Veja aqui o risco da pressão alta durante a gravidez

Na gravidez, o mundo começa a girar em torno de nosso bebê, não é mesmo? Temos que mudar a alimentação, tomar vitaminas e fazer pré-natal. E se tivermos pressão alta durante os meses de gestação, o que pode acontecer?

A seguir explicaremos causas, sintomas, perigos, prevenção e tratamento para essa situação. Você descobrirá tudo o que precisa saber sobre o aumento da pressão sanguínea na gestação.

O que significa a pressão alta durante a gravidez?

A DHEG (doença hipertensiva específica da gestação) é o aumento da pressão sanguínea em mulheres que nunca haviam apresentado esse sintoma e que estão grávidas. Cerca de 5-7% das grávidas brasileiras passam por esse problema.

O aumento da pressão arterial na gravidez, ou pré-eclâmpsia, se não for tratado e controlado, evolui para o quadro de eclâmpsia. Geralmente, começa depois da 20.ª semana de gravidez, ou seja, próximo do quarto mês.

pré-eclâmpsia é acompanhada de eliminação de proteína pela urina e inchaços. Se a gestante não fizer acompanhamento médico ou não conseguir controlar a pressão, pode apresentar sintomas de piora.

Nesse caso, se esses sintomas não forem tratados, o quadro evolui para eclâmpsia: o risco da perda da criança se torna alto, já que esse quadro caracteriza-se por convulsões, pode evoluir para coma e levar à morte.

Quais são as causas?

A origem da maioria dos problemas de saúde vem da má alimentação. Apesar de não existir uma causa única, a alimentação desequilibrada, o excesso de sal e o sedentarismo tornam muito mais difícil ter uma gravidez saudável.

Existe o consenso de que o problema também pode ser resultado da má adaptação corpórea da mãe à sua nova condição.

Quais são os sinais e sintomas?

Os sinais e sintomas clássicos consistem na pressão alta, perda de proteína pela urina e inchaço. Podem ser encontrados alguns sintomas que indicam o agravamento da doença: entre esses sintomas estão dores de cabeça e abdominais, visão comprometida com pontos brilhantes ou embaçada e inchaço generalizado.

Como prevenir e tratar?

Cuidar da alimentação e do ganho de peso, fazendo visitas regulares ao ginecologista e obstetra, é imprescindível para um parto seguro e um bebê saudável.

O ácido fólico, nutriente indicado como suplemento para grávidas, tem ação vasodilatadora. Mas, se mesmo seguindo esses cuidados a pressão não baixar, medicamentos anti-hipertensivos podem ser necessários.

Hipertensas que ficaram grávidas também estão em risco?

Mulheres hipertensas que engravidaram não se enquadram nos casos de DHEG. Contudo, se a pressão não estiver controlada, os sintomas serão os mesmos e o tratamento será similar ao de pré-eclâmpsia.

Muitos especialistas adotam a opção de trocar o remédio que a gestante já tomava por outro da mesma classe, que seja mais indicado para o período da gravidez. É importante que o ginecologista e o cardiologista estudem juntos soluções para a situação.

Os cuidados com a alimentação não devem ser descuidados, assim como deve ser feita suplementação de ácido fólico.

Quais são os riscos?

A partir do momento em que não se consegue mais controlar a pressão com auxílio de medicamentos e os sintomas da iminência de eclâmpsia se tornam evidentes, é necessário fazer a indução do parto, já que a vida do bebê e a da mãe estão em risco.

Toda doença que aparece durante a gestação é um sinal de predisposição. Normalmente, após a doença hipertensiva específica da gestação, a pressão arterial é normalizada ou reduzida logo após o parto.

Mesmo assim, algumas mães recentes continuam tomando anti-hipertensivo por cerca de 40 dias, para garantir que a pressão volte ao normal.

É muito importante fazer o acompanhamento médico e tomar cuidado com a alimentação. Lembre-se: são duas vidas que dependem apenas do seu cuidado.

Percebeu como a pressão alta durante a gravidez pode colocar em risco a vida da mãe e do bebê? Se você achou essas informações importantes e quer alertar outras mulheres, compartilhe este post nas redes sociais!

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Posted by Dra. Cristina Carneiro