resultado normal: é considerado resultado normal o exame em que a JEC ou a ZT foram visualizadas e não houve nenhuma detecção de lesão. Nenhuma célula anormal foi localizada na região durante o procedimento.
  2. Resultado anormal: nesse resultado, são encontradas células anormais no colo uterino, denominadas neoplasia intraepitelial cervical. Trata-se de células não cancerosas, mas, se não forem devidamente tratadas, podem evoluir para esse quadro.

Ao todo, são 4 graus de risco. São eles:

– NIC I: não há riscos de células virarem cancerosas;

– NIC II: há a probabilidade de as células virarem cancerosas;

– NIC III: alta probabilidade de as células evoluírem e virarem cancerosas;

– NIGC: também apresenta altas chances de virarem células cancerosas.

Como tratar a condição anormal?

O grau NIC I é o único no qual não existe a necessidade de tratamento, pois as células não possuem chances de evoluir, podendo desaparecer sem intervenções. Já nos graus NIC II, NIC III e NIGC, o tratamento para a remoção dessas células é recomendado.

Em alguns casos, o tratamento é feito no mesmo momento da realização da colposcopia. No entanto, isso irá depender da gravidade do resultado.

Dentre os tipos de tratamento existentes aos quais a mulher pode recorrer, estão:

  1. LLETZ: procedimento que pode ser feito durante o exame, que consiste na retirada das células por meio de um loop de arame, aquecido por corrente elétrica;
  2. Biópsia do cone: cirurgia em que é retirada parte do tecido que possui as células anormais. É importante esclarecer que esse procedimento é realizado com menos regularidade que o LLETZ, uma vez que ele só deve ser feito quando existe uma área considerável de tecido a ser extraída;
  3. Laser: tratamento em que o médico ginecologista faz uso de laser para a destruição das células;
  4. Crioterapia: método no qual as células passam por um processo de congelamento e, posteriormente, são destruídas;
  5. histerectomia: nesse procedimento, é feita a remoção por completo do útero. Para recorrer a esse tratamento, as células deverão ter sido localizadas repetidamente durante a realização da colposcopia.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter e ficarei muito feliz em responder os seus comentários sobre esse assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

Posted by Dra. Cristina Carneiro in Todos
Colposcopia: como se preparar para o exame

Colposcopia: como se preparar para o exame

Grande aliada não apenas na identificação, como na prevenção contra o câncer de colo do útero, a colposcopia geralmente é solicitada quando a colpocitologia, ou papanicolau, apresenta alguma alteração. Torna-se então necessário investigar melhor a lesão ou anormalidade encontrada no exame. Por isso, a rotina de prevenção com o papanicolau é tão importante.

O exame pode ser realizado pelo seu ginecologista ou por outro ginecologista especializado. Ele é feito com um aparelho chamado colposcópio, que se assemelha a um microscópio e amplia a visão da região em até 40 vezes para que o ginecologista consiga ver claramente as lesões que precisa investigar. Essas lesões não são facilmente identificadas a olho nu.

Para a realização do procedimento, a paciente fica em posição ginecológica e o profissional introduz o espéculo, conhecido como bico de pato, no canal vaginal. Dessa forma, ele pode usar o colposcópio para visualizar com clareza a região genital da paciente.

Para identificar as lesões, aplicam-se soluções reagentes que permitem ao profissional ver se há ocorrência de lesão. Essas soluções podem provocar algum incômodo na paciente, mas não provocam dor. Caso o ginecologista identifique algo que precise ser analisado com mais cuidado, ele pode fazer uma biópsia, que consiste em coletar com uma pinça um pequeno fragmento da lesão.

Esse fragmento é encaminhado a um laboratório para que um patologista analise e então identifique o causador da lesão. Desse modo, o ginecologista pode propor o tratamento adequado à paciente.

Preparação para a colposcopia

Nas 48 horas que antecedem o exame, não se deve usar ducha vaginal, aplicar medicamentos ou cremes na região nem ter relações sexuais. Também é indicado apenas aparar os pelos pubianos com tesoura para evitar lesões e irritações que podem atrapalhar o exame.

É importante lembrar que o exame não deve ser realizado durante o período menstrual. Indica-se que seja feito cerca de cinco dias após o término da última menstruação. Esses cuidados prévios são necessários para que o profissional possa identificar as lesões com clareza e para que não haja interferência de outras substâncias com as substâncias reagentes.

Depois do exame

Caso tenha sido feita uma biópsia, os cuidados após a colposcopia são os mesmos cuidados preparatórios. Não se deve usar ducha, aplicar cremes e medicamentos ou ter relações sexuais nas próximas 48 horas. Após o exame, a paciente pode sentir algum incômodo, cólicas e um leve sangramento por conta da biópsia. Também é comum ocorrer um corrimento marrom por alguns poucos dias, por conta das soluções reagentes usadas durante o exame.

Está grávida?

Não há problema algum em realizar a colposcopia mesmo se a paciente estiver grávida. Caso haja possibilidade de gravidez (se você suspeita, mas a gravidez ainda não foi confirmada), avise ao profissional que realizará o exame para que ele tome as devidas precauções.

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O que é colposcopia e para que é indicada

O que é colposcopia e para que é indicada

A colposcopia é um exame ginecológico complementar que normalmente é realizado quando há necessidade de realização de biópsia do colo uterino, mas também pode ser utilizada para comprovar alguma suspeita médica.

É um procedimento bastante simples, parecido com o exame ginecológico tradicional, conhecido como papanicolau, e pode auxiliar o médico a conseguir um diagnóstico mais preciso.

Embora tenham nomes semelhantes, vale lembrar que o exame em questão nada tem a ver com a colostomia; são procedimentos totalmente distintos. Enquanto a colostomia se trata de uma intervenção cirúrgica, a colposcopia é apenas um exame.

Confira a seguir como é feito o exame de colposcopia e em quais casos ele é indicado.

Como funciona a colposcopia?

O exame leva esse nome por causa do aparelho que é utilizado para fazê-lo: o colposcópio. Embora o nome possa assustar no 1º momento, esse exame é bastante simples, feito através do colposcópio, que é uma espécie de um binóculo. Nele, o médico pode analisar com mais clareza não só o colo do útero, mas também a vulva e vagina.

É introduzido o espéculo na vagina da paciente a fim de expor o colo do útero; todo o procedimento é realizado por meio da observação. É um tipo de exame de cunho investigativo, dura aproximadamente 15 minutos e não demanda nenhum tipo de preparação anterior para ser realizado.

Quando é necessário realizar a colposcopia?

Os médicos podem pedir exame quando, no ginecológico de rotina da paciente, é constatada alguma irregularidade, como uma lesão no colo do útero, ou quando o médico se depara com alguma situação que deixe dúvidas e julgue melhor averiguar.

Normalmente, nos casos em que há necessidade de realização de biópsia o médico pede o exame com o colposcópio. Isso porque ele dá ao médico um poder maior de visão do colo uterino e também da vulva e da vagina, pois o colposcópio ilumina o local de forma mais adequada e conta com lentes de aumento, fazendo com que seja possível obter diagnósticos muito mais certeiros e completos.

Existem contraindicações para a realização do exame de colposcopia?

Não existem contraindicações para a realização desse exame. As ressalvas a esse procedimento são praticamente as mesmas do papanicolau: não deve ser feito quando a mulher estiver no período menstrual e também não deve ser realizado em mulheres que estejam com algum tipo de infecção no local, especialmente as que resultem em secreções e sangramento, pois isso poderia comprometer o resultado da análise.

Gestantes também podem realizar a colposcopia, pois o exame não oferece risco algum ao bebê; entretanto, nesses casos, os procedimentos de biópsia e curetagem deve ser evitado.

Quer saber mais? Estou à disposição para solucionar qualquer dúvida que você possa ter, e ficarei muito feliz em responder aos seus comentários sobre este assunto. Leia outros artigos e conheça mais do meu trabalho como ginecologista em São Paulo.

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